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OIT: Brasil deve seguir convenções; ex-ministro defende reforma trabalhista

O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Peter Poschen defendeu, nesta quinta-feira (6) na Câmara, que o Brasil siga as mais de 80 convenções da OIT ratificadas pelo País que estão em vigor, entre elas as Convenção 98 e 154, sobre negociação coletiva. Segundo ele, dentro dessas convenções, há um princípio de que existe uma hierarquia de normas legais: uma lei deve ter mais valor do que um acordo coletivo.

Poschen participou da última audiência pública da Comissão Especial da Reforma Trabalhista (PL 6787/16). O projeto do governo prevê que as negociações coletivas prevaleçam sobre a legislação.

Ele ressaltou que a OIT não tem posicionamento favorável ou contrário sobre a reforma, mas disse que a organização pode formular, a pedido do País, parecer sobre a proposta. Conforme Poschen, uma reforma deve seguir as normas internacionais do trabalho e deve promover a concorrência leal, que não seja baseada em más condições do trabalho e na exploração do trabalhador. Ele defendeu ainda o diálogo social sobre a proposta.

Desemprego
Já o ex-ministro do Trabalho (governo José Sarney) e do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto, defendeu a validade das negociações coletivas, que já estão previstas na Constituição e nas convenções da OIT, mas que muitas vezes são questionadas na Justiça. Para ele, a negociação coletiva pode ser “instrumento hábil de combate de desemprego”, porque pode ser adaptada à uma realidade de crise. Na visão dele, o acordo tem a vantagem de durar só um ou dois anos, enquanto a lei tem duração indeterminada.

Pazzionatto defendeu a reforma trabalhista para que o Brasil lide com seus 13,5 milhões de desempregados. “Ninguém mais quer gerar empregos, porque todo emprego encerra um passivo oculto”, afirmou. O ex-ministro chamou a atenção para o alto número de processos trabalhistas na Justiça. “Temos uma legislação insegura”, ressaltou. “E um sistema jurídico inseguro é imprestável”, completou.

Ele defendeu que o Congresso promova a adaptação da legislação trabalhista para um mundo pós-industrial e para a automação que atingiu o mercado de trabalho. Segundo o ex-ministro, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), de 1943, foi feita para uma época industrial.

Política econômica
O ex-ministro do Trabalho do governo Dilma Rousseff, Miguel Rossetto, por sua vez, acredita que “o que impede o empregador de gerar emprego não é a legislação trabalhista”, já que há dois anos havia geração de emprego, com a mesma legislação. Para ele, é a política econômica errada o grande empecilho para a geração de emprego.

Na opinião do ex-ministro, os direitos dos trabalhadores estariam sendo atingidos para compensar essa “política econômica profundamente equivocada”. Os equívocos, em sua visão, incluiriam uma política cambial errada, impedindo a exportação e destruindo o emprego no País, e taxas de juros elevadas, que impediriam o investimento. Conforme ele, “fragilizar a relação de trabalho” não provocará um aumento da eficiência e da produtividade da economia brasileira. “A chaga deste País não é um trabalhador reivindicar direitos, mas os milhões de trabalhadores que trabalham sem carteira assinada”, acrescentou.

Dificuldades para empregador
Na audiência, o 1º vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, desembargador Ricardo Antônio Mohallem, defendeu a reforma. “A legislação do trabalho no Brasil está esclerosada”, opinou. “Ela retira do empregador a possibilidade de gerir seu empreendimento de acordo com sua necessidade de custos”, disse. “Ela cria empecilhos para a administração sadia de uma empresa, por exemplo, em relação ao intervalo para refeição, aos turnos ininterruptos de revezamento”, complementou.

Na visão dele, existe uma indústria de ações trabalhistas no País, e mesmo trabalhadores que receberam todos os seus direitos entram com ações na Justiça. O desembargador defendeu a prevalência das negociações coletivas para lidar com o problema. Além disso, Mohallem sugeriu a revitalização de comissões de conciliação prévias para lidar com os conflitos trabalhistas.

Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/528616-OIT-BRASIL-DEVE-SEGUIR-CONVENCOES-EX-MINISTRO-DEFENDE-REFORMA-TRABALHISTA.html

‘É hora de uma revolta coletiva pela educação no Brasil’, diz educador António Nóvoa

“Quem não sai do lugar não se educa”. Inspirado nesse lema, António Nóvoa, reitor honorário da Universidade de Lisboa, viajou o mundo ensinando e aprendendo sobre a missão das escolas. Em visita ao Brasil para o lançamento do Prêmio Itaú-Unicef, Nóvoa, que é doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e em História pela Sorbonne (França), criticou a proposta de escolas sem partido, defendeu a discussão sobre gênero e sexualidade nas aulas e convidou a população a se engajar em uma revolta coletiva pela educação pública no Brasil. Na entrevista a seguir, o professor convidado em Colúmbia (EUA), Oxford (Inglaterra) e Paris 5 defende ainda a maior interação entre professores de diferentes escolas e uma reforma na relação com os alunos, com ajuda da tecnologia. A convite do reitor da UFRJ, ele está ajudando a montar um complexo de formação de professores no Fundão que vai agrupar todas as licenciaturas em parceria com escolas da rede pública.

Como fortalecer o papel social da educação em um contexto violento, como o do Rio?

A escola depende mais do ambiente em que está inserida do que é capaz de transformá-lo. Quando uma nação é boa, sua escola é boa. Quando a nação é má, a escola não vai transformá-la em boa. Não ponham expectativa exagerada. Achar que a escola vai transformar o mundo é meio caminho andado para que ela não faça nada. Agora, ela tem um poder extraordinário, que é a capacidade de educar as crianças. Se conseguirmos espaços onde haja cultura do diálogo, da tolerância, da capacidade de conviver, podemos ganhar ali uma geração que depois pode transformar grande parte da sociedade. Já dizia o pedagogo francês Philippe Meirieu: “A escola ou a guerra civil”.

A escola integral tem mais potência neste sentido?

Sou por princípio contra a ideia filosófica da escola integral. Integral é a vida. A ideia de manter essas crianças na escola, quanto mais horas melhor, não me é simpática. Quero que a educação esteja na sociedade, nas famílias. Defendo a ideia do espaço público da educação, que a cidade seja educadora e a criança tenha outros espaços culturais, sociais. Mas tenho que reconhecer que há realidades sociais tão violentas, como a do Rio, onde é preciso ter escola integral. Quero proteger as crianças, mantê-las o máximo de tempo possível ali. É como as cotas: horríveis, mas necessárias.

Como manter as crianças concentradas e interessadas no mundo de dispersão e informação abundante da internet?

Não faz sentido imaginar uma escola fora da sociedade. É tão absurdo quanto no século 16, quando se tentou impedir a entrada de livros porque os alunos tinham que memorizar. No século 20, baniram os filmes, porque iam acabar com a moral. Hoje a forma de pensar, de se relacionar, é diferente. Se não percebermos isso, não há educação. É claro que não quero celular em sala para a criança fazer outras atividades, mas tenho que ser capaz de integrá-lo no trabalho pedagógico. A escola não é onde se vai assistir a aulas, mas onde todos vão, em conjunto, descobrir como trabalhar. O professor deve recorrer ao apoio dos alunos para se organizar nas dimensões digitais. Para isso precisamos de uma formação que não seja só interessada em ver o “negócio”, em decidir sobre quantas disciplinas, aulas, teoria curricular. Um bom modelo é o da Escola de Medicina da Universidade de Harvard. Acabaram com as aulas expositivas, não precisa, está tudo na internet. Organizam-se em torno de grandes problemas, relacionam-se com os hospitais, com médicos mais antigos, e aprendem nessa lógica de teoria, prática, reflexão, trabalho em conjunto. Há menos acúmulo de conhecimentos enciclopédicos e mais capacidade de pensar em determinada disciplina.

No Brasil, há uma discussão sobre a escola sem partido. O que acha da iniciativa?

