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China já puniu quase 1,2 milhões de pessoas em campanha anticorrupção

No âmbito da campanha anticorrupção, quase 2.600 fugitivos foram extraditados ou repatriados e bens no valor de 1,17 mil milhões de euros foram recuperados.

Quase 1,2 milhões de pessoas foram punidas no âmbito da campanha anticorrupção da China, de acordo com a Comissão Central para a Inspeção de Disciplina do Partido Comunista, que prometeu reforçar a campanha, que alguns consideram uma purga política. No âmbito da campanha, quase 2.600 fugitivos foram extraditados ou repatriados e bens no valor de 8,6 mil milhões de yuan (1,17 mil milhões de euros) foram recuperados, indicou a comissão num comunicado divulgado na sua página na Internet na segunda-feira.

A China tem acordos de extradição com 48 países, incluindo Espanha, Itália e França, que devolveram fugitivos à China em setembro. Numa conferência de imprensa na segunda-feira, Luo Dongchuan, dirigente da comissão, prometeu que a campanha vai continuar, afirmando que o Governo deve “manter o impulso esmagador contra a corrupção”, de acordo com um comunicado de imprensa divulgado na página do grupo.

Em 2016 o número de casos de corrupção denunciados ao órgão diminuiu pela primeira vez desde 2012, informou outro responsável, Xiao Pei, sem avançar com um número específico.Segundo Xiao, dos casos de 2016, 57 mil foram confissões dos próprios. Cerca de 410 mil funcionários, 76 dos quais com nível ministerial ou superior, foram punidos em 2016, de acordo com o jornal oficial China Daily.

O comunicado da Comissão Central para a Inspeção de Disciplina do Partido Comunista seguiu-se a um anúncio de que Pequim vai apertar a fiscalização aos investigadores anticorrupção, depois de mais de 7.900 em todo o país, incluindo 17 da própria comissão, serem punidos por má conduta.O Presidente chinês, Xi Jinping, lidera a campanha desde que tomou posse em 2012, que alguns já compararam a uma purga política.

Fonte: http://observador.pt/2017/01/10/china-ja-puniu-quase-12-milhoes-de-pessoas-em-campanha-anticorrupcao/

Com leilões da ANP, governo espera R$ 4,5 bilhões

O governo conta com a entrada de até R$ 4,5 bilhões dos leilões de áreas de petróleo e gás natural que serão promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) neste ano. Apenas com o pré-sal a expectativa de arrecadação é de R$ 3 bilhões a R$ 3,5 bilhões, disse nesta quinta-feira, 12, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em cerimônia de posse do novo diretor-geral da agência reguladora, Décio Oddone, no Rio de Janeiro.

O dinheiro virá do pagamento pelo direito de explorar as áreas, seja em forma de bônus de assinatura, oferta em leilão utilizada como critério de definição da empresa ou consórcio vencedor, seja como lucro-óleo, ressarcimento à União pela produção no pré-sal.

O primeiro leilão está previsto para maio. Será o de menor porte, de áreas em terra, que deve atrair empresas petroleiras independentes. Até o fim do primeiro semestre, acontecerá a concorrência por unidades de áreas de pré-sal, adjacentes a blocos de pós-sal onde já houve descoberta.

Nesse caso, por se tratar de pré-sal, a Petrobras tem a preferência para definir o seu porcentual de participação, de acordo com a mudança no marco regulatório, que tirou a obrigação de a estatal ser operadora de todos os campos. Como essa é a primeira concorrência do tipo, tem sido motivo de discussão do ministério com a estatal, segundo Coelho, que destacou a autonomia da empresa em definir sua participação.

Em setembro, o governo vai promover a 14ª Rodada de Licitações, que segue o modelo de leilão de concessão de áreas promovido há quase duas décadas. Nesse leilão, serão oferecidos blocos de pós-sal, mas em bacias marítimas, onde está concentrada a produção nacional e onde já atuam companhias de grande porte.

Após a cerimônia de sua posse na direção-geral da ANP, Oddone afirmou que é viável agilizar os leilões se essa for a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Oddone ainda defendeu a adoção de um calendário de concorrências para dar mais previsibilidade de investimento às empresas.

