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Seplag de Minas Gerais autoriza concurso com 16.700 vagas para Educação

A Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag/MG) autorizou a abertura de um novo concurso público para a Secretaria de Educação. Serão abertas 16.700 oportunidades para a Educação Básica, sendo 16 mil para professores e 700 para especialistas. O objetivo é distribuir os novos profissionais entre as 47 superintendências regionais espalhadas por todo o estado.

“Quando assumimos a gestão, em 2015, tínhamos um quadro de pessoal no qual menos de 1/3 era de servidores efetivos. Com grande esforço, chegamos agora em 2017 à marca de mais de 50 mil servidores nomeados. Em algumas carreiras, como a de professor, o índice de efetivos chega a 42%; mas em outras já ultrapassamos os 70% de efetivos. São dados que devem ser comemorados, porque não há dúvida que vão impactar positivamente no desenvolvimento de nossos estudantes”, afirmou a secretária de Educação de Minas Gerais, Macaé Evaristo.

Mais vagas em Minas
Quem gostaria de ingressar na carreira militar, a Polícia Militar de Minas Gerias lançou novo concurso para oficial. São 120 vagas, sendo 12 para mulheres. Podem concorrer candidatos com formação em direito, com idade entre 18 e 30 anos e altura mínima de 1,60m. Quem conseguir classificação, após passar por oito etapas (provas objetiva e dissertativa, avaliações psicológicas, teste de capacidade física, exame de saúde, exame toxicológico, prova oral e de títulos), vai receber r remuneração básica inicial para o posto de cadete do 1º ano do CFO/2018, que é de R$ 5.769,43. Participe aqui. 

Tribunal de Contas de Minas
Também está aberto o período de inscrições para o concurso do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE/MG). São duas vagas para o cargo de auditor, com salário inicial de R$ 28.947,55. As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas até 21 de dezembro.

 

Fonte original: http://blogs.correiobraziliense.com.br/papodeconcurseiro/seplag-de-minas-gerais-autoriza-concurso-com-16-700-vagas-para-educacao/

Em 2 meses e meio, 76 servidores aderem a PDV do governo federal

Cerca de dois meses e meio depois de aberto o prazo para adesão, 76 servidores demonstraram interesse em participar do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) do governo federal. A informação foi divulgada nesta terça-feira (28) pelo Ministério do Planejamento.

A previsão do governo era de adesão de cerca de cinco mil servidores, o que corresponde a 1% dos trabalhadores do governo federal – há cerca de 630 mil servidores públicos na ativa.

O PDV foi instituído por meio de uma medida provisória que perde a validade nesta terça porque não foi análisada pelo Congresso dentro do prazo. O Planejamento informou que reeditará em janeiro a MP, para dar continuidade ao processo.

O prazo para adesão ao PDV começou em 13 de setembro. O objetivo da medida é reduzir gastos com o funcionalismo, mas o próprio governo já admitia na época que o plano deve ter resultado pouco expressivo.

A princípio, as adesões poderiam ser feitas até o final de 2017 e os desligamentos ocorreriam em 2018. O benefício oferecido ao governo era uma indenização correspondente a 1,25 vez a remuneração mensal por ano de serviço, além de valores referentes a férias a que tiver direito e gratificação natalina.

Redução de jornada e licença

Junto com o PDV, o governo também havia anunciado um programa de redução de jornada para os servidores, com redução proporcional de salário, e outro de que permitia licença incentivada – em que o trabalhador fica um período afastado do trabalho e não recebe remuneração.

De acordo com o Planejamento, 140 servidores aderiram à redução de jornada de 40 horas para 30 horas semanais e, outros 13, de 40 horas para 20 horas semanais.

Já a licença incentivada contou com 11 adesões no período.

