28 de ABRIL – Paralisação Geral

Neste dia 31 diversas entidades de trabalhadores pelo país, e movimentos sociais, estarão em reunião para preparar uma futura paralisação geral que sinalize forte protesto contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista.

A PÚBLICA incentiva sindicatos e associações de sua base para que participem desses movimentos de forma livre e por decisão de suas categorias, acreditando que a renovação pela qual passa a democracia brasileira exige e precisa manifestações de impacto para a opinião pública e imprensa.

Toda e qualquer medida parlamentar e governamental precisa passar pelo crivo social e oferecer oportunidades reais de diálogo, debate e olhar sobre o contraditório. É o mínimo diante de nossos tempos republicanos.

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CONFIRA E PARTICIPE:

Neste dia 31 de Março: Reuniões em todo Brasil de preparação da PARALISAÇÃO GERAL em 28 de ABRIL

Fonte: http://publica.org.br/noticias_det.asp?id_nt=173

Sindifisco se solidariza com ANFIP pelos ataques do MBL

“A solução para a Seguridade Social deve emanar de uma discussão séria, franca e profunda dos mecanismos de arrecadação e distribuição de benefícios, e não de uma “reforma” centrada nos interesses de uma pequena elite e aprovada a toque de caixa.”

 

A Reforma Previdenciária que o Governo tenta emplacar no Congresso Nacional traz inúmeros prejuízos aos trabalhadores brasileiros, suprimindo direitos constitucionais nas esferas pública e privada. Centenas de entidades vêm conclamando filiados à mobilização, enquanto é tempo, para evitar que as medidas abusivas prosperem na Câmara e no Senado. Os Auditores Fiscais, afinados com as questões da arrecadação e da contabilidade públicas, têm reforçado esse movimento, levantando dados técnicos contra a reforma e a favor dos trabalhadores.

 

Nesse contexto, surge uma campanha difamatória do MBL (Movimento Brasil Livre), além de uma declaração do ex-ministro Delfim Neto, mirando, de forma direta e pessoal, a atual Diretoria da Anfip (Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal) e o presidente do Sindifisco Nacional, respectivamente. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o Movimento ataca dirigentes da Anfip, acusando-os de agirem pelo interesse de blindar os próprios salários e suas aposentadorias taxadas levianamente de “milionárias”. Já o ex-ministro vai na mesma direção, acusando o presidente do Sindifisco de ter interesse pessoal ao posicionar a entidade contra a reforma da previdência pretendida pelo Governo.

 

Em observância à verdade e aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, é preciso esclarecer que os servidores ingressos até 2012 no setor público contribuem para a previdência sobre a totalidade de seus rendimentos – e não sobre o teto do INSS –, inclusive, o que não ocorre no regime geral, após sua aposentadoria, sendo evidente que devem obter um benefício proporcional à sua contribuição. Convém frisar, também, que diversas mudanças constitucionais recentes enrijeceram os critérios para aposentadoria no Regime Próprio, extinguindo a paridade e a integralidade dos benefícios para aqueles que nele ingressaram após 2003 e estabelecendo idade mínima para homens e mulheres (60 e 55 anos, respectivamente), entre outras medidas.

 

A despeito desse esclarecimento, chama atenção a total falta de responsabilidade de tais declarações. O que se vê no vídeo nada mais é que um ataque baixo e gratuito. Nos trinta segundos de falácia, não há sequer um argumento técnico apresentado. Diante da falta de conhecimento do assunto e devido à sua falta de conteúdo e de profundidade, os autores se utilizam de um recurso covarde, o argumentum ad hominem, quando se busca denegrir o autor ao invés de rebater seus argumentos: uma técnica retórica rasteira e academicamente condenada. Lamentamos que o mesmo argumento também seja levantado pelo ex-ministro Defim Neto.
O real interesse do Sindifisco e da Anfip na questão da Reforma Previdenciária está na salvaguarda dos direitos dos trabalhadores nos setores público e privado e na gestão responsável dos recursos públicos destinados à Seguridade Social. Os Auditores Fiscais não se omitirão diante das inverdades alardeadas pelo Governo e continuarão atuando para que a sociedade não seja iludida.

