Contas do governo têm pior julho em 21 anos, com déficit de R$ 20,15 bilhões

BRASÍLIA – As contas do governo encerraram julho com um déficit de R$ 20,15 bilhões. Dados divulgados nesta terça-feira pela equipe econômica mostram que o governo central (formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) teve o terceiro rombo consecutivo e o pior desempenho para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1997. Nos primeiros sete meses do ano, o rombo já chega a R$ 76,28 bilhões.

Em 12 meses, o resultado acumulado é negativo em R$ 183,7 bilhões ou 2,84% do Produto Interno Bruto (PIB). Os resultados estão impactados pela antecipação de precatórios. Esses valores geralmente são pagos em novembro e foram quitados em maio e junho, uma estratégia para pagar menos juros, uma vez que os precatórios são corrigidos monetariamente. Segundo a nota divulgada nesta terça-feira, o déficit em 12 meses seria de R$ 165,6 bilhões não fosse esse adiantamento.

Fonte: Ministério da Fazenda *Meta **Projeção

Hoje, a meta fiscal prevista para o ano é de um déficit de R$ 139 bilhões. Diante de uma série de frustrações de receita, no entanto, a equipe econômica já sabe que não conseguira cumprir com esse objetivo e enviou ao Congresso um projeto para alterar as metas tanto de 2017 quanto de 2018 para déficit de R$ 159 milhões.

O déficit da Previdência Social cresceu 14,4% no mês e chegou a R$ 13,52 bilhões em julho. No ano, o rombo já alcança R$ 96,38 bilhões, número 28,4% superior ao registrado no mesmo período de 2016, já descontada a inflação. Tesouro Nacional e Banco Central (BC) também tiveram resultados negativos no mês, de R$ 6,56 bilhões e R$ 77 milhões, respectivamente. No ano, as contas estão positivas em R$ 20,57 bilhões para o Tesouro e negativas em R$ 466 milhões para o BC.

Em julho, as receitas somaram R$ 89,13 bilhões, uma queda real de 5,5% em relação a 2016. Já as despesas somaram R$ 109,28 bilhões, também um recuo de 4,2% na comparação anual. No acumulado do ano, entraram nos cofres R$ 637,28 bilhões (-3,1%) e os gastos somaram R$ 713,56 bilhões (-0,2%).

As principais despesas foram com benefícios previdenciários, que cresceram 6,9% e chegaram a R$ 301,95 bilhões no acumulado do ano. Além disso, as despesas com pessoal e encargos sociais subiram 10,9%, para R$ 164,96 bilhões. Já os pagamentos de subsídios e subvenções caíram 26,3%, para R$ 17,27 bilhões.

Entre as maiores receitas estão R$ 213, 23 bilhões em Imposto de Renda (4,3%) e R$ 118,19 bilhões (-6,3%) com a Cofins. As receitas não administradas pela Receita Federal, onde estão incluídas concessões, permissões e royalties do petróleo, totalizaram R$ 85,18 bilhões até julho, uma queda real de 8,1%. A arrecadação com dividendos saltou 302% em 2017, na comparação com 2016, indo de R$ 1,07 bilhão para R$ 4,32 bilhões.

A secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, afirmou que a nova meta proposta ao Congresso é “ousada e apertada”, mas garantiu que o governo tem condições de cumprir com o objetivo, apesar de o resultado em 12 meses já estar superior aos R$ 159 bilhões.

— Essa média móvel de 12 meses está em linha com o cumprimento da meta proposta ao Congresso. Continua sendo uma meta ousada, apertada, mas temos condições de cumprí-la dada a sazonalidade de receitas e despesas. Esse quadro vai ficar mais claro na reavaliação (bimestral de receitas e despesas).

Ela ainda afirmou que o governo avalia juridicamente se pode encaminhar ao Congresso um Orçamento já considerando a nova meta caso o projeto de lei que faz a alteração seja aprovado apenas na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Pelo trâmite, a proposta ainda teria que passar pelo plenário para ser sancionada, mas o governo teme que isso não ocorra a tempo do prazo limite de envio do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o Legislativo, em 31 de agosto. Nesse caso, a equipe econômica teria que enviar uma peça orçamentária com receitas infladas para manter a previsão de déficit de R$ 139 bilhões.

