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Fenapef discute fake news e segurança público em entrevista no Maranhão

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens, participou, nesta sexta-feira (13), de uma rodada de entrevistas para TVs e rádios do Maranhão sobre segurança pública. O assunto principal foi o combate às chamadas fake news e demais crimes virtuais, que vêm crescendo no Brasil.

Para o presidente da entidade, o período eleitoral pode aumentar o número de crimes cibernéticos. Desde fevereiro deste ano, a PF está agindo em parceria com o Federal Bureau of Investigation(FBI) para investigar e combater a propagação de notícias falsas na internet contra candidatos a cargos eletivos.

“Essa é mais uma atribuição dada à Polícia Federal, trazendo uma expertise que permitiu essa parceria com o FBI. E esse ano é propício para esses crimes. Vai ser uma campanha diferenciada e as polícias, não só a Federal, têm que estar preparadas para fazer esse tipo de combate”, alertou Boudens.

Recentemente, a Lei nº 13.642, de 2018, também atribuiu à PF a responsabilidade de investigar crimes virtuais contra mulheres que difundam conteúdo misógino, isto é, de ódio ou de aversão ao público feminino. “Essa é uma conquista para as mulheres”, ressaltou o presidente.

Boudens também comentou sobre o modelo de investigação “arcaico” do Brasil, o que impede, segundo ele, uma maior eficiência por parte das polícias. “A criminalidade cresceu e a nossa legislação não se adequou a isso. A gente vem buscando um modelo mais adequado, como o do FBI, para manter os policiais motivados. Mas ainda há muito o que ser feito na estrutura interna”, reconheceu.

 

Fonte original: http://fenapef.org.br/fenapef-discute-fake-news-e-seguranca-publica-em-entrevistas-no-maranhao/

Presidente do Sinpef-PI manifesta apoio a policiais civis

O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal no Piauí, agente especial Marcos Avelino, prestou apoio aos policiais civis do estado em manifestação da categoria realizada nesta segunda-feira (9), na sede do Sindicato dos Policiais Civis. No evento, Avelino falou sobre o modelo de segurança pública dos países de primeiro mundo e políticas de valorização policial.

O agente também destacou as propostas conduzidas pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) com as representações sindicais, como a unificação dos cargos de agente e escrivão e a regulamentação da carreira, nos moldes do Federal Bureau of Investigation (FBI).

Avelino alerta que há um projeto em tramitação na Assembléia Legislativa que acaba com o cargo de escrivão, mas sem prever uma política de transição. “Pode trazer uma série de impactos negativos à carreira”, explica.

Segundo o presidente, é essencial que haja um debate para que o projeto seja construído coletivamente. “Uma proposta nos nos moldes do que vem sido proposto pela Federação, em que a fusão dos cargos de escrivão e agente origina em um novo cargo com atribuições complexas e definidas em lei”, sugere.

 

Link original: http://fenapef.org.br/presidente-do-sinpef-pi-marcos-avelino-manifesta-apoio-a-policiais-civis/

Em semana mais curta, Congresso tentará votar projetos de segurança pública

Em uma semana mais curta por causa do feriado de Páscoa, a Câmera e o Senado vão tentar votar projetos na área de segurança pública. As duas casas marcaram sessões de votação só até a manhã de quarta-feira (28).

Na Câmara, está pautado o projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A proposta prevê a integração das atividades da Polícia Federal, das polícias civis e militares, Polícia Rodoviária Federal e Bombeiros.

Os deputados tentam votar há semanas o projeto, que foi apresentado após a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e da criação do Ministério da Segurança Pública.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que, assim que passar na Câmara, pautará a urgência da medida para acelerar a tramitação.

Ainda no Senado pode ser analisada a medida que prevê aumentar a pena para uso de explosivos em furto qualificado ou roubo (veja detalhes mais abaixo).

Entenda o Susp

proposta que cria o Susp determina que os registros de ocorrência e as investigações sejam padronizados e lançados em uma rede acessível aos participantes do sistema. A gestão do sistema, pelo texto, ficará a cargo do Ministério da Segurança Pública.

Segundo o projeto, a União vai criar um Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, com duração de 10 anos. Esse plano deverá priorizar, por exemplo, ações preventivas e de fiscalização nas divisas entre estados, nas fronteiras com outros países, portos e aeroportos. Estados, Distrito Federal e municípios deverão elaborar os planos na área com base no plano nacional.