 

A solução para a Seguridade Social deve emanar de uma discussão séria, franca e profunda dos mecanismos de arrecadação e distribuição de benefícios, e não de uma “reforma” centrada nos interesses de uma pequena elite e aprovada a toque de caixa. O mal estar social provocado pela PEC da Reforma Previdenciária (PEC 287/16) já repercute negativamente, não apenas no Legislativo, mas também no Judiciário e na sociedade.
Na última semana, sete em cada dez senadores assinaram o pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a real situação financeira da Previdência Social. Na mesma linha, a Justiça Federal intimou o Governo a comprovar o suposto déficit bilionário pregado como motivador da reforma e, em outra decisão, determinou que as propagandas veiculadas na mídia sejam retiradas do ar, por associarem uma eventual derrota da PEC a um “cataclismo econômico”.

Fonte: http://www.fonacate.org.br/v2/?go=noticias&id=1908

Nota Pública – Operação Quinto do Ouro

A fiscalização das contas públicas do Estado do Rio de Janeiro

Operação “O Quinto do Ouro” – A posição dos servidores diante das denúncia

Diante da deflagração, na manhã desta quarta-feira (29/03) da operação ‘O Quinto do Ouro’, pela Polícia Federal, que resultou na prisão de cinco Conselheiros do TCE-RJ, os servidores da instituição vêm a público informar que aguardam a conclusão, com o máximo de celeridade, das investigações conduzidas pelos órgãos competentes. E que, observado o amplo direito de defesa e do contraditório, esperam, sem qualquer exceção, a aplicação dos rigores da lei àqueles que forem considerados culpados, em respeito à sociedade e à relevante história da instituição.

A instituição Tribunal de Contas é essencial ao pleno exercício do estado democrático de direto e possui papel fundamental no equilíbrio dos Poderes da República, uma vez que exerce o controle externo da Administração. De todas as instituições republicanas, é aquela que mais se ressente da necessidade de aprimoramento jurídico-institucional, pois o modelo de escolha de seus integrantes está obsoleto, devendo distanciar-se de indicações meramente políticas.

Nesse momento, é importante ressaltar que os trabalhos de auditoria desenvolvidos pelos servidores do Tribunal, em razão do modelo jurídico-institucional vigente, são delimitados pelo escopo do Plano Anual de Auditoria, definido pela Administração do TCE-RJ.

No âmbito de suas atribuições e em observância aos parâmetros estabelecidos no Plano Anual, as auditorias das contas públicas são realizadas sob os mais rigorosos critérios técnicos, sendo posteriormente submetidas ao Corpo Deliberativo do Tribunal.

A função julgadora do TCE compete exclusivamente ao Corpo Deliberativo, composto pelo presidente e demais conselheiros. Os recentes episódios envolvendo o Tribunal reforçam a necessidade de dotar o Corpo Técnico de autonomia funcional, pois somente assim a Instituição poderá exercer de forma plena sua função constitucional.

Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (ASTCERJ)

Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (SINDSERVTCE/RJ)

FENASTC – Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas

Fonte: http://publica.org.br/noticias_det.asp?id_nt=172

Votação de projeto que suspende dívida dos estados por três anos é adiada por falta de acordo

O projeto de recuperação fiscal dos Estados em crise foi adiado nesta quarta-feira (29) por falta de acordo na Câmara. A medida suspende a dívida dos estados com a União por três anos.

Em troca, o estado deve apresentar uma série de contrapartidas, como a privatização de estatais, o aumento da contribuição previdenciária de servidores e a suspensão de concursos públicos.

O relator do projeto, deputado Pedro Paulo, do PMDB fluminense, espera que na próxima semana o texto possa ser votado.

Sonora: “Avanços foram feitos nesta semana. Mas tem que avançar mais. Por exemplo, na questão das privatizações, que não dá nem pra discutir se o estado, sendo o gestor de uma empresa pública é melhor ou pior que uma empresa pública, se ele está em crise. Ele tem, às vezes, até que vender patrimônio.”

O presidente da Casa, Rodrigo Maia, confirmou que ainda não tem votos suficientes para aprovar uma medida como essa, vista como impopular por muitos parlamentares. A oposição critica a medida dizendo que as contrapartidas prejudicam os servidores estaduais e a qualidade dos serviços públicos.

