Arquivo da categoria: Segurança Publica

Superintendente de segurança pública de MS pede demissão

Coronel da PM Deusdete Oliveira Filho pediu exoneração após operação.
Nome do novo superintendente deve ser definido até fim da semana

Depois do diretor-presidente da Agência Estadual do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), o superintendente de Segurança Pública da Sejusp, coronel Deusdete Souza Oliveira Filho, também pediu exoneração do cargo. A informação foi divulgada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (8).

O pedido de Deusdete Souza Oliveira Filho ocorreu depois da operação Girve, na mesma semana em que o juiz aposentado Ailton Stropa Garcia que pediu exoneração da direção da Agepen após ser alvo da operação deflagrada no dia 27 de janeiro de 2017.

“O pedido de demissão se deu exatamente para que a investigação possa seguir bom curso, para que todas a apurações e investigações sejam realizadas sem a presença ou sem imaginar que poderiam dificultar essas investigações”, afirmou o secretário de justiça José Carlos Barbosa, em entrevista ao Bom Dia MS desta quarta-feira (8).

Segundo Barbosa, logo após a passagem do comando da Polícia Militar devem haver algumas novas mudanças e o nome do substituto para o cargo de superintendente de segurança pública da Sejups deve ser definido até o fim desta semana.

O atual comandante da PM, o coronel Jorge Edgard Júdice Teixeira vai deixar o posto para ir para a reserva. Assume o comando da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul o coronel Waldir Ribeiro Acosta, segundo Barbosa.

Agepen
Stropa foi substituído pelo agente penitenciário Aud de Oliveira Chaves, que assumiu como diretor-presidente interino da Agepen. Ele aposta na experiência de 17 anos para contribuir na gestão do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul.

Operação Girve

Stropa é um dos investigados na operação Girve. A investigação refere-se à apuração de ilegalidades cometidas durante a realização do Curso de Treinamento para Intervenção Rápida, Contenção, Vigilância e Escolta do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul, que dá nome à operação.
O Gaeco cumpriu sete mandados de busca e apreensão, na sexta-feira (27), na investigação que apura a prática dos crimes de peculato, falsidade documental e corrupção envolvendo diretores da Agepen, inclusive na sede da agência, em Campo Grande, e nas casas dos diretores em Aquidauana, Dourados e Campo Grande.

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2017/02/superintendente-de-seguranca-publica-de-ms-pede-demissao.html

Movimento cometeu erros, mas greve da PM no Espírito Santo está na conta do governo’, diz especialista em segurança

É assim que a antropóloga Jacqueline Muniz descreve a situação provocada pela greve da Polícia Militar no Espírito Santo, que já dura sete dias. Segundo ela, os erros cometidos pelos dois lados – governo e policiais – deixam a população refém do medo e da violência, em meio à falta de planos de emergência para lidar com crises de segurança.

Muniz é doutora em Estudos de Polícia, professora do bacharelado em Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) e conselheira do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ela deu aulas no curso de especialização da PM do Espírito Santo e também já foi diretora da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio. Agora, usa sua experiência em ambos os lados para analisar a crise.

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – No início da paralisação no Espírito Santo, você publicou no Facebook um artigo que escreveu sobre a greve dos PMs mineiros em 1997 e disse ter receio de que o Brasil tenha voltado a 20 anos atrás. Por quê?

Jacqueline Muniz – Temos 20 anos em que greves de policiais militares acontecem no país. E ao longo da História brasileira tivemos greves de forças policiais desde o Império. O Exército já se amotinou, várias forças já foram extintas e recriadas por causa de conflitos entre elas e com o governo.

Parece que desaprendemos a lidar com isso – e esse desaprender é intencional. O que eu vejo são cálculos oportunistas. A ideia do “quanto pior, melhor” tem favorecido péssimos governantes.

BBC Brasil – O que há de comum entre as greves de PMs que ocorreram no Brasil nos últimos 20 anos – em Minas, Rio, Bahia, Rio Grande do Sul – e esta?

Muniz – Os contextos delas são diferentes, mas é preciso lembrar que os policiais militares sabem muito bem que eles são impedidos legalmente de fazer uma greve.

No entanto, eles precisam reivindicar e fazer valer os seus direitos, que são legítimos. É legítimo pedir melhorias de condições de trabalho e reajustes salariais – claro que de forma realista.