Somando o PDV, redução de jornada e licença incentivada, o governo esperava uma economizar cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Fonte original: https://g1.globo.com/economia/noticia/em-2-meses-e-meio-76-servidores-aderem-a-pdv-do-governo-federal.ghtml

Fenapef convoca para manifestação contra ameaças a salários e aposentadoria de policiais federais

“Policiais federais vão reagir à insistência do Governo Federal de avançar com o desmonte do serviço público”. É o que garante o presidente da Fenapef, Luis Antônio Boudens, em seu convite para que lideranças da carreira participem de videoconferência nesta terça-feira (28), a partir das 10h.

O objetivo, segundo Boudens, é traçar estratégias para combater a Reforma da Previdência e a Medida Provisória 805/2017, que suspende a recomposição salarial para diversas categorias do serviço público federal. Para os policiais federais, a última negociação foi insuficiente para repor sequer as perdas inflacionárias e essas parcelas foram conquistadas após longas negociações. “E a medida do Governo ainda vai além nos danos causados a esse grupo de servidores, pois aumenta a alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo público de 11 para 14%”.

A assembleia virtual também servirá para os policiais federais definirem uma data para se juntarem à outras entidades sindicais em protesto às medidas do Governo. “A categoria policial vai decidir qual rumo seguirá nas próximas duas semanas e se integrará a greve geral marcada para o dia 5 de dezembro, véspera da votação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional”, destacou.

Entenda
Na última quarta-feira (22), o presidente Michel Temer convocou jantar com parlamentares para anunciar mudanças na Proposta de Emenda à Constituição 287, da Reforma da Previdência, na tentativa de convencê-los a votarem pela sua aprovação na próxima semana.

Para Boudens, o novo texto caracteriza a intenção do Governo de provocar um desmonte da máquina pública, o que resultará em retrocessos especialmente para os policiais.

“O Brasil vive uma de suas maiores crises de Segurança Pública, policiais estão sendo mortos em todo o País, não podemos permitir que o Governo desconsidere a atividade de risco dos policiais federais para concessão da aposentadoria, nem a importância desses profissionais na superação da crise. Essa conta não é do trabalhador brasileiro”, pontuou.

A decisão do Governo de avançar com o texto da Reforma também contraria o relatório da Comissão Especial que investigou as contas da Previdência. Segundo relatório da CPI, a Previdência Social é superavitária e não há déficit para justificar a aprovação da reforma.

 

Fonte original: http://www.fenapef.org.br/fenapef-convoca-para-mobilizacao-contra-ameacas-salario-e-aposentadoria-de-policiais-federais/

Prova objetiva para auditor-fiscal do Ministério da Agricultura é anulada após erros

Escola de Administração Fazendária (Esaf), banca organizadora do concurso público do Ministério da Agricultura (MAPA), comunica aos candidatos que as provas objetivas para auditor-fiscal federal agropecuário da área de medicina veterinária, realizadas no último domingo (26/11), estão anuladas.

A decisão foi tomada devido ao “erro material consistente na impressão gráfica dos cadernos de provas com números de gabarito 3 e 4”. A banca informou também que novas provas objetivas serão aplicadas na data provável de 17 de dezembro de 2017.
Mais de 19 mil pessoas se inscreveram para o concurso, que foi aplicado em diversas capitais do país. Os candidatos ainda passarão por provas discursivas, previstas para 7 de janeiro de 2018.

O concurso

São 300 vagas imediatas, sendo 60 reservadas a negros e 15 para pessoas com deficiência, para o cargo de auditor fiscal federal agropecuário da área de medicina veterinária. O salário inicial é de R$ 14.584,71, para 40 horas de trabalho semanal.
As provas objetivas foram aplicadas em 26 de novembro. Foram 120 questões sobre português; inglês ou espanhol; direitos constitucional e administrativo e ética pública; informática básica e conhecimentos específicos. Haverá ainda provas discursivas e avaliação de títulos.
Fonte original: http://concursos.correioweb.com.br/app/noticias/2017/11/27/noticiasinterna,37823/prova-objetiva-para-auditor-fiscal-do-ministerio-da-agricultura-e-anul.shtml

Justiça do Trabalho quer mais concursos para o Banco do Brasil

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região decidiu que o Banco do Brasil poderá manter os mais de 6 mil escriturários — cargo de nível médio —  nomeados sem concurso específico para funções de nível superior. No entanto, deu prazo de dois anos para que novas ocupações sejam feitas por seleção externa. Os funcionários do BB ascendem por meio de seleção interna ou nomeação para cargo de confiança, procedimento proibido daqui em diante. “O tribunal reconheceu a ilegalidade dos atos, mas, em homenagem à segurança jurídica e à continuidade das atividades do banco, modulou os efeitos da decisão”, avaliou o advogado Ronaldo Tolentino. O BB pode recorrer.