Deputados de estados que não estão em crise também tentam conseguir autorização para fazer empréstimos, uma vez que os estados em crise poderão pegar dinheiro emprestado se o projeto for aprovado.

Fonte: http://radioagencianacional.ebc.com.br/politica/audio/2017-03/votacao-de-projeto-que-suspende-divida-dos-estados-por-tres-anos-e-adiada-por

Servidores municipais protestam em frente à Câmara de Cachoeirinha

Durante a manifestação houve confronto entre policiais e manifestantes.
Ao menos três pessoas foram presas e alguns professores se feriram.

 

Servidores municipais protestaram na manhã desta quinta-feira (30) em frente à Câmara Municipal de Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Houve confronto entre policiais e manifestantes. Agentes do Batalhão de Choque tentaram dispersar o grupo com gás de pimenta e bombas de efeito moral. Alguns professores ficaram feridos.

Conforme o comandante do policiamento na cidade, major Luciano Moritz, três servidores foram presos por dano ao patrimônio, desrespeito e desacato.

O grupo é contrário a um projeto que deve ser votado nesta quinta-feira na Câmara de Vereadores, que muda a concessão do vale alimentação.

Os servidores estão em greve há mais de 20 dias, o que tem afetado as aulas e o atendimento nos postos de saúde. Na segunda-feira (27), um grupo de servidores iniciou uma greve de fome contra cortes.

Servidores municipais fazem manifestação em Cachoeirinha (Foto: Reprodução/RBS TV)

Servidores reclamam de abuso da BM
A professora Valdete Moreira reclama da atuação da Brigada Militar na manifestação. “Meu colega, que tentou me proteger, deram bomba na barriga dele e abriu toda a camisa dele e ensanguentou. A gente viu o colega em greve de fome sendo retirado à força. A gente viu coisas horríveis. Eles entraram com cachorro, bateram, nos humilharam”, relata.

Uma outra professora reclama que os policiais direcionaram o spray de pimenta em direção a seus olhos.

O comandante da Brigada Militar de Cachoeirinha, major Luciano Moritz, negou excessos por parte da polícia, mas observou que deve abrir um procedimento para apurar os fatos.

O oficial relata que os manifestantes estão desde quarta-feira (29) em frente ao prédio. “Teria uma audiência pública que teve que ser cancelada, porque ninguém vem numa audiência pública com cadeirinhas e barracas. Foi cancelado esse evento, solicitado que eles saíssem e eles permaneceram. O parlamento entrou com uma reintegração de posse pra que eles saíssem, mas ele permaneceram”, disse Moritz.

Moritz acrescenta que tentou negociar com os manifestantes para que saíssem do local. “Até aí não era todo o problema. Ocorre que um parlamentar foi à frente dos manifestantes e incitou ato contínuo, eles derrubaram os gradis e as cenas são esses danos que se viu aqui”, observou o comandante da BM.

“As imagens da Câmara mostram esse momento, posterior esse portão muito pesado, quebraram vidros aqui dentro, banheiros dentro da casa, onde foi necessário conter com uso moderado dos meios, pra que eles não invadissem o parlamento no momento da votação”, completou.

Trabalhadores querem redução de salários do prefeito
Os trabalhadores pedem que seja incluída entre as medidas a redução do salário do prefeito. Os salários do prefeito e do vice viraram alvo dos protestos dos servidores municipais. O pagamento do chefe do executivo de Cachoeirinha, de R$ 27 mil, é maior que o pago em São Paulo e em Porto Alegre, por exemplo.

“O prefeito ganha R$ 27 mil, e o vice ganha R$ 20 mil, não dá para aceitar”, reclama o servidor público Everaldo de Medeiros.

Por conta da repercussão negativa, o prefeito resolveu doar pouco mais de R$ 4 mil, além de R$ 3 mil do vice, para a realização de obras emergenciais em escolas, por exemplo.