Em discurso, o novo diretor-geral da agência reguladora pediu menos “ideologia” no debate do setor petróleo e disse que, apesar do interesse em atrair investidores, não vai se “furtar a aplicar sanções” às companhias petroleiras que não seguirem as regras. Afirmou ainda acreditar que o País se tornará autossuficiente e “um grande exportador” de petróleo no início da próxima década. A autonomia na produção de combustíveis, no entanto, deve demorar um pouco mais, segundo ele. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A dívida dos Estados como elo fraco a ser rompido no sistema neoliberal

Por J. Carlos de Assis, enviado ao Cafezinho

Nas vésperas de 64, com a eletricidade social no ponto de curtos circuitos, a direção da Usiminas, em Ipatinga, decidiu adotar um sistema de controle de saída de operários para evitar roubos. Era uma única cancela, sendo os trabalhadores sujeitos a revista individual. Claro que se formaram filas gigantescas na virada dos turnos. Até que, num belo dia, os operários revoltados deram a seus próprios companheiros uma ordem para que ninguém que estava dentro saísse, e ninguém que estava fora entrasse. Criou-se o impasse.

A direção da empresa imaginou que tudo se resolveria chamando a polícia. Ela chegou e os operários não arredaram pé. Os policiais ficaram virtualmente cercados num caminhão. Tendo-se dado conta de que a situação era insustentável, resolveram então dar meia volta e ir embora. Mas o caminhão não pegou. Alguns pularam no chão para empurrar. Nada. Então os peões, como eram chamados, começaram a jogar uma saraivada de pedras na polícia. A polícia reagiu com rajadas de metralhadora. Finalmente, o caminhão pegou e foram embora.

Restaram cadáveres e feridos pelo chão. Grupos de operários então pegaram alguns cadáveres e os levaram para dentro da usina, jogando-os sobre as mesas dos chefes que acreditavam ter dado a ordem para o controle na cancela. A revolta espalhou-se como um rastilho de pólvora pelo bairro dos solteiros, o Santa Mônica, batizado de Forte. De Ipatinga a Timóteo, na cidade oposta, não ficou uma única arma de mão para ser vendida nas lojas especializadas. Um longo e doloroso processo de pacificação acabou prevalecendo na marra.

Como sei de tudo isso em detalhes? Sei porque meu irmão Hélio, operário da Usiminas, estava lá e se salvou atirando-se por trás de uma linha de trem. Com a situação vivida por ele aprendi uma lição de ciência política para toda a vida: não despreze os processos caóticos, pois uma pequena alteração nas condições iniciais produz consequências dramáticas nas condições finais. Traduzido para o momento, isso significa: não subestime a capacidade de as condições financeiras miseráveis de municípios e Estados produzirem uma revolução.

O senador Roberto Requião e eu descobrimos, por caminhos diferentes, que a dívida dos Estados e grandes municípios para com a União é nula. Algo como 277 bilhões de reais tem que ser ressarcidos, de acordo com cálculos da equipe de Maria Lúcia Fatorelli. Filtrado através dos Estados e chegando nos casos mais graves até os municípios, esse dinheiro possibilitaria resgates as cidades brasileiras de sua maior crise, em todos os tempos. Curiosamente, sem alterar em nada a solvência fiscal do Governo Federal.

É nossa intenção levar essa questão ao campo jurídico. Contudo, dada a urgência da crise, é mais consequente tratar dela no campo político. Afinal, lá no Senado estão os representantes dos Estados; e lá na Câmara estão os representantes do povo, os grandes sacrificados nesse asqueroso Sistema da Dívida, como diz a Fatorelli. Um projeto de lei relativamente simples determinaria a suspensão imediata do pagamento do serviço da suposta dívida e o ressarcimento a Estados e municípios dos 277 bilhões mencionados acima.