 

Relembre

O caso tramita na Justiça desde fevereiro de 2015, quando a Justiça considerou ilegais as seleções internas do Banco do Brasil que promovem escriturários de nível médio a cargos que exigem conhecimentos específicos de graduados. Na época, de acordo com a decisão, o banco deveria realizar concurso público para os cargos de áreas específicas (como advogado, engenheiro e arquiteto).

Na época, ao julgar a ação civil pública, de autoria do Ministério Público do Trabalho, a juíza Patrícia Soares de Barros afirmou que o princípio da ampla acessibilidade aos cargos havia sido quebrado, já que uma pessoa habilitada para um cargo de nível superior fica impedida de concorrer diretamente à vaga desejada. “É incontroverso que, no Banco do Brasil, profissionais que exercem trabalho privativo de detentores de nível superior, vem sendo selecionados internamente, dentre os escriturários de nível médio de carreira administrativa”, afirmou a magistrada. Na decisão, que tinha efeito retroativo a outubro de 1988, a juíza Patrícia Soares de Barros considerou ainda inconstitucional a ocupação dos atuais escriturários em funções de nível superior, e concedeu seis meses para que eles retornem a seus postos de origem, além de que o banco ainda teria que pagar R$ 5 milhões por dano moral coletivo.

 

Fonte original: http://concursos.correioweb.com.br/app/noticias/2017/11/23/noticiasinterna,37814/justica-do-trabalho-quer-mais-concursos-para-o-banco-do-brasil.shtml

Caixa recorre de decisão que a obriga a convocar aprovados deficientes

Após receber uma multa de R$ 1 milhão da Justiça, a Caixa Econômica Federalrecorreu da decisão que a obriga a convocar aprovados deficientes até que o número mínimo da Cota Legal seja atingido. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, o banco tem hoje apenas 1,42% de Pessoas com deficiência em seu quadro, para cumprir os 5% determinados por lei, teriam que ser contratados mais 3.561 pessoas.

Segundo o MPT, a Lei 8.213/91 prevê que o percentual de pessoas com deficiência deve ser cumprido em proporção ao tamanho da empresa, independente de sua área de atuação. E, no caso da Caixa, que tem mais de mil empregados, o percentual mínimo é de 5%. Segundo o procurador do Trabalho Joaquim Rodrigues Nascimento, “não há crise econômica, ou falta de orçamento que possa justificar, por anos seguidos, a falta de alcance de tal cota”.

Segundo o procurador, a Caixa invocou “teses falaciosas” para não convocar os deficientes, tais como a reserva do possível, vinculação às normas do edital, necessidade de dotação orçamentária, alteração do cenário econômico desde a publicação dos editais dos concursos, além de defender que por possuir autonomia não está sujeita à intervenção de outro Poder. Nascimento defende que a Caixa deve chamar os aprovados dos editas de nível médio e superior de 2014 até o limite necessário para atingir a cota, e, se necessário, realizar novos certames para esse fim.

Posição da Caixa

Segundo a assessoria do banco, o recurso ainda não foi julgado. O banco informou ao Correio Braziliense que convocou quase 10% dos candidatos com deficiência aprovados no último concurso e que o percentual de reserva de vagas previsto nos editais atende às disposições legais vigentes, uma vez que se encontra dentro dos parâmetros mínimo e máximo fixados pela lei.

