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Ministério Público de SP abre inquérito para investigar Alckmin por improbidade administrativa

Ministério Público de São Paulo acaba de abrir um inquérito civil para investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O inquérito apura eventual prática de atos de improbidade administrativa, notícia de pagamento pelo grupo Norberto Odebrecht de vantagem indevida, ao ex-governador Geraldo Alckmin, com a participação de Adhemar César Ribeiro e se Marcos Monteiro a título de caixa 2, sem regular declaração a Justiça Eleitoral de R$ 2 milhões para a campanha de 2010 e R$ 8,3 milhões para a campanha de 2014.

Alckmin foi citado por três delações da Lava Jato por ter supostamente recebido R$ 10 milhões.

A portaria do inquérito foi assinada pelos promotores Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Milani.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do ex-governador informou que Alckmin “vê a investigação de natureza civil com tranquilidade e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos”. A nota também diz que Alckmin tem “total consciência da correção de seus atos”.

Delações

O nome de Geraldo Alckmin apareceu nas delações premiadas de três executivos da construtora Odebrecht. Benedicto Júnior, acusado de fazer parte do departamento de operações estruturadas da empresa, o chamado departamento da propina, disse que, no total, foram destinados R$ 10 milhões de caixa dois às campanhas de Alckmin em 2010 e 2014.

Arnaldo Cumplido era responsável na Odebrecht pelas obras do metrô e relatou que o repasse na campanha de 2014 de R$ 8 milhões tinha uma relação indireta com as obras da linha seis do metrô, a laranja. A Odebrecht fazia parte do consórcio que fez parceria com o governo do estado para realizar as obras.

Alckmin, como governador, tinha foro privilegiado e o caso foi para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, no fim de 2017. No dia 6, Alckmin renunciou ao cargo para disputar as eleições presidenciais de outubro e perdeu o foro privilegiado.

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo pediram, então, à Procuradoria-Geral da República em Brasília para receber o inquérito. Mas a PGR indicou ao Superior Tribunal de Justiça que a suspeita era de crime eleitoral. Por isso, o STJ enviou para a Justiça Eleitoral em São Paulo.

No dia 12, o advogado de Alckmin defendeu o ex-governador. “Acho que a investigação está sendo feita, é normal que o seja, mas a minha expectativa é que, em breve, tudo seja esclarecido e, se houver culpados, que se puna quem realmente cometeu algum ilícito. mas, em relação ao governador, estamos muito tranquilos”, disse José Eduardo Alckmin.

Veja a íntegra da nota de Geraldo Alckmin:

O ex-governador vê a investigação de natureza civil com tranquilidade e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. Não apenas por ter total consciência da correção de seus atos, como também por ter se posicionado publicamente contra o foro privilegiado. Registre-se que os fatos relatados já estão sendo tratados pela Justiça Eleitoral, conforme determinou o Superior Tribunal de Justiça.

Fonte original: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/ministerio-publico-de-sp-abre-inquerito-para-investigar-alckmin-por-improbidade-administrativa.ghtml

Cármen Lúcia pauta para 2 de maio retomada de julgamento de restrição do foro privilegiado

Antes de assumir a Presidência da República temporariamente nesta sexta-feira (13), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, pautou a retomada do julgamento da ação que restringe o alcance do foro privilegiado no plenário para o dia 2 de maio.

O julgamento foi interrompido no ano passado, quando oito ministros votaram a favor de restringir o foro privilegiado. No entanto, o ministro Dias Tofolli pediu vistas para analisar melhor o processo. No último dia 27 de março ele devolveu o processo para a presidente do STF. Agora, ela decidiu incluir o assunto na pauta de maio. A de abril já estava fechada.

A restrição ao foro privilegiado é uma proposta do ministro Luís Roberto Barroso. Ele defendeu que a autoridade só tenha direito ao foro privilegiado em relação a atos praticados durante o seu mandato político ou cargo em curso. Ou seja, irregularidades praticadas anteriormente não teriam foro privilegiado e ficariam com a Justiça de primeira instância.

