Arquivo da categoria: Educação

9 características de países que são superpotências educacionais

Quando se fala em rankings globais de educação a história parece se repetir. As superpotências educacionais asiáticas ocupam os primeiros lugares e, para o resto do mundo, sobram dúvidas e recriminações.

Para os ministros da Educação de grande parte do mundo este deve ser um momento difícil, no qual eles precisam encontrar algum aspecto positivo para destacar e tentar explicar a razão de seus países estarem mais uma vez no meio ou até nas últimas colocações da lista.

Cingapura dominou os resultados do Programa de Avaliação Internacional de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), divulgados no começo de dezembro, nas três áreas avaliadas, Matemática, Ciência e Leitura.

Cerca de 540 mil estudantes de 15 anos em 70 países participaram do exame, realizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No ranking de Ciência, Cingapura foi seguida outra potência asiática da educação, Japão. Em terceiro, a Estônia. No de Leitura, o segundo e terceiros lugares ficaram com China (Hong Kong) e Canadá. E no de Matemática , Hong Kong e Macau (também China).

Mas o que estes países fizeram para chegar a este patamar? O que eles têm que outros países não têm?

Veja algumas das características destes vencedores.

1 – É melhor estar na Ásia Oriental

Cingapura está em primeiro lugar, seguida pelo Japão. Outros daquela região estão entre os dez primeiros como Taiwan, Macau, Hong Kong, China, Vietnã. A Coreia do Sul está em 11º lugar.

2 – Um pouco de conformismo?

Falando de uma forma muito diplomática, a expectativa em muitos dos países que ocupam as primeiras posições geralmente é que as pessoam obedeçam as ordens que recebem.

Uma cultura conformista e concentrada, um senso de objetivo coletivo ou até um Estado onde exista apenas um partido, sem oposição, frequentemente são elementos que podem ser observados entre os países mais bem colocados.

Mas há exceções: a Finlândia ficou em quinto lugar e este é um país com um sentimento forte de independência liberal.

3 – Melhor não ter recursos naturais

Existe um fenômeno em educação chamado “a maldição dos recursos” que mostra que as economias cuja base são os recursos naturais – como as que dependem em grandes reservas de petróleo – têm uma tendência a performances ruins no setor de educação.

Países do Oriente Médio podem ser citados como exemplo. Como motivar uma pessoa que espera ser rica independente de seus resultados na escola?

Os países pequenos e com poucos recursos, por outro lado, precisaram aprender rapidamente como viver e progredir a partir de sua própria inteligência. Por exemplo, há 60 anos a Coreia do Sul tinha um dos piores índices de analfabetismo do mundo, agora muitos de nós estamos assistindo programas em aparelhos de televisão criados ou fabricados naquele país.

4 – Aposte nos professores

Andreas Schleicher, guru educacional da OCDE, tem uma frase: “Nenhum sistema de educação pode ser melhor do que a qualidade de seus professores”.

E a classificação no Pisa demonstra isso: o sucesso está unido à oferta de professores de boa qualidade.

Não importa quais as declarações polêmicas dos ministro de Educação, tudo se resume em um bom investimento nos professores.

5 – Ser uma nação (relativamente) jovem

Os países mais bem colocados em rankings educacionais podem ter culturas antigas, mas uma característica interessante deles é que muitos são Estados relativamente novos ou tiveram suas fronteiras reconstituídas recentemente.

A Finlândia vai celebrar seu centenário em 2017 e a Coreia do Sul e Cingapura, em suas atuais formas políticas, são produtos do século 20.

O Vietnã, que saiu de uma guerra na década de 1970 foi um dos que melhoraram mais rapidamente seu sistema educacional, ultrapassando os Estados Unidos e os dinossauros da velha Europa.

6 – Ter um vizinho grande que brilhe mais que você

Outra característica surpreendente dos países mais bem posicionados em rankings de educação é o quanto eles tiveram que lutar para conseguir um lugar ao sol por causa de um vizinho muito maior.

As histórias de sucesso em países europeus nos últimos anos – na Finlândia, Polônia e Estônia – mostra que eles tiveram que sair da sombra do antigo bloco soviético.

A Coreia do Sul e Hong Kong têm como vizinha a China. Cingapura é uma cidade-estado minúscula cercada por vizinhos bem maiores em tamanho e população.

A educação é que permite a todos estes países competirem com os países maiores.

7 – Não é uma competição por eliminação

As classificações em rankings de educação se baseiam na proporção de jovens que conseguem alcançar algum ponto de referência de capacidade

Os ganhadores serão aqueles países que presumem que todos devem cruzar esta linha de chegada, alcançar este padrão, até os mais pobres – e esta é uma característica que marca os mais bem-sucedidos sistemas educacionais da Ásia.