O banco disse que ainda reserva 5% das vagas oferecidas durante o prazo de validade do concurso público às pessoas com deficiência e convoca os candidatos aprovados de forma alternada e proporcional, iniciando pelos candidatos da lista de pessoas com deficiência – é convocado um candidato com deficiência para cada 19 candidatos não deficientes, sendo que a 1ª vaga é destinada para esse grupo e a partir dela a contagem para os próximos.

Outra ação da Caixa: Justiça não aceita recurso da Caixa e banco é obrigado a convocar 2 mil aprovados em 2014

A Caixa ainda informou que atua no combate à discriminação, concedendo oportunidade de ingresso a candidatos com deficiência em seu quadro, sendo a única empresa que adota a sistemática de admitir o candidato com deficiência na primeira vaga que surge em cada polo. Entretanto, o banco está sujeito à legislação que obriga, para admissão em seu quadro de empregados, prévia aprovação em Concurso Público, em obediência ao disposto no art. 37 caput e inciso II da Constituição Federal do Brasil.

 

Fonte original: http://blogs.correiobraziliense.com.br/papodeconcurseiro/caixa-recorre-decisao-obrigada-banco-convocar-aprovados-deficientes/

TRT manda Banco do Brasil manter 6 mil funcionários nomeados sem concurso específico de nível superior

O Tribunal Regional do Trabalho do Trabalho da 10ª Região (TRT 10) decidiu, nesta quarta-feira (22), que os mais de 6 mil escriturários do Banco do Brasil nomeados, sem concurso, em cargos de nível superior devem ser mantidos no cargo

A Corte, no entanto, deu o prazo de dois anos para que as novas ocupações sejam preenchidas por concurso público específico para cada carreira. Isso porque, tradicionalmente, o BB tem a prática de abrir vagas especialmente para escriturário. Os aprovados vão ascendendo, por meio de seleção interna ou cargo de confiança. Essa prática está proibida daqui em diante.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação alegando a inconstitucionalidade das nomeações de escriturários para cargos de nível superior sem que fosse feito concurso público e exigia que os funcionários que ocupassem esses cargos fossem destituídos e um novo certame acontecesse.

O advogado Ronaldo Tolentino, do escritório Ferraz dos Passos, que representou o Conselho Federal da OAB, acredita que a decisão do TRT foi importante no ponto de vista da manutenção ordem e segurança jurídicas.

“A decisão prestigiou o ordenamento jurídico constitucional que exige a realização do concurso público para o preenchimento de cargos, mas de igual forma preservou as situações fáticas já consolidadas, resguardando a segurança jurídica dos atuais empregados, do próprio Banco do Brasil e da sociedade brasileira como um tudo”, explicou o advogado.

Antes dessa decisão, a tese do MPT havia vencido em primeira instância.

O TRT reconheceu a ilegalidade dos atos de nomeação, mas em homenagem à segurança jurídica, à continuidade das atividades do Banco e aos fatos jurídicos já consumados, modulou os efeitos de sua decisão.

 

Fonte original: http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/trt-manda-banco-do-brasil-manter-6-mil-funcionarios-nomeados-sem-concurso/

Comissão da Câmara aprova concurso a cada cinco anos para tradutor juramentado

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7499/2017, do deputado Lindomar Garçon (PRB-RO), que obriga as juntas comerciais dos estados e do Distrito Federal a realizar, a cada no máximo cinco anos, concursos para seleção de tradutor público e intérprete comercial. A proposta foi aprovada com uma modificação para determinar que os certames serão realizados de acordo com a disponibilidade de vagas.

Ao apresentar a emenda, o relator na comissão, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), disse que a redação inicial do projeto poderia sugerir que, a cada cinco anos, fossem criados novos cargos, com a geração de despesas.

De resto, Carvalho concordou com os argumentos de Garçon de que vários estados nunca promoveram concurso para esses profissionais conhecidos como tradutores juramentados. “Não é concebível que um mercado deixe de se desenvolver por razões institucionais. Se existe uma demanda de serviços de tradução ao mesmo tempo que existem profissionais capazes, por que não possibilitar aos agentes os instrumentos que ampliariam a atividade?”, questionou o relator.