Outros temas

Veja abaixo outros assuntos previstos na Câmara:

  • Regulamentação do lobby – Também consta da pauta do plenário da Câmara um projeto de lei que regulamenta a atividade do lobby. O lobby é exercido por grupos de interesse junto a agentes públicos a fim de tentar influenciar a aprovação de projetos ou atender a demandas de um determinado setor. A prática é bastante comum nos órgãos públicos. No Congresso, por exemplo, lobistas costumam circular com facilidade para tratar de temas de seu interesse com os parlamentares.
  • Conselho de Ética – O Conselho de Ética da Câmara tem reunião convocada para terça-feira (27) para a leitura e votação dos pareceres preliminares nos processos que podem levar à cassação dos mandatos dos deputados Paulo Maluf (PP-SP), Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), Celso Jacob (MDB-RJ) e João Rodrigues (PSD-SC). Nessa etapa, os relatores vão apenas dizer se as representações têm fundamento do aspecto formal para dar prosseguimento às investigações. Após a leitura dos pareceres, é possível que seja concedido pedido de vista (mais tempo para análise) aos integrantes do conselho, o que deverá adiar a votação.
  • Comissões permanentes – Sem funcionar desde o início do ano, as comissões permanentes da Câmara deverão ser instaladas na terça-feira após um acordo entre os partidos na semana passada. Segundo o critério do tamanho das bancadas, os líderes partidários acertaram qual legenda irá comandar cada um dos colegiados. Na divisão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a maior e mais importante, terá um presidente do MDB. Já a Comissão de Segurança Pública ficará sob o comando do PR. As indicações de integrantes para os colegiados poderão ser feitas até esta segunda-feira. Ao todo, a Câmara tem 25 comissões temáticas permanentes, que têm como finalidade discutir e deliberar sobre projetos. A composição deve ser renovada a cada início de ano.

Senado

No Senado, após uma semana em que só foram votados projetos consensuais, como medidas para evitar o desperdício de água, o plenário poderá analisar matérias polêmicas.

Há cinco itens na pauta, entre eles um projeto que permite o cultivo de cana-de-açúcar em áreas desmatadas da Amazônia.

Outra proposta que pode ser apreciada agrava a pena para uso de explosivos em furto qualificado ou roubo. A legislação hoje em vigor prevê pena de 2 a 8 anos de reclusão e multa para o crime de furto qualificado. Pelo texto, já aprovado na Câmara, a pena passa a ser de 4 a 10 anos de reclusão e multa.

Também está na pauta um projeto que aumenta o prazo de 120 dias para 180 dias a possibilidade de se apresentar uma ação para suspender os efeitos de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou alguém inelegível.

Fonte original: https://g1.globo.com/politica/noticia/em-semana-mais-curta-congresso-tentara-votar-projetos-de-seguranca-publica.ghtml

Brasil registra quase 60 mil pessoas assassinadas em 2017

O Brasil teve no ano passado 59.103 vítimas assassinadas – uma a cada 9 minutos, em média. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. O dado, inédito, contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Houve um aumento de 2,7% em relação a 2016, quando foram registradas 57.549 vítimas no país. Como parte dos dados de 2017 será revisada e estados como Tocantins e Minas Gerais dizem que o balanço completo não está fechado, a tendência é que esse crescimento seja ainda maior. Além disso, em muitos estados os casos de morte em decorrência de intervenção policial não entram na conta de homicídios – ou seja, é seguro dizer que a estatística passa dos 60 mil (só no RJ, por exemplo, houve 1.124 casos do tipo no ano passado).

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitaram os dados via Lei de Acesso à Informação seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado normalmente no fim do ano.

O levantamento revela que:

  • Brasil teve 59.103 pessoas assassinadas no ano passado (um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior)
  • A taxa de mortes a cada 100 mil habitantes subiu e está em 28,5
  • número de homicídios e de lesões corporais seguidas de morte cresceu, mas o de latrocínio (o roubo seguido de morte) caiu
  • O Ceará é o estado que teve o maior crescimento de mortes tanto em número absoluto (1.677 mortes a mais em um ano) como percentualmente (48,5%)
  • O Rio Grande do Norte é o que tem a maior taxa de mortes: 64 a cada 100 mil

Índice nacional de homicídios

A ideia, no entanto, não foi apenas antecipar os números do ano passado, mas criar uma nova ferramenta que permita que o público acompanhe, da forma mais atualizada possível, os dados de mortes violentas no país.

Uma página especial foi desenvolvida para mostrar mês a mês os números disponíveis. O objetivo é, além de possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.

O mapa que exibe os dados de janeiro deste ano, por exemplo, conta com as informações de 21 estados e do Distrito Federal. Outros cinco, no entanto, ainda não dispõem do número. Isso mais de um mês e meio depois. Veja a justificativa de cada um deles:

  • Bahia: a secretaria diz que o setor que trabalha com o fechamento dos dados não determina um prazo para a conclusão e que, quando as informações forem liberadas, serão divulgadas
  • Ceará: a secretaria diz que “os dados estão sendo consolidados e, por isso, não foram divulgados ainda”
  • Minas Gerais: a secretaria diz que os dados de janeiro de 2018 serão divulgados apenas em abril. A pasta afirma que os números passam por auditagem para “total transparência e confiabilidade”
  • Paraná: a secretaria diz que ainda não possui a informação. “Os dados alimentados pelas unidades policiais nos sistemas de coleta não passaram pelo crivo de qualidade para divulgação e encontram-se em processo de homologação”, diz
  • Tocantins: a secretaria diz que as delegacias levam um tempo para informar os números e, por isso, o dado ainda não foi consolidado

Na página especial, é possível navegar por cada um dos estados e encontrar dois vídeos: um com uma análise de um especialista indicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e outro com um diagnóstico de um representante do governo.

