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Senado aprova PEC que cria fundo para segurança pública

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (6) em primeiro turno a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública (FNDSP). Foram 58 votos favoráveis e apenas um contrário. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2012ainda terá de passar por três sessões de discussão antes de ser votada em segundo turno.

O objetivo da PEC é financiar ações de aparelhamento, capacitação e integração das forças policiais dos estados. A proposta transfere para o FNDSP dois tributos pagos pelas indústrias de armas e material bélico: o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), recolhido pela União; e o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal.

A PEC também prevê outras fontes para o fundo como dotações orçamentárias específicas, doações, e receitas de leilões de veículos. Conforme o texto original da proposta, o fundo seria formado ainda pela contribuição de 3% do lucro líquido das instituições bancárias e financeiras e pelo Imposto Sobre Serviços (ISS) pago pelas empresas de segurança privada aos municípios. Essa previsão, no entanto, foi retirada por um destaque apresentado pelo PMDB.

A proposta, do senador João Capiberibe (PSB-AP), define critérios para a distribuição do dinheiro após a formação do fundo. Devem ser levados em conta indicadores de violência; número de alunos matriculados na educação básica; quantidade e remuneração dos policiais; e aparelhamento desses profissionais em cada estado e no Distrito Federal.

Drama

Segundo Capiberibe, o cidadão brasileiro hoje anda “assustado” com a sensação de insegurança. Ele informou que no ano passado o país registrou 61 mil assassinatos. O Brasil é um país continental e, conforme o autor, não pode prescindir de um fundo nacional voltado para ações de segurança.

— Com a aprovação dessa proposta, o Senado estará acenando com uma possibilidade real da construção de uma política nacional de segurança pública.

De acordo com o relator da matéria, senador Aécio Neves (PSDB-MG), o fundo de segurança que existe hoje é de uso limitado, pois fica restrito ao Ministério da Justiça. Aécio destacou que o novo fundo vai permitir o enfrentamento do problema da segurança pública, que talvez seja hoje “o maior drama” da população brasileira, principalmente da camada mais pobre.

 

Fonte original: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/12/06/senado-aprova-pec-que-cria-fundo-para-seguranca-publica

Segovia deve trocar ao menos 12 superintendentes da PF e manter 9 da gestão anterior da PF

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, deverá trocar ao menos 12 dos 27 superintendes regionais do órgão e manter à frente das investigações em andamento nos estados outros 9 da gestão anterior.

Os superintendentes de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Roraima, Amazonas, Rio Grande do Sul e Goiás são aqueles que serão provavelmente mantidos nos cargos pela nova gestão – nomes como o de Disney Rossetti (SP), Jairo Souza da Silva (RJ) e Élzio Vicente da Silva (DF).

As trocas devem ocorrer em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão e Acre.

Pernambuco e Paraíba, contudo, já foram oficializados: Cairo Costa Duarte, antigo número 2 no Distrito Federal, assume Pernambuco. E o delegado André Vieira Andrade, que já atuou em Goiás e no Pará, comandará Paraíba.

Dois nomes com atuação importante na Lava Jato devem assumir superintendências. Como o blog já informou, a delegada Érika Mialik Marena, que liderou o grupo em Curitiba, vai assumir Sergipe. E o delegado Luciano Flores, que interrogou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve assumir no Mato Grosso do Sul.

O diretor de combate ao crime organizado, Maurício Valeixo, importante quadro da gestão do antecessor Leandro Daiello, será oficializado no Paraná, estado responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.

Como também já informou o blog, o delegado Rodrigo Teixeira deixará um cargo que ocupava no governo Fernando Pimentel (PT) para assumir a superintendência de Minas Gerais.

Com as mudanças, a PF deverá ter 7 das 27 superintendências chefiadas por mulheres, o maior número na história da PF – uma delas será mantida da gestão anterior: Rosilene Santiago, em Roraima.

Segundo o blog apurou, ainda está indefinida a troca em outros seis estados do país. Todos os novos comandantes regionais deverão ser oficializados no cargo neste mês de dezembro.

Na avaliação de delegados ouvidos pelo blog, trocas de comandos regionais são naturais após a mudança do diretor-geral, e Segóvia deverá mudar menos nomes do que se imaginava internamente.