Em certos meios sociais, tipicamente classes médias ou altas, e com fortes componentes religiosos, há essa ideia de proteger as crianças das misérias do mundo, da violência, da sexualidade, das drogas. Essas ideias de fechamento em determinada cultura são o contrário do que eu quero na educação. Quem não sai do seu lugar cultural, territorial, religioso não se educa. Prefiro que as minhas crianças, que têm acesso a todas as informações, discutam isso com seus educadores, a serem deixadas soltas, sem capacidade de refletir. A educação é discutir sobre essas matérias. Não é ser doutrinário. Educar é tomar partido, sempre, e respeitar a diferença e a opinião do outro. É uma grande hipocrisia não se preocupar com as crianças que convivem com violência. A maneira de proteger as crianças é conversar com elas. Os professores têm direto às suas ideias, como os alunos, pais, isso é democracia. Escola é diversidade, liberdade, diálogo.

Como você vê os métodos atuais de avaliação das escolas?

Esses indicadores são pobres, mas são úteis, precisam ser usados para melhorias, não para fazer ranking e punir. Mas não posso deixar de me indignar ao ver os alunos brasileiros na situação em que estão. Tem que haver uma revolta coletiva, de todos os partidos, de uma geração que diga “não aceitamos mais que a escola pública brasileira continue assim”. A pessoa acha a escola pública ruim e leva o filho para a particular. Isto não basta. Os pais não se interessam, as crianças são pobres, há fome, tudo é verdade, mas são elementos para compreendermos e agirmos melhor, não para justificarmos. Precisamos das coisas básicas: que as escolas abram todo dia, que os prédios estejam bem cuidados, que os professores tenham salários dignos. Não vale a pena muita teoria sem o básico, que inclui leitura, escrita, interpretação do mundo, diálogo.

Qual o papel do professor na vida dos estudantes e como a formação deve direcioná-lo?

Estou construindo um complexo de formação de professores na UFRJ, a convite do reitor. A ideia é fazer o que se faz num hospital universitário. Naquele complexo se integrarão todas as licenciaturas, ligadas às escolas públicas, para que haja diálogo constante entre elas. Vamos falar com o município. Isso existe em poucos lugares do mundo, a UFRJ será referência. Há um espaço sendo construído no Fundão. Os professores precisam trabalhar em conjunto, conhecer o que se faz em outras escolas.

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/educacao/e-hora-de-uma-revolta-coletiva-pela-educacao-no-brasil-diz-educador-antonio-novoa-21148167.html#ixzz4dBjylzkS

PSDB coloca quatro condições para apoiar reforma da Previdência

Menos de uma semana após recuo de Michel Temer na reforma da Previdência, deputados do PSDB, principal partido aliado do Palácio do Planalto, definiram quatro mudanças que consideram imprescindíveis para apoiar a proposta do governo.

Depois de reunião com representantes do governo, o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), um dos três integrantes tucanos na comissão que discute o assunto, escreveu em rede social: “Caso o governo não acolha nossas sugestões, não vamos aprovar a Reforma da Previdência”.

As condições dos deputados do PSDB vêm sendo conversadas inclusive com a bancada do partido no Senado. Entre oito pontos que consideram questionáveis, eles elegeram quatro que consideram essenciais para tornar a proposta defensável.

Os tucanos querem uma regra de transição para todos que estão no mercado de trabalho hoje. A ideia é estabelecer um pedágio proporcional ao tempo de contribuição acumulado, com diferenciação para trabalhadores rurais e professores. A proposta também prevê regras de transição com escalonamento diferente para homens e mulheres. O pedágio exigido varia de 20% a 80% do tempo restante para a aposentadoria, a depender do gênero e do tempo de contribuição.

O texto original do governo prevê uma regra de transição para mulheres a partir dos 45 anos e homens a partir dos 50 anos, com a exigência de um pedágio de 50% do tempo que falta para a aposentadoria.