Alguém me perguntou: E as consequências fiscais disso? As mais benéficas possíveis, respondi. O Estado aumentaria sua própria dívida pública, de forma escalonada, para pagar os Estados e municípios. Estes últimos seriam condicionados a investir esse dinheiro em infraestrutura e serviços públicos essenciais. Como consequência haveria investimento privado e uma reativação da economia. Aumentaria a arrecadação de todos os entes federados, inclusive a União. O ciclo retomaria com mais investimento, mais demanda, mais emprego.

Por que então isso não é aplicado logo? Porque há um programa em andamento, conduzido pelas potências do primeiro mundo e principalmente pelos Estados Unidos, de submeter os países em desenvolvimento ao receituário do Estado mínimo para abrir espaço ao capital privado em escala planetária. O representante desse programa no Brasil chama-se Henrique Meirelles, e ele conta com a ignorância específica em economia de Temer. A PEC-55 se manifesta como o ápice desse processo de vassalagem. Ela é a cancela mais extravagante por onde tentam bloquear os interesses nacionais.

Fonte: http://www.ocafezinho.com/2017/01/04/divida-dos-estados-como-elo-fraco-ser-rompido-no-sistema-neoliberal/

Sanção do Orçamento de 2017 é publicada no Diário Oficial da União

Publicada no Diário Oficial de União (DOU) desta quarta-feira, a sanção integral da peça orçamentária deste ano pelo presidente da República em exercício, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Presidente da Câmara e primeiro na linha sucessória atual, Maia exerceu a Presidência da República em função da viagem de Michel Temer ontem a Portugal. O orça

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Marcelo Crivella exige retorno de servidores municipais cedidos

Servidores municipais cedidos a outros órgãos devem ficar atentos às mudanças determinadas pela nova gestão da Prefeitura do Rio. Marcelo Crivella decidiu revogar totalmente parte das cessões com ônus para o município e solicitar que outra parte dos funcionários apresente um pedido de ratificação de suas liberações. Os prazos para adequação terminarão ainda neste mês, sob pena de submissão a um processo administrativo disciplinar. O governo, porém, não informou quantos estão nas duas situações.

No primeiro caso, o prefeito decidiu cancelar imediatamente as cessões de guardas municipais, professores e profissionais de Saúde a outras esferas de governo e com ônus para a prefeitura. Estes funcionários terão, obrigatoriamente, que se apresentar aos órgãos de origem para voltar ao trabalho até 20 de janeiro. As decisões foram publicadas, anteontem, no Diário Oficial.

Outros deverão justificar razões de empréstimos

Além dos que deverão voltar obrigatoriamente à origem, os demais servidores das administrações direta e indireta do Executivo cedidos deverão apresentar um pedido de ratificação de suas cessões para órgãos da União, dos estados, de outros municípios ou para a Câmara Municipal e o Tribunal de Contas do Município (TCM). Neste caso, o documento deverá ser entregue à Casa Civil até 30 de janeiro.

Administrativos terão que preencher documento

No documento entregue à Casa Civil, o profissional deverá informar órgão ou entidade de origem; órgão ou entidade que o recebeu e função desempenhada; início e previsão de término da cessão; desejo de permanecer cedido; e pedido de retificação pela autoridade da entidade ou do ente competente. A cessão dos administrativos será ratificada até 22 de fevereiro. Do contrário, o servidor deverá se apresentar no órgão de origem até aquela data.

Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/marcelo-crivella-exige-retorno-de-servidores-municipais-cedidos-20722112.html#ixzz4VdXK7koM

Prefeitura do Recife reduzirá frota e servidores vão compartilhar veículos através de aplicativo

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Segundo Controladoria Geral do Município, retirada de 215 veículos deve gerar economia anual de R$ 16 milhões. Também foi anunciada a restrição às viagens dos servidores públicos municipais.

 

 A Prefeitura do Recife (PCR) anunciou, nesta quinta-feira (12), o corte de 215 veículos da frota oficial da administração municipal. A medida integra a reforma administrativa já anunciada pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) e deve gerar uma economia de R$ 16 milhões por ano. A medida será gradativa e deve ser posta em prática a partir de fevereiro, com a retirada dos primeiros 73 veículos. Além da redução do número de carros, haverá restrição às viagens dos servidores públicos municipais.