Veja abaixo os prováveis nomes dos próximos superintendentes:

Região Norte

  • Acre – Diana Calazans Mann (provável nova superintendente)
  • Amapá – indefinido
  • Amazonas – Alexandre Silva Saraiva (deve ser mantido)
  • Pará – indefinido
  • Rondônia – indefinido
  • Roraima – Rosilene Gleice Duarte Santiago (deve ser mantida)
  • Tocantins – indefinido

Região Nordeste

  • Alagoas – Rolando Alexandre de Souza (provável novo superintendente)
  • Bahia – Daniel Justo Madruga (deve ser mantido)
  • Ceará – Delano Cerqueira Bunn (deve ser mantido)
  • Maranhão – Cassandra Ferreira Alves Parazi – (provável nova superintendente)
  • Paraíba – André Vieira Andrade (novo superintendente)
  • Pernambuco – Cairo Costa Duarte (novo superintendente)
  • Piauí – Fabiana Macedo (provável nova superintendente)
  • Rio Grande do Norte – Tânia Fogaça (provável nova Superintendente)
  • Sergipe – Érika Mialik Marena (provável nova superintendente)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal – Élzio Vicente da Silva (deve ser mantido)
  • Goiás – Chang Fan (deve ser mantido)
  • Mato Grosso – indefinido
  • Mato Grosso do Sul – Luciano Flores (provável novo superintendente)

Região Sudeste

  • Espírito Santo – indefinido
  • Minas Gerais – Rodrigo Teixeira (provável novo superintendente)
  • Rio de Janeiro – Jairo Souza da Silva (deve ser mantido)
  • São Paulo – Disney Rossetti (deve ser mantido)

Região Sul

  • Paraná – Maurício Valeixo (provável novo superintendente)
  • Santa Catarina – Paula Dora – (provável nova superintendente)
  • Rio Grande do Sul – Ricardo Andrade Saadi (deve ser mantido)

Senado deve fazer esforço concentrado para aprovar projetos na área de segurança

A poucas semanas do recesso parlamentar que, oficialmente, começa no dia 23 de dezembro, o Senado deve fazer um esforço concentrado em torno de projetos relacionados à segurança pública. A ideia do presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), é dedicar uma semana no plenário somente a esse tema.

Muitas dessas propostas estão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A expectativa é de que próxima quarta-feira (6) elas sejam votadas no colegiado e possam ser liberadas para votação por todos os senadores em plenário.

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS), por exemplo, é relatora de quatro propostas – uma delas restringe o chamado saidão temporário de presidiários das cadeias (PLC 146/2017). Hoje, o juiz pode conceder até sete dias de saída temporária, até cinco vezes ao ano, para cada preso. Se o projeto for aprovado, só poderão ser concedidos até quatro dias, no máximo, duas vezes por ano. O voto de Simone Tebet é favorável à proposta que também agrava a pena para detentos que cometerem novos crimes no tempo em que estiverem fora da prisão.

Também estão sob a relatoria da senadora o projeto de lei do Senado (PLS) 285/2016, do senador Wilder Morais (PP-GO), que determina que as armas apreendidas, quando não mais interessarem ao processo penal, sejam doadas às Forças Armadas e aos órgãos de segurança pública da União e dos estados.

Outras propostas
A lista de propostas na área de segurança na pauta da CCJ desta quarta-feira é extensa. Entre outras matérias, os senadores podem analisar o texto que disciplina o uso de drones pelos órgãos de segurança pública. Também pode ser votado o projeto que altera o Código Penal para penalizar a injúria praticada por razões de gênero.

Há ainda um projeto que altera o Código Penal, para aumentar as penas previstas para os adultos que utilizam crianças ou adolescentes na prática de crimes. Outro item convoca plebiscito sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento. Também está na pauta a proposta que prevê o cumprimento integral da pena, em regime fechado, no caso de lesão corporal gravíssima ou lesão corporal seguida de morte praticadas contra agentes de segurança pública. Esse mesmo texto aumenta o tempo para a conquista do direito de progressão de regime em todos os crimes hediondos e equiparados.