Eles colocam os melhores professores cuidando dos alunos mais fracos para garantir que todos alcancem o padrão básico.

O sistema ocidental, por sua vez, aborda a educação como uma corrida de cavalos, com a expectativa de que poucos dos que começam a corrida alcancem a meta.

E as classificações refletem esta diferença fundamental.

8 – Copiar dos melhores

É difícil separar os sistemas educacionais da política e da cultura onde eles se desenvolvem.

Por mais que todos gostem de falar de “inovação”, há muita pressão de todos os lados contra a mudança.

Mas muitos dos países com alto rendimento não tem nenhum problema em pegar as melhores ideias de outros países e usá-las em suas próprias escolas.

9 – Planejar para o longo prazo em um mundo onde tudo é no curto prazo

Dez anos ou até mais podem passar antes que as mudanças em um sistema educacional façam alguma diferença positiva a ponto de mudar o lugar do país em rankings globais do setor.

E isto não é um grande incentivo para a curta vida útil de um gabinete de ministro da Educação.

Em alguns países os ministros podem ser trocados várias vezes até em uma questão de dias.

A grande mensagem que os países precisam entender a partir destes rankings globais de educação é que os dois fatores necessários são coerência e continuidade.

10 – Culpe todo mundo

É preciso muito tempo para mudar a educação de um país e para notar estas mudanças.

Então os ministros desta pasta podem se vangloriar de qualquer coisa que tenha sucesso e culpar todos os da administração anterior pelos fracassos.

 

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38462016

‘Velório da Educação’ alerta para desmonte da educação pública no país

Da Redação

Um grupo de professores, estudantes, técnicos e trabalhadores terceirizados do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizou na tarde desta sexta-feira (9) o “Velório da Educação” para alertar a sociedade sobre os impactos negativos que a PEC 55, a MP 746 (Reforma do Ensino Médio) e o projeto Escola Sem Partido trarão para a educação pública e para a qualidade da educação em geral no Brasil. O ato, realizado ao ato do Campus Central da UFRGS, também protestou contra as propostas de extinção de fundações responsáveis pelo desenvolvimento da pesquisa e da cultura no Estado encaminhadas pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) à Assembleia Legislativa.

A concentração para a encenação do “Velório da Educação” ocorreu em frente ao prédio da Faculdade de Educação da UFRGS, onde os manifestantes, vestidos de preto, prepararam o cortejo fúnebre da Educação, com faixas, dois caixões, flores brancas, tambores e material para ser distribuído à população. Por volta das 13h30min, iniciou a performance no cruzamento da avenida Paulo Gama com a Osvaldo Aranha onde ocorreu o “velório”. Assim que o sinal ficava vermelho, o cortejo ia para o meio da rua com os caixões, flores e faixas. Ao abrir o sinal, o cortejo liberava a rua. O velório se estendeu até às 15 horas.

09/12/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Velório da Educação no cruzamento da Paulo Gama com Oswaldo Aranha. Foto: Maia Rubim/Sul21
09/12/2016 – PORTO ALEGRE, RS – Velório da Educação no cruzamento da Paulo Gama com Oswaldo Aranha. Foto: Maia Rubim/Sul21
09/12/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Velório da Educação no cruzamento da Paulo Gama com Oswaldo Aranha. Foto: Maia Rubim/Sul21
09/12/2016 – PORTO ALEGRE, RS – Velório da Educação no cruzamento da Paulo Gama com Oswaldo Aranha. Foto: Maia Rubim/Sul21

Fonte: http://www.sul21.com.br/jornal/velorio-da-educacao-alerta-para-desmonte-da-educacao-publica-no-pais/

A receita simples da cidade que melhor educa no País

Com o melhor IDH de educação do País, Águas de São Pedro tem apenas escolas públicas municipais para o alunos do ensino infantil e fundamental

Por Luisa Frey

A cada nome anunciado no pátio da escola, novas palmas, gritos e assobios. O que à primeira vista poderia parecer a comemoração pelo resultado de uma competição esportiva era na verdade a premiação da 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Quinze medalhas foram entregues a alunos da Escola Municipal Maria Luiza Fornasier Franzin, em Águas de São Pedro, no estado de São Paulo, a cidade com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de educação do Brasil.

“Em três anos, conseguimos mais de 30 medalhas”, conta a professora de Geografia Tatiana Heidorn. Com uma colega, ela preparou todos os alunos da escola, do quinto ao nono ano, para a olimpíada, com aulas interativas e multidisciplinares. “Acredito que esse tipo de projeto nos diferencie de outras escolas.”