De acordo com dados apresentados pela Controladoria, a frota comum da PCR já passou por uma redução nos últimos dois anos. Em 2015, havia 672 veículos de uso comum. No ano seguinte, o número foi reduzido para 509. Ao longo de 2016, cada um dos carros teve custo mensal de R$ 1,5 mil, o que gerou uma despesa anual de R$ 70 milhões à administração municipal.

Para o ano de 2017, o número de veículos comuns deve cair para 294. Em sua maioria locados, os carros devem ser devolvidos para as locadoras e os contratos serão parcialmente rescindidos.Os 296 carros especiais, como ambulâncias e viaturas da Companhia de Trânsito e Trasnporte Urbano do Recife (CTTU), não serão retirados da frota.

Com os 294 carros comuns que permanecerão na frota, a PCR deve adotar, a partir de março, um sistema de compartilhamento de carros através do aplicativo Siga, desenvolvido por servidores municipais para facilitar o controle do uso dos veíuculos. Com isso, as secretarias municipais perdem a exclusividade do uso dos carros.

“Vai funcionar como um aplicativo de táxi comum e poderemos racionalizar o uso desses carros e fazer relatórios sobre os horários de pico de utilização”, explica o controlador geral do município, Rafael Figueiredo. O sistema será gerenciado pela Controladoria Geral do Município e deve gerar, consequentemente, aumento da produtividade dos motoristas.

Restrição a viagens

Ainda segundo Figueiredo, as viagens de servidores devem se restringir exclusivamente à captação de recursos ou cumprimento de obrigações legais. “Eles não vão poder viajar para promover o turismo, visitar congressos ou participar de feiras, como era feito anteriormente”, explica. A medida se aplica aos 39 mil servidores que atuam na PCR e deve gerar uma economia anual de R$ 600 mil.

Ainda de acordo com o controlador geral do município, a emissão de passagens e de diárias deverá ser feita a partir de justificativa dos servidores. O documento será encaminhado à Controladoria para avaliação.

Apesar do corte de despesas, a Controladoria não informou se o montante a ser economizado será aplicado em outro setor da Prefeitura. “A medida tem como objetivo preservar o equilíbrio financeiro da Prefeitura. Esse dinheiro não tem, inicialmente, um objetivo específico”, pontuou.

Redução de secretarias

Como parte da reforma administrativa, nove secretarias municipais do Recife foram extintas. Anteriormente com 24 pastas, a capital pernambucana passou a ter 15, o que, segundo Geraldo Julio, seria capaz de gerar uma economia de R$ 81 milhões ao ano. Um dia após a posse do prefeito, os secretários foram empossados em cerimônia no Museu da Cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas, na área central da cidade.

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/prefeitura-do-recife-reduzira-frota-e-servidores-vao-compartilhar-veiculos-atraves-de-aplicativo.ghtml

Trabalhadores anunciam grande campanha contra reforma da Previdência

O encontro, coordenado pelo deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), demonstra que o movimento para conscientização da sociedade sobre a verdade quanto à reforma da Previdência e a luta contra a proposta serão fortalecidos em todo o País, a partir da próxima semana, com diversas ações em todos os estados.

“A Previdência não é uma dádiva, e sim uma conquista, e está ameaçada pelo Governo Temer. Estamos no Congresso porque fomos escolhidos pelos eleitores e é preciso que os eleitores pressionem os deputados, nos estados, para que não aprovem esse crime. Essa reforma significa na verdade o fim da Previdência Social”, alertou o deputado Chico Lopes, dando início à reunião, em caráter informal, já que o Congresso Nacional segue em recesso.

O encontro foi solicitado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) ao deputado Chico Lopes, presidente da Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara.

Entre os encaminhamentos aprovados na reunião está a realização de debates e manifestações de rua em todos os estados, com objetivo de informar à população os graves riscos da reforma para os trabalhadores e para o País, desmistificar a noção de “rombo da Previdência” (repetida de forma mentirosa pela propaganda oficial e por integrantes do governo), ampliar o apoio popular à luta contra a reforma e aumentar a pressão sobre os deputados e senadores, cobrando voto contrário à matéria.