 

Fonte original: http://fenaprf.org.br/novo/senado-deve-fazer-esforco-concentrado-para-votar-projetos-na-area-de-seguranca/

Só 5,9% das mortes de policiais têm ligação com serviço

Suzana vestiu uma blusa preta e uma calça jeans na quinta-feira. Era a única mulher em trajes civis a receber uma medalha na cerimônia no 2.º Batalhão da PM, na zona leste de São Paulo. Estava acompanhada pelo filho de 14 anos, por um cunhado e uma prima. Ela e o cabo Jair de Lima Rodrigues, de 42 anos, foram casados por 20 anos. Há sete meses, ele foi assassinado.

Seu marido estava no Logan do serviço de inteligência do batalhão quando um homem se aproximou de bicicleta. Pouco depois, outros passaram pelo carro – cujos vidros tinham uma película escura – e tentaram ver o que havia ali dentro.

O desfecho foi rápido. Um dos bandidos gritou. O outro largou a bicicleta, sacou uma pistola, correu e voltou para atirar. As balas perfuraram o para-brisa do Logan. Um dos disparos acertou o peito do cabo. O tiro foi fatal.

As investigações da Corregedoria mostram que só 5,9% dos assassinatos de policiais têm como motivo algum fato ligado à ocorrência que o agente atendia ou serviço que ele fazia na hora do crime. A maioria dos policiais mortos no Estado foi vítima de atentados (49,5%) ou de roubos (21,4%).

Os dados, que envolvem o período entre 2012 e 2017, revelam ainda que desentendimentos (2,2%) e crimes passionais (1,4%) ocupam pouco espaço nessa estatística – 19,4% permanecem com motivação desconhecida. “Há infratores que, desejosos de entrar para uma facção, decidem matar um policial para serem respeitados no mundo do crime”, diz o major Flávio César Fabri, cujo trabalho é prender matadores de PMs.

Para o coronel Marcelino Fernandes da Silva, comandante da Corregedoria da PM, “a morte ou a tentativa de homicídio acontece principalmente em decorrência da profissão”. “Esse foi o caso do cabo Rodrigues.”

Telefonema. “Ele era um pai e um marido maravilhoso”, afirma a viúva. No dia do crime, ela havia saído de casa, quando o telefone tocou. Era seu tio, pedindo que voltasse logo, pois havia chegado uma correspondência em casa que ela precisava assinar. “Pensei: alguma coisa aconteceu.” Era 5 de abril.

Suzana ainda espera receber o seguro de R$ 200 mil pela morte do marido a ser pago pela PM. Enquanto isso, conta com a ajuda dos colegas do marido para levar a vida adiante. “Se não fossem eles, não teria conseguido fazer nada.” Na quinta-feira, ela recebeu do batalhão a medalha concedida ao seu marido.

Rodrigues tinha 15 anos de corporação e estava sentado no banco do passageiro do carro. Ao seu lado, o soldado Cláudio Brito Fernandes, de 40 anos, também do 2.º Batalhão, uma unidade tradicional da PM, conhecido como Dois de Ouro. O cabo e o colega trabalhavam sem farda, fazendo investigações no serviço reservado. Os dois verificavam uma informação do disque-denúncia – Brito ainda tentou socorrê-lo.

O autor do tiro que matou Rodrigues – identificado como Wesley Conrado da Silva, de 22 anos – seria morto pouco depois por policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Outros três suspeitos foram detidos, mas acabaram soltos por falta de provas.

No dia seguinte, no velório no batalhão, enquanto amigos se abraçavam, o silêncio no salão de entrada era interrompido apenas pelo choro surdo e seco da viúva. Às 8h50, chegou ao lugar o comandante-geral da PM, Nivaldo Restivo. “Eu estava no Rio quando soube.” Era o primeiro, mas não o último enterro de um policial a que Restivo compareceria no ano – seriam sete até 30 de novembro.

Seis coroas de flores cercavam o caixão do cabo. Um pastor começou a rezar. E a reza virou elogio fúnebre. “Jair doou sua vida à sociedade”, disse o pastor Joades.

O cortejo saiu da zona leste em direção ao Mausoléu da PM, no Cemitério do Araçá, na zona oeste. É ali que são enterrados os policiais mortos em serviço. “Nunca esquecemos. A vida desses homens faz parte de nossa memória”, afirmou o tenente-coronel Márcio Santiago, comandante do 2.º Batalhão.