Todo movimento grevista faz uso da oportunidade: há cenários mais propícios a desencadear greves. Isso é diferente de ser oportunista. É fazer uso de oportunidades para dar visibilidade e chamar a atenção da sociedade para sua causa.

Então é evidente que um momento de crise e de precarização das relações trabalhistas, como o atual, é avaliado como um momento oportuno para conseguir melhorias – que podem não ser um aumento de salário, mas outros benefícios.

Em outros momentos, como na Bahia, a PM ameaçou fazer greve durante a Copa do Mundo, durante a Olimpíada. Por que você vai escolher fazer uma manifestação nesses momentos? Por que o país inteiro vai estar prestando atenção. Você diz que vai fazer para forçar uma negociação. Não há nada de errado nisso. O cálculo politico é feito dos dois lados.

Mas há, é claro, práticas oportunistas que se beneficiam de movimentos reivindicatórios: grupos de extermínio, segurança privada clandestina, acertos de contas dentro do crime e de criminosos com setores corruptos da segurança pública. Eles se beneficiam destes momentos para mostrar seu poderio e fazer seu “marketing do terror”.

Além disso, sempre que há uma crise na segurança, os governantes têm o hábito de desaparecer. Ou saem do país, ou dizem que estão em outro Estado. Nunca são eles próprios que falam, mas sim um porta-voz.

Isso é padrão para os nossos governantes em crises e ondas de violência. Eles terceirizam a responsabilidade dada pelo voto de modo a poupar a sua imagem.

BBC Brasil – Assim como no Espírito Santo, mulheres e familiares de PMs deram início à paralisação no Rio Grande do Sul em 2015. É comum a presença de familiares “na linha de frente” da greve?

Muniz – Nenhum familiar impede policial nenhum de sair. Se eles não estão saindo é porque estão aquartelados.

Essa é uma manifestação simbólica que busca produzir dois efeitos: o primeiro é buscar a simpatia e a adesão da população, porque mulheres e crianças você não vai retirar à força, já que são civis desarmados.

O segundo é que, como a greve dos PMs é ilegal, esta é uma maneira de contornar a ile

galidade disso e colocar os familiares e poder dizer para a Justiça: “olha, eu estou querendo ir trabalhar, mas estou sendo impedido. E não posso bater na minha própria mulher, espancar meu filho”.

Elas vão para a linha de frente para mostrar que o movimento é pacífico, que os policiais não vão sair armados na rua dando tiro, destruindo viatura e produzindo caos.

Isso seria motim, e já aconteceu no Rio de Janeiro e em outros Estados. Policiais usando armas do Estado para assustar a população. Por isso as mulheres na frente: elas são as porta-vozes, as despachantes do movimento. Mostram que o movimento está aberto à negociação.

Esta estratégia existe por causa da lógica draconiana e anticidadã do estatuto militar e do regulamento disciplinar, que reduzem o direito dos policiais. Já vimos em outros movimentos reivindicatórios em que os policiais se revezavam – parte ia para a rua e parte ficava no quartel – que eles foram punidos, expulsos.

Quanto mais rígido, caduco e opressivo é um regulamento, mais ele induz a que seja burlado. Ele não gera disciplina e hierarquia. Gera revolta, ressentimento. As pessoas não discutem isso, mas é importante.

BBC Brasil – Como você avalia a atuação do governo do Espírito Santo nessa situação?

Muniz – O governo não pode se colocar como refém, como vítima da polícia. É preciso lembrar que o comandante em chefe das polícias estaduais, de acordo com a Constituição brasileira, é o governador do Estado, não é o comandante-geral da PM e nem o chefe da Polícia Civil.

Então primeira pergunta a se fazer é: cadê o plano de contingência?

Mesmo que o governador Paulo Hartung estivesse operado, há um governador em exercício!

Faz-se plano de contingência quando o papa vem visitar, quando Roberto Carlos vai cantar em Cachoeiro de Itapemirim e uma greve te pega de surpresa? Uma secretaria de segurança não sabe planejar uma emergência? Então o que é mesmo que ela faz?

Essas coisas não acontecem de um dia para o outro. Se o governador está sabendo que servidores de segurança pública ameaçam entrar em greve, a primeira coisa a fazer – até para viabilizar uma negociação justa sem tornar a população refém – é um plano de emergência que articule os poderes do Estado, mobilizando os recursos locais e os da União.