Ambos respondem a duas perguntas:

  1. Quem são os grupos/pessoas que mais matam no estado, por que eles matam e como isso mudou ao longo da última década?
  2. O que fazer para mudar esse cenário?

Apenas 3 dos 27 estados não enviaram respostas às questões em vídeo: Bahia, Ceará e Rio de Janeiro. Juntos, eles respondem por mais de 1/4 das mortes violentas no ano passado.

Quem mata e por quais motivos

É consenso entre a maioria dos especialistas ouvidos pelo G1 que o perfil de quem mata é parecido com o perfil de quem morre. Em geral, apontam, são homens negros de baixa renda, com baixa escolaridade, com até 29 anos, e moradores da periferia – especialmente locais onde o Estado é ausente e não atua com políticas públicas.

Os especialistas afirmam ainda que as mortes costumam ter alguma relação com o tráfico de drogas. Para eles, o aumento no número de crimes violentos está ligado ao fortalecimento e às brigas de facções criminosas. As mortes também são facilitadas pela crescente oferta e circulação de armas de fogo, dizem.

Poucas mortes são esclarecidas. Na maioria dos casos, não há autor do crime identificado, denunciado ou condenado. Os especialistas afirmam que o governo precisa investir mais em prevenção, inteligência e investigação.

G1 também consultou secretários da Segurança Pública ou pessoas indicadas pela pasta. A maioria também culpa o tráfico de drogas e as organizações criminosas pelo crescimento no número de mortes. A impunidade é bastante mencionada como um dos estímulos para mais violência.

O delegado titular da DIH de Goiás, Thiago Damasceno, diz que as facções criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro, que se estabeleceram no estado, são as principais responsáveis pelas mortes.

No comando da Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, a secretária Sheila Freitas acrescenta ainda que faltam recursos para investir em segurança pública.

‘Ano atípico’

O Rio Grande do Norte é o estado que teve o maior índice de mortes violentas a cada 100 mil habitantes em 2017: 64. O ano começou com o massacre de Alcaçuz e terminou com um recorde histórico de mortes violentas.

Uma das vítimas foi a dona de uma barbearia no Shopping Ayrton Senna. Micaela Ferreira, de 27 anos, foi feita refém durante um assalto a um carro-forte e morreu com um tiro na cabeça enquanto era usada como escudo humano em julho do ano passado.

Um mês antes de morrer, ela postou no Facebook: “Natal está entregue aos bandidos”. Vítima de um assalto, ela decidiu mudar o salão de lugar. Ela estava no novo local havia dois dias apenas.

Questionada sobre a primeira posição do ranking, a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Norte diz que “não há atualmente no Brasil uma padronização na coleta e publicação dos dados das secretarias de Segurança Pública, implicando que em alguns estados os números de mortes violentas sejam maiores que em outros, ainda que não represente a realidade”.

“Segundo a 11ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o RN se encontra no mais alto grau de transparência e qualidade dos seus dados. O estado pertence ao Grupo 1, no que se refere à qualidade dos dados de homicídios. Neste grupo, estão as unidades da federação com dados de homicídios de boa qualidade e aderência à proposta do Protocolo de Bogotá”, afirma a pasta.

Além disso, o governo diz que 2017 foi um “ano atípico”. “Iniciamos, no mês de janeiro, com a crise no presídio de Alcaçuz, resultando em um número de mortes elevado. A situação do sistema prisional, que reflete diretamente na segurança pública, está sendo tratada pelo governo do estado como prioridade, o qual já realizou concurso, construiu presídios e elaborou um plano para ser estabelecido a longo prazo”. “Estamos trabalhando, por meio das polícias Militar e Civil, para reduzir, não só as mortes violentas, como os demais números relacionados à segurança.”

‘Trauma de polícia’

Já o Ceará é o estado que teve o maior crescimento de mortes tanto em número absoluto (1.677 mortes a mais em um ano) como percentualmente (48,5%). Foram 5.134 homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte no ano passado.

Shyslane Nunes de Sousa, de 24 anos, morreu baleada em março de 2017 durante uma troca de tiros entre a polícia e dois suspeitos de um assalto em Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza. A jovem estudante de gastronomia chegava em casa da faculdade, por volta de 23h30, quando foi abordada pelos criminosos. Foi baleada logo depois, na chegada da polícia.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social diz que não tem medido esforços para combater as mortes violentas e vem reforçando ações de enfrentamento à criminalidade em todo o território cearense.

