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Sisu 2018: resultado com listas de aprovados sairá nesta 2ª feira (29), às 9h, diz MEC

O resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) será publicado nesta segunda-feira (29), no site http://sisu.mec.gov.br/. Estão em disputa 239.716 vagas em 130 instituições. O Ministério da Educação (MEC) afirma que a divulgação das listas de aprovados ocorrerá às 9h.

Também será possível consultar o resultado nas páginas das instituições de ensino e na central de atendimento do Ministério da Educação (0800-616161).

Aqueles que forem selecionados devem verificar, junto à universidade em que foram aprovados, qual o local, o horário e os documentos necessários para a matrícula. O prazo para efetivá-la vai do dia 30 de janeiro ao 7 de fevereiro.

Notas de corte

Durante as inscrições, todos os dias, à 0h, o sistema calcula qual a nota de corte de cada curso, baseando-se no número de vagas disponíveis e no desempenho dos inscritos. Ela não é atualizada em tempo real – portanto, mesmo que o estudante tenha atingido o patamar mínimo apresentado pelo sistema, não há a garantia de que seja selecionado. É necessário aguardar até a divulgação da primeira chamada.

A função de divulgar as notas de corte é oferecer uma referência para que os candidatos se inscrevam em cursos nos quais têm chances de serem aprovados.

Concorrência em medicina

menor nota de corte parcial para os candidatos a cursos de medicina, na última atualização do sistema, foi de 753,1 pontos, na Universidade Federal Rural do Semiárido, no Rio Grande do Norte. A mais alta foi de 884 pontos, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no campus de Caicó.

Os dados foram liberados para consulta no portal http://sisu.mec.gov.bre consideram a situação das inscrições até a meia-noite da última sexta-feira (26).

As notas apontadas neste levantamento consideram somente vagas de “ampla concorrência”, às quais concorrem estudantes que não se encaixam em critérios da Lei de Cotas ou em ações afirmativas próprias de cada universidade.

Lista de espera

Podem tentar participar da lista de espera aqueles que:

  • não forem selecionados em nenhuma das duas opções de curso na chamada regular;
  • ou os que tenham sido convocados para a segunda opção.

Caso o candidato queira tentar, deve entrar em seu boletim de notas entre os dias 30 de janeiro e 7 de fevereiro e clicar no botão correspondente à “confirmação de interesse em participar da lista de espera”. O sistema irá emitir um aviso de confirmação.

Os resultados serão publicados pelas próprias instituições de ensino – e não pelo site do Sisu. É importante, portanto, que cada candidato acompanhe as convocações feitas pela universidade em que busca estudar.

Calendário do Sisu 2018

  • Inscrições: de 23 de janeiro até as 23h59 de 26 de janeiro
  • 1ª chamada: 29 de janeiro
  • Matrículas dos aprovados na 1ª chamada: de 30 de janeiro a 7 de fevereiro
  • Manifestação de interesse na lista de espera: de 30 de janeiro até as 23h59 de 7 de fevereiro
  • Convocações nas demais chamadas: a partir de 9 de fevereiro

 

Fonte original: https://g1.globo.com/educacao/noticia/sisu-2018-resultado-com-listas-de-aprovados-saira-nesta-2-feira-29.ghtml

Sisu 2018 abre inscrições para 239 mil vagas na graduação de universidades públicas

As inscrições para a edição do primeiro semestre de 2018 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começaram na madrugada desta terça-feira (23). Segundo o Ministério da Educação, os candidatos que participaram da edição 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão concorrer a 239.601 vagas de 130 instituições públicas de ensino superior federais e estaduais (universidades, institutos, centros universitários, faculdades e centros de educação tecnológica).

A inscrições poderão ser feitas até as 23h59 desta sexta (26), no horário de Brasília. Elas serão feitas no site do programa: http://sisu.mec.gov.br/. Não é necessário pagar taxas. Para acessar o edital completo, clique aqui.

Entre 2010 e 2016, o número de vagas que as universidades, institutos e faculdades federais e estaduais decidiram destinar ao sistema cresceu mais de quatro vezes, e a concentração do total de vagas ofertadas no ensino superior público do Brasil no Sisu saltou de 10,7% para 43%.

O levantamento foi feito pelo G1 a partir de dados divulgados ano a ano pelo Ministério da Educação e informações das edições do Censo da Educação Superior de 2010 e 2016, ano dos dados mais recentes disponíveis.