Desde o primeiro momento, o governo deveria ter solicitado a mobilização da Força Nacional e das Forças Armadas junto ao ministro da Justiça e ao ministro da Defesa.

Aliás, uma das missões da Força Nacional é ser um recurso para garantir minimamente a prestação de serviço à população evitando o pânico e as práticas oportunistas que sempre ocorrem quando serviços essenciais são paralisados.

O Corpo de Bombeiros é estadual, poderia ir para as ruas orientar a população e evitar pânico se for necessário. Para estar em portas de escolas e em outros pontos estratégicos para que a vida na cidade não pare. A Polícia Civil também.

É preciso também dialogar com os municípios para mobilizar a Guarda Municipal para os pontos de maior circulação de pessoas. A Guarda é ostensiva e está cuidando dos municipais. Isso é competência dela e ela pode ser mobilizada em emergências.

O governo deve ir para a mídia, as redes sociais, para informar a população sobre a possibilidade de uma paralisação total ou parcial da polícia. Parte do medo é reduzido com uma boa comunicação social.

Era preciso também cobrar do movimento “grevista” o percentual mínimo de prestação de serviços, porque nenhuma categoria de serviços essenciais pode parar completamente.

Isso tem que ser feito para estabelecer uma oportunidade de negociação, e não usar o terror como arma de troca, dizendo: “Olha quantas mortes, vocês perderam a moral com a população”. Deixar mortes e assaltos acontecerem para ganhar na queda de braço não é negociação, é acirramento.

Então a pergunta é: o governo apresentou à sociedade o plano de contingência logo no início ou quis se beneficiar do pânico coletivo?

A impressão que dá é que o governo apostou no “quanto pior, melhor” para ter a população do seu lado. Isso está na conta do governo, sim.

E não estou falando mal desse governo. Seja de esquerda, direita, centro ou lado, é preciso ter um plano de contingência. Isso é capacidade de governar. A gente demonstra que é capaz de governar na emergência.

BBC Brasil – E o que estaria na conta do movimento das famílias dos policiais, que deram início à greve?

Muniz – A polícia e o movimento das famílias também cometeram erros desde o início. Como todo movimento reivindicatório sabe, ele tem uma curva de ascendência e uma curva de descendência.

Nem o próprio trabalhador quer ficar eternamente em greve porque sabe que perde credibilidade, prestígio, reconhecimento e apoio da população. E quanto mais esvazia o apoio da população, menos chances o movimento tem de conseguir implementar sua pauta.

O movimento grevista pensou nesse mínimo necessário, nos 30% do efetivo policial que deveria estar nas ruas?

Eles deveriam ter convocado todos os policiais de férias, de licença, da reserva, para contribuir no policiamento, porque todos vão se beneficiar das melhorias conquistadas.

Precisavam esclarecer a população, fazer informes, mostrar que os serviços essenciais seriam mantidos. Por exemplo, a pronta resposta do 190 não pode parar.

As porta-vozes do movimento erraram também porque precisam de uma pauta clara e factível. Não posso pedir o infinito porque não vou ganhar.

Precisam esclarecer para a população, desde o início, se o que estão pedindo é viável, é possível. Se o aumento seria aceito dividido em 30 parcelas, por exemplo. Não adianta dizer só “Eu quero 40% porque não tenho aumento há três anos”.

Você tem que demonstrar para a população que está disposto a negociar. E negociar é diferente de fazer pirraça. O grevista não pode parecer um pirracento e o governo não pode parecer que faz beicinho e bate o pé, como se fosse um cabo de força.

BBC Brasil – Mas se os PMs convocassem os colegas de férias, de licença ou da reserva para contribuir com o efetivo mínimo, não estariam assumindo uma greve que insistem não ter começado?

Muniz – Eles insistem nisso porque sabem que, quando aparecem, os líderes serão perseguidos.

Ninguém vai demitir 500 ou 10 mil policiais porque não tem como colocar outros no lugar. Vai se distribuir pequenas punições invisíveis para a sociedade: transferências, mudanças de escala.

Mas as lideranças policiais ou serão demitidas de cara, ou se provoca a demissão delas. Os policiais já assistiram a isso no Rio de Janeiro com os Bombeiros, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, na Bahia.