 

Fonte original: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,so-5-9-das-mortes-de-policiais-tem-ligacao-com-servico,70002105743

Projetos sobre segurança pública avançam no Senado

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) finalizou nesta quarta-feira (29) a leitura de relatórios sobre quatro projetos de lei na área de segurança pública. As propostas tramitam na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), presidida pelo senador Edison Lobão (PMDB-MA), que deu vista coletiva para que os parlamentares tenham mais tempo para analisar os textos.

Todos os projetos receberam voto favorável da relatora. O primeiro deles, o PLS 285/2016, do senador Wilder Morais (PP-GO), estabelece que as armas apreendidas, quando não mais interessarem ao processo penal, sejam doadas para as Forças Armadas e para os órgãos de segurança pública da União e dos estados.

O segundo projeto é o PLS 210/2017, do senador Magno Malta (PR-ES), que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para prever a informatização da identificação plantar e digital do recém-nascido e o seu acesso pela polícia e pelo Ministério Público, independentemente de autorização judicial.

A terceira proposição é o PLS 167/2017, também de Wilder Morais (PP-GO), disciplina o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (drones) pelos órgãos de segurança pública.

O último projeto é o PLS 391/2014, do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), que obriga que as armas de fogo do acervo de colecionadores sejam mecanicamente inaptas para efetuar disparos.

 

Fonte original: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/11/29/projetos-sobre-seguranca-publica-avancam-no-senado

Após encontro com Maia, Segóvia afirma que policiais não podem perder direitos na reforma da Previdência

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, disse nesta terça-feira (28) que policiais “não podem perder direitos” na reforma da Previdência. Na opinião dele, seria “péssimo” se isso acontecesse.

Segovia participou de um café da manhã para tratar da reforma, organizado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem sido um dos principais articuladores políticos na tentativa de viabilizar a votação do texto.

Além do diretor-geral da PF, Maia recebeu na residência oficial da Câmara deputados da base aliada e economistas de uma consultoria.

Por se tratar de uma emenda à Constituição, o governo precisa dos votos de 308 dos 513 deputados para aprovar a reforma, número considerado até por governistas como ainda distante. O governo fez uma versão mais enxuta do texto para buscar mais apoio.

Ao sair do encontro, Segovia disse a jornalistas que conversou com Maia sobre as regras previdenciárias para policiais. Segundo ele, a categoria não pode “perder direitos”.

No início da tramitação da reforma, no primeiro semestre, a idade minínima para policiais era 65 anos, mas o relator na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), mudou o limite para 60 anos após protestos de entidades ligadas à categoria. Por fim, diminuiu para 55, na versão mais enxuta.

A idade mínima é um dos pontos que Segovia disse que discutiu com os parlamentares.

“Estamos negociando qual será a regra para os policias, porque a gente não pode perder os direitos que hoje existem dentro desse regramento. Estamos trabalhando. Há no Congresso essa proposta de 55 anos para o policial. Então, a gente está negociando hoje com o Congresso Nacional qual vai ser a regra para o policial no Brasil”, afirmou Segovia depois do encontro.

Segundo o diretor da PF, os policiais “sofrem bastante” ao longo da carreira. Ele citou ainda que a polícias, no momento por que passa o país, exercem papel fundamental no combate à corrupção e em ações de segurança pública.

“Hoje estamos discutindo diante da proposta do Congresso Nacional quais seriam os anseios da categoria dos policiais no Brasil, especialmente da Polícia Federal. A gente está lutando pelo nosso direito, a aposentadoria. O policial ao longo da carreira sofre bastante, a gente vê os policiais mortos no combate, a dificuldade da segurança pública no país. Então, perder direitos neste momento seria péssimo para o policial, que hoje enfrenta a corrupção, enfrenta diversos problemas no país”, afirmou Segovia.

O diretor-geral disse também que defendeu a “integralidade”, que é o policial se aposentar com o mesmo salário da ativa, possibilidade que a reforma não prevê para os servidores que ingressaram na carreira depois de 2013.

De acordo com Segovia, será preciso encontrar um “ponto de equilíbrio entre a necessidade, o direito do policial, como também ajudar o governo brasileiro nesta situação do país”.

“A gente sabe que toda população vai ter de ajudar nessa reforma da Previdência”, afirmou.

Líder do governo

No Senado, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu, em entrevista a jornalistas, que a Câmara vote a reforma da Previdência ainda neste ano. Ele disse ainda que o Senado deveria votar o tema no começo de 2018.