“Vale ressaltar que o aumento registrado no Ceará, em 2017, também foi contabilizado em outros estados do país, o que corrobora para atribuir esse crescimento a uma problemática nacional e não localizada em um estado ou outro. Por isso, há necessidade de haver uma pactuação nacional que envolva todos os estados brasileiros. O Ceará tem como prioridade manter a transparência e a confiabilidade dos dados criminais e dar publicidade a eles, seguindo diretrizes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do governo federal. Dessa forma, não é legítimo fazer comparação dos dados criminais entre os estados, já que cada estado conta suas mortes utilizando metodologias diferentes”, diz.

“Para conter o avanço de mortes violentas, a SSPDS tem investido também em ações de territorialização, fazendo com que os policiais militares estejam presentes 24 horas por dia nas periferias e nas comunidades, com apoio de outros órgãos e esferas do poder público. Para além da segurança, há investimento, por parte do governo do estado, em acesso à infraestrutura, educação em tempo integral, oportunidades de estágios e empregos, projetos culturais, esportivos e de lazer, priorizando áreas mais vulneráveis à criminalidade. Outro investimento em segurança foi na área de tecnologia”, afirma, em nota.

‘Disputa territorial’

O número de latrocínios no Acre dobrou de 2016 para 2017. Em apenas um ano, o estado passou de 13 vítimas para 26. É o maior crescimento no tipo de crime do Brasil. O dado acompanha um aumento de 44% no total de crimes violentos – variação impactada também pelo número de homicídios dolosos. Foram 354 em 2016 e 503 em 2017.

Vítimas de crimes violentos no Acre
(soma de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte)

A Secretaria da Segurança Pública do Acre diz que tais crimes são reflexo da disputa territorial entre as organizações criminosas em todo o país, desde a execução de Jorge Rafaat, em 2016, no Paraguai.

“O Acre tem adotado medidas estratégicas de combate à criminalidade, tanto preventivas quanto operacionais. Hoje, a maior penitenciária do estado já conta com bloqueador de sinal de telefonia celular. Todas as unidades prisionais passam por reformas, os líderes das facções estão separados em celas no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) na penitenciária de segurança máxima da capital e novas vagas para policiais Civil e Militar foram abertas em concurso público no ano passado.”

‘Astral muito baixo’

Pernambuco também apresenta uma das piores taxas de crimes violentos do país: está na 3ª posição. Em 2017, 5.427 pessoas foram vítimas de homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte – número 21,2% maior que o de 2016.

A fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena Araújo, de 28 anos, faz parte das estatísticas. Tássia foi morta em abril dentro de casa, vítima de violência sexual e tortura. O suspeito era vizinho da fisioterapeuta e foi denunciado pelo Ministério Público. O caso ainda não foi a julgamento.

A Secretaria de Defesa Social diz que “trabalha intensamente para quebrar a espinha dorsal dos homicídios”. “Entretanto, é preciso entender que a questão da segurança pública passa pelo cenário brasileiro, que demonstrou aumento de homicídios em todo o território nacional, sobretudo no Nordeste. Pernambuco não está imune a essa questão, sofrendo as consequências da falta de fiscalização nas fronteiras (a fim de evitar a entrada de drogas e armas), da ausência de vagas em presídios federais e de uma política nacional de segurança, assim como da insuficiência de recursos da União para apoiar os estados. O crime organizado está em todo o território nacional, agindo de forma articulada, e os estados não podem seguir isolados e sobrecarregados nesse embate”, afirma, em nota.

Participaram desta etapa do projeto:

Coordenação: Athos Sampaio e Thiago Reis

Edição (conteúdo): Clara Velasco, Gabriela Caesar e Thiago Reis

Pré-produção: Ricardo Gallo

Produção:

Geisy Negreiros e Iryá Rodrigues (G1 AC)

Derek Gustavo, Cau Rodrigues e Jacinto Branco (G1 AL)

John Pacheco, Lorena Kubota e Fabiana Figueiredo (G1 AP)

Ariane Alcântara, Andrezza Lifsitch, Leandro Tapajós, Patrick Marques e Paulo Dutra (G1 AM)

Egi Santana e Henrique Mendes (G1 BA)

Marília Cordeiro, Mateus Bandeira e Valdir Almeida (G1 CE)

Marília Marques, Maria Helena Martinho e Carlos Átila (G1 DF)

Manoela Albuquerque e Rodrigo Rezende (G1 ES)

Paula Resende, Murilo Velasco, Sílvio Túlio e Vitor Santana (G1 GO)

Dino Alves, Francisco Batalha, Evandro Azevedo, João Batista Carvalho, João César, José Chagas, Miguel Chaves, Rafaelle Fróes, Osvaldo Leite e Zeca Soares (G1 MA)

Lislaine dos Anjos, Pollyana Araújo e Wagner Silva (G1 MT)

