Prefeitura de Joinville implanta o Observatório de Segurança Pública

Estudos e pesquisas científicas desenvolvidas na Univille servirão de base para a Prefeitura de Joinville articular ações para melhorar a segurança pública no município e planejar políticas para o setor. Os dados produzidos vão ser centralizados e analisados pelo Observatório de Segurança Pública (OSP), que foi instalado oficialmente pela Prefeitura de Joinville ontem, no campus da universidade, no bairro Bom Retiro. O OSP funcionará integrado à Clínica de Direitos Humanos e aoGrupo de Estudos de Ciências Criminais, os dois ligados ao curso de direito.

Na cerimônia, o titular da Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública de Joinville (Seprot)César Nedochetko, destacou que o OSP é uma ferramenta importante para atuar, principalmente, na prevenção primária. A reitora Sandra Furlan enfatizou a importância da produção de conhecimento na universidade para entender os fatores relacionados à violência local.

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O OSP faz parte do acordo de cooperação técnica celebrado em janeiro entre a Seprot e a universidade. O objetivo é monitorar o setor por meio de informações obtidas em estudos e pesquisas científicas relativos à criminalidade, à violência e à segurança pública. Os alvos do monitoramento vão da chamada violência de base (contra gênero, raça, cor, idoso, diversidade sexual, entre outros) até homicídios, crimes contra o patrimônio e uso e abuso de álcool e drogas.

— A ideia é desenvolver pesquisas de cunho social. Queremos conhecer, por exemplo, as origens e os principais fatores que prevalecem na delinquência infantojuvenil — enfatiza o gerente de segurança pública da Seprot e professor da Univille Marcos Antônio Lombardi, que vai coordenar a equipe do Observatório.

Fonte: http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2017/04/prefeitura-de-joinville-implanta-o-observatorio-de-seguranca-publica-9780259.html

Forças de Segurança Pública do Rio decidem aderir à greve geral de sexta-feira

Lideranças das polícias civil, federal, rodoviária federal e as demais entidades que formam a União dos Policiais do Brasil (RJ), decidiram quarta-feira (25) que vão aderir à greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 28 de abril.

Em plenária realizada nesta quarta-feira, no Sindicato dos Servidores da Polícia Federal, representantes de Agentes, Escrivães, Papiloscopistas, Peritos e Delegados da Polícia Federal; Delegados, Investigadores, Papiloscopistas e demais cargos da Polícia Civil, e Policiais Rodoviários Federais, decidiram, por unanimidade, aderir ao movimento do dia 28 pela derrubada da PEC 287 (reforma da Previdência) e demais reformas “que colocam em risco os direitos dos trabalhadores brasileiros”.

Todo o efetivo – que estiverem fora do horário de trabalho, ou de folga – dos órgãos de segurança, cujas representações tem assento na UPB/RJ, serão convocados para uma manifestação unificada com os demais servidores estaduais, às 15h em frente à Alerj e, em seguida, deverão seguir em passeata até a Cinelândia para se juntarem ao ato de protesto contra a reforma da previdência, convocado por oito centrais sindicais que terá início às 16h. A mobilização não atrapalhará o serviço dos agentes de segurança.

Fonte: http://m.jb.com.br/rio/noticias/2017/04/26/forcas-de-seguranca-publica-do-rio-decidem-aderir-a-greve-geral-de-sexta-feira/

Sem acordo salarial, servidores municipais de Nova Odessa entram em greve

Os servidores municipais de Nova Odessa (SP) entraram em greve nesta quinta-feira (27) após a Prefeitura negar reajuste salarial de 5% e aumento 18% no valor do vale refeição. A administração ofereceu 1% de acréscimo e 6% de alta na cesta básica.

Segundo a categoria, 90% dos servidores da área da educação, 30% dos trabalhadores que fazem a coleta de lixo na cidade e 80% dos funcionários da saúde estão parados. O Executivo informou, em nota oficial, que descontará os dias não trabalhados.

