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Unicamp 2018: 1ª fase aborda feminismo, tragédia em Mariana, ‘Brexit’ e economia brasileira

prova da primeira fase do vestibular da Unicamp neste domingo (19) abordou feminismo, voltou a falar sobre a tragédia em Mariana (MG), e pontuou racismo e ditadura na América do Sul entre os temas nas 90 questões de múltipla escolha. Os candidatos começaram a deixar os locais de prova após três horas e meia do início do exame. Ao todo 83,7 mil inscritos no Brasil disputam 3.340 vagas em 70 opções de cursos de graduação em Campinas (SP).

Outros temas abordados foram “Brexit”, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia, e também a saída dos EUA do acordo de Paris. A economia brasileira no início dos anos 2000 não ficou de fora.

De acordo com o coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da unicamp (Comvest), José Alves de Freitas Neto, a prova valorizou a diversidade cultural e a formação do leitor crítico, que olha para o mundo, os conhecimentos científicos e os termos relevantes para a sociedade em geral e acadêmica.

A prova terminou em três estados às 18h. No Ceará ela é aplicada em Fortaleza e o término foi às 19h, pois não há horário de verão no estado. O gabarito será divulgado na quinta-feira (23) pela Comvest.

 Rodolfo Pereira Borges, professor de matemática, prestou o exame para ver como seria na área dele e disse que os temas atuais dominaram a prova. A polêmica dos gêneros também foi parte no exame.

“Trouxe bastante temas atuais, uma tirinha sobre transgênero, uma questão sobre banheiro unissex, na parte de inglês. Muitos temas sociais, racismo”, afirma. Segundo ele, a prova foi cansativa.

Andréia Freitas disputa vaga em estudos literários e ressaltou que a prova trabalhou o empoderamento feminino.

Algumas pessoas que prestaram o exame na Unicamp, no distrito de Barão Geraldo, acharam as questões de química e filosofia difíceis, e consideraram a prova de português mais fácil.

Alan Victor Machado, de 19 anos, prestou vestibular para economia e, no geral, achou a prova mais fácil do que no último ano. “Estava mais fácil que no ano passado, estou mais confiante”.

Antônio Mota, de 28, faz doutorado em economia na Unicamp e está prestando música para realizar um sonho.

“A prova se manteve na média, não foi fácil, nem difícil. Me chamou atenção cair coisas recentes sobre geopolítica, como ‘Brexit’. Em história teve questão sobre os Panteras Negras”, ressalta.

Há algum tempo sem estudar, Luiza Ricci, de 25 anos, encontrou muita dificuldade.

“A prova foi bem difícil, principalmente para mim, que estou há algum tempo sem estudar. Prestei biologia e quero a Unicamp pelos benefícios que a universidade traz para mim, com todos os projetos daqui. Física foi o mais difícil é português e literatura o mais fácil. Se eu não passar vou tentar de novo no ano que vem”, afirma.

A prova

Na primeira fase, a avaliação é formada por 90 questões de múltipla escolha: 13 de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, 13 de matemática, 9 de história, 9 de geografia (inclui filosofia e sociologia), 9 de física, 9 de química, 9 de biologia, 7 de inglês e 12 interdisciplinares. Cada pergunta tem quatro alternativas.

A lista de aprovados nesta etapa, os locais de aplicação das provas da segunda fase e as notas de corte por curso serão divulgados em 11 de dezembro, informou a Comvest. Já as notas obtidas pelos candidatos na primeira etapa serão disponibilizadas pela comissão em 21 de dezembro.

Fonte original: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/unicamp-2018-1-fase-aborda-feminismo-polemica-dos-generos-e-ditadura-na-america-do-sul.ghtml

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