Anderson Viegas, Juliene Katayama e Nadyenka Castro (G1 MS)

Cíntia Paes, Humberto Trajano, Raquel Freitas e Thais Pimentel (G1 MG)

Taymã Carneiro, Jorge Sauma e Moisés Nascimento (G1 PA)

Anderson Silva, André Resende, Clara Rezende e Gabriela Muniz (G1 PB)

Adriana Justi e Erick Gimenes (G1 PR)

Bruno Marinho, Luiza Mendonça, Marina Meireles e Pedro Alves (G1 PE)

Carlos Rocha e José Marcelo (G1 PI)

Affonso Andrade, Felipe Grandin e Susan Vidinhas (G1 Rio)

Anderson Barbosa, Rafael Barbosa e Juliana Silva (G1 RN)

Daniel Fávero, Otávio Daros e Gabriela Haas (G1 RS)

Andriele Padilha, Jeferson Carlos e Jonatas Boni (G1 RO)

Alan Chaves, Emily Costa, Marquelo Marques e Valéria Oliveira (G1 RR)

Mariana de Ávila e Allan Postal (G1 SC)

Paulo Toledo Piza (G1 SP)

Anderson Barbosa, Joelma Gonçalves e Osmar Rios (G1 SE)

Jesana de Jesus, João Guilherme Lobasz e Vilma Nascimento (G1 TO)

Roteiro (vídeos): Beatriz Souza

Edição (vídeos): Eduardo Palácio

Edição (infografia): Rodrigo Cunha

Design: Alexandre Mauro, Roberta Jaworski e Igor Estrella

Fonte original: https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/brasil-registra-quase-60-mil-pessoas-assassinadas-em-2017.ghtml

Interventor diz que déficit das Forças de Segurança do RJ é de R$ 3,1 bilhões

A Segurança Pública do Rio tem um déficit de R$ 3,1 bilhões, segundo o interventor federal general Braga Netto. A informação foi passada inicialmente pelos deputados da bancada do Rio de Janeiro, que integram a Comissão Externa de Acompanhamento da Câmara Federal, após encontro com o interventor na manhã desta segunda-feira (19), no Centro de Controle Integrado de Segurança, no Centro do Rio. O Gabinete de Intervenção Federal (GIF) confirmou que o general passou a informação aos parlamentares durante a reunião.

No início da tarde, o presidente Michel Temer disse, em entrevista ao O Globo durante evento em Brasília, que a verba para a intervenção do Rio deve ser entre R$ 600 e R$ 800 milhões.

Na noite desta segunda-feira, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o governo definiu que a intervenção no Rio de Janeiro receberá R$ 1 bilhão. Ainda segundo a assessoria da Presidência, a verba para o Ministério da Segurança pode chegar a R$ 4 bilhões.

Os recursos deverão constar de uma medida provisória a ser editada pelo presidente Michel Temer ainda nesta semana.

De acordo com levantamentos feitos pelo gabinete a divisão ocorreria da seguinte forma:

  • R$ 1 bilhão – para despesas com pessoal
  • R$ 600 milhões – pagamentos de dívidas já existentes
  • R$ 1,5 bilhão – custeio e investimentos até o fim do ano

“As forças de segurança pública têm um total de R$ 1,6 bilhão para pagar. Some-se isso ao R$ 1,5 bilhão de verbas que ainda nem chegaram e temos um passivo de R$ 3,1 bilhões para a área de segurança do Estado este ano. Como o Governo Federal anunciou um aporte de R$ 1 bilhão para a intervenção, o que existe é uma operação deficitária. Ou seja, fica mais que claro que a intervenção foi feita de maneira improvisada e sem planejamento nenhum”, afirmou o deputado Alessandro Molon (PSB), um dos integrantes da comissão.

No domingo (18), o ministro do Planejamento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou que a pasta vai aprovar um crédito extraordinário de R$ 1 bilhão para a intervenção no Rio de Janeiro. A fonte dessa verba, no entanto, ainda não havia sido definida. Segundo ele, a situação será resolvida até o fim desta semana.

O déficit de R$ 3,1 bilhões, calculado pelo coronel Braga Netto, foi anunciado pelo coordenador da comissão, deputado Hugo Leal (PSB), que revelou, também, um número de 20 mil policiais a menos nas polícias do Rio.

“Os quadros das polícias civil e militar têm um déficit de 20 mil pessoas – 10 mil em cada corporação. Essa é outra questão que precisa ser resolvida”, avaliou o deputado.

Reunião com Pezão

Depois da reunião com os parlamentares, Braga Netto foi se encontrar com o governador Luiz Fernando Pezão, no Palácio Guanabara.

Em seu twitter, Pezão falou que nos próximos dias vai finalizar um levantamento com as prioridades da área para balizar a liberação e o uso de recursos. O governador disse que os recursos este ano podem chegar a R$220 milhões.