Ele observou ainda que uma maior oferta de profissionais pode reduzir os valores pelo serviço que são definidos pelas juntas comerciais.

A proposta altera o Decreto 13.609/43, que regulamenta o ofício de tradutor público e intérprete comercial, mas não estabelece periodicidade para a realização de concursos.

O tradutor público é profissional particular em colaboração com o Poder Público quando há necessidade de traduzir documentos como processos judiciais, contratos comerciais, certidões de casamento e de óbito, por exemplo.

Tramitação
A proposição tramita em caráter conclusivo e será examinada ainda pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Fonte original: http://blogs.correiobraziliense.com.br/papodeconcurseiro/comissao-da-camara-aprova-concurso-cada-cinco-anos-para-tradutor-juramentado/

Justiça garante vaga a candidato à Marinha barrado por ter tatuagem: outros editais violam decisão do STF

A Justiça Federal derrubou na quinta-feira (16) decisão da Marinha de desclassificar um candidato a fuzileiro naval por ter uma tatuagem.

João Pedro Gomes da Silva, de 20 anos, passou em todas as etapas do concurso de 2017, inclusive no exame médico. Mas, enquanto esperava a confirmação sobre a posse, recebeu a informação de que os examinadores tinham voltado atrás na avaliação- decidiram desqualificá-lo por ter um lobo tatuado no antebraço.

Na última terça, a BBC Brasil revelou que concursos públicos para a Marinha, bombeiros e polícias militares de mais de dez Estados continuam a barrar candidatos por terem tatuagem, contrariando decisão de 2016 do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o STF, tatuagens não podem ser motivo para vetos em concursos, a não ser que contenham mensagens que violem valores constitucionais ou incitem à violência. E a decisão teve reconhecida a sua “repercussão geral”, ou seja, deve valer para todos os processos semelhantes em tramitação no país.

Silva recorreu da decisão no dia 3 de novembro, justamente citando a decisão do Supremo. O juiz João Carlos Mayer Soares, da 17ª Vara da Justiça Federal do DF, acolheu o argumento de que é discriminatório desqualificar um candidato só por ter tatuagem.

“Hoje em dia muita gente tem tatuagem. Esse não pode ser um critério de admissão, principalmente quando se trata de concurso público, quando o que está em jogo é meritocracia. Uma pessoa que passou em todas as provas não poderia ser vetada só por ter tatuagem”, disse à BBC Brasil a advogada Daniela Tamanini, autora da ação contra a desclassificação de Silva.

O que dizia o edital da Marinha?

O último edital para o curso de fuzileiros navais, publicado em fevereiro deste ano, vetava qualquer tatuagem que não ficasse oculta sob o uniforme de treinamento. Dois candidatos foram barrados por possuírem tatuagens visíveis, um deles era João Pedro Gomes da Silva.

Questionada no início da semana pela BBC Brasil se a decisão não estaria em desacordo com a posição do Supremo, a Marinha argumentou que tatuagens aparentes violam “os princípios constitucionais da hierarquia e disciplina” e que estes princípios são a “base institucional das Forças Armadas”.

O Exército e a Aeronáutica disseram que só vetam tatuagens ofensivas ou com mensagens que violem a legislação.

Polícias militares

Ter tatuagem também continua sendo fator impeditivo para integrar as polícias militares de diversos Estados, apesar da decisão do STF. Editais de 2016 e 2017 de cinco Estados – Acre, Goiás, Paraná, Amapá e Pará – fazem restrições a tatuagens visíveis.

Edital de 2 de março deste ano para soldado da PM do Acre, por exemplo, classifica como “condição incapacitante” a existência de “tatuagens em extensas áreas do corpo de forma que fiquem expostas ao público quando do uso de uniformes militares de qualquer modalidade”.

Em edital de julho de 2017, a PM do Amapá impede a admissão de candidatos que apresentem, “quando em uso dos diversos uniformes, tatuagem visível que, por seu significado, seja incompatível com o exercício da atividade militar”.