TETO DE GASTOS

O relatório mostra ainda que 53,44% do total de despesas permitidas para esse ano já foram gastas, segundo a regra do teto para o gasto público. Pela norma, as despesas em 2017 podem crescer até o limite de 7,2% em relação a 2016. Executivo e Judiciário estão enquadrados, e tiveram um avanço de 6,2% e 5,6% nos gastos, respectivamente. Já o Legislativo teve um crescimento de 7,3% e a Defensoria Pública da União, 18,7%.

Diante de uma série de frustrações nas receitas, no entanto, equipe econômica já sabe que não conseguirá cumprir com esse objetivo e enviou ao Congresso Nacional um projeto para alterar as metas tanto de 2017 quanto de 2018 para déficits de R$ 159 bilhões.

A revisão da meta é consequência de várias frustrações na arrecadação, entre elas receitas menores com a segunda etapa do programa de repatriação de recursos no exterior e um desempenho aquém do esperado da economia. Além disso, o governo não conseguiu aprovar a medida provisória (MP) da reoneração da folha, que acabou caducando no Congresso.

Mesmo para cumprir o rombo de R$ 159 bilhões a equipe econômica ainda trabalha com incertezas, como a aprovação do novo Refis, que está empacada no Congresso, e dúvidas em relação à realização do leilão das usinas da Cemig, em Minas Gerais, que têm potencial de gerar R$ 11 bilhões.

Fonte: https://m.oglobo.globo.com/economia/contas-do-governo-tem-pior-julho-em-21-anos-com-deficit-de-2015-bilhoes-21760552

Iminência de nova denúncia dificulta reforma da Previdência

Brasília – A retomada das discussões sobre a reforma da Previdência deve ficar ainda mais difícil diante da perspectiva de apresentação de mais uma denúncia contra o presidente Michel Temer, admitiu ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado,o relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Caso a nova denúncia seja apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a Câmara dos Deputados se ocupará novamente da discussão sobre sua admissibilidade, paralisando os demais trabalhos legislativos.

“Cada vez que você lê o jornal e vê que tem perspectiva de) denúncia nova, é algo que nos preocupa. Não dá para avançar com uma reforma previdenciária enquanto você tiver uma pauta do tipo vamos ou não acatar denúncia cujo resultado importa em permanência ou não do presidente da República. É difícil”, afirmou Oliveira Maia.

O relator da Previdência ponderou também que o tema disputa atenção com a reforma política.

“Tem que aguardar passar essa fase, que tem também a reforma eleitoral, para ver se é possível ou não é possível retomar a Previdência”, disse. “Fico muito triste, porque já vem uma nova denúncia contra o presidente e de repente essa nova denúncia é mais uma pauta negativa que toma conta do Brasil.”

Mesmo diante da expectativa de atraso ainda maior na tramitação, o relator tem discutido com a equipe econômica possíveis aperfeiçoamentos no texto.

Arthur Maia sugeriu ao Ministério da Fazenda uma proposta para permitir que brasileiros que tenham atingido a idade mínima (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) possam pedir a aposentadoria com benefício proporcional caso ainda não tenham completado os 25 anos de contribuição que o governo pretende exigir como mínimo a partir da reforma.

“Se a pessoa não completa os 25 anos, como que faz? Essa questão precisa ser melhor trabalhada, é apenas um ponto que realmente merece debate maior no plenário. Não tem nada certo ainda, mas é um ponto que precisaria ser melhor discutido no plenário. Por exemplo, a pessoa se aposenta com 70 anos e 25 anos de contribuição ganhando 70% do salário de contribuição, poderia prever que, se contribuir 20 anos, recebe 60%, e se contribui 15 anos, recebe 50%”, explicou o relator.

Como permaneceria a regra de que ninguém pode receber benefício abaixo do salário mínimo, na prática a medida teria como efeito a exigência de um tempo menor de contribuição para aqueles trabalhadores com maior dificuldade de permanecer no mercado formal. Ainda assim, garantiria uma renda mínima.

Para Arthur Maia, essa é uma proposta razoável, já que ainda haverá a trava de uma idade mínima para a aposentadoria no Brasil. Segundo o relator, a Fazenda ficou de analisar a possibilidade e “fazer as contas”, enquanto é preciso verificar na Câmara se há emendas que possam ser aglutinadas no plenário para compor essa regra (não é possível mudar de forma unilateral o parecer uma vez que ele já foi aprovado na comissão especial).