Águas de São Pedro pontua 0,825 no quesito educação do IDH. Medido pela ONU, o índice vai de 0 a 1 e leva em conta escolaridade da população adulta e o fluxo escolar da população jovem, ou seja a taxa de evasão. Em termos gerais, levando em conta também renda e longevidade, a cidade fica atrás apenas de São Caetano do Sul, também em São Paulo.

A cidade é pequena, tem apenas 3,2 mil habitantes, e, com seus 3,6 quilômetros quadrados, é o segundo menor município do Brasil em área. Todo mundo se conhece. Quando um aluno falta, alguém da escola vai à casa dele para saber por que – e isso faz com que a taxa de evasão seja praticamente zero.

Famosa por suas águas medicinais, Águas de São Pedro vive do turismo. A tranquilidade e a qualidade da educação vêm atraindo novos moradores. Somente do ano passado para este, 81 novos alunos se matricularam na rede municipal. Ela engloba uma creche e duas unidades de ensino fundamental, que são as únicas opções na cidade. No total, são 605 alunos.

No prédio que abriga 203 alunos do quinto ao nono ano do ensino fundamental, inaugurado em 2000 e ainda em perfeito estado, também funciona a Secretaria Municipal de Educação. Nos últimos anos, o município destinou cerca de 27% do orçamento à área – mais do que o mínimo de 25% previstos na Constituição. A escola de Ensino Médio da cidade é administrada pelo governo estadual.

Paradoxo social

Márcia Marques Cruz, mãe de uma aluna do sexto ano, se mudou de São Paulo para Águas de São Pedro em busca de qualidade de vida. Ela chegou à cidade em 2009, antes de o IDH municipal, referente a 2010, ser divulgado.

Depois de bancar uma escola particular na capital, Cruz decidiu colocar a filha mais nova na escola pública. E não se arrepende. “Nem todas as escolas particulares têm tudo o que tem aqui: robótica, culinária, judô, natação, tênis, psicólogo, fonoaudiólogo. Se uma escola em São Paulo proporciona isso, é extracurricular, e é preciso pagar”, diz a administradora de empresas.

Como a rede pública é a única opção em Águas de São Pedro, crianças de todas as faixas de renda estudam juntas. “Aqui tem do filho do jardineiro ao filho do empresário. Isso não se vê em outras escolas”, diz Cruz.

“Normalmente filho de empresário vai para escola particular, aqui em Águas é tudo misturado. As crianças crescem todas juntas, não têm preconceito”, completa Lucélia Francisco, mãe de aluno e funcionária da cozinha da escola.

João Pontes, coordenador pedagógico da unidade, diz que há ali alunos de todas as classes sociais, da A à E. “Trabalhar com composição heterogênea é a grande riqueza e o grande desafio ao mesmo tempo”, afirma ele, nascido em Águas de São Pedro e ex-aluno da escola.

Além do IDH, a cidade também se destacou nos últimos anos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que leva em consideração a taxa de aprovação escolar e o desempenho na Prova Brasil. A nota da quarta série ou quinto ano subiu de 4,8 em 2005 para 7,0 em 2005. No último ano do ensino fundamental, passou de 4,3 em 2005 para 5,6 em 2015. A nota 6 corresponde ao sistema educacional de países desenvolvidos.

Comunidade envolvida

O envolvimento dos pais é fundamental, e conseguir isso é mais difícil entre as famílias de baixa renda, diz Pontes. Regularmente há atividades para as famílias aos sábados, e hoje já há um grupo de cerca de 50 pais que participam ativamente da vida escolar.

Cruz faz parte dele. Como voluntária, ela deu aula de culinária durante dois anos – atividade hoje sob responsabilidade de estudantes de gastronomia do Senac. Ela é uma espécie de fiscal da escola, controlando periodicamente a qualidade da merenda e dos materiais.

“Quanto mais pais participam, melhor. Acho que a dificuldade de escolas públicas serem de primeira linha é a falta de interesse dos pais”, diz.

Pontes concorda: “A escola pública em condições normais está muito enfraquecida, é preciso trazer olhares de fora: pais, parcerias com empresas, universidades, terceiro setor – assim se consegue oferecer na escola pública coisas que não se conseguiria só com a verba disponível.”

Tecnologia e controle de evasão

Além do Senac, a Fundação Telefônica é uma importante parceira, tendo doado 400 tablets e notebooks como parte do projeto Escolas Inovadoras. A tecnologia também está presente nas aulas de robótica, que fazem parte da grade curricular para os alunos do sétimo ano e são elegíveis para os do oitavo e nono ano.