Outra ação será a apresentação, no Congresso Nacional, de um projeto de iniciativa popular, contrapondo-se à PEC 287 e garantindo a defesa da Previdência Social. Uma comissão definirá o formato do projeto, se outra Proposta de Emenda Constitucional ou Projeto de Lei proposto por meio da Comissão de Legislação Participativa.

Também será realizada uma campanha publicitária abrangente e diversificada, a ser reproduzida em todos os Estados, incluindo peças impressas, audiovisuais e online, em diversos veículos. E será produzido ainda um manifesto a ser assinado por todas as entidades sindicais e por todo cidadão interessado.

Depoimentos

“Precisamos da unidade de todos os setores, de todas as entidades de trabalhadores, para barrar a PEC. O governo tem ampla maioria no Congresso e, se não pressionarmos os deputados, em todos os estados, poderemos perder esta batalha”, alertou Helder Pinto Azevedo, diretor do Sindilegis.

Ele citou um documento da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), que afirma: “O que falta na Previdência Social não são reformas: são medidas como a reconstituição do Fundo de Previdência e Assistência Social; o reequilíbrio do subsistema do campo, com aporte adequado por parte do empregador rural; o imediato ressarcimento aos cofres do INSS do valor das isenções e renúncias; e transparência na gestão”.

Deolindo Paulo Carniel, vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, destacou: “Um dos grandes equívocos dessa reforma é tratar os diferentes como iguais. Imagine um policial rodoviário trabalhando com 70 anos numa rodovia, carregando 15 a 20 quilos, com mais de 40 anos de trabalho.”

Helvécio Santana, da Federação Brasileira de Sindicatos das Carreiras da Administração Tributária da União, dos Estados e do Distrito Federal (Febrafisco), ressaltou a importância de levar às pessoas mais informações sobre a reforma da Previdência.

“Não podemos deixar a sociedade ficar sem entender o que está acontecendo, os trabalhadores terem seus direitos históricos ceifados por um grupo elitista que chegou ao poder como chegou e joga na conta dos servidores públicos e do setor privado as intempéries que vêm sendo cometidas pelos vários governos”.

Uma nova reunião das entidades sindicais em luta contra a reforma da Previdência está marcada para a próxima terça-feira (17), também na Câmara dos Deputados.

De Brasília, com informações da Ass. Dep. Chico Lopes

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia/292049-1

Entidades prometem mobilização nacional intensa para a derrubada da PEC 287/2016

Primeiro encontro entre os dirigentes sindicais do setor público foi realizado nesta quarta, 11. As próximas semanas serão destinadas à conscientização dos ataques à seguridade social e à mobilização de todos os trabalhadores.

Federações, Fóruns, Associações e Sindicatos do setor público prometeram, nesta quarta-feira, 11 de janeiro, mobilização nacional intensa para a derrubada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016. Para as entidades, é inaceitável uma Reforma da Previdência Social sem um diálogo aberto e sincero com os trabalhadores. O encontro foi conduzido pela deputada federal Érika Kokay (PT/DF) e pelos deputados federais Chico Lopes (PCdoB/CE) e Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) nas dependências da Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados. Rudinei Marques, presidente do Unacon Sindical e do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), participou do ato que reuniu dirigentes classistas de dezenas de categorias, representando mais de 12 milhões de servidores públicos.

O mês de janeiro será dedicado ao trabalho de conscientização dos ataques ao sistema de seguridade social. “Todas as diretrizes serão voltadas para a sensibilização não só dos servidores públicos, mas também dos trabalhadores da iniciativa privada, que estão sendo duramente penalizados pela Reforma da Previdência e outras medidas do governo. Vamos nos unir e vamos enfrentar esse projeto”, declarou Marques.

 

A preparação de emendas à PEC 287/2016 e de cronograma de atividades (nos Estados e também no Congresso Nacional), campanha publicitária e publicação de um manifesto são ações previstas para o mês de janeiro, antes do retorno das atividades parlamentares. O desafio será correr contra o tempo. Para Kokay, a missão é possível. “Temos condição de construir um movimento forte e coeso capaz de barrar essa MP. Não deixaremos que conquistas históricas da sociedade, que deixaram marcas em nossas almas, sejam diluídas”.