Requisitos

Para participar, é necessário ter tirado nota acima de zero na redação do Enem 2017. Como nos anos anteriores, cada candidato poderá se inscrever em até duas vagas, especificando a ordem de preferência e o turno no qual pretende estudar. Também é necessário definir qual a modalidade no qual o aluno se encaixa – ampla concorrência ou alguma relativa às ações afirmativas (com critérios raciais ou sociais).

Mesmo que o candidato faça sua inscrição no dia 23 de janeiro, ele poderá alterar suas opções até as 23h59 do dia 26. O sistema mostra, a cada dia, uma nota de corte parcial, baseada nas notas das pessoas que já se inscreveram até o momento naquele curso.

Lista de espera

Do dia 30 de janeiro até as 23h59 de 7 de fevereiro, os candidatos poderão manifestar interesse em alguma vaga para a qual não foram aprovados na primeira chamada. Só será permitido marcar o curso colocado como 1ª opção na inscrição.

As convocações serão feitas pelas universidades, em calendário definido por elas. Cabe ao candidato acompanhar os prazos.

Calendário do Sisu 2018

Inscrições: de 23 de janeiro até as 23h59 de 26 de janeiro de 2018

1ª chamada: 29 de janeiro

Matrículas dos aprovados na 1ª chamada: 30 de janeiro a 7 de fevereiro

Manifestação de interesse na lista de espera: 30 de janeiro até as 23h59 de 7 de fevereiro

Convocações nas demais chamadas: a partir de 9 de fevereiro

Sisu do 2º semestre

As notas do Enem também poderão ser utilizadas na segunda edição do Sisu 2018, que abrirá inscrições no fim de maio.

Fonte original: https://g1.globo.com/educacao/noticia/sisu-2018-abre-inscricoes-para-239-mil-vagas-na-graduacao-de-universidades-publicas.ghtml

Com retenção da educação, primeiro FPM do ano será de R$ 2,6 bilhões

Pouco mais de R$ 2,6 bilhões, considerando o valor da retenção constitucional do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Esse será o valor do primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2018, que entrará nas contas das Prefeituras nesta quarta-feira, dia 10 de janeiro. Sem o porcentual destinado ao financiamento da educação, o montante soma R$ 3,2 bilhões.

Assim como fez nos anos anteriores, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgará os valores do FPM, por decêndio, e o comportamento do Fundo pelos próximos 12 meses. Em relação a essa transferência, a entidade indica que o montante será 10,78% maior, em comparação com o primeiro decêndio de 2017, em termos nominais, sem considerar os efeitos da inflação.

Quando se considera os efeitos inflacionários, o resultado positivo fica em 8,49%. No mesmo período do ano anterior, os Municípios partilharam R$ 2,9 bilhões. Todavia, a CNM alerta que os primeiros meses do ano são sempre melhores de arrecadação, por conta de fatores macroeconômicos que alteram a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e também do Imposto sobre a Renda (IR), principais componentes do Fundo.

Atenção
Apesar de resultado positivo, quando se observa o ano passado, o presidente da CNM, Paulo Ziukoski, lembra: “esse fundo é abastecido com uma parte do que é arrecadado pela União com impostos, e o caixa de 2018 deve ser sobrecarregado por conta dos reajustes ocorridos neste início de ano, como o piso dos professores e o salário mínimo”.

Diante disso, a orientação aos gestores locais é para organizam suas finanças, pois o cenário ainda é de bastante instabilidade política e econômica. “O FPM é o recurso principal de transferência do governo federal para as cidades, e ele foi 3,8% menor em 2017”, alerta ainda o presidente da Confederação.

 

Fonte original: http://www.cnm.org.br/comunicacao/noticias/com-retencao-da-educacao-primeiro-fpm-do-ano-sera-de-r-2-6-bilhoes

Saúde e educação perdem R$ 472 milhões para campanhas

O fundo eleitoral bilionário criado para bancar as campanhas políticas com recursos públicos retirou R$ 472,3 milhões originalmente destinados pelos parlamentares para educação e saúde neste ano. Deputados federais e senadores, quando aprovaram a destinação de verbas para as eleições, haviam prometido poupar as duas áreas sociais de perdas.