Já a PM de Goiás, em documento de setembro do ano passado, cita a existência de tatuagens, de forma genérica, no anexo que elenca “alterações incapacitantes e fatores de contraindicação para admissão”.

Para a PM do Paraná, em edital de 2017, a existência de tatuagem contraria a “estética militar”: “Será considerado inapto o candidato portador de tatuagem em áreas visíveis, que não esteja protegida pelo uniforme de treinamento físico (composto por camiseta meia manga, calção, meias curtas e calçado esportivo) e seja contrária à estética militar.”

‘Moral’ e ‘bons costumes’

Outra restrição aparentemente comum nos editais lançados após a decisão do STF é a tatuagens que contrariem “a moral e os bons costumes”, ou que “remetam a atos libidinosos”.

A vedação aparece nos concursos para as polícias militares de seis Estados – Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Maranhão e Ceará.

O edital de dezembro de 2016 para soldado da PM do RJ, por exemplo, tenta evitar tatuagens “atentatórias à moral e aos bons costumes”. O concurso para PM do Rio Grande do Sul barra as que “expressem ideias ou atos libidinosos”, enquanto a PM do Ceará fala em “decoro”.

Para o advogado Vicente de Paulo Massaro, autor da ação que resultou na decisão do STF de impedir vetos a tatuagens, restrições baseadas em “decoro” e moral abrem caminho para decisões subjetivas nos processos seletivos de candidatos.

“No concurso público, não pode haver cláusula de caráter subjetivo, que dependa da pessoa que está avaliando. Alguém pode avaliar a tatuagem de uma flor e interpretar que se parece com o órgão sexual feminino. O resultado do concurso não pode depender da opinião ou forma de interpretar de uma pessoa”, avalia.

No julgamento do STF sobre tatuagens, o Ministério Público Federal defendeu que “moral e bons costumes” não podem ser usados para barrar candidatos.

“O fato de um candidato possuir, na pele, marca ou sinal gravado mediante processo de pigmentação definitivo não inviabiliza nem dificulta minimamente o desempenho de qualquer tipo de função, pública ou privada, manual ou intelectual, de modo a incidir, na hipótese, a vedação expressa no artigo 3º da Constituição Federal”, disse a Procuradoria-Geral da República.

“Pensar contrariamente seria o mesmo que admitir que uma mancha ou sinal geneticamente adquirido poderia impedir alguém de seguir a carreira militar. O que poderia ocorrer, em tese, seria a inadequação do candidato cuja tatuagem implicasse ofensa à lei e não aos ‘bons costumes’ ou à moral.”

Bombeiros

Editais de concursos para bombeiros também desafiam a decisão do STF, conforme o levantamento da BBC Brasil. Os editais para bombeiros do Paraná e da Paraíba proíbem tatuagens que contrariem a “estética” militar, sem definir quais seriam esses padrões.

O último concurso para bombeiro do Distrito Federal vedou tatuagens no rosto ou as que, de alguma forma, violem o “padrão de apresentação militar”.

De forma genérica, o edital dos bombeiros de Pernambuco menciona como fator de exclusão do concurso tatuagens que possam “comprometer ou prejudicar” o exercício da atividade de bombeiro.

Já no Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte, além das restrições a tatuagens ofensivas, também são vetadas, em editais lançados em 2017, imagens que “atentem contra a moral” ou “aludam a ato libidinoso”.

No caso do concurso para bombeiro do Rio Grande do Norte, o texto deixa margem para veto até a tatuagens “discretas” e sem conteúdo ofensivo que apareçam com uso do uniforme.

O que pode fazer quem vai barrado por ter tatuagem?

Assim como fez o candidato a fuzileiro naval vetado por ter tatuagem, outros candidatos que se sentirem prejudicados podem entrar com ações na Justiça. Além disso, os editais que contradizem a decisão do STF podem vir a ser questionados pelo Ministério Público dos Estados onde o concurso ocorreu ou ocorrerá.

“Eu vejo que estão desafiando uma decisão da mais alta corte do país, que é o Supremo. Aquela decisão tem abrangência nacional. Eles não podem desrespeitar por motivo algum. Qualquer candidato que for barrado pode questionar isso, ele tem uma decisão que não pode voltar a ser julgada de forma diferente”, afirma Massaro.