A categoria deu prazo de 72 horas para a Prefeitura sugerir uma nova proposta, mas a adminstração não fez. Na manhã desta quinta, servidores se reuniram em frente ao prédio do Executivo em protesto. Diretores do sindicato da categoria estiveram em reunião.

A Prefeitura de Nova Odessa informou em nota que, de acordo com decisão do Superior Tribunal Federal, de outubro do ano passado, a administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos.

“Os servidores públicos municipais que não trabalharem durante a greve anunciada pela categoria para ter início no dia 27 de abril, terão os dias descontados dos respectivos salários”, disse.

Para o secretário de Administração de Nova Odessa, Júlio Camargo, a decisão do STF é clara. “A Diretoria de Recursos Humanos já está ciente da determinação e deverá proceder os descontos dos eventuais dias parados”. O secretário acresentou que, diferente do que ocorreu na última greve, o desconto será realizado de ofício.

No documento, a Prefeitura orientou a população. “Diante de recentes declarações de servidores e de dirigentes sindicais, apontando a contratação de seguranças para o movimento, a prefeitura orienta aos moradores que evitem embates com desconhecidos caso encontrem unidades fechadas”, afirmou.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Nova Odessa, José Luiz Dutra Ferreira, são realizadas assembleias setoriais sobre a proposta da administração até terça-feira.

Em conversa com o G1, Dutra critica a Prefeitura de Nova Odessa, porque ela propõe um aumento bem abaixo da inflação para o funcionalismo, enquanto concede um reajuste de 8,5% para o prefeito.

O dirigente também diz que a administração pode economizar dinheiro deixando de comprar férias dos funcionários e com o pagamento de funcionários autônomos para ter condições de conceder o reajuste pleiteado pelos servidores.

Servidores de Nova Odessa fazem greve (Foto: Sindicato dos Servidores Municipais de Nova Odessa)

Servidores de Nova Odessa fazem greve (Foto: Sindicato dos Servidores Municipais de Nova Odessa) 

Em nota enviada ao G1, a Prefeitura de Nova Odessa informa que, depois de realizar muitas avaliações de impacto financeiro, apresentou ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Odessa a contraproposta possível, diante da crise financeira que ainda afeta o país.

De acordo com esta proposta, a cesta básica dos cerca de 1,5 mil servidores seria reajustada de R$ 405 para R$ 430 (valor superior a 6%). A cesta de Natal também teria aumento real, passando dos atuais R$ 110 para R$ 430, variação superior a 290%.

O comunicado diz que o município não pode conceder aumento salarial real, contudo, propôs a reposição inflacionária correspondente a 1%, retroativo a março. A Prefeitura diz que tem dialogado com o sindicato sobre a impossibilidade de reposição acima deste percentual por conta de restrição de ordem orçamentária e dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/servidores-municipais-de-nova-odessa-entram-em-greve.ghtml

Temer promete refinanciar dívida dos municípios com INSS

O presidente Michel Temer prometeu na noite desta quarta-feira (26) editar uma medida provisória de refinanciamento das dívidas dos municípios com o INSS. A promessa foi feita à direção da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) em reunião no Palácio do Planalto com a presença de ministros e nove prefeitos de capitais e cidades médias.

Na prática, o parcelamento permitirá que muitas prefeituras que tenham débitos com o INSS regularizem sua situação, garantindo as certidões necessárias para obter recursos federais e acessar crédito para obras e investimentos.

O refinanciamento também servirá para alongar o perfil das dívidas de cidades que enfrentam com mais dificuldade os efeitos da queda de arrecadação decorrente da crise econômica.

“É um ponto muito importante, pois tem travado a vida dos municípios. As prefeituras podem, agora, ficar em dia com a Previdência. Dá um fôlego financeiro para as prefeituras”, afirmou o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), presidente recém-empossado da FNP.

A discussão ocorre no meio da negociação do governo para aprovar no Congresso a reforma previdenciária. Hoje, a maioria dos municípios, cerca de 3,5 mil, está ligada ao INSS. Outros 2 mil têm regimes próprios de Previdência Social.

Para discutir o tema, também participaram da reunião os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), além do diretor da Receita Federal, Jorge Rachid.