 

O presidente do Fonacate integra o comitê que irá conduzir a divisão de tarefas entre as entidades. A próxima reunião do grupo será realizada na segunda, 16. Ações já em curso no Fonacate serão apresentadas como base para o movimento.

 

Os dirigentes acusam o governo de manipular dados e apresentar argumentos falaciosos para justificar a Reforma da Previdência. “O governo está gastando milhões de reais para forjar um discurso de déficit previdenciário. Queremos debater com os mentores da reforma no espaço público, para que a sociedade saiba que está sendo enganada”, alertou Marques.

ARTICULAÇÃO

A disposição é para o enfrentamento. Os dirigentes estão dispostos a ir atrás de todos os parlamentares que votaram a favor da admissibilidade do projeto na Câmara dos Deputados. Novamente o trabalho nos Estados será fundamental nessa etapa da mobilização. “É nas bases que essa pressão deve ser fortalecida”, conclamou Marques.

Reunião Extraordinária do Fonacate deve ser convocada até o fim da semana para tratar exclusivamente da Reforma da Previdência.

 

Fonte: http://www.fonacate.org.br/v2/?go=noticias&id=1818

 

‘Ninguém sabe ainda como formar professores inovadores’, diz educadora que trabalhou na Apple e com Obama

Vinda de alguém que já trabalhou nas salas de aula, em uma grande empresa de tecnologia e no governo americano, a resposta de Karen Cator sobre como formar professores mais eficientes para o século é surpreendente: “Acho que ninguém descobriu ainda como fazer”.

Segundo ela, os cursos superiores de Educação nos EUA e no Brasil enfrentam problemas semelhantes – mais teoria de ensino do que prática, além de pouca ênfase no uso da tecnologia para melhorar o aprendizado dos alunos. Mesmo que os novos professores já sejam nativos da era da internet.

“Além de conhecer a tecnologia, é preciso saber administrar uma sala de aula, arrebatar os corações e mentes dos alunos e engajá-los na resolução de problemas complexos usando a tecnologia. São habilidades diferentes”, afirma.

Cator, que começou sua carreira como professora de escola pública no Alasca, tornou-se executiva da área de educação da Apple e, entre 2009 e 2013, foi diretora do Departamento de Tecnologia Educacional dos Estados Unidos, durante o primeiro governo Obama.

Atualmente, ela é CEO da organização sem fins lucrativos Digital Promise, que reúne educadores, empresários e pesquisadores para acelerar inovações no ensino usando a tecnologia. Ela veio ao Brasil em um evento do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), uma associação com objetivos semelhantes – aproximar as escolas da cultura digital dos alunos.

Confira os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Quais são os maiores desafios para o Brasil e outros países em desenvolvimento em usar tecnologia na educação? Por onde se deve começar?

Karen Cator – A educação pública no Brasil tem muito o que melhorar em termos de garantir que todos os estudantes tenham acesso a um ensino de qualidade. O que eu diria é que, como na maior parte do mundo, há boas iniciativas ocorrendo, mas não há muita equidade. Elas não são distribuídas igualmente.

O desafio real é dar acesso equitativo à tecnologia para todos os alunos, e em seguida melhorar a habilidade das pessoas de fazer bom uso deste acesso para uma educação de qualidade.

Uma das coisas que achamos que a tecnologia pode fazer é ajudar os professores a melhorarem e também o aluno, especialmente se o aluno está em um local sem um professor bem treinado.

Se eu e você precisássemos aprender algo novo hoje, provavelmente entraríamos na internet para procurar respostas, especialistas e recursos. A tecnologia primeiro dá a internet, com seus materiais, livros de domínio público, uma miríade de recursos que ajudam os alunos.

A segunda coisa é que ela oferece uma plataforma para publicar e conseguir feedback. Alunos podem fazer um filme, compor uma música, fazer um trabalho. O site Kahn Academy, por exemplo, traz milhares de problemas de matemática que os estudantes podem praticar.