Levantamento feito pelo Estado mostra que o fundo receberá R$ 121,8 milhões remanejados da educação e R$ 350,5 milhões da saúde. O valor corresponde à transferência de dinheiro das emendas de bancadas – que seria destinado a esses setores – para gastos com as campanhas eleitorais deste ano.

O fundo, aprovado em 4 de outubro do ano passado, é uma alternativa à proibição das doações empresariais e receberá, no total, R$ 1,75 bilhão. Desse montante, R$ 1,3 bilhão sairá das emendas de bancada, cujo pagamento é obrigatório pelo governo, e R$ 450 milhões da isenção fiscal que seria concedida a rádios e TVs para veicular programas partidários.

O dinheiro será distribuído aos partidos de acordo com o tamanho de suas bancadas na Câmara e no Senado. A criação do fundo é contestada por ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria da ministra Rosa Weber. Ela decidiu levar o caso ao plenário da Corte e ainda não há data para o julgamento.

A verba retirada da saúde para abastecer o caixa das campanhas seria suficiente, por exemplo, para arcar com a construção de 159 novas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), com sete leitos, dois médicos e atendimento médio de 150 pacientes por dia ou financiar 859 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Os recursos que deixaram de ser aplicados em educação equivalem a 34% de todos os pagamentos que o governo realizou no ano passado no Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância): R$ 355 milhões, conforme dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O dinheiro serve para construir e equipar creches.

A Secretaria Estadual da Saúde do Espírito Santo perdeu, por exemplo, R$ 15,7 milhões para a compra de ambulâncias. Em Goiás, o programa Caminho da Escola, que compra ônibus e bicicletas para transporte escolar em núcleos rurais e periféricos, não terá R$ 18,7 milhões.

Os principais articuladores da reforma política, quando a proposta tramitou no Congresso Nacional, afirmaram que as duas áreas não seriam prejudicadas. “Não aceito que mexa um centavo de saúde e educação”, disse à época o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Um dos idealizadores do uso das emendas como fonte de recursos, o senador Romero Jucá (MDB-RR), líder do governo Michel Temer, também rechaçou as perdas: “A proposta que eu fiz não tira dinheiro da educação, da saúde, de lugar nenhum”. Procurados, eles não foram encontrados para comentar o assunto.

Outras áreas. Além das verbas de saúde e educação, R$ 828 milhões foram retirados de áreas como segurança pública, infraestrutura, obras contra a seca e agricultura.

Com o remanejamento de emendas de outras áreas, deixarão de ser comprados equipamentos operacionais e viaturas para a Polícia Militar do Rio (R$ 24,3 milhões). Serão retirados também R$ 33,6 milhões destinados para a construção de batalhões da PM e do Instituto Médico-Legal (IML) no Distrito Federal. No Nordeste, a construção do sistema adutor do Rio Piancó pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) teve R$ 10 milhões retirados. A obra deve levar água da transposição do Rio São Francisco para 18 municípios paraibanos.

O ensino superior também foi afetado. A Universidade Federal do Acre (UFAC) teve R$ 6 milhões transferidos e a Universidade Federal do Amapá (Unifap) ficou sem a emenda que previa R$ 27 milhões para a conclusão das obras do Hospital Universitário. A expansão dos câmpus da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES) perdeu R$ 33 milhões.

Impositivas. De acordo com o governo, as emendas são impositivas, ou seja, após aprovadas, têm de ser pagas. A definição sobre seu destino, no entanto, cabe ao Congresso, e o governo não se pronuncia sobre o assunto. O Orçamento dos ministérios não muda com o fundo. Em reportagem publicada no domingo, o Estado mostrou que, desde 2014, o valor liberado de emendas parlamentares foi o maior em 2017.

VERBA BANCA ELEIÇÕES

1. O que é o fundo eleitoral?

Abastecido com recursos públicos, foi criado em 2017 para financiar as eleições. É constituído por pelo menos 30% do total da verba destinada a emendas e o restante pela compensação fiscal que emissoras de rádio e TV teriam para transmitir o programa partidário. Para este ano, está previsto R$ 1,75 bi.

2. O que são emendas?

É o instrumento pelo qual o parlamentar indica onde o governo vai gastar parte do Orçamento. Podem ser individuais ou coletivas. Neste ano, cada bancada apontou R$ 162,4 milhões e cada parlamentar, R$ 14,7 milhões.