Os técnicos da FNP acertarão os detalhes da medida nesta quinta-feira (27) no Ministério da Fazenda.

Entre os prefeitos, além de Donizette, estavam Nelson Marchezan (Porto Alegre), Rafael Greca (Curitiba), Gean Loureiro (Florianópolis), Clécio Luís (Macapá), Hildon Chaves (Porto Velho), Carlos Amastah (Palmas), Edvaldo Nogueira (Aracaju) e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que encerrou seu mandato na presidência da FNP.

Os prefeitos entregaram a Temer uma pauta de sete itens, alguns deles da agenda legislativa, que haviam sido encaminhados nesta terça-feira (25) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Fonte: http://m.folha.uol.com.br/mercado/2017/04/1878965-temer-promete-refinanciar-divida-dos-municipios-com-inss.shtml

Rap da greve: ‘PEC da decadência, reforma da Previdência, chega dessa indecência’

São Paulo – A retirada de direitos promovida pelo governo Temer com as reformas trabalhista e da Previdência repercute também na música, com o Rap Contra a Reforma da Previdência. O MC Chiquinho Divilas usa o rap, tradicional forma de protesto e resistência contra as mais diversas opressões, e também convoca “o estudante, o mano, a mina, o professor” e os “o b-boys, grafiteiros e artistas” para a greve geral desta sexta-feira (28).

“Avisa lá que dia 28 eu vou parar. Avisa o meu patrão que eu não vou trabalhar”, canta Chiquinho Divilas. “Não deixe o nosso país nas mãos dos banqueiros e opressores. O povo paga a despesa e falta o rango na mesa. Vamos parar de verdade. Nós por nós, sempre!”, diz a letra.

Confira o clipe:

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2017/04/rap-da-greve-pec-da-decadencia-reforma-da-previdencia-chega-dessa-indecencia

Votação de parecer da reforma da Previdência é adiada

A votação do parecer da Reforma da Previdência na comissão especial que discute o assunto na Câmara foi adiada para a próxima quarta-feira, dia 3 de maio.

Inicialmente, a votação estava prevista para o dia 2 de maio, mas a última reunião da comissão para debater o texto que ocorreria hoje (27) foi transferida para o dia 2.

A previsão de leitura do relatório no plenário da Câmara fica mantida para o dia 8 de maio, de acordo com o presidente da comissão especial, deputado Carlos Marun (PMDB-MS).
“Essa transferência não traz a necessidade de adiar o prazo inicialmente estabelecido. Ainda estamos trabalhando com a certeza da aprovação na comissão na semana que vem”, disse.

Marun explicou que a reunião desta quinta-feira foi transferida devido à votação da reforma trabalhista no plenário da Câmara ter sido encerrada apenas na madrugada de hoje.

Nessa quarta-feira (26), o debate na comissão ficou esvaziado em função da movimentação dos parlamentares em torno das articulações e votação da reforma trabalhista.

“Tivemos ontem uma sessão que foi se encerrar perto das 2h30 da manhã. Constatamos ontem um esvaziamento da discussão na comissão haja visto o tema que estava sendo tratado no plenário. Um tema de tanta relevância [a reforma da Previdência] não merece ter concluída sua discussão num ambiente de esvaziamento”, disse Marun.

O parecer do deputado Arthur Maia (PPS-BA) foi lido na comissão especial no último dia 19. Na ocasião, foi fechado um acordo com a oposição que se comprometeu a não obstruir a leitura do relatório em troca de que fossem realizadas três reuniões para a discussão do relatório.