Apesar de ministros terem a permissão de mudar votos até o final do julgamento, a expectativa é que a proposta de Barroso tenha, no mínimo, maioria para sua adoção. Com isso, vários inquéritos tramitando hoje na Justiça, alguns inclusive da Operação Lava Jato, podem sair da esfera do Supremo Tribunal Federal e seguir para a primeira instância.

Nos bastidores, políticos vinham apoiando a restrição ao foro desde que fosse alterada, também, a jurisprudência do STF sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Nesse caso, eles teriam direito a ficar recorrendo em todas as instâncias, até o trânsito em julgado final, postergando a execução de uma sentença.

Agora, se a jurisprudência não for alterada, esses réus ficariam sujeitos a uma execução de sentença caso sofram uma condenação em segunda instância, tal como ocorreu recentemente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte original: https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2018/04/13/carmen-lucia-pauta-para-2-de-maio-retomada-de-julgamento-de-restricao-do-foro-privilegiado.ghtml

Presidente da Câmara Municipal de Petrópolis é preso

O presidente da Câmara Municipal de Petrópolis, Paulo Igor da Silva Carelli, foi preso por policiais civis na manhã de hoje (12). Contra ele havia um mandado de prisão preventiva pelos crimes de fraude em licitação e peculato, assim como contra o vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu.

Segundo denúncia do MP, Paulo Carelli, com auxílio de outras pessoas, combinou com um empresário uma forma de direcionar uma licitação em 2011 para a empresa Elfe Soluções e Serviços, que resultou em contrato de R$ 4,49 milhões.

Para o MP, as diversas ilegalidades praticadas durante o procedimento licitatório tinham como meta afastar o caráter competitivo do ato para direcionar a concorrência em favor da empresa de Wilson da Costa Ritto Filho, conhecido como Júnior, da Elfe Soluções. Segundo as investigações, o empresário seria amigo dos vereadores Paulo Carelli e Dudu.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Elfe informou que tem uma postura de total transparência e que vem prestando prontamente todos os esclarecimentos solicitados pela Justiça. A empresa acrescentou que, desde que o referido contrato foi encerrado em 2012, não tem mais nenhum contato com qualquer órgão da administração pública direta de Petrópolis. Ainda segundo a nota, Júnior se afastou da empresa em 2015.

Em nota, a Câmara Municipal de Petrópolis informa que o vereador Roni Medeiros (PTB), 1º vice-presidente da Casa, assumiu interinamente a presidência hoje e adotou as medidas administrativas de urgência indicadas, com o afastamento dos vereadores Paulo Igor e Luiz Eduardo Dudu, conforme determinação judicial. Segundo a Casa,  a Mesa Diretora vai aguardar os desdobramentos dos fatos, observado o direito de defesa dos parlamentares envolvidos. A nota informa ainda que os trabalhos no Legislativo terão sequência normal, com a realização da sessão plenária nesta tarde.

 

Fonte original: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/04/12/presidente-da-camara-municipal-de-petropolis-e-preso/

Barroso manda soltar Yunes e coronel Lima, amigos de Temer

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar na noite deste sábado 31 os amigos de Michel Temer presos na Operação Skala.

Detidos desde quinta-feira 29, o advogado José Yunes, ex-assessor do presidente, e o coronel da reserva João Baptista Lima Filho tiveram sua liberdade determinada após pedido de Raquel Dodge, procuradora-geral da República. Segundo a PGR, as 10 prisões temporárias da operação já “cumpriram o objetivo geral”.

Além de Yunes e o coronel Lima, estavam detidos o ex-ministro da agricultura Wagner Rossi, pai do líder do MDB na Câmara, o deputado Baleia Rossi, e Antonio Celso Grecco, um dos donos da Rodrimar.

Segundo a PF, a Rodrimar teria sido beneficiada na edição do decreto do setor portuário. Temer e o Coronel Lima surgem em uma planilha, revelada por CartaCapital  em janeiro, como receptores de valores em propina pelo esquema.