Segundo o governador, além dos valores liberados pelo Governo Federal, o Rio terá em breve recursos do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised).

“São recursos que deve capitalizar, somente este ano, entre R$ 200 milhões e R$ 220 milhões, a serem aplicados em investimentos na Segurança Pública”, escreveu o governador. “O Rio de Janeiro é um dos estados brasileiros com maior investimento per capita em segurança e a maior parte desses recursos é destinada ao pagamento de salários dos servidores, o que acaba restringindo os investimentos na área”, argumentou.

Pezão também disse que já começou o processo de compra de cerca de 900 novas viaturas para as polícias Militar e Civil. As primeiras 290 vão chegar em abril.

Marielle

Durante a reunião do general Braga Netto com os parlamentares, também foi dito que a investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, morta a tiros na noite da última quarta-feira (14) no Estácio, região central da cidade, ainda está em estágios iniciais. A infomação foi passada pelo deputado Chico Alencar (PSOL).

“O secretário de Segurança, coronel Richard Nunes, afirmou que o assassinato da Marielle é uma prioridade absoluta da polícia. Mas ele falou que prioridade não pode significar precipitação, lembrando que a resolução da morte da juíza Patrícia Acioli demorou 60 dias. Segundo os responsáveis pela intervenção, a investigação ainda está no início”, disse o parlamentar.

“Ainda estamos sob o impacto do assassinato da Marielle. E pior: ela sofre uma espécie de segunda morte por conta de toda a campanha difamatória feita contra ela nas redes sociais”, finalizou Alencar, que levou à reunião cartazes em homenagem à vereadora.

Fonte original: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/forcas-de-seguranca-do-rio-de-janeiro-tem-deficit-de-r-31-bilhoes.ghtml

Temer pede prioridade na votação da reoneração da folha para ter caixa e investir na segurança do Rio

O presidente Michel Temer decidiu centrar esforços na aprovação do projeto de reoneração da folha para ter recursos inclusive para a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

O martelo foi batido em reunião nesta terça-feira (20) com integrantes da coordenação política e da equipe econômica.

Temer pediu que se chegasse a um acordo no Congresso Nacional, já que há muita pressão de alguns setores da economia que querem ficar de fora da reoneração.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo) e os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE), ficaram de destravar as resistências junto à base aliada.

Também participaram do encontro o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, Jorge Rachid, secretário da Receita Federal, e Eduardo Guardia, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Temer deixou claro que quer ter garantias de recursos para todas as ações necessárias para a intervenção federal na segurança do Rio.

Há um reconhecimento de que a votação da reoneração ainda não está madura para esta semana, mas o tema passou a ser uma prioridade, pois dentro da pauta de medidas econômicas apresentada pelo governo é avaliado com tendo mais possibilidades de trazer recursos rapidamente ao caixa do Tesouro.

Fonte original: https://g1.globo.com/politica/blog/gerson-camarotti/post/2018/03/20/temer-pede-prioridade-na-votacao-da-reoneracao-da-folha-para-ter-caixa-e-investir-na-seguranca-do-rio.ghtml

Assassinato de Marielle Franco é desafio para intervenção no Rio

Dar uma resposta rápida e eficiente ao brutal assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) tornou-se o mais imediato desafio da intervenção federal na segurança pública do Rio. Apresentada como “jogada de mestre” pelo governo federal, a ação decidida em Brasília completa nesta sexta um mês sem apresentar resultados expressivos.

E, agora, com um crime brutal e de repercussão internacional para resolver. A ação dos criminosos, para especialistas, é vista como uma afronta às autoridades, passando a ideia que nada pode detê-los.

Em nota oficial, o interventor federal, general Walter Braga Netto, afirmou repudiar “ações criminosas como a que culminou na morte da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes”. Ainda segundo a nota, o interventor acompanha o caso em contato permanente com o secretário de Segurança, general Richard Nunes.

Na quinta, militares repetiram o procedimento das últimas semanas: foram à comunidade do Viradouro, em Niterói, na Grande Rio, que foi cercada e teve desobstruídas vias antes bloqueadas por traficantes. A ação repetiu o que foi feito várias vezes na favela Vila Kennedy, zona oeste carioca, onde os bandidos restabelecem as barreiras após o fim das operações.

“Há grande perplexidade em todos nós, mas talvez esse crime seja o grande divisor de águas da intervenção”, diz o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), Felipe Santa Cruz. “Todo assassinato é grave, mas, quando matam uma ativista do tamanho da Marielle, só há dois caminhos: ou reafirmamos que vivemos numa democracia plena, em que as instituições funcionam, ou vamos seguir o caminho de tantos outros países do continente, com instituições fragilizadas, e onde militantes são executados no meio da rua impunemente.”

ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, deu entrevista na noite de quinta no Centro Integrado de Comando e Controle do Rio. Perguntado se achava que o crime poderia simbolizar fracasso da intervenção, ele reagiu, mas reconheceu dificuldades. “A intervenção nunca se propôs a fazer mágica”, declarou.

“A intervenção se propôs a trabalho, trabalho e trabalho. A intervenção, até aqui, tem procurado fortalecer e reestruturar as polícias.” Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun disse que o episódio “é mais uma evidência” de que o governo federal “está no caminho certo” ao decretar a intervenção.

Pesquisadora da violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Alba Zaluar vê o crime como tentativa de afronta às forças de segurança. “Com muita audácia, esse assassinato é uma forma de tentar sabotar a intervenção e de chocar a população. O que apavora é a generalidade da vingança contra quem não fez nenhum mal diretamente reconhecível a seus assassinos”, diz. “Escolheram a vítima para causar impacto. E conseguiram.”

 

Fonte original:  http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,assassinato-e-desafio-para-intervencao,70002229205

Vereadora do PSOL, Marielle Franco é morta a tiros na Região Central do Rio

A vereadora Marielle Franco foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio, por volta das 21h30 desta quarta-feira (14). Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Uma outra passageira, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução.

Segundo as primeiras informações da polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Marielle foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.

A passageira atingida pelos estilhaços foi levada para o Hospital Souza Aguiar e liberada. Em seguida, ela foi levada para prestar depoimento na DH, que terminou por volta de 4h desta quinta. A polícia não deu detalhes do depoimento.

Marielle havia participado no início da noite de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa.

No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas. O motorista foi atingido por pelo menos 3 tiros na lateral das costas.

A polícia buscará imagens de câmeras da região para determinar o trajeto do carro e desde onde ele passou a ser seguido. O local exato do crime fica quase em frente a um posto do Detran, que na hora estava fechado. Do outro lado da rua há uma concessionária que também estava fechada.

Em nota, o Secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, disse que determinou ampla investigação e que a acompanha junto com o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, o andamento do caso.

O deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo disse que o crime é “inadmissível”. “A gente vai cobrar com rigor, todas as características são de execução. Evidente que vamos aguardar todas as conclusões da polícia, cabe à polícia fazer a investigação, mas a gente, evidentemente, não vai nesse momento aliviar isso. As características são muito nítidas de execução, queremos isso apurado de qualquer maneira, o mais rápido possível”, afirmou ele. Freixo disse que a vereadora nunca tinha sofrido nenhuma ameaça.

O corpo de Marielle será velado na Câmara dos Vereadores a partir das 11h desta quinta-feira (15).

Fonte original: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/vereadora-do-psol-marielle-franco-e-morta-a-tiros-no-centro-do-rio.ghtml

Integração das polícias é defendida por presidente da FenaPEF

Ao falar na sessão temática de segurança pública no Senado, na terça-feira (6), o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio de Araújo Boudens, defendeu a integração como forma de melhorar a atuação dos agentes de segurança pública. Em sua avaliação, é preciso desburocratizar o sistema de segurança e fortalecer a atuação dos agentes públicos.

Boudens defendeu o “ciclo completo de polícia”, quando não há restrições de atuação dos policias, como acontece hoje. Ele ressaltou inclusive que é preciso um grande volume de dinheiro para fazer funcionar duas polícias que trabalham separadas, com naturezas diferentes: uma de prevenção (Polícia Militar) e outra de investigação (Polícia Civil).

— Essa é uma questão tão óbvia que nós já deveríamos ter até resolvido antes. As duas polícias separadas nunca vão funcionar dessa forma. Uma bate à porta da outra para receber uma ocorrência.

O policial também destacou que, para as melhorias, não é preciso começar algo novo, basta aproveitar projetos já em tramitação no Congresso Nacional.

Uma das propostas citadas por ele foi a PEC 51/2013, do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que reorganiza as forças policiais extinguindo o seu caráter militar e determinando que atuem tanto no policiamento ostensivo quanto nas investigações dos crimes. Outro projeto defendido por Boudens é o PLS 227/2012, do senador Armando Monteiro (PTB-PE), que estabelece numeração única para os boletins de ocorrência.

 

Fonte original: http://fenapef.org.br/integracao-das-policias-e-defendida-por-presidente-de-entidade/