No texto, o relator Arthur Maia reduz a idade mínima para a aposentadoria das mulheres de 65 anos para 62 anos. Outra alteração proposta em relação ao texto inicial enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional é reduzir de 60 para 55 anos a idade mínima de aposentadoria para policiais policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, policiais civis e os agentes penitenciários. (Com Agência Brasil)

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/04/27/internas_economia,865467/votacao-de-parecer-da-reforma-da-previdencia-e-adiada.shtml

A revolução silenciosa da Educação em Santa Catarina

Há cinco anos, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) iniciou uma verdadeira “cruzada” pela Educação em todo o estado, por meio da criação do movimento “A Indústria pela Educação”. Mais recentemente, essa iniciativa tornou-se ainda maior, quando virou “Santa Catarina pela Educação”. Isso porque, à FIESC, juntaram-se o poder público da Educação (nas esferas estadual e municipal) e as federações do Comércio, dos Transportes e da Agricultura de Santa Catarina. Além disso, também se associaram ao movimento fundações do Terceiro Setor, como o Instituto Ayrton Senna e o Instituto Natura. Um belo exemplo de como colocar em prática o que traz o artigo 205 da Constituição Brasileira: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Ao longo de minha vida pública dedicada à Educação, aprendi que, quando a sociedade se organiza em prol desta causa, as chances de descontinuidade das políticas vinculadas à área tornam-se bem remotas, ao contrário do que ocorre quando são implementadas sem a participação da sociedade, ficando mais reféns das mudanças de governo. Além disso, Santa Catarina é de longe o estado da federação mais bem organizado territorialmente com base nos seus arranjos produtivos, sociais e culturais. Isso permite estruturar de forma mais sólida o chamado regime de colaboração, tão essencial para que os planos educacionais se materializem na prática.

Um dos primeiros exemplos dessa materialização pode ser verificado com a implementação de um projeto inovador que tem como objetivo maior desenvolver o pensamento crítico e a criatividade – habilidades essenciais para o século 21 – em alunos das escolas de Chapecó, nas redes municipal e estadual, e também naqueles matriculados nas escolas do SESI do município. Trata-se de um projeto envolvendo 15 países, liderado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja metodologia vem sendo desenvolvida pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com as secretarias de Educação.

Outro exemplo, mais recente, foi a implementação de escolas de ensino médio em tempo integral com educação integral em várias regiões de Santa Catarina, numa parceria com o Ministério da Educação (MEC), secretaria de Educação e o Instituto Ayrton Senna, contando com o apoio do Instituto Natura, do movimento Santa Catarina pela Educação, via SENAI, do Banco Interamericano para o Desenvolvimento (BID) e com grandes chances de também contar com o apoio da Capes/MEC, para dar escala ao modelo via modalidade on line para todo o estado. Segundo uma avaliação feita por Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper, escolas com esse modelo educacional podem levar o Brasil a dar um salto na Educação, tomando como referência o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e os resultados alcançados em escolas similares implementadas nos estados de Pernambuco e do Rio de Janeiro.

Outro fato é que o estado de Santa Catarina, preocupado com o baixo percentual de jovens com formação profissional – um drama nacional e que se espera reverter com o novo ensino médio –, começa a implementar o ensino médio CONECTE, integrando o ensino regular com o técnico em “tempo real”, permitindo que após três anos de estudo o aluno saia com os dois certificados e bem preparado para o mundo do trabalho. Trata-se de uma iniciativa envolvendo a secretaria de Educação do estado e o SENAI/SC, com o apoio da Fundação Itaú BBA e do movimento Santa Catarina pela Educação.

No Brasil, há também outros exemplos a serem seguidos, como o ensino médio em tempo integral de Pernambuco, que inspirou o novo ensino médio; o bem-sucedido programa de alfabetização do Ceará, um exemplo para o país; e o modelo de ensino médio on line do Amazonas, que vem promovendo melhorias importantes nos resultados educacionais do estado, de tamanho continental. A grande diferença do que ocorre em Santa Catarina é na forma como todo o estado se mobiliza pela Educação, na articulação dos diversos setores locais e nacionais e na força da organização territorial. Tudo isso poderá, em breve, colocar Santa Catarina num patamar de liderança na Educação nacional. Não é à toa que lá se costuma dizer que “Educação é novo nome do desenvolvimento”.

Fonte: http://istoe.com.br/revolucao-silenciosa-da-educacao-em-santa-catarina/

Reforma da Previdência: Magistratura e Ministério Público apontam retrocessos no relatório da PEC 287/16

A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) divulgou uma nota na segunda-feira (24) criticando o parecer do relator da Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados, Deputado Federal Arthur Maia (PPS-BA), divulgado no dia 19/04.