Os deputados do PSDB também exigem uma diferença na aposentadoria rural e admitem inclusive a revisão da idade mínima proposta para esse público. No texto de Temer, trabalhadores rurais e urbanos têm a mesma regra de acesso à aposentadoria: idade mínima de 65 anos e pelo menos 25 anos de contribuição.

A proibição do acúmulo de aposentadoria e pensão também é um ponto que incomoda os tucanos, que querem permitir que as pessoas possam receber os dois benefícios ao mesmo tempo, desde que não ultrapasse o teto do INSS.

Para o benefício pago a idosos e pessoas com deficiência pobres, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o PSDB vem defendendo que as regras sejam mantidas como são hoje: idade mínima de 65 anos para os idosos e benefício no valor de um salário mínimo. O texto do governo prevê o aumento dessa idade para pelo menos 70 anos, além da desvinculação do salário mínimo.

“São pontos que não abrimos mão”, resumiu Barbosa. “Se essas mudanças forem feitas, é possível defender o texto. Ou então pode esquecer.”

Depois da reunião com representantes do governo, o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), afirmou que a tendência da bancada é acompanhar os membros da comissão. Disse, ainda, que os deputados têm se reunido com senadores para que haja “compatibilidade no entendimento” sobre o assunto nas duas Casas.

Na reunião com o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, a bancada demonstrou que nenhum deputado apoia integralmente a proposta. Eles admitem preocupação com eleições em 2018 e lembram que nem mesmo o PMDB de Michel Temer apoia o texto da reforma no formato original.

INDEFINIÇÃO

Apesar de Temer ter anunciado nesta segunda-feira (27) que seria dado um prazo de seis meses para que os Estados fizessem suas reformas da Previdência, o relator do tema, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), afirmou que não há “definição a respeito desse assunto”.

O parlamentar disse que “não se cogita” que a União faça as regras dos regimes de Estados e municípios, mas afirmou que há indefinição em relação ao prazo. “O que está se discutindo é se os Estados terão um prazo determinado para fazer [a reforma de] seus regimes próprios e não o fazendo passa a valer legislação federal ou se governo vai deixar para que estados os façam”, disse.

Arthur Oliveira Maia esclareceu que entende que as regras para juízes e membros do Ministério Público que forem aprovadas na PEC para a esfera federão também devem valer para esses servidores no âmbito estadual. Essas categorias vêm pressionando o governo por entenderem que não pode haver diferenciação nas regras de Previdência dos magistrados federais e estaduais.

O líder do PSDB também comentou o tema e criticou a possibilidade de que Estados e municípios tenham regras diferentes. “O problema dos Estados e municípios é que não haja igualdade no tratamento de municípios e de Estados. Você não pode tratá-los de formas divergentes nesse item específico. Precisa vir com norma para que tivesse um critério para todos os Estados e municípios”, disse Tripoli.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1870599-psdb-coloca-quatro-condicoes-para-apoiar-reforma-da-previdencia.shtml

Câmara de Mogi aprova reajuste salarial de servidores municipais

Medida também atende prefeito, vereadores e secretários.
Projeto de Lei foi aprovado em única discussão nesta quarta-feira (14).

 

Os vereadores da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovaram em sessão ordinária nesta quarta-feira (15), os projetos de lei ordinária números 36 e 37 de 2017, que reajustam os vencimentos dos servidores da Prefeitura e da Câmara, respectivamente. O projeto de lei prevê correção de 6,54% nos salários com base no Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPC) e beneficia também o prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores.

Além dos funcionários da Prefeitura e da Câmara, as proposituras contemplam ainda servidores aposentados e pensionistas, os profissionais do Semae (Serviços Municipal de Águas e Esgotos) e do Iprem (Instituto de Previdência Municipal de Mogi das Cruzes).

A lei entrará em vigor na data de sua publicação, com efeitos retroativos a 1º de março. O projeto de lei de número 36 tem como autor o prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB). O texto foi protocolado na Câmara no dia 8 de março e despachado para votação em plenário na terça-feira (14). Já o projeto de Lei 37/2017 que dispõe sobre os salários do Legislativo, é de autoria da mesa-diretiva da Câmara e foi apresentado e liberado para votação já na terça.