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2017/03/servidores-municipais-protestam-em-frente-camara-de-cachoeirinha.html

TCE diz que falta transparência nas Câmaras Municipais de Sergipe

Das 75 Câmaras, 34 apresentam nível inexistente de transparência.
Outras 34, incluindo a de Aracaju, apresentam nível crítico.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) fez uma avaliação sobre a de transparência das câmaras municipais de Sergipe que obteve como média geral 0,92. Foram considerando critérios como a publicação de receitas e despesas, dados sobre licitações e contratos e também a divulgação da remuneração individualizada dos agentes públicos.

O levantamento, que teve uma escala de notas de 0 a 10, foi elaborado pelo o levantamento completo elaborado pela Diretoria de Controle Externo de Obras e Serviços (Dceos), com base nas diretrizes da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).

Das 75 Câmaras, 34 apresentam nível inexistente de transparência (nota 0,0), não disponibilizam qualquer informação de transparência na internet. Já outras 34, incluindo a Câmara de Vereadores de Aracaju, apresentam nível crítico (notas entre 0,1 e 3,5), as informações de transparência que divulgam na internet são escassas ou desatualizadas, beirando a inexistência.

Entre as sete Câmaras restantes, Umbaúba, Propriá, Tobias Barreto e Divina Pastora apresentaram nível insatisfatório (notas entre 3,6 e 4,9), pois atendem mais de 35% e menos de 50% dos itens, enquanto apenas Canindé do São Francisco, Barra dos Coqueiros e Salgado apresentaram nível satisfatório (nota entre 5,0 e 7,0), já que atendem 50% ou mais dos itens exigidos na métrica ENCCLA.

Durante a reunião do Pleno desta quinta-feira (30), o presidente Clóvis Barbosa sugeriu realizar uma reunião ampla para orientar os presidentes das Câmaras sobre a importância e a necessidade da transparência na gestão pública. “Se precisar, assinaremos com eles os Termos de Ajustamento de Gestão (TAGs)”, disse, no que foi seguido pelos demais conselheiros.

Da mesma forma que ocorreu com as prefeituras no ano passado, quando o nível de transparência dos municípios subiu da média 3,1 para 6,6, a proposta do conselheiro foi no sentido de mobilizar os legislativos municipais para que revertam esse cenário e evitem condenações futuras.

Transparência inexistente (nota 0,0)
Areia Branca, Frei Paulo, Moita Bonita, Monte Alegre, Nossa Senhora Aparecida, Indiaroba, Maruim, Pacatuba, Santa Luzia do Itanhy, Santo Amaro das Brotas, São Cristóvão, Muribeca, Telha, Amparo do São Francisco, Aquidabã, Canhoba, Cedro de São João, Ilha das Flores, Itabi, Japaratuba, Japoatã, Santana do São Francisco, São Francisco, Tomar do Geru, Arauá, Boquim, Itabaianinha, Macambira, Pedrinhas, Riachão do Dantas, São Domingos, Feira Nova, Malhada dos Bois e Riachuelo.

Nível crítico (notas entre 0,1 e 3,5)
Ribeirópolis, Nossa Senhora do Socorro, Itaporanga D’Ajuda, Carira, Nossa Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Pirambu, Campo do Brito, Carmópolis, Cristinápolis, Estância, General Maynard, Rosário do Catete, Malhador, Brejo Grande, Santa Rosa de Lima, Cumbe, Neópolis, Aracaju, Itabaiana, Pinhão, Poço Verde, Pedra Mole, Lagarto, Simão Dias, Laranjeiras, Nossa Senhora das Dores, Porto da Folha, São Miguel do Aleixo, Capela, Gararu, Graccho Cardoso e Siriri.

As Câmaras de Vereadores ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Fonte: http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2017/03/tce-diz-que-falta-transparencia-nas-camaras-municipais-de-sergipe.html

Greve atinge 30% das escolas municipais de Fortaleza, diz Sindiute

Categoria pede reajuste de 7,64% para a Prefeitura de Fortaleza.
Prefeitura promete discutir reajuste na 1ª quinzena de maio.

Professores da rede de ensino de Fortaleza pararam as atividades no último dia 15 de março. Segundo a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores do Ceará (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, cerca de 30% das escolas municipais estão sem aula, e a estimativa é de que esse número passe a 70% a partir desta sexta-feira (31). “A partir de amanhã, nosso objetivo é ficar com 300 escolas fechadas em toda Fortaleza”, disse Ana Cristina.