A Frentas é composta por diversas entidades que representam juízes e membros do Ministério Público, como a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).

Clique aqui para acessar a nota. Vale a pena a leitura!

Fonte: http://www.febrafite.org.br/reforma-da-previdencia-magistratura-e-ministerio-publico-apontam-retrocessos-no-relatorio-da-pec-28716/

NOTA DE REPÚDIO» Fonacate afirma que PEC 287/2016 traz perdas significativas aos servidores públicos dos três Poderes e do Ministério Público

O Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) divulga Nota de Repúdio ao substitutivo do deputado federal Arthur Maia (PPS/BA) à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016, que altera as regras para a aposentadoria no serviço público e na iniciativa privada.

No documento, a entidade afirma que o texto do relator traz perdas significativas ao conjunto de servidores públicos dos três Poderes e do Ministério Público. “Tanto os que entraram antes de 2003, quanto os que ingressaram desta data até o advento da Previdência Complementar, em 2013, e mesmo aqueles admitidos sob o novo regime previdenciário, independentemente do contrato vigente à data de ingresso, serão duramente penalizados.”

A Nota de Repúdio será enviada a parlamentares, representantes do governo federal e da imprensa. Leia abaixo o documento na íntegra.

 

NOTA DE REPÚDIO

 

Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado – FONACATE, que representa mais de 180 mil servidores públicos que desempenham atribuições imprescindíveis ao Estado brasileiro, ligadas às áreas de segurança pública, fiscalização e regulação do mercado, ministério público, diplomacia, arrecadação e tributação, proteção ao trabalhador e à saúde pública, inteligência de Estado, formulação e implementação de políticas públicas, comércio exterior, prevenção e combate à corrupção, fiscalização agropecuária, segurança jurídica e desenvolvimento econômico-social, manifesta seu mais veemente repúdio ao substitutivo do deputado Arthur Maia à Proposta de Emenda Constitucional – PEC 287/2016, que altera as regras para a aposentadoria no serviço público e na iniciativa privada.

Se a proposta original já implicava imenso retrocesso social, o novo texto traz perdas ainda mais significativas ao conjunto de servidores públicos dos três Poderes e do Ministério Público. Tanto os que entraram antes de 2003, quanto os que ingressaram desta data até o advento da Previdência Complementar, em 2013, e mesmo aqueles admitidos sob o novo regime previdenciário, independentemente do contrato vigente à data de ingresso, serão duramente penalizados. Para além do serviço público, trabalhadores da iniciativa privada, do campo e das cidades, também arcarão com o custo da má gestão, dos desvios e das fraudes, e da corrupção que subtrai bilhões de reais dos cofres públicos todos os anos.    

Por tudo isso, o FONACATE: 1) ratifica sua disposição de buscar a construção de um modelo de Seguridade Social justo e solidário, mas que, em hipótese alguma, imponha rupturas com pacto social firmado na Constituição Cidadã; 2) conclama os servidores públicos e os trabalhadores da iniciativa privada a aderirem à Greve Geral do dia 28 de abril, bem como às mobilizações subsequentes, a fim de reverter essa acintosa tentativa de subtrair direitos sociais do povo brasileiro.  

 

Brasília, 26 de abril de 2017

 

  

RUDINEI MARQUES

Presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado

Presidente do UNACON SINDICAL – Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle

DARO MARCOS PIFFER

Secretário-Geral do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado

Presidente do SINAL – Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central

 

Compõem este Fórum:

 

AACE – Associação dos Analistas de Comércio Exterior

ADPF – Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal

ADB – Associação dos Diplomatas Brasileiros

AFIPEA SINDICAL – Sindicato Nacional dos Servidores do IPEA

ANAFE – Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais

ANER – Associação Nacional dos Servidores Efetivos das Agências Reguladoras Federais

ANESP – Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e GestãoGovernamental

ANFFA SINDICAL – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários

ANFIP – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

AOFI – Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência

APCF – Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais do Departamento de Polícia Federal