3. Como é definida a aplicação desses recursos?

O destino dos recursos das emendas individuais é definido pelos parlamentares. Metade dos recursos deve ser enviada para ações e serviços de saúde. As emendas de bancada são discutidas em reuniões conjuntas.

4. Como é o pagamento?

Parte das emendas é impositiva, isto é, de pagamento obrigatório pelo governo. Aprovadas, as emendas passam a fazer parte do Orçamento dor órgãos públicos.

 

Fonte original: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,saude-e-educacao-perdem-r-472-mi-para-campanhas,70002142094

Reajuste do Piso do Magistério: CNM indica impacto de R$ 4,5 bilhões

A valorização do professor é um entendimento seguido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Entretanto, a insuficiência de recursos repassados para o pagamento desses profissionais tem comprometido a administração municipal. Diante do anúncio do reajuste de 6,81% do Piso do Magistério, previsto para 2018 e com valores acima da inflação, a CNM fez um levantamento sobre o impacto do aumento nos Municípios brasileiros e constatou que será de R$ 4,537 bilhões.

O anúncio do reajuste foi feito ao final do ano passado – 28 de dezembro, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, por meio da publicação da portaria 1.595/2017. O percentual divulgado pelo governo federal confirma o cenário de mais peso sobre as finanças municipais.  O cálculo adotado pela União foi estabelecido de acordo com a Lei 11.738/2008.

A legislação utiliza como critério a variação entre o valor aluno/ano dos anos iniciais do ensino fundamental urbano do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos dois anos anteriores. Pela Lei, esse reajuste deve ser concedido em janeiro e os valores consolidados do Fundo somente são conhecidos em abril do ano seguinte. Assim, seguindo o critério da legislação vigente, o valor do piso para o exercício de 2018 será de R$ 2.455,35.

Crescimento da folha

Entre os anos de 2009 e 2017, os gastos com a folha de pagamento do magistério expandiram mais de R$ 46,367 bilhões. O total de funções docentes na rede municipal de ensino é de mais de 2.187 milhões de professores, um contingente bastante expressivo e que tende a crescer devido a outra obrigação desta lei, que é a reserva de um terço da carga horária para atividades fora da sala de aula.

Fonte original: http://www.cnm.org.br/comunicacao/noticias/piso

Governo federal reduz autonomia de universidades para gasto com obras

O Ministério da Educação (MEC) diminuiu a autonomia das 63 universidades federais do País em relação à execução de recursos para investimentos – como gastos com obras e compras de máquinas. O orçamento aprovado para 2018 define, pela primeira vez, que só metade da verba de investimento ficará disponível diretamente para as instituições. E o restante ficará a cargo do MEC, que decidirá caso a caso onde usar o dinheiro. O orçamento para o próximo ano prevê cerca de R$ 800 milhões para investimentos nas instituições.

Reitores e especialistas ouvidos pelo Estado apontam para o risco de uso político dos recursos e perda da autonomia universitária na gestão de verbas. Por outro lado, fiscalizações recentes têm apontado irregularidades em compras e na execução de obras em algumas universidades.

Especialista sugere processo mais gradativo

Para o professor de Economia do Insper Sérgio Firpo, o ideal é que as universidades tivessem graus diferentes de autonomia, de acordo com o estágio em que se encontram.

“Há universidades que, nos indicadores acadêmicos, não estão tão bem justamente porque não houve tempo de os investimentos maturarem e, portanto, precisam de mais investimentos. O ideal é conceder uma autonomia com responsabilização, com algum sistema de accountability (prestação de contas). Pode-se dar autonomias diferentes dependendo do estágio de desenvolvimento das universidades. Nas mais novas, um grau de intervenção maior, enquanto não se chegou ao estágio em que há, de fato, reconhecimento pelo mérito acadêmico e científico, por exemplo”, diz o professor.

Por outro lado, diz Firpo, a centralização pode diminuir eventuais desigualdades que existam no País. “Pode ser louvável, desde que isso esteja associado ao mérito, ou seja, para as universidades que, em geral, estejam agregando a seus estudantes, atrelando o investimento a um conjunto de indicadores.”

 

Fonte original: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,governo-federal-reduz-autonomia-de-universidades-para-gasto-com-obras,70002124709

Quais serão os desafios do governo para implementar o novo ensino médio?