Para Jucá, quanto maior a proximidade da análise do tema com as eleições, marcadas para outubro do ano que vem, maior a dificuldade para a aprovação do projeto.

“Se votar neste ano na Câmara, já será o ano que vem para o Senado. Se deixar [a votação] para o ano que vem na Câmara, ficará mais distante ainda a votação no Senado. E quanto mais perto da eleição, mais dificuldade que se tem para aprovar uma matéria como essa”, afirmou Jucá.

A reforma da Previdência, por mudar as regras para a aposentadoria, é considerada pelos políticos uma proposta “impopular” e, em 2018, vários parlamentares vão concorrer a mandatos eletivos.

Ao ser questionado sobre se há votos na Câmara para aprovar a reforma, Jucá disse que não se “arrisca” a fazer cálculos de votos de deputados. Com relação ao Senado, onde o peemedebista costuma fazer previsões de placares de votação, Jucá afirmou que há votos suficientes para aprovar o projeto.

Fonte original: http://www.fenapef.org.br/apos-encontro-com-maia-segovia-diz-que-policiais-nao-podem-perder-direitos-na-reforma-da-previdencia/

Fenapef convoca para manifestação contra ameaças a salários e aposentadoria de policiais federais

“Policiais federais vão reagir à insistência do Governo Federal de avançar com o desmonte do serviço público”. É o que garante o presidente da Fenapef, Luis Antônio Boudens, em seu convite para que lideranças da carreira participem de videoconferência nesta terça-feira (28), a partir das 10h.

O objetivo, segundo Boudens, é traçar estratégias para combater a Reforma da Previdência e a Medida Provisória 805/2017, que suspende a recomposição salarial para diversas categorias do serviço público federal. Para os policiais federais, a última negociação foi insuficiente para repor sequer as perdas inflacionárias e essas parcelas foram conquistadas após longas negociações. “E a medida do Governo ainda vai além nos danos causados a esse grupo de servidores, pois aumenta a alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo público de 11 para 14%”.

A assembleia virtual também servirá para os policiais federais definirem uma data para se juntarem à outras entidades sindicais em protesto às medidas do Governo. “A categoria policial vai decidir qual rumo seguirá nas próximas duas semanas e se integrará a greve geral marcada para o dia 5 de dezembro, véspera da votação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional”, destacou.

Entenda
Na última quarta-feira (22), o presidente Michel Temer convocou jantar com parlamentares para anunciar mudanças na Proposta de Emenda à Constituição 287, da Reforma da Previdência, na tentativa de convencê-los a votarem pela sua aprovação na próxima semana.

Para Boudens, o novo texto caracteriza a intenção do Governo de provocar um desmonte da máquina pública, o que resultará em retrocessos especialmente para os policiais.

“O Brasil vive uma de suas maiores crises de Segurança Pública, policiais estão sendo mortos em todo o País, não podemos permitir que o Governo desconsidere a atividade de risco dos policiais federais para concessão da aposentadoria, nem a importância desses profissionais na superação da crise. Essa conta não é do trabalhador brasileiro”, pontuou.

A decisão do Governo de avançar com o texto da Reforma também contraria o relatório da Comissão Especial que investigou as contas da Previdência. Segundo relatório da CPI, a Previdência Social é superavitária e não há déficit para justificar a aprovação da reforma.

 

Fonte original: http://www.fenapef.org.br/fenapef-convoca-para-mobilizacao-contra-ameacas-salario-e-aposentadoria-de-policiais-federais/

Reféns de traficantes, PMs da UPP Prazeres acusam comando da unidade de omissão

Abandonados pelo Estado e por companheiros de farda. Foi assim que policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Prazeres, em Santa Teresa, região central do Rio, se sentiram na segunda-feira (20), quando foram feitos reféns por mais de 30 bandidos dentro da comunidade. Um deles chamou de “omissos” oficiais e supervisor da unidade que se recusaram a negociar a libertação de praças.

G1 conversou com dois dos sete militares que passaram quase uma hora em poder dos criminosos. A reportagem também ouviu outro PM que disse ter testemunhado tudo. Com medo de represálias dentro da corporação, os três pediram para não serem identificados.