O relator frisou que ainda não tem nada fechado. “Não vou colocar nada no texto se não for negociado com todo mundo”, disse.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/iminencia-de-nova-denuncia-dificulta-reforma-da-previdencia/

Em ADI, procurador-geral questiona artigos da Reforma Trabalhista

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou, na última sexta-feira, 25 de agosto, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI ao Supremo Tribunal Federal – STF para anular dispositivos da Reforma Trabalhista sancionada no mês de julho. Somente nesta segunda-feira, 28, ela foi divulgada, mas ainda não tem relator.

A ADI busca corrigir restrições impostas em relação, por exemplo, ao acesso gratuito à Justiça do Trabalho para aqueles que não comprovarem renda suficiente para arcar com os custos de ações.

Na ADI, o procurador questiona os artigos que preveem algumas situações em que a parte derrotada numa ação trabalhista fica obrigada a arcar com os custos do processo e honorários advocatícios, mesmo que ela comprove não ter condições de pagar, sendo beneficiária da Justiça gratuita.

De acordo com o que foi aprovado na Reforma Trabalhista, se a parte derrotada na ação conseguir obter recursos ao ganhar outro processo trabalhista, esse dinheiro deverá ser usado para pagar as custas da primeira ação, que havia perdido. Além disso, se a parte derrotada adquirir condições financeiras de arcar com tais custas no prazo de dois anos após a derrota, pode ser obrigada a pagá-las.

Para Janot, tais dispositivos da nova CLT apresentam “inconstitucionalidade material, por impor restrições inconstitucionais à garantia de gratuidade judiciária aos que comprovem insuficiência de recursos, na Justiça do Trabalho”.

“Com propósito desregulamentador e declarado objetivo de reduzir o número de demandas perante a Justiça do Trabalho, a legislação avançou sobre garantias processuais e viola direito fundamental dos trabalhadores pobres à gratuidade judiciária, como pressuposto de acesso à jurisdição trabalhista”, escreveu o procurador-geral da República.

Para Janot, a legislação questionada investe contra a população brasileira mais vulnerável e desequilibra a paridade de armas processuais entre aqueles que demandam a Justiça para resolver essas questões.

O procurador-geral pede a concessão da liminar para suspender os efeitos de trechos da lei, uma vez que a norma vai entrar em vigor em 120 dias após a publicação dela no Diário Oficial da União, ou seja, dia 11 de novembro. Para ele, essa suspensão preventiva, se não ocorrer, produzirá “grave e irreversível” prejuízo à população.

A tese de Janot confirma o que o Sinait e outras entidades, como Anamatra e ANPT, já vinham dizendo ao longo da tramitação do texto da reforma no Congresso Nacional: vários itens da reforma são inconstitucionais e serão questionados judicialmente. “Este foi apenas o primeiro de muitos que ainda virão”, comenta o presidente do Sinait, Carlos Silva.

Fonte: https://www.sinait.org.br/mobile/default/noticia-view?id=14688

Presidente do Fonacate cobra avaliação de desempenho para políticos

O polêmico Projeto de Lei do Senado (PLS) 116/2017, que estabelece a perda de cargo público por insuficiência de desempenho de servidor estável, foi debatido no programa CB.Poder da TV Brasília e transmitido ao vivo também pelas redes sociais do jornal Correio Braziliense.

 

O presidente do Fonacate, Rudinei Marques, e o senador Lasier Martins (PSD/RS) foram os debatedores do programa mediado pelos jornalistas Vicente Nunes, Paulo Silva Pinto e Glaucia Guimarães.

Marques apresentou a posição contrária do Fórum das Carreiras de Estado, elencando pontos de discordância do projeto, de autoria da senadora Maria do Carmo (DEM/SE), como a impessoalidade constitucional, pois submete o servidor exclusivamente à avaliação do seu chefe imediato.

O senador Lasier, que é o relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que em seu substitutivo, que deve ser apresentado na próxima semana, propõe a criação de uma comissão avaliadora, que deverá ser composta por três representantes do órgão ao qual está submetido o servidor. Também propõe que a periodicidade da avaliação seja de um ano.

Durante o debate, Marques foi enfático ao cobrar do senador por que não foi usado o mesmo critério do PLS 116/2017 à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 21/2015, que previa a avaliação da classe política. O presidente lembrou que quando a PEC 21 foi discutida na CCJ do Senado, o relator da matéria, senador Antonio Anastasia (PSDB/MG), retirou da proposta a avaliação de parlamentares, restando apenas a de presidente da República.