A reforma do ensino médio, sancionada pelo presidente Michel Temer, é vista por especialistas como necessária, mas apresenta desafio em relação à implementação. “Se ocorrer conforme está no papel, será ótimo. A preocupação é com a infraestrutura do que está sendo proposto. Fato é que o ensino médio precisa de reestruturação e tem muito a ganhar dessa forma”, afirma o diretor do Centro de Ensino Médio Elefante Branco (Cemeb), Ivan Ferreira de Barros. Ele avalia que o modelo pode oferecer muito, desde que as escolas recebam o investimento necessário.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o retrato negativo do ensino médio, exposto por pesquisas nacionais e internacionais, justifica a urgência da reforma. A pasta aponta que, entre os benefícios das mudanças, estão a flexibilidade curricular, a obrigatoriedade da língua inglesa desde o 6º ano do ensino fundamental, a ampliação progressiva da carga horária de 800 para 1.000 horas anuais e o aumento da oferta de ensino em tempo integral. Esses dois últimos pontos, porém, já representam um grande desafio. Vão demandar mais gastos do governo, tanto na melhora da estrutura física das escolas como no eventual aumento no número de professores e qualificação dos professores.
O novo modelo foi sancionado em fevereiro, mas, para entrar em vigor, depende da conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que vai orientar os currículos das escolas de ensino médio. Após essa etapa, os colégios deverão estabelecer um cronograma de implantação das principais alterações da lei e iniciar o processo de implementação a partir do segundo ano letivo.

Alterações

Entre as mudanças previstas na lei está a possibilidade, também, de os alunos escolherem a área de maior interesse acadêmico ou optarem por um curso técnico. Língua portuguesa e matemática continuam obrigatórias nos três anos do ensino médio.
Na parte acadêmica, as opções serão aprofundadas nas áreas de conhecimento, como linguagem, matemática, ciências da natureza ou ciências humanas. Na técnica, os estudos estarão associados a ocupações do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. As duas modalidades terão certificado de conclusão e diploma de ensino médio para ingresso no superior ou no mercado de trabalho.
O estudante Pedro Carneiro Leão, 18 anos, do Centro de Ensino Médio da Asa Norte, aprovou a alteração. “Fiquei surpreso e vejo como uma possibilidade de manter o aluno de verdade dentro da escola. Quando não tem afinidade com a matéria proposta, ele se sente desestimulado”, avalia. “Estudando o que gosta é bem diferente. Uns se dão bem com física e matemática, outros, não. Agora, cada um vai poder fazer o que gosta”, comemora.
Fonte original: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/63,65,63,14/2017/12/17/internas_polbraeco,648292/quais-serao-os-desafios-do-governo-para-implementar-o-novo-ensino-medi.shtml

Votação do projeto Escola Sem Partido tumultua Câmara Municipal de SP

Com guardas civis, equipados com escudos e capacetes, dividindo as galerias do plenário da Câmara Municipal, vereadores de São Paulo colocaram em discussão na tarde desta quinta-feira, 7, o projeto que institui a Escola Sem Partido na rede municipal de educação da cidade, após lideranças da Casa passarem a manhã sendo alvo de postagens de grupos favoráveis à medida, especialmente o Movimento Brasil Livre (MBL). Entre tumultos e ameaças de esvaziamento do auditório, o projeto teve a votação suspensa depois de ação dos vereadores da Comissão de Educação da Câmara, que não deram quórum para a discussão prosseguir.

Foi a primeira vez neste ano em que foi necessário o uso da “Tropa de Choque” (a Inspetoria de Operações Especiais) da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na Câmara Municipal, segundo a presidência da Casa. Os guardas e seus escudos dividiram o plenário, ocupado no lado esquerdo por ativistas da União da Juventude Socialista e pelo MBL e o Direita São Paulo no lado direito.

A Escola Sem Partido é um projeto dos vereadores Eduardo Tuma (PSDB) e Fernando Holiday (DEM), membro do MBL. O texto prevê que o professor de sala de aula “deverá abster-se de introduzir, em disciplina obrigatória, conteúdos que possam estar em conflito com as convicções morais dos estudantes ou de seus pais”, entre outros quatro deveres. Ele conta com assinatura de outros 15 parlamentares.