Tudo parecia correr normalmente naquele dia. Por volta de 16h, os policiais estavam em seus postos na favela quando foram surpreendidos por mais de três dezenas de traficantes com fuzis e granadas que renderam duas equipes.

O ataque dos criminosos ocorreu em duas localidades da favela que costumavam ser policiadas durante o dia. O primeiro foi na Quadra dos Prazeres, a 50 metros da base da UPP.

O outro, no Beco do Agnaldo, ponto de interesse dos traficantes por ser um local considerado estratégico para a venda de drogas e de fácil deslocamento entre a parte alta e baixa do morro.

“Qualquer reação ali seria suicídio. Eles disseram: ‘Não tenta nada, se tentar a gente vai matar’. Depois, mandaram a gente ficar de joelho, retirar os coletes e retirar os armamentos e munições. E, em seguida, começaram a falar que queriam falar com o comandante”, disse um dos PMs.

Dois dos traficantes foram identificados como líderes do bando. Foram eles os responsáveis diretos pelas negociações para soltar as equipes. Um dos policiais conseguiu reconhecer os bandidos, conhecidos como “Sem Vulgo” e “Feijão”.

Outro criminoso considerado uma liderança do tráfico no morro, Carlos Antônio Almeida da Silva, de 34 anos, foi preso num apartamento em Copacabana, na Zona Sul, nesta quinta-feira (23).

‘Abandono’

Não foi a 1ª vez que criminosos dos Prazeres tentaram “orientar” que a UPP agisse de acordo com as regras do tráfico. PMs da unidade contaram que os bandidos já haviam, por meio de bilhetes, exigido que o comando retirasse policiais do Beco do Agnaldo e de outra localidade conhecida como Doce Mel.

Sem resposta, os traficantes decidiram fazer os PMs reféns. Na tentativa de negociação, os criminosos exigiram falar com um superior do comando da UPP para soltar as equipes. Apesar da insistência dos bandidos, nenhum oficial ou supervisor foi ao encontro do grupo.

“A gente não tinha mais o que falar, o que fazer. Eles, a todo momento, lembrando que o problema era com o comandante, com a supervisão”, disse um militar.

Os policiais ouvidos pelo G1 contaram que ficou a cargo do soldado Leonardo Alves, um praça, negociar com os traficantes a liberação dos companheiros.

Segundo um dos relatos, o soldado chegou a ser diretamente ameaçado pelos bandidos de ser levado para o alto do morro e ser morto. Sem o apoio de superiores, os militares se sentiram abandonados.

“Eu só pedi a Deus para sair dali, para ver a minha filha e minha esposa. Era a frustração de ninguém nos apoiar, misturada com o sentimento de nunca mais ver a sua familía”, desabafou outro PM.

“A todo momento os criminosos diziam que queriam falar com a supervisão, mas o tenente falou que não iria”, acrescentou um policial.

O oficial citado por ele é o subtenente Furtado, subcomandante da UPP Prazeres. Os PMs ouvidos afirmaram que tanto ele quanto o comandante da unidade, capitão Augusto, se negaram a negociar diretamente com os traficantes a soltura dos subordinados.

Havia ainda outro policial que poderia responder pela equipe feita refém: o cabo Pio, que naquele dia estava como supervisor da unidade. Assim como os oficiais, o cabo também se recusou a falar com os criminosos.

G1 questionou a Polícia Militar sobre a atuação dos oficiais. A reportagem quis saber se evitar negociar a soltura dos subordinados diretamente com os traficantes estaria definido em algum protocolo. Também foi solicitada entrevista com os oficiais para ouvir a versão deles, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno.

Por meio da assessoria de imprensa, a PM informou que “vem atuando para combater os criminosos com ações concretas e efetivas”. A corporação disse ainda que “o Batalhão de Operações Policiais Especiais tem atuado na comunidade”, o que resultou na prisão desta quinta-feira de uma das lideranças do tráfico nos Prazeres.

Fonte original: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/refens-de-traficantes-pms-da-upp-prazeres-acusam-comando-da-unidade-de-omissao.ghtml

Abertura oficial do Congresso Jornalismo e Segurança Pública é feita em Brasília-DF

A abertura oficial do 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública ocorreu na tarde desta terça-feira (21), em Brasília, com a participação de policiais federais, jornalistas, acadêmicos e gestores públicos. O presidente e o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens e Flávio Werneck, deram as boas vindas aos participantes.  “A sequência de palestras que integram o evento apresentará dados, a visão interna da polícia, além de soluções que vão ampliar o debate sobre Segurança Pública no Brasil”, defendeu Boudens.