Mas liberar um efetivo mínimo não quer dizer que as lideranças da PM estariam à frente. Se as mulheres vão como porta-vozes, não são os policiais. E tudo isso deve ser feito mesmo sabendo que a greve é ilegal.

A polícia tinha que continuar atendendo a emergência, você não para a emergência. Numa greve de médicos você não pode parar o pronto-socorro. A vida não espera na saúde pública e nem na segurança pública.

Isso garante credibilidade e adesão social ao seu movimento, não só da sociedade como de mais policiais e outras categorias. No Rio de Janeiro, em 2011, todo mundo apoiou a greve dos bombeiros, porque viram que eles estavam sendo esculachados pelo governo.

BBC Brasil – Como a polícia pode garantir seus direitos sem precisar chegar a este ponto?

Muniz – Os canais de comunicação têm que estar permanentemente abertos. Isso é uma dificuldade com organizações militares, cuja tradição é não ter câmaras de discussão com os trabalhadores.

Os policiais não são pensados como trabalhadores, e sim como militares, com menos direitos do que a população comum.

Discutir as questões trabalhistas é vetado. Eles podem discutir na associação de cabos e soldados, mas não dentro da organização porque isso é tudo como indisciplina. Com outros profissionais a gente se reúne e discute, mas se os PMs se reúnem até dentro do quartel para debater condições de saúde e segurança ocupacional, eles podem ser presos.

Além disso, nós temos que desmilitarizar a segurança pública. E eu não estou falando de desmilitarização de polícia como as pessoas falam por aí. Eu estou falando de garantir os direitos básicos de cidadania aos policiais e produzir dispositivos de controle, regulação e transparência do serviço policial.

Se eles forem menos militares e mais cidadãos, eles serão mais respeitados pela sociedade e terão mais autoestima. O policial é um trabalhador. É um de nós, e não um contra nós.

Não estou dizendo que se deve retirar a proibição de fazer greve, até porque em várias polícias do mundo não se pode fazer greve. Em Nova York, se não me engano, nem professor pode fazer greve.

Mas é preciso ter câmaras de negociação trabalhistas permanentemente abertas, para que a greve passe a ser, como deve ser, um último recurso. A greve da polícia no Brasil é ilegal, mas continua ocorrendo.

BBC Brasil – Também há interesses dentro da PM em criar esse caos durante a paralisação?

Muniz – Tem muitos atores implicados. Isso tudo está acontecendo porque há estímulos de vários setores que ganham com isso. Setores da Assembleia Legistlativa, do crime, da indústria ilegal da segurança, da polícia… tem muita gente ganhando e que vai fazer carreira política em cima da desgraça.

Estão transformando o movimento grevista em bobos úteis, de uma certa maneira. É preciso que a gente olhe para todos os lados.

As polícias brasileiras não são blindadas da privatização predatória dos seus recursos e do uso político partidário. Isso quer dizer que a carteira de policial é vendida na esquina. Fabrica-se ameaças para vender proteção. Claro que tem muita gente lucrando com isso: de dentro da polícia, de fora da polícia, ao redor da polícia.

E os policiais militares, em especial, tem sido moeda de troca. Os bicos são tolerados para não fazer uma política salarial decente de valorização dos recursos humanos. Mas como o bico é informal e ilegal, todo mundo na polícia deve favor a todo mundo. Quem deve favor não pode revelar o que há de errado ali dentro.

E mais: a polícia é usada como cabo eleitoral, como coletora de votos. As polícias produzem resultado eleitoral para o político, fazem curral eleitoral. Essa polícia tem sido aparelhada e desmontada para atender a propósitos políticos-partidários.

Até hoje o Brasil não fez uma reforma da polícia. Todas as polícias do país funcionam como um cheque em branco.

BBC Brasil – Famílias de PMs do Rio começaram a fazer protestos diante dos batalhões a partir desta semana, da mesma forma que começou a paralisação no Espírito Santo. Outras greves como esta devem acontecer?

Muniz – A possibilidade de que outros eventos dessa natureza venham a ocorrer está posta há muito tempo. Não é só contágio, não é que aconteceu no Espírito Santo e vai esparramar para outros locais. Isso já vem acontecendo em função das insatisfações acumuladas ao longo do tempo e da ausência de uma interlocução clara.