O movimento tem como pauta principal a aplicação do reajuste do piso salarial da categoria proposto pelo Ministério da Educação. De acordo com Ana Cristina, o reajuste é de 7,64% e já deveria ter sido aplicado pela prefeitura de Fortaleza. A categoria planeja manifestações nesta sexta-feira (31) e na segunda-feira (3).

A Prefeitura de Fortaleza informou, por meio de nota, que está em negociação com o sindicato dos professores e que permanece aberta ao diálogo com a categoria.

“Nossa paralisação é em defesa do piso salarial do magistério. Somos contra as reformas da Previdência e trabalhista. Mas, nosso foco local é o piso salarial que não foi ajustado pelo então prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. Já são três meses sem reajuste e a atual gestão já afirmou que só conversa com a categoria em maio”, disse.

Nota da prefeitura
Na última sexta-feira (23), o prefeito Roberto Cláudio, a secretária da Educação, Dalila Saldanha, e o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Philipe Nottingham, receberam os representantes para discutir reivindicações, de acordo com informações repassadas em nota pela secretaria.

Segundo a secretaria, está definido que a discussão sobre o reajuste ocorrerá na primeira quinzena de maio. A gratificação dos orientadores será paga a partir de abril, com os meses anteriores a serem negociados. Ainda de acordo com a prefeitura, os professores aprovados no último concurso público serão chamados à medida que outros solicitem aposentadoria. Para isso, será criado um Grupo de Trabalho, formado por representantes do Sindiute, Secretaria Municipal da Educação (SME) e Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), que realizará o estudo.

Ainda de acordo com a secretaria, o Grupo de Trabalho também vai avaliar uma solução administrativa para os casos de professores que estão encaminharam pedidos de licença por problemas de saúde ou que precisam voltar ao trabalho após a licença médica. Uma reunião marcada para para 3 de abril vai tratar do tema. Um novo projeto para melhorar a infraestrutura das escolas será lançado no segundo semestre deste ano.

Fonte: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2017/03/greve-atinge-30-das-escolas-municipais-de-fortaleza-diz-sindiute.html

“Essa reforma que está acontecendo é o fim da escola”

Em vídeo, professores de universidades estrangeiras criticam reforma curricular brasileira e comentam seus desdobramentos para Artes

Antes citada como obrigatória pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) para os três anos do Ensino Médio, a disciplina de Artes tem futuro incerto após a aprovação da reforma curricular da etapa. Com a obrigatoriedade eliminada, seu ensino ficou sujeito ao previsto na futura Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sendo que as escolas precisarão apenas adotar “estudos e práticas” da disciplina.

Amplamente criticada no Brasil, a decisão também causa espanto mundo afora, como mostra o vídeo Manifesto pelo Ensino das Artes no Brasil. Nele, pesquisadores e professores de diferentes universidades estrangeiras comentam a reforma e seus prejuízos para uma educação mais crítica.

“Ouvir que esta habilidade de alguém se relacionar com seus próprios afetos através de práticas artísticas, que é profundamente necessária na educação, vai ser cortada é impressionante para mim, pois era algo que eu sempre pensei que nós, na Finlândia, poderíamos aprender”, diz Nora Sternfeld, professora da Universidade de Aalto, de Helsinki.

O vídeo foi produzido por Felipe Peres Calheiros, Emanuele Siebert e Ilda de Sousa, doutorandos em Educação Artística na Universidade do Porto. Veja na íntegra:

Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/essa-reforma-que-esta-acontecendo-e-o-fim-da-escola/

Pesquisa sobre segurança pública repercute entre senadores

A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira — Segurança Pública”, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), repercutiu nesta quinta-feira (30) entre os senadores. O levantamento, feito pelo Ibope em 141 municípios, mostrou que quatro em cada dez famílias tiveram alguma vítima de assalto no último ano e que 86% dos brasileiros atribuem às drogas o aumento da violência nas cidades. Além disso, sete em cada dez pessoas afirmaram ter mudado hábitos para se prevenir da violência. O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) defendeu mais segurança nas fronteiras para evitar a entrada de drogas no país. Já o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) afirmou que o governo deve priorizar ações de prevenção, investindo, por exemplo, na execução de um Plano Nacional de Segurança. Acompanhe a reportagem de Marcela Diniz, da Rádio Senado.