BBC Brasil – Que bons exemplos de uso da tecnologia da sala de aula os Estados Unidos podem fornecer?

Cator – Os EUA, assim como o Brasil e outros países, têm algumas escolas maravilhosas, alguns bolsões de excelência onde coisas inspiradoras e interessantes estão acontecendo em sala de aula.

Nesses lugares, vemos estudantes engajados na resolução de problemas complexos, em aprender o que chamamos de habilidades do século 21 e resolução de problemas. Eles estão usando tecnologia para ajudá-los a pensar em soluções.

Também vemos pessoas criando e pesquisando para filmes, música, apresentações. Essas são as coisas mais interessantes que vemos. Quando pensamos em inovação, pensamos em ambientes que captam a inventividade e a curiosidade desses estudantes.

Mas há muitos outros lugares onde isso não está acontecendo.

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BBC Brasil – O interesse dos alunos em tecnologia ainda é visto como dor de cabeça por muitos professores, que reclamam da distração que a internet e celulares, por exemplo, podem representar em sala de aula…

Cator – Já vi salas de aula muito bem-sucedidas nas quais os professores permitiram que os alunos usassem seus telefones celulares e o próprio professor usa isso de maneira produtiva, por exemplo, para saber se o aluno está compreendendo o que está acontecendo na aula.

E também, é claro, se pode usar o celular para buscar a informação necessária para resolver problemas.

Então as melhores salas de aula que eu vejo – onde a tecnologia não é uma distração – são salas onde os professores cuidadosamente elaboraram um desafio ou algum tipo de experiência de aprendizado profundo para os alunos para que eles fiquem engajados e focados no que está acontecendo ali.

BBC Brasil – Quais são essas “habilidades do século 21” que os alunos devem ter?

Cator – Há tanta informação e conteúdo hoje que não há uma maneira de as pessoas aprenderem nem perto de tudo o que existe.

Então as habilidades de resolução de problemas, pensamento crítico, comunicação, criatividade e design thinking (método de abordar problemas que valoriza contexto, conhecimento, empatia e criatividade) ajudam os alunos a terem a mentalidade de aprender durante toda a vida.

E aprender durante toda a vida é uma das coisas mais importantes que estudantes podem desenvolver quando estão na escola.

BBC Brasil – E o que um professor do século 21 deve saber fazer em sala de aula?

Cator – Nós ficamos dizendo que os professores ainda são de outra geração, mas na verdade os que hoje estão em seus primeiros dez anos de carreira já cresceram com a tecnologia e com a internet.

Tenho uma filha que está estudando para ser professora e ela não se lembra de quando a internet não existia.

Dito isso, é preciso, além de conhecer a tecnologia, saber administrar uma sala de aula, arrebatar os corações e mentes dos alunos e engajá-los na resolução de problemas complexos usando a tecnologia.

São habilidades diferentes, e essas são as coisas mais importantes que precisamos ajudar os professores a fazer.

Uma das coisas interessantes que o CIEB está fazendo no Brasil é a criação desse centro de inovação e outros métodos para conectar pessoas, jogar luz sobre os lugares em que o aprendizado está acontecendo para que outras pessoas possam tentar isso em suas salas de aula também.

BBC Brasil – No Brasil, muitos especialistas têm criticado a pouca ênfase na formação prática dos professores dentro da universidade. Como é possível formar estes professores inovadores?

Cator – Essa é uma discussão enorme nos Estados Unidos também e acho que ninguém ainda descobriu exatamente como fazer.

Há algumas ótimas universidades nos EUA que estão colocando os alunos para ensinar nas salas de aula laboratório mais cedo e com mais frequência durante a graduação.

Os problemas na formação dos professores no Brasil são semelhantes aos dos EUA. E as pessoas que estão ensinando os futuros professores muitas vezes não ensinaram em escolas que tenham tecnologia e inovação em seu DNA.