Divididos em grupos de quatro, os alunos têm a tarefa de montar um protótipo diferente a cada aula, com peças de Lego especiais. Desta vez, o desafio era fazer uma catapulta funcionar. Concentrados, eles programam o robô no computador, e comemoram quando uma bolinha é arremessada com sucesso.

A professora de robótica é Heidorn, a mesma que prepara os alunos para a Olimpíada de Astronomia nas aulas de Geografia. Quando questionada sobre o que nessa escola tão particular – numa cidade tão pequena – pode servir de exemplo para outras, ela responde:

“Você começa a ver mudanças a partir do momento em que a equipe escolar é unida, em que se consegue trazer os pais para a escola, e todo mundo junto pensa na melhor forma de ensinar.”

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-receita-simples-da-cidade-que-melhor-educa-no-pais

70% dos desvios nas cidades afetam saúde e educação

Recursos para este setores são especialmente visados por gestores municipais corruptos

As áreas de saúde e educação foram alvo de quase 70% dos esquemas de corrupção e fraude desvendados em operações policiais e de fiscalização do uso de verba federal pelos municípios nos últimos 13 anos. Os desvios descobertos pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e CGU (Controladoria-Geral da União), em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, evidenciam como recursos destinados a essas duas áreas são especialmente visados por gestores municipais corruptos.

Desde 2003, foram deflagradas 247 operações envolvendo desvios de verbas federais repassadas aos municípios. Os investigadores identificaram organizações que tiravam recursos públicos de quem mais precisava para alimentar esquemas criminosos milionários e luxos particulares. Além de saúde e educação, também há desvios recorrentes em áreas como transporte, turismo e infraestrutura.

Deflagrada em 2011, a Operação Mascotch, por exemplo, desarticulou uma quadrilha que desviou mais de R$ 8 milhões de dinheiro da educação em 14 cidades do interior de Alagoas – o Estado com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, similar ao da Namíbia, na África. Os recursos deveriam alimentar crianças nas escolas, mas eram na verdade usados para comprar uísque 12 anos e vinhos importados.

O levantamento inédito feito pelo Estado com base em dados do governo federal desde 2003 mostra que houve fraude no uso de verbas federais em pelo menos 729 municípios — o que corresponde a 13% do total de cidades do País. Do Oiapoque ao Chuí, o prejuízo causado pela corrupção no período foi estimado em R$ 4 bilhões pela CGU.

Restaurantes

Alagoas pode estar no último lugar do ranking do IDH, mas lidera a lista dos Estados com mais municípios onde houve irregularidades detectadas pelas investigações federais, em termos proporcionais. Esquemas de corrupção foram desvendados em 70 das 102 cidades alagoanas — ou seja, em mais de dois terços das localidades do Estado.

O segundo pior IDH do Brasil também não fica muito atrás. O Maranhão foi palco, em outubro deste ano, da Operação Voadores, que revelou que parte da verba da saúde enviada pela União pagou vinhos e restaurantes de luxo na capital São Luis. O esquema sacava cheques de contas bancárias de hospitais públicos e desviava para benesses particulares.

Enquanto isso, quem depende da saúde pública enfrenta atendimento precário. No Hospital Genésio Rêgo, um dos que tiveram recursos desviados, a paciente Míria Lima contou que a disputa pelos médicos é tanta que só consegue marcar consulta com o mastologista se for lá pessoalmente no ínício da madrugada, à 1h – depois disso, todos os horário já estão reservados. “Preciso fazer mamografia e ultrassom da mama, mas só dá para marcar os exames mais de um mês depois das consultas”, reclamou.

O levantamento mostra que, no geral, o principal programa afetado na área da saúde foi saneamento básico. No setor de ensino, quem mais perdeu, segundo a CGU, foi o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) — formado por recursos provenientes dos impostos e transferências dos Estados e municípios e que deveria ajudar a melhorar a qualidade da educação básica nos municípios.

Qualidade. Desvios como esses, segundo a literatura acadêmica recente, podem ser responsáveis por uma queda significativa na qualidade do ensino em um determinado município. Um artigo publicado em 2012 pelos pesquisadores Claudio Ferraz, da PUC-Rio, Frederico Finan, da Universidade da Califórnia, e Diana Moreira, de Harvard, revelou que alunos de municípios onde a CGU descobriu fraudes no uso de dinheiro da educação tinham aprendizado pior e taxas maiores de repetição de ano e de evasão escolar.

— Escolas em municípios onde foi detectado corrupção têm menos infraestrutura e professores que receberam menos treinamento. Além disso, professores e diretores listaram a falta de recursos como o principal problema em municípios corruptos

Segundo eles, como a qualidade da educação afeta o desenvolvimento econômico no longo prazo, o estudo sugere um canal direto pelo qual a corrupção diminui o crescimento do País.