ASSECOR – Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento

AUDITAR – União dos Auditores Federais de Controle Externo

CONAMP – Associação Nacional dos Membros do Ministério Público

FEBRAFITE – Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais

FENAFIM – Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais

FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital

SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho

SINAL – Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central

SINDCVM – Sindicato Nacional dos Servidores Federais Autárquicos nos Entes de Promoção e Fiscalização do Mercado de Valores Mobiliários

SINDILEGIS – Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU

SINDIFISCO NACIONAL – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

SINDPFA – Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários

SINDSUSEP – Sindicato Nacional dos Servidores da Superintendência de Seguros Privados

UNACON SINDICAL – Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle

UNAFISCO NACIONAL – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

Fonte: http://www.febrafite.org.br/nota-de-repudio-fonacate-afirma-que-pec-2872016-traz-perdas-significativas-aos-servidores-publicos-dos-tres-poderes-e-do-ministerio-publico/

‘Rio não tem caixa para pagar servidores em setembro’, diz Crivella

RIO – A prefeitura do Rio vive uma “crise imensa”, de acordo com o próprio prefeito Marcelo Crivella. Segundo ele, não haverá caixa para o pagamento de salário em setembro na atual condição do município, conforme adiantou Berenice Seara, colunista do jornal Exta. Na manhã desta terça-feira, em Padre Miguel, Crivella disse que espera uma resposta do BNDES e da Caixa Econômica a respeito de dívidas municipais que vencem neste ano.

— A prefeitura está vivendo uma crise imensa, que nunca viveu nos últimos 30 anos. Em decorrência de uma administração temerária, de muitas obras e também de uma queda de arrecadação com a crise do estado. Todo mundo sabe que o Estado do Rio quebrou. Temos 350 mil desempregados só na cidade do Rio. Claro que eu preciso renegociar a dívida com o BNDES e com a Caixa Econômica.

Para o prefeito, o Rio não pode arcar, nesse momento, com o pagamento de empréstimos estimados em R$ 1 bilhão que foram feitos para obras da Olimpíada:

— Eu tenho que dar prioridade para o pagamento dos salários das pessoas, da saúde, da merenda das crianças na escola. Estou renegociando desde janeiro e espero ter uma resposta agora no mês de maio. Segundo o Tesouro (municipal), se consultarem hoje, vocês vão ver que para setembro não há mais caixa para pagar os salários. Tudo isso pode ser revertido, se renegociarmos as dívidas que vencem esse ano.

Entre as ações para aumentar a arrecadação, Crivella pretende aprovar uma lei, na Câmara, reduzindo as isenções de IPTU.

— Ano que vem, acho que a prefeitura já superou essa crise. A receita deve voltar ao normal. Acredito que a Câmara, inclusive vai votar a nossa lei para diminuir as isenções de IPTU. O Rio tem de 1,1 milhão a 1,8 milhão de casas, apartamento, lojas comerciais que não pagam. Com déficit, o fundo de previdência dos servidores municipais também passa por uma situação difícil — afirmou o prefeito.

Crivella voltou a atacar a antiga gestão do peemedebista Eduardo Paes e defendeu, também, a contribuição dos inativos, “se for necessário”.

— Estou esperando decisão do Congresso Nacional sobre previdência. Acredito que deve ser votada esta semana, no máximo, a outra. Em seguida, vamos cuidar da previdência do Rio que está quebrada. É uma pena. É bom fazer essa denúncia. Havia bilhões que foram gastos nessa euforia, obras da Olimpíada, colocando em risco o pagamento. Se necessário for, teremos que fazer a contribuição dos inativos — disse o prefeito, detalhando a proposta: — mas é bom lembrar que não são todos os inativos. Cerca de 10% deles, que ganham acima de R$ 5.500, e a contribuição só incide no que ultrapassa. É assim que a gente pretende equilibrar (as contas) e não atrasar o pagamento dos aposentados.

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/rio/rio-nao-tem-caixa-para-pagar-servidores-em-setembro-diz-crivella-21253208.html#ixzz4fT3Cqzlm