“Querem avaliar os servidores públicos, mas não admitem serem avaliados pela população?”, questionou Marques.

O presidente reiterou ainda que do modo como está, o PLS 116/2017 apenas desvaloriza o serviço público no Brasil.

Clique aqui e confira a íntegra do programa.

Fonte: http://www.fonacate.org.br/v2/?go=noticias&id=2078

Sindilegis esclarece mudanças em relação à previdência complementar

Diante de ações enigmáticas e das várias tentativas de enfraquecimento do serviço público por parte do Governo, diversos servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) solicitaram, na última semana, a migração dos seus regimes de aposentadoria para a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp-Exe).

A ação foi impulsionada pelos boatos de que, nesta segunda-feira (28), uma Medida Provisória (MP) seria publicada pelo Governo Federal a fim de evitar essa migração, com a redução do prazo. Atualmente, o servidor pode optar pela mudança até 27 de julho de 2018, conforme a Lei 13.328/16.

O Ministério do Planejamento garantiu que a MP que revisará a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores públicos de 11% para 14% não incluirá a mudança desse prazo para migração à Funpresp.

Em entrevista ao Correio Braziliense, o vice-presidente do Sindilegis, Paulo Martins, alertou sobre o impacto desses boatos: “Sabemos que, nos últimos meses, o número de servidores preocupados com a situação tem crescido. Mas, nesses dias, com o boato da MP, houve uma busca ainda maior pela Funpresp”.

Sobre a matéria “Corrida para a Funpresp”, publicada na edição de sábado (26), o jornal deu destaque à preocupação do servidor quanto ao regime previdenciário e à possibilidade do Governo Federal mais uma vez atacar o servidor com a justificativa de ajuste fiscal.

O presidente do Conselho Fiscal da Funpresp e servidor da Câmara dos Deputados, Márcio Costa, explicou que é importante que o servidor conheça melhor a Fundação, além de entender o que de fato pode acontecer: “A reforma da Previdência está na pauta de discussão de toda a sociedade. Então, nada mais justo do que esclarecer como funciona a Funpresp. A Fundação tem uma governança, é diferente de outros fundos de pensão e já surgiu dentro de uma legislação mais rigorosa”, afirmou.

Seminário sobre regime previdenciário

A fim de esclarecer todos os pontos do RPPS e da Funpresp, o Sindilegis realizará, na próxima terça-feira (5), um seminário para sanar presencialmente todas as dúvidas dos servidores.

O local e o horário ainda serão confirmados.

Link da matéria do Correio Braziliense:

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2017/08/26/internas_polbraeco,620917/servidores-do-legislativo-temem-medida-provisoria-da-funpresp.shtml

Fonte: http://sindilegis.org.br/noticias/sindilegis-esclarece-mudancas-em-relacao-a-previdencia-complementar/1589

Prefeitura de Cuiabá paga salários dos servidores de agosto nesta quinta

Os salários dos servidores públicos da adminiração direta e indireta da Prefeitura de Cuiabá serão pagos nesta quinta-feira (31). Desde o início desta gestão, o prefeito Emanuel Pinheiro tem determinado o pagamento dos salários dentro do mês trabalhado.

De acordo com o secretário de Fazenda de Cuiabá, Antônio Roberto Possas de Carvalho, o pagamento dentro do mês, mostra como a gestão valoriza o servidor. “Em respeito ao servidor que tem seus compromissos com o salário, o nosso colaborador vai receber o salário dentro do mês em que ele trabalhou”, reforçou o secretário.

Para o secretário, a realização do pagamento dentro do mês mostra o lado humanizado desta gestão. “Sabemos que todos os servidores têm seus compromissos, logo é esperado que todos os meses até o final da gestão os colaboradores recebem até o último dia do trabalhado”, afirma Possas.

A Prefeitura de Cuiabá conta com cerca 18 mil servidores. Os valores estarão disponíveis a partir de 0h de amanhã. O pagamento cai direto na conta do servidor, seja da administração direta ou indireta.

Fonte: https://www.24horasnews.com.br/noticia/prefeitura-de-cuiaba-paga-salarios-dos-servidores-de-agosto-nesta-quinta.html

Servidores pedem apoio de vereadores para que a Prefeitura de Goiânia pague data-base

Um grupo de servidores públicos municipais ocuparam parte da galeria da Câmara Municipal de Goiânia na manhã desta terça-feira (29) para reivindicar apoio dos vereadores para que a Prefeitura de Goiânia envie o projeto de lei que concede data-base para a categoria, o que deveria ter sido feito no último mês de maio.