O resultado ainda é mais relevante quando se leva em conta que a qualidade da educação pública no Brasil permanece estagnada em áreas importantes, especialmente no ensino médio. O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para essa etapa do ensino se manteve constante entre 2011 e 2015 em 3,7, abaixo da meta do governo de 4,3. Segundo especialistas, um dos grandes problemas é a má qualidade da formação dos alunos no ensino fundamental, de responsabilidade dos municípios.

Os desvios de recursos públicos em alguns municípios brasileiros são recorrentes. Patos, cidade 100 mil habitantes na Paraíba, comandada pela família do ex-presidente da CPI da Petrobrás, deputado Hugo Motta (PMDB) de 2015, caiu em três operações em um ano. As ações investigaram fraudes em licitações da prefeitura e desvios na saúde e na educação.

Lá, as suspeitas recaem sobre a família do parlamentar. Em uma das operações, a mãe do deputado, Ilana Motta, acabou presa, e sua avó, Francisca Motta, foi afastada do cargo de prefeita da cidade. Ilana era chefe de gabinete da própria mãe na prefeitura do município. Segundo as investigações, as fraudes envolveram mais de R$ 11 milhões em recursos que deveriam ter ido para o transporte escolar, Fundeb e para o pagamento de serviços de saúde de média e alta complexidade. O Estado não conseguiu ontem contato com os citados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

70% dos desvios nas cidades afetam a saúde e a educação

Levantamento do Estado com dados do Ministério da Transparência aponta que 729 cidades sofreram com desvios de verbas federais desde 2003; prejuízo estimado é de R$ 4 bilhões

 

As áreas de saúde e educação foram alvo de quase 70% dos esquemas de corrupção e fraude desvendados em operações policiais e de fiscalização do uso de verba federal pelos municípios nos últimos 13 anos. Os desvios descobertos pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, evidenciam como recursos destinados a essas duas áreas são especialmente visados por gestores municipais corruptos.

Desde 2003, foram deflagradas 247 operações envolvendo desvios de verbas federais repassadas aos municípios. Os investigadores identificaram organizações que tiravam recursos públicos de quem mais precisava para alimentar esquemas criminosos milionários e luxos particulares. Além de saúde educação, também há desvios em áreas como transporte, turismo e infraestrutura.

Um exemplo foi a Operação Mascotch, de 2011, que desarticulou uma quadrilha que desviou mais de R$ 8 milhões de dinheiro da educação em 14 cidades do interior de Alagoas – o Estado com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, similar ao da Namíbia. Os recursos deveriam alimentar crianças nas escolas, mas eram na verdade usados para comprar uísque 12 anos e vinhos importados.

O levantamento inédito feito pelo Estado com base em dados do governo federal desde 2003 mostra que houve fraude no uso de verbas federais em pelo menos 729 municípios – o que corresponde a 13% do total de cidades do País. Do Oiapoque ao Chuí, o prejuízo causado pela corrupção no período foi estimado em ao menos R$ 4 bilhões pela CGU.

Restaurantes. Alagoas pode estar no último lugar do ranking do IDH, mas lidera a lista dos Estados com mais municípios onde houve irregularidades detectadas pelas investigações federais, em termos proporcionais. Esquemas de corrupção foram desvendados em 70 das 102 cidades alagoanas – ou seja, em mais de dois terços das localidades do Estado.

O segundo pior IDH do Brasil também não fica muito atrás. O Maranhão foi palco, em outubro deste ano, da Operação Voadores, que revelou que parte da verba da saúde enviada pela União pagou vinhos e restaurantes de luxo na capital São Luis. O esquema sacava cheques de contas bancárias de hospitais públicos e desviava para benesses particulares.

Enquanto isso, quem depende da saúde pública enfrenta atendimento precário. No Hospital Genésio Rêgo, <IP9,0,0>um dos que tiveram recursos desviados, a paciente Míria Lima contou que a disputa pelos médicos é tanta que só consegue marcar consulta com o mastologista se for lá pessoalmente à 1 hora da manhã – depois disso, todos os horário já estão reservados. “Preciso fazer mamografia e ultrassom da mama, mas só dá para marcar os exames mais de um mês depois das consultas”, reclama

Qualidade. O levantamento mostra que, no geral, o principal programa afetado na área da saúde foi saneamento básico. No setor de ensino, quem mais perdeu, segundo a CGU, foi o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – formado por recursos provenientes dos impostos e transferências dos Estados e municípios e que deveria ajudar a melhorar a qualidade da educação básica nos municípios.

