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Prefeitos apresentam situação de cidade em crise e falam sobre salários de servidores Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/prefeitos-apresentam-situacao-de-cidade-em-crise-falam-sobre-salarios-de-servidores-20838183.html#ixzz4XF5lO5II

Não são apenas os servidores estaduais que sofrem com atrasos e parcelamentos de salários. Pelo Estado do Rio, alguns municípios iniciaram 2017 com previsões pessimistas quanto ao funcionalismo público. Ao menos seis cidades têm dívidas com seus funcionários, totalizando mais de 50 mil trabalhadores com vencimentos atrasados ou pagos em parcelas.

O EXTRA apresenta, abaixo, os cenários encontrados em Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Nova Iguaçu, Nilópolis e São Gonçalo. Em todas as cidades, ao menos um mês de pagamento está pendente. Para os próximos meses, há poucas garantias e muitas promessas.

— Vamos pagar o 13º salário atrasado no início de fevereiro. Depois disso, vamos abrir a possibilidade de anistia de juros para os contribuintes com impostos em atraso. Nossa ideia é arrecadar ao máximo para poder pagar o que se deve — disse o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis.

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Um dos piores cenários é observado em Itaguaí. A nova administração vai pagar um mês de atraso, mas seguirá em débito com seus funcionários.

— Descobrimos uma dívida de mais de R$ 230 milhões, mas, em apenas dez dias, após a adoção de medidas de austeridade, já conseguimos anunciar um calendário de pagamento para o primeiro trimestre, incluindo os salários atrasados de novembro — comentou o prefeito Carlos Busatto, o Charlinho, que ainda terá de quitar a folha de dezembro e o 13º.

Em São Gonçalo, a alternativa foi parcelar o que se deve. Durante a semana, a prefeitura anunciou o pagamento do salário referente a dezembro em até oito vezes.

— Herdamos a prefeitura com um montante de dívidas altíssimo e poucos recursos. Graças ao aumento da arrecadação, conseguimos pagar o salário deste mês integralmente — celebrou o prefeito da cidade, José Luiz Nanci.

Condições de trabalho são precárias

O não pagamento dos salários não é a única reclamação dos servidores. Em Belford Roxo, os funcionários estatutários da Saúde dizem que a área está sem o amparo da prefeitura.

— São 30 postos de saúde fechados, dos 35 que o município tem. Faltam condições. Estamos em greve e só vamos voltar quando nos derem uma previsão (de solução para o problema) — disse uma auxiliar de enfermagem de Belford Roxo, que não quis se identificar com medo de retaliações.

Em Caxias, a greve também afeta o funcionalismo. Na semana passada, uma nova assembleia dos servidores será realizada para tratar da paralisação. Em Itaguaí, a greve não tem previsão para acabar. No município, o medo dos servidores é que a prefeitura “se esqueça” de pagar o salário de dezembro, ainda sem previsão.

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