No documento, a citação da Rodrimar tem a cifra de 600 mil reais. Ao lado, aparecem a sigla “MT” e os números “300.000 (+ 200.000 p/campanha)”. Já o “L” surge com 150 mil. Segundo o relatório policial de dezembro, MT seria Michel Temer e L, o coronel Lima.

Alvo de nova investigação, Temer tenta se equilibrar no poder até o fim do mandato. No Congresso, já há quem diga que não escapará de uma nova denúncia criminal à Justiça, repetindo o roteiro do escândalo JBS/Friboi. Com uma diferença: se houver nova denúncia, esta seria votada pelos deputados bem no meio da eleição. E aí dificilmente eles teriam coragem de salvar o mais impopular mandatário brasileiro da história.

A Operação Skala incluiu busca e apreensão nos endereços dos investigados. Procuradores da PGR acompanharam os depoimentos de alguns detidos na operação. As prisões tinham prazo até segunda-feira 1º. 

Em depoimento à PF, Yunes negou ter relação com o decreto dos portos e a empresa Rodrimar. Ele já havia sido ouvido três vezes pelo Ministério Público no ano passado, mas a PGR concordou que era necessário um novo depoimento. Ele voltou a afirmar que realizou apenas uma operação de venda de imóvel para Temer. 

Yunes foi alvo de delação premiada do doleiro Lúcio Funaro, operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo o delator, o advogado sabia que havia 1 milhão de reais em uma caixa que o Funaro mandou entregar no escritório do ex-assessor de Temer, em setembro de 2014, às vésperas da eleição. 

Já Lima alegou, “por motivos de saúde e falta de condições emocionais”, que não prestaria depoimento. A arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher e sócio do ex-coronel, foi ouvida. A PF quer saber detalhes sobre a reforma da casa de Maristela Temer, filha do emedebista. Um dos fornecedores das obras da obra disse que recebeu 100 mil reais em dinheiro vivo pelos serviços. 

Fonte original: https://www.cartacapital.com.br/politica/barroso-manda-soltar-yunes-e-coronel-lima-amigos-de-temer

Polícia Federal é lembrada como mais importante no combate à corrupção

Uma pesquisa encomendada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) à empresa Brain Análise e Consultoria  mediu o nível de satisfação dos brasileiros com o trabalho do órgão nos últimos anos. Pelo menos 34% da população mencionou, de forma espontânea, que considera a Polícia Federal como a maior responsável pelo combate à corrupção no País –  segunda colocada, a Polícia Civil,  foi citada com 22%.

As informações foram coletadas entre os dias 18 de janeiro e 5 de fevereiro e os pesquisadores ouviram mais de 1,2 mil pessoas em 18 estados, por telefone. Objetivo do estudo, segundo representantes da Fenapef, é conhecer a percepção da sociedade sobre o trabalho da Polícia Federal, em um ano em que os policiais federais têm intenção de aumentar a representatividade política da carreira, além de viabilizar estratégias para que os candidatos tenham bom desempenho nas urnas.

De acordo com a pesquisa, a operação Lava Jato, que completou quatro anos no último sábado (17), foi lembrada por 14% dos entrevistados, também de forma espontânea.

Para 90,9% dos brasileiros questionados, o trabalho dos policiais federais vem como o mais importante no combate à corrupção. Para 87%, a corrupção aumentou nos últimos dez anos, mas o combate a ela também vem aumentando, na opinião de 64,5%. A pesquisa quis saber quais os conceitos atrelados ao órgão. Mais de 81% dos entrevistados citaram credibilidade e 79,5% citaram eficiência.

A Polícia Federal também tem a melhor avaliação no combate à violência: mais de 60% avaliam como positiva a atuação da PF nesse setor. Para 90,9% dos entrevistados, o Brasil precisa adotar um novo modelo de segurança pública e 77,7% consideram que o setor piorou nos últimos anos. Aliás, a segurança pública foi mencionada como o maior problema da atualidade, seguida da área da saúde, com 26,2%.