Temos graves problemas de segurança pública que não são de agora. As coisas estão transbordando porque o cenário está propício para isso. É um cenário de disse-me-disse governamentais, de falta de clareza, de precarização de direitos individuais e coletivos. Isso acirra os ânimos.

E mais: a Força Nacional não tem condição de responder a todas as emergências do país. Ela tende a colapsar. Ela tem que atender as crises penitenciárias, greves para lá e para cá. Tem que atender as demandas de todos os Estados de maneira equitativa. E aí?

A Força Nacional é um recurso de emergência, e está virando um recurso de rotina. Com isso, se torna incapaz de poder ajudar os Estados. Quando ela chega, favorece negociações qualificadas, assim como a presença do Exército. É para isso que eles existem também.

O que vemos são esses improvisos, e não se improvisa com a segurança pública.

Mas isso não quer dizer que a gente é refém. É a sociedade que pode expulsar ou extinguir uma polícia, não o inverso.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/brasil/movimento-cometeu-erros-mas-greve-da-pm-no-espirito-santo-esta-na-conta-do-governo-diz-especialista-em-seguranca,3ae66ac68c70dee7d78c519bb35dbd8c3snk7kfm.html

Temer pode nomear Beltrame para Segurança Pública, diz jornal

Presidente quer um nome de peso para a Secretaria, na tentativa de reagir rapidamente à paralisação de policiais pelo país

Diante da explosão de casos de violência pelo país, o presidente Michel Temer pensa em escolher o ex-secretário estadual do Rio de Janeiro José Beltrame, do PMDB, para a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

A informação é do jornal “Folha de S. Paulo” deste sábado (11). Segundo a publicação, Temer quer um nome de peso na Secretaria para mostrar publicamente uma reação à escalada de conflitos no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. A indicação de Beltrame conta com o apoio da bancada fluminense e da cúpula do governo federal.

O ex-secretário do Rio chegou a ser cotado para ocupar o Ministério da Justiça, que está sob o comando de um interino desde a saída de Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente para o STF (Supremo Tribunal Federal). Contudo, Temer desistiu da ideia porque busca um perfil com mais prestígio no meio jurídico para a posição.

Segundo a Folha, o novo ministro da Justiça deve ser anunciado somente após a aprovação de Moraes para o STF pelo Senado, prevista para março. A decisão a respeito da Secretaria Nacional de Segurança Pública, porém, deve sair o quanto antes. A urgência se deve à tentativa de reagir rapidamente à paralisação de policiais pelo país.

Crise no ES e no RJ

Apesar de um acordo anunciado pelo governo no último dia 10, a paralisação de policiais militares no Espírito Santo continua.

Após 7 dias de motim, o número de mortes violentas no ES, que soma 127, já supera o mês de fevereiro de 2016. Já há mais de 703 policiais militares indiciados por crime de revolta, com pena prevista para até 20 anos de prisão.

No Rio de Janeiro, o secretário estadual de Segurança disse que pode pedir o apoio de forças federais para responder ao bloqueio de mulheres de PMs à saída de diversos batalhões.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/temer-pode-nomear-beltrame-para-seguranca-publica-diz-jornal/

RJ anuncia que salários da Segurança serão pagos com reajuste na terça-feira

Anúncio foi feito após reunião de Pezão com a cúpula da PM nesta quarta-feira (8). Ainda não há prazos para o pagamento de 13º, adicional por metas e RAS.

Os salários de servidores das pastas de Segurança (ativos e inativos) e Educação (apenas ativos) serão pagos na próxima terça-feira (14) informou, em nota, o Governo do Rio. O anúncio foi feito após reunião, nesta quarta-feira (8), entre representantes da cúpula da Segurança e o governador Luiz Fernando Pezão, no Palácio Guanabara.

“A gente sabe o que representa a Segurança Pública para o Estado do Rio. Por isso, mantemos esse compromisso o tempo inteiro, mesmo com muita dificuldade. É uma situação muito difícil”, afirmou o governador.
Além de definir a data para pagamento dos servidores, o governo também informou que os funcionários da Segurança – policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e demais funcionários das secretarias de Segurança e Administração Penitenciária e outros órgãos – terão nos contra-cheques até 10,22% de aumento.

Dessa forma, o governo cumpre acordo para reajuste que já havia sido aprovado, em 2014, pela Assembleia Legislativa. A promessa feita pelo governador Pezão era de conceder aumentos em até cinco parcelas para a Segurança. Na terça-feira, o Estado deve pagar a terceira parcela para ativos e inativos.