“A data-base é um direito constitucional dos trabalhadores e pedimos respeito por parte da Prefeitura para que conceda o reajuste”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (Sindigoiânia), vereador Romário Policarpo (PTC).

Os trabalhadores receberam apoio de vários vereadores, entre eles, Cristina Lopes (PSDB). Cristina pediu que o prefeito Iris Rezende (PMDB) inicie a negociação com os servidores. “Ele precisa ao menos ouvir os funcionários”, disse citando um incidente ocorrido em um mutirão, quando uma professora da secretaria municipal de educação tentou falar com o prefeito e foi afastada pela equipe do gestor.

Fonte: http://www.emaisgoias.com.br/servidores-pedem-apoio-de-vereadores-para-que-prefeitura-de-goiania-pague-data-base/

Prefeitura do Rio produz vídeo com detalhes sobre perícias médicas para servidores

A Prefeitura do Rio divulga hoje vídeo que trata de temas como a licença para tratamento de saúde, aposentadoria por invalidez e readaptação funcional. O material foi produzido pela Gerência de Valorização e Capacitação do Servidor. Ele estará disponível pelo link viz-wcs.voxeldigital.com.br/?CodTransmissao=627874, no portal da Subsecretaria de Serviços Compartilhados.

A ideia é detalhar os procedimentos aos servidores ativos, aposentados e pensionistas vinculados à Prefeitura. Todos os encaminhamentos são indicados no material, auxiliando o servidor na busca de direitos.

Fonte: https://m.extra.globo.com/emprego/servidor-publico/prefeitura-do-rio-produz-video-com-detalhes-sobre-pericias-medicas-para-servidores-21757998.html

PGR fixa orientação para futuros acordos de leniência

Brasília – A cúpula do Ministério Público Federal (MPF) decidiu fixar parâmetros a serem seguidos em acordos de leniência firmados com empresas, após a Procuradoria-Geral da República ter homologado recentemente a colaboração da J&F, alardeado como o maior acerto do mundo em termos de pagamento de multa – 10,3 bilhões de reais a serem pagos em 25 anos.

O texto da orientação da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF é subdividido em 18 itens.

Esse colegiado da PGR tem por função combater a corrupção e atua em feitos referentes à improbidade administrativa e em crimes envolvendo a administração pública em geral, entre outras atribuições.

Desde 2014 até o momento, o órgão já firmou 13 acordos de leniência – boa parte deles de empresas implicadas na operação Lava Jato.

Desde o ano passado, a PGR criou um grupo de trabalho para discutir esses parâmetros. A orientação foi assinada na semana passada e a íntegra do texto divulgada nesta terça-feira.

Segundo a orientação, as negociações, tratativas e formalização do acordo devem ser realizadas por membro do MPF que tenha atribuição para propor ações de improbidade administrativa ou civil pública.

O início das negociações, segundo a orientação, precisa ocorrer ao mesmo tempo ou posteriormente à assinatura do acordo de delação premiada.

Tem ainda de ser assinado entre as partes um “termo de confidencialidade”. A leniência ficará sob sigilo durante toda a fase de negociação e, após a assinatura do acordo, até o momento em que for determinado o levantamento do sigilo.

O texto também prevê que as conversas para um acordo de leniência deverão ser realizadas por mais de um procurador da República, preferencialmente de ambas áreas de atuação, criminal e improbidade administrativa.

Se as negociações envolverem outros órgãos, como o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União, as leniências terão de ser autuadas em instrumentos independentes a fim de viabilizar o encaminhamento aos demais órgãos de controle.

A empresa interessada em fechar uma leniência terá de demonstrar o interesse público no acerto. Nesse aspecto, informar da oportunidade do acordo – a circunstância de ser a primeira a revelar os fatos desconhecidos da investigação.

E também a efetividade e utilidade – a capacidade real da colaboradora de contribuir com a apuração, com o fornecimento de informações úteis a ela.

Aliás, segundo a orientação, não basta que os fatos e provas sejam novos; eles precisam ter condições para revelar e desmantelar uma suposta organização criminosa.

Um dos pontos observados no texto refere-se ao pagamento de multa e outras sanções, em que a empresa precisa apresentar garantias de que terá condições para bancá-la.