Desvios como esses, segundo a literatura acadêmica recente, podem ser responsáveis por uma queda significativa na qualidade do ensino em um determinado município. Um artigo publicado em 2012 pelos pesquisadores Claudio Ferraz, da PUC-Rio, Frederico Finan, da Universidade da Califórnia, e Diana Moreira, de Harvard, revelou que alunos de municípios onde a CGU descobriu fraudes no uso de dinheiro da educação tinham aprendizado pior e taxas maiores de repetição de ano e de evasão escolar.

“Escolas em municípios onde foi detectado corrupção têm menos infraestrutura e professores que receberam menos treinamento. Além disso, professores e diretores listaram a falta de recursos como o principal problema em municípios corruptos”, escrevem. Segundo eles, como a qualidade da educação afeta o desenvolvimento econômico no longo prazo, o estudo sugere um canal direto pelo qual a corrupção diminui o crescimento do país.

O resultado ainda é mais relevante quando se leva em conta que a qualidade da educação pública no Brasil tem se mantido estagnada em áreas importantes, especialmente no Ensino Médio. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para essa etapa do ensino se manteve constante entre 2011 e 2015 em 3,7, abaixo da meta do governo de 4,3. Segundo especialistas, um dos grandes problemas é a má qualidade da formação dos alunos no ensino fundamental, de responsabilidade dos municípios.

Problema geracional. Os desvios em alguns municípios brasileiros é recorrente. Patos, cidade 100 mil habitantes na Paraíba, comandada pela família do presidente da CPI da Petrobrás de 2015, Hugo Motta (PMDB), caiu em três operações em um ano. As ações investigaram fraudes em licitações da prefeitura e desvios da saúde e da educação.

Lá, a questão é também familiar. Em uma das operações, a mãe do deputado, Ilana Motta, acabou presa, e a avó do parlamentar, Francisca Motta, foi afastada do cargo de prefeita da cidade. Ilana era chefe de gabinete da própria mãe na prefeitura do município. Segundo as investigações, as fraudes envolveram mais de R$ 11 milhões em recursos que deveriam ter ido para o transporte escolar, Fundeb e para o pagamento de serviços de saúde de média e alta complexidade. // COLABOROU DIEGO EMIR, ESPECIAL PARA O ESTADO

FONTE: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/70-dos-desvios-nas-cidades-afetam-a-saude-e-a-educacao/

Neca Setubal: “O Brasil não pode permitir retrocessos na educação”

Para a socióloga, é preciso fugir da falsa dicotomia entre a melhoria da gestão e a necessidade de ampliar o investimento, “ambas necessárias”

Ao  longo da nossa história, o Brasil cometeu um erro grave: não ter como prioridade a construção de um país que garanta o direito à educação a todos. Esta decisão trouxe, e ainda traz, graves consequências. Ela limita o desenvolvimento econômico e impacta a qualidade de vida da população, seja na sua atuação cidadã, seja na sua inserção no mercado de trabalho. Mais do que isso: contribui para a manutenção das desigualdades sociais que historicamente afligem, sobretudo, os mais pobres.

A comparação da evolução da escolaridade média do brasileiro com a de outros países demonstra o nosso atraso em ter uma política sólida para a área. Nos anos 1970, mais da metade da população dos EUA já tinha concluído o Ensino Médio e 20% o Ensino Superior, enquanto no Brasil tínhamos menos de 2% e 1%, respectivamente. De 1950 a 2010, a Coreia quase triplicou a escolaridade média da população, passando de pouco mais de 4 anos para 12 anos de estudo. Vale lembrar que o Chile, nosso vizinho, possuía uma média de anos de estudo de 7,3 em 1985. Patamar alcançado pelo Brasil somente em 2011.

Somente após a promulgação da Constituição Cidadã, em 1988, o Brasil começou a dar os primeiros passos rumo à universalização do acesso ao Ensino Fundamental. Nos anos 1990, com o Fundef, ampliamos o acesso ao Ensino Fundamental. Na década seguinte, com Fundeb e a Emenda Constitucional 59/09, incluímos mais crianças na educação infantil e jovens no Ensino Médio e mais estudantes das camadas populares chegaram à universidade. A aprovação do Plano Nacional de Educação, após ampla discussão e participação de diferentes setores da sociedade, foi outra conquista e suas metas devem orientar as políticas educacionais até 2024.

Em que pese estas conquistas, ainda há muito a melhorar. O Brasil precisa incluir 2,5 milhões de crianças na creche, 600 mil na pré-escola, cerca de 460 mil no Ensino Fundamental e 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos no Ensino Médio.

Nas escolas públicas rurais, quatro em cada dez estudantes têm dois anos ou mais de atraso em relação à série que estudam. Nas urbanas, essa razão é de três em cada dez, segundo o Censo Escolar 2015.