Em dezembro do ano passado, o Executivo estadual chegou a enviar à Alerj, em meio ao pacote de medidas de austeridade proposto, um projeto de lei que adiaria para 2020 os reajustes prometidos à Segurança estadual. A proposta foi rejeitada na Casa e devolvida ao governo.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros terão reajuste de 7,65%. Já a Polícia Civil, 10,22%. Delegados terão os vencimentos reajustados em 3,3% e inspetores de segurança e Administração Penitenciária receberão aumento de 3,24%. As outras duas últimas parcelas serão pagas em 2018 e 2019.

Calendário será cumprido’

O governo precisou se apressar e definir uma data para pagamento de servidores da Segurança. Até esta segunda-feira (7), a incerteza sobre o dia em que os salários de PMs seriam depositados afligia a população fluminense.
Isso porque, há cinco dias, PMs no Espírito Santo estão em greve, o que trouxe uma onda de violência para a região metropolitana do estado. Familiares de PMs daquele estado querem o reajuste salarial e protestam impedindo a saída dos militares dos batalhões. Até a manhã desta quarta, o sindicato dos policiais já tinha registrado 87 mortes violentas.
Em resposta, o Executivo no Rio informou que vai “cumprir o calendário” estipulado no ano passado e pagar no 10º dia útil (14) os salários de janeiro dos servidores ativos e inativos da área de Segurança.
“Eu queria pagar todos os servidores em dia, mas eu dependo do acordo que a gente está fazendo com a União e da aprovação das medidas que vamos mandar para Assembleia Legislativa. Isso vai dar previsibilidade para colocar os salários em dia e todo mundo receber no mesmo dia”, considerou Pezão.

Conversa com Jungmann sobre boatos

Pezão disse, ainda, que conversou com o ministro da Defesa, Raul Jungmman, sobre a onda de boatos nas redes sociais e supostos movimentos grevistas, para que o setor de inteligência das Forças Armadas possa colaborar na tentativa de localizar as origens dos boatos.
“As redes sociais não podem ser usadas para divulgar noticias falsas que coloquem a população em pânico”, disse Jungmann, segundo sua assessoria de imprensa. O ministro encaminhou o caso para a Justiça e a Polícia Federal.

Cedae
Em relação à Cedae, Pezão destacou que o governo terá o prazo de um ano para discutir como seria o modelo de privatização da empresa. Segundo ele, o que está sendo apresentado agora é a possibilidade de colocar as ações da empresa como garantia para a contrair empréstimo e paralisação de dívida, por três anos, com a União e bancos sem sofrer arrestos.
“Ainda vamos discutir o modelo de privatização. Temos seis meses para fazer o estudo, que pode ser prorrogado por mais seis meses. Vamos ouvir a sociedade, vamos fazer o dever de casa com toda a tranquilidade. Duvido que tenha alguém que defendeu tanto a Cedae como eu defendi a minha vida inteira, desde quando era prefeito. Mas a Cedae hoje garante um acordo que permite ao Rio cerca de R$ 60 bilhões. O governo federal exigiu que tivéssemos uma garantia.”
Ainda segundo o governador, “a Cedae era a única garantia” que o Rio de Janeiro tinha para “colocar na mesa”. A expectativa de Pezão é que com a privatização as contas do estado entrem no eixo.
“O Estado vai ter previsibilidade de pagamento dos servidores e nós vamos fazer o melhor modelo para a sociedade e para a empresa”, ressaltou o governador.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/rj-anuncia-que-salarios-da-seguranca-e-educacao-serao-pagos-terca.ghtml

Prefeito de Cachoeiro decreta situação de emergência na segurança pública

No momento, o efetivo de 60 agentes da Guarda Civil Municipal estão realizando o policiamento na sede do município. A Força Nacional chegou ao município no fim da tarde desta quarta-feira

O prefeito de Cachoeiro Victor Coelho (PSB) decretou situação de emergência da segurança pública no município na tarde desta quarta-feira (8). Após a assinatura do decreto, agentes da Força Nacional chegaram à cidade para garantir a segurança e tranquilidade da população.