O texto entrou em discussão apesar de não estar na pauta da Câmara nesta tarde – havia 194 projetos de vereadores e do Executivo. Nesta semana, após a votação do projeto de privatização do Anhembi, os parlamentares haviam programado votar projetos de vereadores.

Mesmo assim, pelas redes sociais, desde a noite desta quarta-feira, 6, Holiday e o MBL vinham convocando seus militantes para participar da votação nesta quinta. Chegaram a compartilhar fotos do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), do mesmo partido de Holiday, chamando-o de “presidente covarde” e pedindo “pressão nele”.

Da mesma forma, grupos de esquerda passaram a convocar militares para também ir na Câmara, se manifestar contra a proposta – a metade que eles ocuparam ficou lotada mais cedo. Antes de o plenário abrir, os dois grupos trocaram provocações: buscavam “entrevistar” os adversários, com celulares nas mãos, para postar vídeos nas redes sociais. Até as 18h30, não havia ocorrido nenhuma troca de agressões.

“Lá (onde estudo) é um cursinho pago, pago para estudar lá e sou humilhada pelo meu professor que fala que todo mundo que vota no (Jair) Bolsonaro é um filho da puta”, disse a estudante Tamires de Paula, de 22 anos, com camiseta do deputado federal fluminense do PSC. “Esses caras estão falando que é lei da mordaça? Lei da mordaça é o cacete”, afirmou ela, que é moradora da capital paulista. “Se você pega a educação, hoje, as pessoas só sabem falar do (ex-presidente cubano) Fidel (Castro, morto em 2016). Se você fala do outro lado, as pessoas não sabem.”

Do outro lado, a economista Lolita Sala, de 56 anos, afirmou ter ido à Câmara para evitar que a aprovação do projeto pudesse criar algum instrumento que facilitasse perseguições a professores.

“O nome ‘Escola Sem Partido’ é um nome falacioso para um projeto que não quer que as escolas sejam sem partido. O que eles querem é que as escolas não tenham partidos de esquerda e que não tenham discussões políticas de nenhum tipo”, afirmou Lolita. “Ninguém quer que as escolas querem tenham um único partido, queremos senso crítico”, completou.

 

Fonte original: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,votacao-do-projeto-escola-sem-partido-tumultua-camara-municipal-de-sp,70002112142

USP estima déficit pelo 5º ano e vagas para técnicos devem ficar congeladas

Ainda debilitada por uma grave crise financeira, a Universidade de São Paulo (USP) prevê um déficit de R$ 287,6 milhões em 2018. É o quinto ano consecutivo em que a instituição já estima gastar mais do que recebe ao formular seu orçamento. Para equilibrar as contas, a reitoria ainda defende manter suspensas no ano que vem as admissões de servidores técnico-administrativos. As contratações para a categoria estão congeladas desde 2014.

As previsões estão em documento com as diretrizes orçamentárias distribuído a membros do Conselho Universitário (CO), instância máxima da USP. Essa proposta será votada nesta terça-feira, 21. A saúde financeira da USP será um dos principais desafios do novo reitor, Vahan Agopyan. O orçamento total previsto para o ano que vem é de R$ 5,177 bilhões. É praticamente igual ao montante inicialmente estimado para 2017, se aplicada a inflação do período.

A principal fonte de verba da USP é uma cota da arrecadação paulista do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com a piora da economia, esse recurso despencou nos últimos quatro anos.

Após três recentes rodadas de planos de demissão voluntária para reduzir a folha salarial, o objetivo é manter congeladas as contratações de técnicos. Por outro lado, a reitoria prevê contratar 150 professores, “dependendo do comportamento da arrecadação do ICMS”. Com aposentadorias e desligamentos sem reposição desde o início da crise na USP, diretores de faculdades têm apontado a necessidade de preencher vagas.

Para cobrir o rombo, será necessário usar verba da reserva bancária, como tem sido feito nos últimos anos. Entre dezembro de 2017 e o fim de 2018, essa poupança deve recuar de R$ 382,4 milhões para R$ 24,8 milhões. Há cinco anos, esse saldo era superior a R$ 3 bilhões.