É o que aconteceu recentemente no concurso para a Polícia Militar de São Paulo. Edital de novembro de 2016 vedava tatuagem que fosse “visível na hipótese do uso de uniforme que comporte camisa de manga curta e bermuda”.

O Ministério Público do Estado de São Paulo entrou, então, com uma ação na 10ª Vara de Fazenda Pública de SP questionando este trecho do edital. Com base na decisão do STF, a juíza Sabrina Martino Soares determinou que fosse anulada a cláusula do concurso que restringia tatuagens visíveis.

Existem restrições a tatuagens nas forças armadas no resto do mundo?

As regras sobre tatuagens em serviços policiais ou nas Forças Armadas variam em cada país.

A Marinha britânica, uma das mais tradicionais do mundo, flexibilizou, no ano passado, a regra para o recrutamento de candidatos tatuados: passou a permitir imagens gravadas atrás das orelhas, nos braços e até no pescoço.

O objetivo foi garantir a adesão de jovens ao corpo de fuzileiros. Pelas novas regras, são permitidas múltiplas tatuagens, inclusive de tamanho grande, nos antebraços, pulsos, joelhos e mãos, autorizando, assim, tatuagens visíveis nos uniformes de treinamento.

Desde março de 2016, a Marinha dos Estados Unidos também permite tatuagens visíveis. Os marinheiros podem ter uma tatuagem no pescoço e quantas quiserem nas pernas e braços.

Só são vetadas imagens “racistas, sexistas, extremistas, indecentes, preconceituosas ou que atentem contra a instituição”. Já as Forças Armadas de Portugal e Alemanha impõem restrições a tatuagens visíveis.

 

Fonte original: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42031139

TJAL aumenta expectativa inicial de vagas para concurso de técnicos e analistas

O novo concurso público para candidatos de nível médio e superior do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) terá mais vagas que o previsto inicialmente pelo órgão. Em setembro deste ano, a expectativa da direção-geral do TJAL era de abrir 120 oportunidades, mas agora, após reunião entre a comissão responsável pelo concurso e a banca organizadora, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o tribunal publicou esta semana que vai abrir 131 chances.

Desse total, 100 serão para o cargo de técnico judiciário, 15 para analista judiciário – oficial de justiça, 15 para analista judiciário – área judiciária e 1 para analista judiciário – área de estatística.

Na reunião ainda foi aprovada a minuta do contrato, que será firmado com a FGV. “Ela será enviada à organizadora e posteriormente assinada pelo presidente do Tribunal, desembargador Otávio Praxedes, selando dessa forma o compromisso e a efetivação para o nosso concurso”, disse o desembargador Alcides Gusmão da Silva, presidente da comissão. “Todos os esforços do Tribunal têm sido no sentido de lançar o edital ainda neste ano”.

Apesar da declaração, ainda não há data marcada para o lançamento do edital de abertura, mas as provas devem ocorrer no prazo de 90 dias após a publicação.

Último concurso
Em 2012 o TJAL realizou sua última seleção, que contou com 26.350 inscritos para os cargos de analista, de nível superior, e técnico e auxiliar, de nível médio. A organização foi feita pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos.

Foram 62 vagas para analista, 20 para técnico e 90 para auxiliar, com remunerações de R$ 5.789,19, R$ 1.084,67 e R$ 2.496,55, respectivamente.

O concurso foi feito por meio de provas objetivas, investigação social e comprovação de sanidade física e mental para todos os cargos. Candidatos a analista passaram ainda por prova discursiva, avaliação psicológica e avaliação de títulos.

Os aprovados nestas etapas tiveram que passar por um curso de formação, de responsabilidade do Tribunal de Justiça de Alagoas.

 

Fonte original: http://blogs.correiobraziliense.com.br/papodeconcurseiro/tjal-aumenta-expectativa-inicial-de-vagas-para-concurso-de-tecnicos-e-analistas/