Segundo o prefeito, a cidade não suporta mais a onda de insegurança. “Estamos com 60 homens da Guarda Municipal e oito viaturas para atender uma população de 210 mil habitantes. Os moradores dos distritos estão clamando por segurança e não temos como atendê-los. Já fizemos tudo que compete ao município. Vamos lutar pela nossa cidade”, comenta.

O decreto foi assinado durante uma reunião com empresários, lojistas e representantes da sociedade civil na prefeitura. “Declaro situação de emergência na segurança pública em todo território municipal e seus distritos. Não podemos ficar inertes assistindo ao que está acontecendo. Precisamos nos unir para que nossa cidade volte ao normal”, continua Victor.

O prefeito ressalta ainda que as aulas no município continuarão suspensas até que a segurança será restabelecida. “Enquanto não existir a sensação de insegurança, a prefeitura não vai funcionar. Nossas escolas vão permanecer fechadas até que tenhamos novamente segurança e a tranquilidade”, explica o prefeito.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social, após o saque ao comércio na última segunda-feira (6), não foram registrados ondas de arrastão ou saque em Cachoeiro. “Quando recebíamos a informação de algum arrastão, recorríamos às câmeras de segurança e logo percebíamos que o local apontado estava tranquilo. Tudo está sendo monitorado”, completa Victor.

Fonte: http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2017/02/prefeito-de-cachoeiro-decreta-situacao-de-emergencia-na-seguranca-publica.html

Espírito Santo transfere controle da segurança pública para as Forças Armadas

O governo do Espírito Santo transferiu o controle operacional dos órgãos de segurança pública para o general de brigada Adilson Carlos Katibe, comandante da força-tarefa conjunta e autoridade encarregada das operações das Forças Armadas, O objetivo é promover a garantia da lei e da ordem no estado, no período de 6 a 16 de fevereiro.

O decreto está publicado no Diário Oficial do estado desta quarta-feira (8) e foi assinado pelo governador em exercício, César Colnago, e pelo secretário de Segurança Pública, André Garcia.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou, esta tarde, que a Operação Capixaba receberá reforço de 550 militares das Forças Armadas. Além disso, segundo ele, mais 100 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública chegarão a Vitória e serão empregados em patrulhamentos em municípios do interior. Eles se juntam ao mil homens do Exército e aos 200 da Força Nacional que já estão patrulhando as ruas da região metropolitana da capital capixaba.

“Estamos enviando estes 550 militares, que estão se deslocando em aviões ou por viaturas para Vitória. Conversei hoje com o ministro interino da Justiça, José Levi, que me informou que mais 100 homens da Força Nacional estão seguindo para cidades do interior capixaba”, afirmou Jungmann, em nota.

Manifestações

O Espírito Santo enfrenta uma grave crise na segurança pública desde que os policiais militares deixaram de patrulhar as ruas. As manifestações começaram na sexta-feira (3), quando parentes de policiais, principalmente mulheres, se reuniram em frente à 6ª Companhia, no município de Serra, na Grande Vitória, e bloquearam a saída de viaturas. Os PMs reivindicam reajuste salarial e o pagamento de auxílio-alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno.

Os protestos se estenderam para outros batalhões durante o fim de semana e, segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo, atingem todos os quartéis do estado.

Edição: Augusto Queiroz

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-02/espirito-santo-transfere-controle-da-seguranca-publica-para-forcas-armadas

Governo e mulheres de PMs iniciam negociação no ES

Uma reunião, que terminou no fim da noite de ontem (8), entre secretários do governo do Espírito Santo e representantes das mulheres e das associações de classe dos policiais militares (PMs) estabeleceu um canal de diálogo para acabar com a crise na segurança pública deflagrada pela falta de patrulhamento dos PMs nas ruas. A paralisação entra hoje (9) no sexto dia.

Segundo o secretário de Direitos Humanos, Julio Pompeu, as lideranças do movimento apresentaram uma pauta com dois pontos: anistia geral para todos os policiais, já que são proibidos de fazer greve, e 100% de aumento para toda a categoria.

O secretário informou que foi marcada para hoje à tarde nova reunião para que o governo apresente uma contraproposta. “Ficamos de analisar essa proposta para ver o que podemos efetivamente fazer para que a discussão avance”, disse Pompeu.