Dados da Prova Brasil de 2013, analisados pelo Cenpec, revelam que 31,4% dos estudantes mais ricos têm proficiência adequada em leitura. Entre os mais pobres, apenas 13,8%. A desigualdade racial também é grande: 32,28% alunos brancos tem conhecimento adequado em leitura, enquanto os negros 18,34%.

O diploma universitário ainda é para poucos. Enquanto 37,3% do quintil mais rico da população têm Ensino Superior completo, esse percentual é de apenas 1,3% entre os mais pobres, segundo a última Pnad/IBGE.

Quando defendemos que todos, sem exceção, têm direito à uma educação de qualidade, significa que ninguém pode ficar para trás. Por isso, cada vez mais precisamos de políticas públicas focalizadas, conectadas às realidades e às necessidades de cada território, que enfrentem as diferentes formas de desigualdade, sejam elas regionais, por raça, por renda ou de gênero.

É preciso lembrar que o sistema público de ensino atende cerca de 81% das matrículas da Educação Básica e envolve mais de um milhão e meio de docentes.  São essas redes de ensino que carecem de políticas de valorização docente, que inclui salários adequados, planos de carreira e forte investimento na formação inicial e continuada dos professores, fator fundamental para a melhoria da aprendizagem dos alunos.

Em meio à uma crise econômica, política e institucional, o país não pode permitir retrocessos. A sucessiva descontinuidade das políticas educacionais tem um impacto perverso. E o mesmo ocorre com propostas que são implementadas sem amplo debate e adesão dos educadores e dos diferentes setores da sociedade, como a proposta de reforma do Ensino Médio feita por meio de medida provisória.

As políticas públicas precisam ser bem desenhadas, construídas a partir de consensos possíveis, com a adesão da sociedade e a partir de análises sérias sobre seus potenciais e riscos para não resultar em maior iniquidade.

Também é preciso fugir da falsa dicotomia entre a melhoria da gestão e a necessidade de ampliação do investimento em educação.  Ambas são necessárias, bem como o aperfeiçoarmos dos mecanismos de controle social.

Com a aprovação da PEC 55, que congela por 20 anos os gastos públicos federais nas áreas sociais, a efetivação plena do direito à educação para todos continuará no campo das previsões de um futuro distante para o Brasil.

* Socióloga, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação (Cenpec) e da Fundação Tide Setubal.

Educação no Brasil pode piorar com a PEC do Teto?

Para especialistas e gestores da educação, corte de gastos pode aumentar desigualdades no Brasil. Governo federal diz que “pior que está não fica”

Governo de Minas publica nova lista com 1.217 atos de aposentadoria na Educação

O Diário Oficial Minas Gerais de sexta-feira (16) trouxe uma nova lista com 1.217 atos de aposentadoria de servidores da Educação. Com esta publicação, o número de aposentadorias publicadas desde o início de 2015 chega a 26.107.

Entre janeiro e dezembro de 2016, o número de publicações chegou a 13.866. Essa nova lista contempla servidores que estavam em afastamento preliminar e a partir de agora estão efetivamente aposentados.

Um grupo de trabalho composto de servidores da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) constitui força-tarefa para tornar mais ágeis os procedimentos ligados à aposentadoria dos servidores da SEE.

O objetivo do grupo é reduzir passivo de aposentadoria herdado em gestões anteriores. Ao pedirem aposentadoria, os servidores entram em afastamento preliminar de suas atividades enquanto aguardam publicação do Ato. A espera, em alguns casos, chegava a duas décadas.

Fonte: Correio de Minas

Governo publica nova lista com 1.217 atos de aposentadoria na Educação

Continuidade da crise econômica deve acentuar impactos na educação

Os resultados do último Pisa, a principal avaliação internacional da educação básica, consolidaram a estagnação do desempenho dos alunos brasileiros –em níveis muito baixos, diga-se–, interrompendo uma tendência de melhoria vista entre 2000 e 2009.

E a continuidade da crise deve acentuar no próximo ano os impactos na área, que já sofre com escassez de recursos desde 2015.

A estratégia do governo Michel Temer de acelerar a reforma do ensino médio por medida provisória caiu como uma bomba no meio educacional. Vieram protestos de alunos e críticas de especialistas por, sobretudo, atropelar o debate –o que coloca em risco uma implementação das mudanças.

Cortes em programas do Ministério da Educação, como os de ensino integral e educação infantil, por exemplo, mantiveram-se em 2016. A queda na arrecadação ainda diminuiu os recursos de Estados e municípios, responsáveis por mais de 80% das matrículas na educação básica do Brasil.