A reparação financeira deverá buscar o equilíbrio entre o proveito para a investigação e o benefício para a empresa colaboradora.

O texto não fala expressamente em valores, mas cita como parâmetros para a fixação balizas previstas nas lei de Improbidade a Lei Anticorrupção – 12.846, de 2013.

O texto ainda prevê que um membro do MPF não vai poder propor qualquer ação decorrente do acordo de leniência contra a empresa, desde que cumpridas integralmente as cláusulas previstas no acerto.

Também ao integrante do Ministério Público é obrigado requerer a suspensão e ações que já tenham sido propostas.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/pgr-fixa-orientacao-para-futuros-acordos-de-leniencia/

O futuro indefinido da Lava Jato

Este não tem sido um ano dos mais auspiciosos para a Operação Lava Jato. Tanto o Congresso quanto instâncias superiores da Justiça têm agido de modo a deter ou a dificultar o avanço das investigações.

Da concessão de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) às propostas de anistia depois da reforma política, espalhou-se por Brasília o sentimento de que o país precisa mesmo, nos termos do senador Romero Jucá, “estancar a sangria” para seguir adiante.

A força-tarefa do MInistério Público Federal em Curitiba continua engajada, mas tem plena consciência de que o combate à corrupção já não depende mais dela ou do juiz Sérgio Moro. A Lava Jato se fragmentou, subiu de andar e enfrenta resistência em centros de poder com plena capacidade para desarticulá-la.

A população antes moblizada abandonou as ruas. Um primeiro sinal do desânimo com a classe política foi sentido neste fim de semana nas urnas do Amazonas, onde votos brancos e nulos beiraram um quarto dos votantes, no segundo turno das eleições para governador – um recorde.

A troca de comando na Procuradoria Geral da República e os novos entendimentos no STF sobre os direitos dos réus ou condenados darão em breve uma medida da perspectiva para a Lava Jato nos próximos meses.

Há basicamente três cenários possíveis. No menos provável, a operação volta a ganhar o ímpeto do passado. Noutro, também improvável, ela é desarticulada para abrir espaço à situação econômica na disputa eleitoral do ano que vem.

O mais provável é que ela siga em meio a um ambiente pantanoso, sem grandes conquistas ou novos troféus, mas também sem o desmantelamenteo. Os processos já existentes e provas já recolhidas são suficientes para dar uma sobrevida razoável às investigações.

Para evitar o destino da Operação Mãos Limpas – a corrupção na Itália piorou depois que a classe política conseguiu desarticulá-la por completo –, a Lava Jato precisa resgatar a capacidade de indignar e de mobilizar a população.

É a única forma de criar um certo constrangimento em deputados, senadores e ministros do STF interessados em manter o statu quo, que funciona como um incentivo à corrupção e à manutenção das relações de compadrio entre as empresas e o Estado.

No campo da opinião pública, uma boa notícia para a Lava Jato será a estreia, na semana que vem, do filme Polícia Federal – A lei é para todos, do diretor Marcelo Antunez, uma narrativa baseada nos dois primeiros anos da Lava Jato, entre os meses de março de 2014 e 2016.

O enredo revela como a investigação de um esquema de desvios ligado ao doleiro Alberto Youssef serviu como a ponta do novelo para que fosse deslindada a teia de falcatruas na Petrobras e o maior esquema de corrupção já investigado não apenas na história do Brasil, mas no mundo.

Misturando personagens fictícios, baseados nos policiais e procuradores, aos nomes conhecidos na força-tarefa e no cenário político nacional, o roteiro segue sobretudo o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Num momento em que Lula desponta nas pesquisas de opinião como primeiro colocado nas eleições presidenciais do ano que vem, será inevitável fazer uma leitura política do filme. Embora os produtores e a direção afirmem não haver nenhuma preferência partidária, pesarão sobre eles as acusações previsíveis que petistas já lançaram contra os investigadores e a imprensa.

O mais importante, contudo, não é isso. Os próprios realizadores se encarregam, no final, de dar pistas de uma sequência, em que os alvos principais serão o PMDB e o presidente Michel Temer.

Numa leitura otimista, o filme é um resumo competente que põe a Lava Jato no devido lugar na história e trará nova energia para a mobilização no combate à corrupção. Numa leitura realista, será apenas a história de um passado que a cada dia deixamos mais para trás.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/o-futuro-indefinido-da-lava-jato.html