Política

Pelos dados da pesquisa, 33% dos entrevistados disseram não se interessar por política. Mais de 80% não teriam preferência por partido político e 93,6% definem como ruim ou muito ruim a atual situação da política brasileira. O índice de rejeição geral com os partidos brasileiros alcançou 46%.

 

Fonte original: http://fenapef.org.br/policia-federal-e-lembrada-como-a-mais-importante-no-combate-a-corrupcao/

Juízes defendem Barroso de ataques de Marun e denunciam ‘estratégia para constranger o Supremo’

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Roberto Carvalho Veloso, afirmou, por meio de nota, nesta quarta-feira, 14, que há ‘uma estratégia para constranger o Supremo Tribunal Federal e seus ministros’, em referência à declaração do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), que disse estudar pedir impeachment do ministro Luís Roberto Barroso após alteração do decreto do indulto natalino do governo federal.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Carlos Marun, afirmou na tarde desta terça-feira, 13, que o governo vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso que alterou o indulto natalino e retirou a possibilidade de condenados por crimes de colarinho-branco serem beneficiados.

 

Fonte original: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/juizes-defendem-barroso-de-ataques-de-marun-e-denunciam-estrategia-para-constranger-o-supremo/

Operação 14 Bis combate desvio de recursos públicos de universidade no Paraná

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 13, com o Ministério Público Federal, a Controladoria Geral da União e a Receita, a Operação 14 Bis. A investigação mira um esquema de gestores e de empresas que teriam se juntado para fraudar licitações e contratos no âmbito da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Cornélio Procópio (UTFPR-CP). Há indícios de irregularidades de cerca de R$ 5,7 milhões.

Em nota, a PF informou que cerca de 90 policiais federais e servidores da CGU e da Receita cumprem 20 mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão, além de sequestro e indisponibilidade de bens. A ação ocorre nas cidades de Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá, todas no Paraná.

As investigações apontaram a ocorrência de ‘irregularidades graves’ em contratos celebrados entre a UTFPR-CP e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia.

Entre as irregularidades estão a suspeita de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para atesto de capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência, suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados, entre outros.

A PF destacou que a UTFPR recebeu denúncia relativa aos fatos na operação e ‘imediatamente adotou medidas em âmbito administrativo, como, por exemplo, a realização de auditorias conduzidas por sua unidade de Auditoria Interna, além da demissão, mediante Processos Administrativos Disciplinares, de dois servidores envolvidos nas fraudes’.

Os presos serão conduzidos à Delegacia de Polícia Federal em Londrina onde permanecerão à disposição da Justiça.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, crimes contra o processo licitatório, sem prejuízo de outras implicações penais a serem constatadas,

O nome da operação é uma alusão à empresa criada para facilitar os desvios.

COM A PALAVRA, CÂMPUS CORNÉLIO PROCÓPIO DA UTFPR

Nota de Esclarecimento, Operação 14 Bis

“Na manhã desta terça-feira, 13, o Câmpus Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) foi alvo de operação conjunta da Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF), Receita Federal e Controladoria Geral da União (CGU). Dois ex-servidores da Instituição foram presos.”

“A acusação é de fraudes em licitações e contratos no âmbito do Câmpus.”

“A Reitoria da UTFPR esclarece que, tão logo recebeu as denúncias de irregularidades no Câmpus, no segundo semestre de 2015, deu início às apurações por meio da Auditoria Interna da Instituição e afastou os servidores envolvidos nas acusações.”

“A partir das investigações internas, foram abertas sindicâncias e processos administrativos, que resultaram nas demissões do então diretor de Planejamento e Administração do Câmpus Cornélio Procópio, Sandro Rogério de Almeida, e do então diretor-geral do Câmpus, Devanil Antonio Francisco.”

“Cabe destacar, portanto, que a UTFPR tomou todas as providências de sua competência para que o patrimônio e a moralidade da administração pública fossem preservados.”

“A Universidade reitera que continuará contribuindo para que as investigações sejam realizadas de forma rápida, efetiva e dentro dos preceitos do Estado Democrático de Direito.”