A crise, aliada à falta de prioridades, estacionou o PNE (Plano Nacional de Educação), aprovado pelo Congresso em 2014 com metas para a área até 2024. Nenhuma meta intermediária prevista para este ano foi alcançada. O compromisso de universalizar as matrículas entre crianças e jovens dos 4 aos 17 anos, que expira em 2016, ficou para trás. O país ainda deixa fora da escola 1,7 milhão de crianças e jovens de baixa renda.

O ano que se encerra ficará marcado pela PEC 241, que tira a obrigatoriedade constitucional de a União investir um mínimo de 18% da receita na educação. Ainda há incertezas sobre seus efeitos, sobretudo para Estados e municípios, mas estudos projetam queda de recursos nos próximos anos.

O novo dispositivo diverge do diagnóstico do PNE, que previa ampliação de gastos na área, com maior protagonismo da União.

O aumento dos salários dos professores está entre as metas do plano, mas o cenário não deve ser de grandes mudanças. Os professores de São Paulo, o Estado mais rico do país, estão sem reajuste salarial desde 2014. Para o ensino superior, há a expectativa de um novo formato para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), após dois anos de retração. Universidades federais, que dependem de dinheiro do MEC, têm sido pessimistas quanto à própria gestão básica.

De positivo, haverá a consolidação da Base Nacional Comum Curricular, que define o que deve ser ensinado na educação básica. O documento relativo à educação infantil e ensino fundamental deve estar totalmente pronto no meio do ano. A partir daí, terá início o processo de adequação nas redes e escolas, mudanças de livros didáticos e uma esperada mudança na formação de professores.

A reformulação das diretrizes neste último segmento é, inclusive, outra expectativa para 2017. “A bola da vez é a formação de professores, o ponto mais importante de influência na educação básica, e que depende bastante do MEC”, diz Priscila Cruz, do Movimento Todos Pela Educação.

Como o governo Temer decidiu fatiar a base nacional, a parte do ensino médio tem cronograma diferente por causa da reforma da etapa. A versão final deve ficar para o fim de 2017. Efeitos práticos dessa reforma só devem ser conhecidos após 2018. Até lá, os governos poderão ter de enfrentar a temperatura alta de protestos e ocupações.

Fonte:  Folha

http://www1.folha.uol.com.br/cenarios-2017/2016/12/1842136-continuidade-da-crise-economica-deve-acentuar-impactos-na-educacao.shtml

A educação pode ser o primeiro passo para mudar o país

Por Ana Regina Caminha Braga (*)

Não é de hoje que a sociedade vem enfrentando graves problemas e distorção de valores, se você ligar a televisão vai se deparar com inúmeras notícias negativas como o aumento da violência, da intolerância, do preconceito, da corrupção, mas o que tudo isso quer dizer? A meu ver, ações e valores distorcidos nada mais são do que reflexos de uma educação falha e precária.

Todos esses exemplos são reflexos de um país que não dá amparo suficiente a sua população, principalmente na educação. Por isso, o papel que nós, professores, exercemos, é ainda mais importante. É fundamental que voltemos nossa atenção para os conteúdos que estão sendo desenvolvidos tanto dentro, quanto fora do ambiente escolar, esse é o papel do educador sim.

Talvez nós não possamos mudar o mundo, mas cabe a nós orientar e motivar nossas crianças e adolescentes na construção de um mundo melhor, com caráter, respeito e honestidade. Toda essa orientação começa na base, nos primeiros anos de vida de uma pessoa, se trabalharmos os valores corretos desde a educação infantil, formaremos adultos que terão maior capacidade dos seus atos.

É papel do professor, ajudar a entender e visualizar o mundo e seus desafios. Mas é papel da família também cooperar e participar de perto dessa educação. Temos que ter muita cautela ao expor nossas crianças a todas as informações de hoje, brinquedos, filmes, programas de televisão que trazem distorção da realidade podem confundir a cabecinha deles.

Quando expomos uma criança a esse tipo de realidade distorcida, ou que motivam atitudes inadequadas, sem o devido cuidado e reflexão, damos a ela a chance de achar que tudo aquilo é certo, ou parte do real, o que acaba prejudicando seu modo de pensar e ver o mundo.

A mudança em nosso país só vai acontecer com a educação, uma educação adequada as nossas crianças e adolescentes, isso é papel não só dos pais, mas também dos educadores, que tem como obrigação orientar e fazer com que seus alunos entendam suas atitudes e reflitam sobre elas. Para que no futuro, o que vemos acontecer hoje, seja algo raro.

(*)Ana Regina Caminha Braga (anaregina_braga@hotmail.com) é escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar.

Fonte: Campo Grande News

http://www.campograndenews.com.br/artigos/a-educacao-pode-ser-o-primeiro-passo-para-mudar-o-pais