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Servidores de Jaú entram em greve

O primeiro dia da greve dos servidores públicos municipais de Jaú (47 quilômetros de Bauru) foi marcado por passeata pelas ruas da cidade e protestos em frente ao Executivo e durante a sessão da Câmara. A categoria pleiteia 8,6% de reajuste salarial, entre reposição da inflação e ganho real, além de aumento de R$ 100,00 no ticket alimentação, mas a prefeitura não ofereceu nenhum percentual de reposição alegando queda na arrecadação.

No início deste mês, os funcionários públicos entraram em estado de greve depois que o prefeito Rafael Agostini (PSB) anunciou que não iria reajustar os salários e o ticket alimentação. O início da greve a partir desta segunda-feira (29) foi aprovado em assembleia realizada pelo Sindicato dos Funcionários da Prefeitura, Autarquias e Empresas Municipais de Jaú (Sinfunpaem) no último dia 25.

De acordo com a presidente do sindicato, Eliana Aparecida Contarini, logo pela manhã, cerca de 600 servidores se reuniram em frente ao prédio do Executivo, de onde saíram em passeata por ruas do Centro. Durante todo o dia, os funcionários que aderiram à paralisação cumpriram expediente do lado de fora da prefeitura. Às 16h, os grevistas fizeram manifestação pacífica na sessão da Câmara.

O número exato de participantes só seria contabilizado pelo sindicato da categoria no início da noite. “Nós ficamos o tempo todo aqui em ato de protesto, fazendo manifestações visando ao nosso reajuste salarial”, declarou Contarini. “Não houve nenhuma contraproposta do prefeito e a gente permanece em greve. Amanhã (hoje) o nosso movimento continua. Essa greve é por tempo indeterminado”.

Central da Notícia
Rafael Agostini alegou queda na arrecadação para o não reajuste

A presidente explica que os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Pronto Atendimento Municipal (São Judas), Pronto Atendimento do distrito de Potunduva e Policlínica (período noturno) trabalharam normalmente. Além disso, de acordo com ela, 40% dos demais serviços públicos foram mantidos, num percentual maior do que o que determina a legislação trabalhista.

SEM RESPOSTA

A reportagem apurou que, além do atendimento em escolas, a coleta de lixo em algumas regiões da cidade também foi prejudicada. Por meio da assessoria de imprensa, o JC pediu à Prefeitura de Jaú um balanço sobre a quantidade de servidores que aderiram à paralisação e informações sobre serviços afetados pela greve e possibilidade de concessão de reajuste, mas não houve retorno até o final dessa segunda-feira (29).

Fonte: http://m.jcnet.com.br/Regional/2017/05/servidores-de-jau-entram-em-greve.html

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