Mauro Araújo (PMDB) disse que foi uma atitude corajosa do prefeito em conceder a adequação salarial. “Todos gostariam de oferecer ganhos reais aos trabalhadores. Foi preciso muita coragem do prefeito Marcus Melo [PSDB] dar esse reajuste, diante de um momento tão difícil. Outras cidades estão cortando os salários.”

Cláudio Miyake (PSDB) também defendeu o prefeito. “Concordo com o vereador Mauro Araújo. Outras cidades não estão pagando nem os salários”.

Salários
Atualmente, o cargo de prefeito de Mogi das Cruzes tem um salário de R$ 27.520,29. Para se ter uma ideia, de acordo com o Portal da Transparência do Estado de São Paulo, o salário do governador Geraldo Alckmin é de R$ 21.631,05.

Já os salários dos secretários municipais variam de R$ 16.444,27 até R$ 24.699,49. O vice-prefeito recebe R$ 13.760,14 e os vereadores R$ 12.163,65.

Todos os dados estão acessíveis pelo Portal da Transparência de Mogi das Cruzes.
Mogi das Cruzes gastou no ano passado, R$ 460.974.285,12 na  folha de pagamento de servidores públicos, o que está dentro do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal que diz que o gasto não deve ultrapassar 60% da Receita Corrente Líquida.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2017/03/camara-de-mogi-aprova-reajuste-salarial-de-servidores-municipais.html

 

Notificação extrajudicial exige direito de resposta à revista Carta Capital

Notificação extrajudicial exige direito de resposta à revista Carta Capital

Enviada nesta quinta-feira, 16 de março, notificação extrajudicial do Unacon Sindical exige direito de resposta à revista Carta Capital. A entidade ainda pede esclarecimentos aos “dados inverídicos” e às “acusações infundadas” publicados na matéria de capa da edição nº 943 de 15 de março de 2017 intitulada “Sangue Azul Sem Pudor – Uma Elite de Servidores Federais segue o exemplo do MP e do Judiciário e usa o seu poder para manter e conquistas novos privilégios”.

 

“Verifica-se que foram feitas afirmações que atingem drasticamente a categoria dos Auditores Federais de Finanças e Controle e padecem de qualquer comprovação, razão pela qual merecem ser melhor explicadas por meus autores. Além disso, imprescindível a concessão de direito de resposta aos atingidos, para que sejam comprovadas, com dados objetivos, as inverdades veiculadas”, reza trecho da representação.

 

O documento ainda aponta para equívocos de apuração dos responsáveis pela matéria, como a comparação de servidores com sistemas remuneratórios distintos.

 

CONTRADIÇÃO

 

Ao mesmo tempo que acusa a carreira de Finanças e Controle de “preservar regalias históricas”, a matéria destaca como positiva a crítica do presidente do Unacon Sindical às remunerações extrateto. “Esqueceu-se a Carta Capital, talvez por conveniência jornalística, de informar que o senhor Rudinei Marques é justamente o presidente nacional do Sindicato dos ‘Auditores da CGU’, atacados pelo periódico”, aponta a notificação extrajudicial.

Fonte: http://www.unacon.org.br/cno-4052/notificacao-extrajudicial-exige-direito-de-resposta-a-revista-carta-capital/

Paim diz que conseguiu assinaturas necessárias para CPI da Previdência Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/paim-diz-que-conseguiu-assinaturas-necessarias-para-cpi-da-previdencia-21004208#ixzz4aGRTrqO2 © 1996 – 2017. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

O senador Paulo Paim (PT-RS) disse nesta quinta-feira que conseguiu 30 assinaturas para a instalação de uma CPI da Previdência no Senado.

Paim ainda não apresentou a lista formalmente, afirmando que quer chegar a 35 nomes para ficar seguro mesmo que o governo Michel Temer pressione senadores pela retirada de apoio. Paim disse que a CPI seria para investigar a real situação das contas da Previdência.