COM A PALAVRA, AS DEFESAS DE DEVANIL E SANDRO

A reportagem está tentando contato com a defesa do ex-diretor-geral do Câmpus Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Devanil Antônio Francisco, e do ex-diretor dePlanejamento e Administração, Sandro Rogério de Almeida. O espaço está aberto para manifestação.

 

Fonte original: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/operacao-14-bis-combate-desvio-de-recursos-publicos-no-parana/

Temer dará ‘total acesso’ às informações do extrato bancário, diz Planalto

A Secretaria de Comunicação Social divulgou nota nesta segunda-feira (5) na qual informou que o presidente Michel Temer dará à imprensa “total acesso” às informações do extrato bancário dele.

A nota foi divulgada após o site da revista Veja informar que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra do sigilo de Temer.

O presidente é investigado em um inquérito aberto em setembro para apurar o suposto pagamento de propina na edição do decreto dos portos.

Barroso é o relator do inquérito e autorizou as investigações com base nas delações de Joesley Batista, dono do grupo J&F, e de Ricardo Saud, ex-executivo do grupo.

De acordo com as investigações, a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos (SP), teria sido beneficiada. Temer e a empresa negam a acusação.

Prorrogação do inquérito

Em 20 de fevereiro, a Polícia Federal pediu a Barroso que autorizasse a prorrogação das investigações relacionadas a Temer por mais dois meses.

O ministro do STF, então, consultou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que se manifestou favoravelmente à prorrogação.

Em 27 de fevereiro, Barroso autorizou estender o prazo do inquérito.

Repercussão

Após o Planalto divulgar a nota, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, convocou uma entrevista coletiva na qual disse que Temer “não tem nada a esconder” e ficou “contrariado e indignado”.

Responsável pela articulação política do governo, Marun acrescentou: “Não há como não se indignar diante do fato de que um inquérito completamente fraco, onde inexistem sequer indícios de qualquer ilícito resulte numa decisão dessas que, em se, digamos sendo tomada em relação ao presidente da República revela uma falta de cautela que nos estranha nesse momento.”

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota da Presidência:

Nota à imprensa

O presidente Michel Temer solicitará ao Banco Central os extratos de suas contas bancárias referentes ao período mencionado hoje no despacho do iminente ministro Luís Roberto Barroso. E dará à imprensa total acesso a esses documentos. O presidente não tem nenhuma preocupação com as informações constantes suas contas bancárias.

Fonte original: https://g1.globo.com/politica/noticia/temer-dara-total-acesso-as-informacoes-do-extrato-bancario-diz-planalto.ghtml

A pedido de Dodge, Fachin inclui Temer em outro inquérito da Lava Jato

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inclusão do presidente Michel Temer (MDB) em um inquérito que investiga o pagamento ilícito de benefícios por parte da Odebrecht a políticos em troca de medidas tomadas pela Secretaria de Aviação Civil. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), ambos firmes aliados de Temer e ex-ministros da Secretaria de Aviação Civil no governo Dilma Rousseff, são investigados no mesmo caso.

 O pedido de inclusão de Temer no inquérito foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Seu antecessor, Rodrigo Janot, havia retirado Temer da apuração por entender que a Constituição proibia a investigação do presidente da República por atos praticados antes do início de seu mandato. Dodge entendeu que apenas a denúncia é vetada e não a investigação. Segundo ela, a medida é “consentânea com o princípio central da Constituição, de que todos são iguais perante a lei, e não há imunidade penal”.

A base para o pedido de Dodge é a delação premiada de Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. Aos investigadores da Lava Jato, o lobista relatou que embora Temer atue “de forma muito mais indireta” que Padilha, “não sendo seu papel, em regra, pedir contribuições financeiras para o partido”, ele fez isso “de maneira relevante no ano de 2014”.

De acordo com a delação, em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, Temer “solicitou direta e pessoalmente” para Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo empresarial, “apoio financeiro para as campanhas do PMDB” naquele ano.