Mais cedo, o governador em exercício, César Colnago, descartou qualquer possibilidade de reajuste salarial neste momento. “A população está amedrontada, as pessoas estão morrendo nas ruas. Isso é grave. Os policiais têm plena consciência da gravidade do momento que estamos vivendo. Estou muito confiante que vamos conseguir restaurar a sanidade, porque o que estamos vivendo aqui é um estado de total insanidade”, disse o secretário de Direitos Humanos.

Por parte dos policiais militares, estavam representantes da ACS, da Associação de Subtenentes e Sargentos do Espírito Santo e da Associação de Oficiais Militares do estado.

O Comitê Permanente de Negociação é formado, além de Julio Pompeu, pelos secretários da Casa Civil, José Carlos da Fonseca, e de Controle e Transparência, Eugênio Ricas.

capanotíciasbrasilpolícia

POLÍCIA
Governo e mulheres de PMs iniciam negociação no ES
9 FEV 2017 08h08
separator16COMENTÁRIOS
Uma reunião, que terminou no fim da noite de ontem (8), entre secretários do governo do Espírito Santo e representantes das mulheres e das associações de classe dos policiais militares (PMs) estabeleceu um canal de diálogo para acabar com a crise na segurança pública deflagrada pela falta de patrulhamento dos PMs nas ruas. A paralisação entra hoje (9) no sexto dia.

SAIBA MAIS
Campeonato capixaba está paralisado por falta de segurança
Governador do ES classifica paralisação de PMs de chantagem
ES: policiais civis fazem paralisação após morte de colega
Vale retoma viagens de trem de passageiros entre ES e MG
Sem segurança, ônibus não devem circular na Grande Vitória
Soldados do Exército fazem a segurança das ruas e dos terminais rodoviários vazios em Vila Velha, região na metropolitana de Vitória (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Soldados do Exército fazem a segurança das ruas e dos terminais rodoviários vazios em Vila Velha, região na metropolitana de Vitória (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Foto: Agência Brasil
Segundo o secretário de Direitos Humanos, Julio Pompeu, as lideranças do movimento apresentaram uma pauta com dois pontos: anistia geral para todos os policiais, já que são proibidos de fazer greve, e 100% de aumento para toda a categoria.

Publicidade

Segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), o salário base de um policial no Estado é R$ 2,6 mil, enquanto a média nacional chega a R$ 4 mil.

O secretário informou que foi marcada para hoje à tarde nova reunião para que o governo apresente uma contraproposta. “Ficamos de analisar essa proposta para ver o que podemos efetivamente fazer para que a discussão avance”, disse Pompeu.

Mais cedo, o governador em exercício, César Colnago, descartou qualquer possibilidade de reajuste salarial neste momento. “A população está amedrontada, as pessoas estão morrendo nas ruas. Isso é grave. Os policiais têm plena consciência da gravidade do momento que estamos vivendo. Estou muito confiante que vamos conseguir restaurar a sanidade, porque o que estamos vivendo aqui é um estado de total insanidade”, disse o secretário de Direitos Humanos.

Por parte dos policiais militares, estavam representantes da ACS, da Associação de Subtenentes e Sargentos do Espírito Santo e da Associação de Oficiais Militares do estado.

O Comitê Permanente de Negociação é formado, além de Julio Pompeu, pelos secretários da Casa Civil, José Carlos da Fonseca, e de Controle e Transparência, Eugênio Ricas.

Forças Armadas

A partir de hoje, o Espírito Santo deve contar com o patrulhamento de 1.850 homens das Forças Armadas e da Força Nacional.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou ontem que a Operação Capixaba recebeu o reforço de 550 militares das Forças Armadas. Além disso, mais 100 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública chegarão a Vitória até hoje e farão patrulhamentos em municípios do interior. Eles se juntam aos mil homens do Exército e aos 200 da Força Nacional que já estão patrulhando as ruas da região metropolitana da capital.

O governo do Espírito Santo transferiu nessa quarta-feira o controle operacional dos órgãos de segurança pública para o general de brigada Adilson Carlos Katibe, comandante da força-tarefa conjunta e autoridade encarregada das operações das Forças Armadas, O objetivo é promover a garantia da lei e da ordem no estado até 16 de fevereiro.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/brasil/policia/governo-e-representantes-de-mulheres-de-pms-iniciam-negociacao-no-espirito-santo,5af2424bbca517875852b9f3583a5e56mycrlhzr.html