O petista é contra a proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo governo. Paim comemorou o fato de os dois outros senadores do Rio Grande do Sul terem assinado: Lasier Martins (PSD-RS) e Ana Amélia Lemos (PP-RS), que não apenas assinou, como divulgou a ação em seu Twitter.

Na lista mostrada por Paim, há governistas como o senador José Maranhão (PMDB-PB). São necessárias 27 assinaturas para apresentar requerimento de abertura de uma CPI. Mas quando protocolado, o que ainda não ocorreu, há 24 horas para que os senadores possam retirar suas assinaturas. Por isso, o governo em geral consegue retirar os apoios.

Também está sendo organizada uma lista para a apresentação de uma CPI Mista da Previdência, ou seja, com deputados e senadores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/paim-diz-que-conseguiu-assinaturas-necessarias-para-cpi-da-previdencia-21004208#ixzz4aGRbsdHs
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Francisco Mora: “É preciso acabar com o formato das aulas de 50 minutos”

Especialista em Neuroeducação aposta na mudança de metodologias, mas pede cautela na aplicação da neurociência na educação

 

A neuroeducação, disciplina que estuda como o cérebro aprende, está dinamitando as metodologias tradicionais de ensino. Sua principal contribuição é que o cérebro precisa se emocionar para aprender e, de alguns anos para cá, não existe ideia inovadora considerada válida que não contenha esse princípio. No entanto, uma das maiores referências na Espanha nesse campo, o doutor em Medicina Francisco Mora, recomenda cautela e adverte que na neuroeducação ainda há mais perguntas do que respostas.

Mora, autor do livro Neuroeducación. Solo se puede aprender aquello que se ama(Neuroeducação. Só se pode aprender aquilo que se ama), que já atingiu a marca de onze edições desde 2013, também é doutor em neurociência pela Universidade de Oxford. Começou a se interessar pelo assunto em 2010, quando participou do primeiro Congresso Mundial de Neuroeducação realizado no Peru.

Mora argumenta que a educação pode ser transformada para tornar a aprendizagem mais eficaz, por exemplo, reduzindo o tempo das aulas para menos de 50 minutos para que os alunos sejam capazes de manter a atenção. O professor de Fisiologia Humana da Universidade Complutense alerta que na educação ainda são consideradas válidas concepções equivocadas sobre o cérebro, o que ele chama de neuromitos. Além disso, Mora está ligado ao Departamento de Fisiologia Molecular e Biofísica da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

Pergunta. Por que é importante levar em conta as descobertas da neuroeducação para transformar a forma de aprender?

Resposta. No contexto internacional há muita fome para ancorar em algo sólido o que até agora são apenas opiniões, e esse interesse se dá especialmente entre os professores. O que a neuroeducação faz é transferir a informação de como o cérebro funciona com a melhoria dos processos de aprendizagem. Por exemplo, saber quais estímulos despertam a atenção, que em seguida dá lugar à emoção, pois sem esses dois fatores nenhuma aprendizagem ocorre. O cérebro humano não mudou nos últimos 15.000 anos; poderíamos ter uma criança do paleolíticoinferior numa escola e o professor não perceber. A educação tampouco mudou nos últimos 200 anos e já temos algumas evidências de que é urgente fazer essa transformação. Devemos redesenhar a forma de ensinar.

P. Quais são as certezas que já podem ser aplicadas?

R. Uma delas é a idade em que se deve aprender a ler. Hoje sabemos que os circuitos neurais que codificam para transformar de grafema a fonema, o que você lê e o que você diz, não fazem conexões sinápticas antes dos seis anos. Se os circuitos que permitirão aprender a ler não estão formados, se poderá ensinar com um chicote, com sacrifício, sofrimento, mas não de forma natural. Se você começa com seis, em pouquíssimo tempo aprenderá, enquanto que se começar com quatro talvez consiga, mas com enorme sofrimento. Tudo o que é doloroso tendemos a rejeitar, não queremos, enquanto aquilo que é prazeroso tentamos repetir.