Futuro. Em janeiro, Agopyan, atual vice-reitor, assume o comando da USP. Ele promete manter a política de rigor financeiro do atual dirigente, o médico Marco Antonio Zago. Entre as propostas de Agopyan, também está diversificar fontes de receita da instituição – oferecer, por exemplo, apoio técnico na formulação de políticas públicas e ser ressarcida por isso. “Temos de ser mais proativos”, disse ele ao Estado na semana passada, quando foi escolhido para o cargo.

Procurada nesta segunda-feira, 20, a reitoria informou que se manifestaria somente após a reunião do CO. Neste encontro, serão discutidas as diretrizes para o orçamento. A proposta final será definida em dezembro.

 

Fonte original: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,usp-estima-deficit-pelo-5-ano-e-vagas-para-tecnicos-devem-ficar-congeladas,70002091349

Unicamp 2018: 1ª fase aborda feminismo, tragédia em Mariana, ‘Brexit’ e economia brasileira

prova da primeira fase do vestibular da Unicamp neste domingo (19) abordou feminismo, voltou a falar sobre a tragédia em Mariana (MG), e pontuou racismo e ditadura na América do Sul entre os temas nas 90 questões de múltipla escolha. Os candidatos começaram a deixar os locais de prova após três horas e meia do início do exame. Ao todo 83,7 mil inscritos no Brasil disputam 3.340 vagas em 70 opções de cursos de graduação em Campinas (SP).

Outros temas abordados foram “Brexit”, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia, e também a saída dos EUA do acordo de Paris. A economia brasileira no início dos anos 2000 não ficou de fora.

De acordo com o coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da unicamp (Comvest), José Alves de Freitas Neto, a prova valorizou a diversidade cultural e a formação do leitor crítico, que olha para o mundo, os conhecimentos científicos e os termos relevantes para a sociedade em geral e acadêmica.

A prova terminou em três estados às 18h. No Ceará ela é aplicada em Fortaleza e o término foi às 19h, pois não há horário de verão no estado. O gabarito será divulgado na quinta-feira (23) pela Comvest.

 Rodolfo Pereira Borges, professor de matemática, prestou o exame para ver como seria na área dele e disse que os temas atuais dominaram a prova. A polêmica dos gêneros também foi parte no exame.

“Trouxe bastante temas atuais, uma tirinha sobre transgênero, uma questão sobre banheiro unissex, na parte de inglês. Muitos temas sociais, racismo”, afirma. Segundo ele, a prova foi cansativa.

Andréia Freitas disputa vaga em estudos literários e ressaltou que a prova trabalhou o empoderamento feminino.

Algumas pessoas que prestaram o exame na Unicamp, no distrito de Barão Geraldo, acharam as questões de química e filosofia difíceis, e consideraram a prova de português mais fácil.

Alan Victor Machado, de 19 anos, prestou vestibular para economia e, no geral, achou a prova mais fácil do que no último ano. “Estava mais fácil que no ano passado, estou mais confiante”.

Antônio Mota, de 28, faz doutorado em economia na Unicamp e está prestando música para realizar um sonho.

“A prova se manteve na média, não foi fácil, nem difícil. Me chamou atenção cair coisas recentes sobre geopolítica, como ‘Brexit’. Em história teve questão sobre os Panteras Negras”, ressalta.

Há algum tempo sem estudar, Luiza Ricci, de 25 anos, encontrou muita dificuldade.

“A prova foi bem difícil, principalmente para mim, que estou há algum tempo sem estudar. Prestei biologia e quero a Unicamp pelos benefícios que a universidade traz para mim, com todos os projetos daqui. Física foi o mais difícil é português e literatura o mais fácil. Se eu não passar vou tentar de novo no ano que vem”, afirma.

A prova

Na primeira fase, a avaliação é formada por 90 questões de múltipla escolha: 13 de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, 13 de matemática, 9 de história, 9 de geografia (inclui filosofia e sociologia), 9 de física, 9 de química, 9 de biologia, 7 de inglês e 12 interdisciplinares. Cada pergunta tem quatro alternativas.

A lista de aprovados nesta etapa, os locais de aplicação das provas da segunda fase e as notas de corte por curso serão divulgados em 11 de dezembro, informou a Comvest. Já as notas obtidas pelos candidatos na primeira etapa serão disponibilizadas pela comissão em 21 de dezembro.

Fonte original: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/unicamp-2018-1-fase-aborda-feminismo-polemica-dos-generos-e-ditadura-na-america-do-sul.ghtml