Em sua fala, o vice-presidente da Federação, Flávio Werneck, destacou a importância dos jornalistas para inserir o tema na agenda de debates nacional e lançou um desafio aos participantes. “Quero que tentem responder, ao final do encontro, por que temos que continuar com uma cultura de segurança pública ineficiente, se já existem modelos melhores?”

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Robalinho Cavalcanti, também reforçou a necessidade de modernizar a segurança pública e citou como exemplo os inquéritos policiais, que “estão em funcionamento a 150 anos, travam o andamento criminal e torna o processo de elucidação de crimes burocrático e moroso”.

Segundo Robalinho, “o modelo de Segurança Pública brasileiro é mais semelhante ao de Portugal no século XVI, que os modelos adotados em todo o mundo nos dias atuais”.

O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Fernando Matias, fez referência à policia como sinônimo de cultura e civilização. “Para mim é uma honra participar de um evento, com tanta relevância”, finalizou.

PROGRAMAÇÃO

O 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública vai receber nomes importantes como o do presidente do Forúm Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sergio de Lima, e do fundador do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar (GATE) e professor da USP, Diógenes Lucca.

Também estão previstos debates com os policiais Eliel Teixeira, da Polícia do Condado de Los Angeles (EUA), e Rob Salomão, da Polícia Real Montada do Canadá, sobre o modelo de investigação brasileiro; além de jornalistas que se destacaram na cobertura da Lava-Jato e da crise de Segurança Pública em 2017.

O evento é aberto ao público. Mais informações em www.fenapef.org.br/congresso.

 

Fonte original: http://www.fenapef.org.br/abertura-oficial-do-congresso-de-jornalismo-e-seguranca-publica-e-realizada-em-brasilia-df/

Apesar do reconhecimento da população, Polícia Federal tem ambiente de trabalho “deteriorado”

A Operação Lava Jato, maior ação contra corrupção da história do País, fez com que a Polícia Federal tenha sido aclamada por grande parte da população brasileira. Diversas prisões de pessoas da alta cúpula política e também grandes empresários enalteceram o trabalho da corporação. Apesar de sempre mostrar serviço para o povo, os policiais não estão satisfeitos com as condições que têm encontrado dentro da instituição. É o que afirmou presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal e vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Flávio Werneck.

Em entrevista ao programa Perguntar Não Ofende desta semana, Werneck disse que promoveu com outros policiais uma pesquisa, junto à Universidade de Brasília, para avaliar a corporação. O resultado não foi dos melhores, mas nada foi feito para mudar a situação.

“A pesquisa deu que nosso ambiente de trabalho é bem deteriorado. Nós temos tensões muito grandes, nós temos um assédio moral muito elevado e a gente precisaria trabalhar isso dentro do departamento. Isso foi encaminhado tanto para o Ministério da Justiça quanto para a direção geral…sem solução”, revelou.

“Nós temos o reconhecimento da população brasileira, de vários setores, e a contrassenso nós temos esse massacre interno e essa dificuldade de diálogo interno”, completou o presidente do sindicato.

Werneck disse ainda que aprovaram a troca do comando da PF, já que Leandro Daiello oucpava o cargo de diretor geral há um certo tempo e a corporação sempre viu com bons olhos a troca de poder. Para eles, a expectativa é que a alteração no comando possa trazer de volta o diálogo entre os policiais e a instituição.

“A gente precisava, era necessário. Internamente o desgaste pelo período e por esses pontos todos que foram citados era muito grande. Não havia mais uma ponte de diálogo onde você solicitava e a instituição via-se a cumprir, vide os relatórios da UNB, os documentos todos que encaminhamos de eventuais problemas de recursos humanos, e que não foram respondidos. (…) A esperança dos policiais federais é que seja retomado esse diálogo para que a gente diminua essa tensão interna”, afirmou.

 

Fonte original: http://www.fenapef.org.br/apesar-do-reconhecimento-da-populacao-policia-federal-tem-ambiente-de-trabalho-deteriorado/