P. Qual é a principal mudança que o sistema de ensino atual deve sofrer?

R. Hoje estamos começando a saber que ninguém pode aprender qualquer coisa se não estiver motivado. É necessário despertar a curiosidade, que é o mecanismo cerebral capaz de detectar a diferença na monotonia diária. Presta-se atenção àquilo que se destaca. Estudos recentes mostram que a aquisição de conhecimentos compartilha substratos neuronais com a busca de água, alimentos e sexo. O prazeroso. Por isso é preciso acender uma emoção no aluno, que é a base mais importante sobre a qual se apoiam os processos de aprendizagem e memória. As emoções servem para armazenar e recordar de uma forma mais eficaz.

P. Quais estratégias o professor pode usar para despertar essa curiosidade?

R. Ele deve começar a aula com algum elemento provocador, uma frase ou uma imagem que seja chocante. Romper o esquema e sair da monotonia. Sabemos que para um aluno prestar atenção na aula não basta exigir que ele o faça. A atenção deve ser evocada com mecanismos que a psicologia e a neurociência estão começando a desvendar. Métodos associados à recompensa, e não à punição. Desde que somos mamíferos, há mais de 200 milhões de anos, a emoção é o que nos move. Os elementos desconhecidos, que nos surpreendem, são aqueles que abrem a janela da atenção, imprescindível para a aprendizagem.

P. O senhor alertou em várias ocasiões para a necessidade de ser cauteloso em relação às evidências da neuroeducação. Em que ponto o senhor está?

R. A neuroeducação não é como o método Montessori, não existe um decálogo que possa ser aplicado. Ainda não é uma disciplina acadêmica com um corpo ordenado de conhecimentos. Precisamos de tempo para continuar pesquisando porque o que conhecemos hoje em profundidade sobre o cérebro não é totalmente aplicável ao dia a dia em sala de aula. Muitos cientistas dizem que é muito cedo para levar a neurociência às escolas, primeiro porque os professores não entendem do que você está lhes falando e segundo porque não há literatura científica suficiente para afirmar em quais idades é melhor aprender quais conteúdos e como. Há flashes de luz.

P. O senhor poderia contar alguns dos mais recentes?

R. Estamos percebendo, por exemplo, que a atenção não pode ser mantida durante 50 minutos, por isso é preciso romper o formato atual das aulas. Mais vale assistir 50 aulas de 10 minutos do que 10 aulas de 50 minutos. Na prática, uma vez que esses formatos não serão alterados em breve, os professores devem quebrar a cada 15 minutos com um elemento disruptor: uma anedota sobre um pesquisador, uma pergunta, um vídeo que levante um assunto diferente… Há algumas semanas, a Universidade de Harvard me encarregou de criar um MOOC (curso online aberto e massivo, na sigla em inglês) sobre Neurociência. Tenho de concentrar tudo em 10 minutos para que os alunos absorvam 100% do conteúdo. Nessa linha irão as coisas no futuro.

Francisco Mora, doutor em Medicina e Neurociência. JAIME VILLANUEVA

P. Em seu livro Neuroeducação: Só se pode aprender aquilo que se ama, o senhor adverte sobre o perigo dos chamados neuromitos. Quais são os mais difundidos?

R. Há muita confusão e erros de interpretação dos fatos científicos, o que chamamos de neuromitos. Um dos mais generalizados é que utilizamos apenas 10% da capacidade do cérebro. Ainda se vendem programas de computador baseados nisso e as pessoas acreditam que poderão aumentar suas capacidades e inteligência para além de suas próprias limitações. Nada pode substituir o lento e difícil processo do trabalho e da disciplina quando se trata de aumentar as capacidades intelectuais. Além disso, o cérebro utiliza todos os seus recursos a cada vez que se depara com a resolução de problemas, com processos de aprendizagem ou de memória.