Fonte: http://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2017/03/pesquisa-sobre-seguranca-publica-repercute-entre-senadores

Governo Temer não consegue apoio popular à reforma previdência

Há temores de que parlamentares pressionados pela ira dos eleitores acabem aprovando uma reforma diluída que não resolveria os problemas

Rio de Janeiro/Brasília – Panfletos distribuídos no centro de Brasília estampam monstros sob a capa de um vampiro que lembra muito o presidente Michel Temer.

“Eles querem O SEU SANGUE”, alerta o panfleto. “E sua aposentadoria.”

O governo Temer tem se mostrado capaz de convencer o Congresso, mas não a população. O presidente conseguiu aprovar itens importantes de sua agenda, mas a proposta de reforma da previdência social ameaça deflagrar uma onda de revolta popular faltando apenas 18 meses para as próximas eleições.

Há temores de que parlamentares pressionados pela ira dos eleitores acabem aprovando uma reforma diluída que não resolveria os problemas de longo prazo.

Ainda há “uma desconexão entre a liderança do governo, que reconhece a necessidade de aprovar uma reforma robusta para garantir a recuperação econômica, e suas tropas, que estão compreensivelmente preocupadas com a reação negativa dos eleitores”, afirmou um relatório da Eurasia Group publicado em 16 de março.

Temer chegou ao poder prometendo restaurar a credibilidade financeira do país sem se importar com índices de popularidade.

Ele insiste em que não tentará se eleger à presidência em 2018. Sua equipe econômica diz que, sem profundas mudanças na previdência, qualquer contenção dos gastos públicos terá vida curta.

A disparada da Bovespa ao longo do último ano vem perdendo fôlego diante dos sinais de que a reforma pode estar ameaçada.

Mudar o sistema de aposentadoria – ou seja, obrigar as pessoas a trabalharem por mais tempo – raramente rende votos em qualquer lugar do mundo.

Não surpreende, portanto, que a proposta do governo não encontre muito respaldo. Segundo pesquisa realizada no começo de março, 72 por cento da população é contra a reforma e somente 11 por cento é a favor. O resto não expressou opinião.

“Há uma percepção de que o governo perdeu a batalha de comunicação”, disse o líder do PSDB na Câmara de Deputados, Ricardo Tripoli. “Sem detalhar como as mudanças se concretizarão, fica mais difícil superar a oposição.”

Pela proposta de reforma, os jovens brasileiros teriam de trabalhar, em média, sete anos a mais para receber o benefício. Para os contribuintes mais velhos, ainda não se sabe como o período de transição funcionaria.

O plano define a idade mínima de aposentadoria em 65 anos para homens e mulheres e exige pelo menos 25 anos de contribuição. Atualmente, a idade média de aposentadoria no Brasil é de 58 anos.

Guerra de marketing

Os argumentos do governo são sólidos. O raciocínio é que a atual generosidade do sistema custa 13 por cento do PIB – bem acima da parcela média observada nos países desenvolvidos – e gera déficits insustentáveis.

A queda na taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida exacerbam o problema. Pessoas que começam a receber aposentadoria na casa dos 50 anos, como o próprio Temer, também reforçam a necessidade da reforma.

Uma guerra de marketing está sendo travada em todo o País – e o governo parece estar perdendo. A decisão de excluir do pacote militares e, mais recentemente, servidores estaduais e municipais, esvaziou a promessa de que a dor seria compartilhada por todos.

Nos próximos dias, parlamentares que apoiam a reforma serão alvo de uma campanha publicitária bancada por sindicatos.

Até presidentes que desfrutaram de maior popularidade, como Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, não conseguiram ir longe quando tentaram reformar a previdência.

Enquanto a aprovação ao governo Temer está em apenas 10 por cento, a rejeição ao seu plano de reforma está conseguindo unir segmentos da sociedade que não vinham concordando em praticamente nada desde o polêmico impeachment da presidente Dilma Rousseff no ano passado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/governo-temer-nao-consegue-apoio-popular-a-reforma-previdencia/