Em Brasília, vigilantes mantêm greve e parques abrem hoje com reforço da PM

Os trabalhadores vinculados ao Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância do Distrito Federal (Sindesv) entram no sexto dia de greve nesta terça-feira (6/3). Sem contraproposta do Sindicato de Empresas de Segurança do Distrito Federal (Sindesp-DF), os vigilantes decidiram, em assembleia na noite de ontem, manter a paralisação, que teve início na quinta-feira. No dia seguinte, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) expediu liminar obrigando o encerramento da greve dos vigilantes até julgamento final da ação. Em caso de descumprimento, a categoria está sujeita à multa de R$ 100 mil.
Sem acatar a ordem judicial, o Sindesv entrou com recurso contra a liminar e ao pagamento da multa. “Não tivemos resposta dos patrões e sem uma análise não tem como voltar ao trabalho. A categoria está mais do que decidida”, afirmou o diretor de comunicação do sindicato que representa a categoria, Gilmar Rodrigues.
Dessa forma, os bancos continuam fechados. Todos os órgãos públicos também sofrem prejuízos com falta de trabalhadores da área. Quanto aos parques, 71 locais de lazer e de preservação ecológica vinculados ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) que necessitam de vigilantes patrimoniais mantiveram as portas fechadas. Apenas Olhos D’Água e Águas Claras abriram. Mas, com apoio da Polícia Militar, 12 parques (veja Programe-se) voltam, hoje, a funcionar. As áreas abrem às 7h e fecham às 18h. Apenas Ezechias Hering, no Guará, por questões de segurança e riscos de invasões, e Saburo Onoyama, em Taguatinga, que passará por limpeza e manutenção, não abrirão.

Reivindicação

Os vigilantes pedem reajuste salarial de 3,10% e aumento de 6,8% no auxílio-alimentação. Por conta da paralisação, serviços em agências do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) ficaram restritos apenas a clientes que fizeram agendamento prévio. Em instituições financeiras, como a Caixa e o Banco do Brasil, somente o uso dos caixas eletrônicos estava liberado.
O Sindicato dos Bancários de Brasília informou que nenhum banco deve funcionar sem o apoio de vigilantes, determinação expressa na Lei 7.102/83, de 20 de junho de 1983, que dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros.
Para que a ordem judicial seja cumprida, os bancários notificaram as instituições e solicitaram que equipes da Polícia Federal fiscalizem o fechamento dos bancos. Em caso de descumprimento, o sindicato denunciará a agência. “O estabelecimento também corre risco de pagamento de multa. Se o sindicato localizar alguma agência aberta, o fechamento é feito na hora”, explicou o porta-voz da entidade, Rafael Zanon.

Longas filas

Durante o dia de ontem,  moradores de Brasília sentiram na pele a falta de segurança em órgãos públicos e parques. No posto do INSS da 502 Sul, beneficiários imploravam por atendimento. Era o caso da secretária Tamara Fernandes, 26 anos. A jovem desejava ingressar com recurso para fazer uma nova perícia. Ela, que sofre de depressão, foi liberada do serviço por 60 dias para se tratar. Sem estar agendada,  disse que saiu do Gama, a 30km do local “para tentar a sorte”. Ficou sem atendimento.
Em agências bancárias, os clientes enfrentaram longas filas diante dos caixas eletrônicos. O aposentado José Kleber Barreto, 71, por exemplo, demorou mais de 20 minutos para conseguir pagar o condomínio na Caixa Econômica da 504 Sul. Sem auxílio de servidores, ele reclamou dos atrasos que as greves provocam. “É uma interrupção de vida para todo mundo. Não consegui me informar direito. Quase segui para outro banco”, criticou.
A 12 quadras dali, correntistas que precisavam dos serviços do Banco do Brasil esperavam  em meio a muitas filas para sacar dinheiro e efetuar pagamentos. A dentista Myrian Machado, 40, desistiu de  usar o equipamento eletrônico. “A espera está enorme e uma funcionária me orientou a não depositar cheques após as 16h. Sem vigilância, quem confia?”, questionou.

Insegurança

Mesmo com a porta central do Parque Olhos d’Água aberta, as laterais continuaram fechadas. A advogada Ana Catarina Boni, 39, questionou a insegurança do local. Ela frequenta o parque há, pelo menos, oito anos. “Apoio a greve, é um direito, mas confesso que não vejo diferença aqui, o local é mal iluminado e depois das 18h fica bem escuro”, reclamou.
Para surpresa dos moradores do Sudoeste, o Parque do Bosque permaneceu com as portas lacradas. O advogado David Souza, 26, precisou mudar a rotina para se exercitar na região. Ele reclamou da falta de aviso e cuidado para com os frequentadores.  “Podem ter a razão que for, mas a decisão deles afeta diretamente a população”, reclamou.
O Sindesv convocou nova assembleia para hoje, às 17h, quando a categoria define os rumos do movimento.

Programe-se

Áreas verdes  que abrem  as portas
Horário: das 7h às 18h
» Águas Claras
» Olhos D’Água (Asa Norte)
» Bosque do Sudoeste
» Ecológico da Asa Sul (614/615)
» Dom Bosco (Lago Sul)
» Sucupira (Planaltina)
» Paranoá
» Jequitibás (Sobradinho)
» Areal
» Veredinha (Brazlândia)
» Vivencial do Gama
» Lago Norte
Fonte original: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/03/06/interna_cidadesdf,664061/em-greve-vigilantes-fazem-assembleia-para-decidir-futuro-de-movimento.shtml