Chegamos no Palácio do Jaburu e fomos recebidos por Eliseu Padilha. Como Michel Temer ainda não tinha chegado, ficamos conversando amenidades em uma sala à direita de quem entra na residência pela entrada principal. Acredito que esta sala é uma biblioteca. Após a chegada de Michel Temer, sentamos na varanda em cadeiras de couro preto, com estrutura de alumínio.”

No jantar, diz Melo Filho, Marcelo Odebrecht definiu que seria feito um pagamento de 10 milhões de reais ao PMDB. O delator apresenta um email do herdeiro da empresa sobre o repasse dos recursos no qual ele se refere a Temer pelas iniciais “MT”.

Melo Filho relata que Temer recebeu uma nota da Odebrecht sobre a atuação da empresa em Portugal, antes de uma viagem do então vice-presidente ao país europeu. “Esse exemplo deixa claro a espécie de contrapartida institucional esperada entre público e privado”, diz o executivo.

Além de autorizar a inclusão de Temer no inquérito, Fachin deu mais 60 dias para a Polícia Federal concluir a investigação.

Na terça-feira 27, o ministro Luís Roberto Barroso, relator de outra investigação envolvendo Michel Temer, também deu mais 60 dias para a PF concluir seu trabalho. Trata-se do inquérito por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto no setor de portos, que teria beneficiado uma empresa do setor.

Em agosto e setembro de 2017, a Câmara salvou o presidente Michel Temer, ao determinar que ele não deveria ser julgado pelas denúncias de corrupção passiva, obstrução de justiça e formação de quadrilha feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base na delação de Joesley Batista, da JBS.

Em processo que corre na 10ª Vara Federal de Brasília, o ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures se tornou réu em dezembro. Apontado pelo presidente como “homem de confiança” em diálogo com Joesley Batista, Loures foi flagrado correndo pelas ruas de São Paulo com 500 mil reais em propina, originários da JBS.

Fonte original: https://www.cartacapital.com.br/politica/a-pedido-de-dodge-fachin-inclui-temer-em-outro-inquerito-da-lava-jato

PGR opina a favor da prorrogação do inquérito que investiga Temer

A Procuradoria Geral da República (PGR) informou nesta segunda-feira (26) ter se manifestado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da prorrogação do inquérito que tem o presidente Michel Temer entre os investigados.

No mesmo documento, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao STF que emita ordem judicial para o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, se abster de “qualquer ato de ingerência” sobre o inquérito, sob pena de afastamento do cargo.

A manifestação de Raquel Dodge foi enviada após pedido do ministro do STF Luís Roberto Barroso, relator do caso.

No último dia 20, o delegado Cleyber Lopes, da Polícia Federal, pediu ao Supremo a prorrogação do inquérito por mais 60 dias.

Declarações de Segovia

No último dia 9, Fernando Segovia disse em entrevista à Reuters que, no inquérito, não foi encontrado indício de crime por parte de Temer.

Segundo a agência, o diretor-geral da PF também indicou que a PF pediria o arquivamento das investigações.

As declarações de Segovia causaram intensa repercussão, a ponto de os delegados da PF que atuam no Supremo divulgarem mensagem contra o que ele disse.

Além disso, Barroso intimou o diretor-geral a dar explicações. Segundo o ministro, Segovia disse ter sido mal interpretado.

“Quaisquer manifestações a respeito de apurações em curso contrariam os princípios que norteiam a Administração Pública, em especial o da impessoalidade e da moralidade”, afirmou Raquel Dodge ao Supremo.

O inquérito

O inquérito foi aberto em setembro do ano passado com base nas delações de Joesley Batista, dono do grupo J&F, e de Ricardo Saud, ex-executivo do grupo.

As investigações apuram o suposto pagamento de propina na edição, por Temer, de um decreto relacionado ao setor de portos.

De acordo com as investigações, a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos (SP), teria sido beneficiada. Temer e a empresa negam a acusação.

Fonte original: https://g1.globo.com/politica/noticia/pgr-opina-a-favor-da-prorrogacao-do-inquerito-que-investiga-temer.ghtml