Outro neuromito é o que fala do cérebro direito e esquerdo e que as crianças deveriam ser classificadas em função de qual dos dois cérebros é mais desenvolvido nelas. Ao analisar as funções de ambos os hemisférios em laboratório, constatou-se que o hemisfério direito é o criador e o esquerdo é o analítico – o da linguagem e da matemática. Extrapolou-se a ideia de que há crianças com predominância de cérebros direitos ou esquerdos e criou-se o equívoco, o mito, de que há dois cérebros que trabalham de forma independente, e que se tal separação não for feita na hora de ensinar as crianças, isso as prejudica. Essa dicotomia não existe, a transferência de informações entre os dois hemisférios é constante. Se temos talentos mais próximos da matemática ou do desenho, isso não se refere aos hemisférios, mas à produção conjunta de ambos.

P. A neuroeducação está influindo em outros aspectos do ensino?

R. Há um movimento muito interessante que é o da neuroarquitetura, que visa à criação de escolas com formas inovadoras que gerem bem-estar enquanto se aprende. A Academia de Neurociências para o Estudo da Arquitetura, nos Estados Unidos, reuniu arquitetos e neurocientistas para conceber novos modos de construir. Novos edifícios nos quais, embora seja importante seu desenho arquitetônico, a luz seja contemplada, assim como a temperatura e o ruído, que tanto afetam o rendimento mental.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/17/economia/1487331225_284546.html 

Reajuste de servidores é aprovado na Câmara Municipal de Patos de Minas

Proposta havia sido votada em assembleia e foi aprovada por unanimidade.
Reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas também foi aprovado

17/02/2017 17h35 – Atualizado em 17/02/2017 17h39
Reajuste de servidores é aprovado na Câmara Municipal de Patos de Minas
Proposta havia sido votada em assembleia e foi aprovada por unanimidade.
Reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas também foi aprovado.
Do G1 Triângulo Mineiro
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O projeto de lei de autoria do Executivo que concede reajuste aos servidores públicos municipais de Patos de Minas foi aprovado por unanimidade em reunião ordinária da Câmara nesta quinta-feira (16). Os índices aprovados haviam sido encaminhados ao Legislativo, após terem sido definidos durante duas reuniões de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – Sintrasp e a Prefeitura na última quarta-feira.
Os índices concedidos e aprovados foram de 4,5% de aumento no salário e de 14,3% no vale-alimentação. O projeto seguiu para sanção do prefeito José Eustáquio Rodrigues Alves.
Ficou definido que o vale-alimentação passará de R$ 350 para R$ 400, retroativo a partir de 1º de janeiro, data-base dos servidores, que deverá ser pago no próximo mês. As outras solicitações dos servidores, como a reestruturação do plano de saúde (Faserv) e a volta da jornada de trabalho para 6 horas estão sendo analisadas pela administração municipal.
A comissão de servidores, liderada pelo presidente da Sintrasp, havia apresentado a proposta de aumento em 10% no salário e 20% no vale-alimentação, no início das negociações. Porém, por conta do estado de calamidade financeira decretado, a administração ofereceu a opção que foi definida posteriormente.
Aposentados
Segundo informou a assessoria de comunicação, os aposentados também irão ter seus benefícios reajustados. O projeto de lei também de autoria do prefeito, que autoriza o Instituto de Previdência Municipal de Patos de Minas (Iprem) a reajustar os benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas também foi aprovado. Ele especifica os casos que seguem os índices da prefeitura e o oficial do Ministério da Previdência Social.

Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2017/02/reajuste-de-servidores-e-aprovado-na-camara-em-patos-de-minas.html

ANFIP prestigia posse da diretoria da Anadep

Os vice-presidentes Carlos José de Castro (Administração, Patrimônio e Cadastro) e Maruchia Mialik (Relações Públicas) prestigiaram nesta quarta-feira (15), em Brasília, a posse da nova diretoria da Anadep (Associação Nacional dos Defensores Públicos).

O ato empossou o presidente, Antonio Maffezoli; os três vice-presidentes: Thaísa Oliveira (institucional), João Gavazza (jurídico-legislativo) e Pedro Coelho (administrativo) e os demais integrantes dos conselhos diretor, consultivo e fiscal da Entidade para o biênio 2017/2019.

Fonte: http://www.anfip.org.br/noticia.php?id_noticia=21350