BBC Brasil – Mas para ter escolas com “tecnologia em seu DNA” não é preciso investir mais dinheiro? No Brasil, a aprovação recente de uma lei que congela investimentos na educação por 20 anos causou polêmica, com alguns dizendo que levaria a um retrocesso.

Cator – Realmente é preciso mais recursos. Ouvi falar sobre a lei que acabou de passar no Brasil, mas não estou familiarizada, então não posso falar bem sobre ela.

Mas devo dizer que o investimento na educação pública é uma das coisas mais importantes que qualquer governo pode fazer para colocar o país no caminho do sucesso futuro, para o desenvolvimento econômico, para ser o centro da inovação. É a coisa mais importante que um país pode fazer pelos cidadãos.

A educação é crucial para o desenvolvimento econômico, para a segurança nacional e para a justiça social. É muito importante garantir que os governos invistam na nova geração.

BBC Brasil – Em uma crise econômica, qual deve ser a prioridade? Formar professores inovadores ou colocar mais tecnologia nas escolas?

Cator – Se eu tivesse que escolher, provavelmente seria a primeira opção.

Se você ajuda os professores a usarem a tecnologia à qual têm acesso, você traz mais apoio popular e mais visão inovadora para a educação. E isso também gera apoio para que mais recursos sejam bem utilizados pelo setor.

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BBC Brasil – Pesquisas recentes mostram que professor é a profissão menos escolhida por jovens que deixam o ensino público no Brasil. Como fazer com que eles se interessem pelo ensino?

Cator – Nos EUA, o recrutamento de pessoas para serem professores também está em um de seus piores momentos. Acho que muito disso tem a ver com a queda nas expectativas e no respeito que os professores têm. É um desafio de opinião pública também.

Além disso, 40, 50 anos atrás, mulheres em particular não tinham tantas opções de carreira. Elas se tornavam enfermeiras e professoras. Hoje, elas podem seguir qualquer carreira. A paisagem profissional mudou.

O que precisamos fazer hoje é garantir que as pessoas fiquem inspiradas, que entendam o trabalho de ensinar e que demos a elas tanto respeito público quanto for possível. E, é claro, dar aos professores os recursos para serem bem-sucedidos.

BBC Brasil – Quais as principais lições sobre educação que aprendeu trabalhando em uma grande empresa e na administração pública?

Cator – Quando fui para a Apple, o foco era inovação. A empresa era conhecida por isso – pelo design limpo, resolução de problemas e por encontrar novas maneiras de as pessoas fazerem coisas. Por isso, meu foco passou a ser alavancar tecnologia e pesquisa para criar o melhor ambiente de aprendizado possível para os alunos.

A educação pública é avessa aos riscos e à inovação porque é preciso garantir que estamos fazendo o que é certo com crianças. Além disso, as pessoas têm uma visão particular do que é a educação pública, porque todas elas foram para a escola e tiveram experiências diferentes.

Uma das coisas mais importantes que fizemos no período em que participei do governo foi termos publicado o Plano Nacional de Educação e Tecnologia (em 2010), um documento feito com muita participação popular e de grupos focais de professores e de empresas, que criou um arcabouço para pensarmos sobre como a tecnologia pode apoiar o aprendizado hoje.

Minha maior lição nesse período foi que as pessoas importam. Sejam pesquisadores, líderes educacionais, empreendedores, executivos de corporações, todos têm algo a acrescentar.

Se você puder construir coalizões e ajudar as pessoas a terem uma linguagem comum, elas farão um trabalho melhor em direção a um objetivo comum.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38536327

Nem metade dos municípios declarou cumprir o piso dos professores em 2016

Menos da metade dos municípios e apenas 17 estados, além do Distrito Federal, declararam conseguir pagar em 2016 ao menos o mínimo estabelecido em lei aos professores de escolas públicas da educação básica de suas respectivas redes de ensino. Os dados são de um levantamento feito pelo Ministério da Educação (MEC). E em 2017, todos os entes terão que arcar com um valor ainda maior.

O novo piso foi anunciado nesta quinta-feira (12), e o salário dos professores passa a ter que ser de pelo menos R$ 2.298,80 para uma jornada de 40 horas semanais, o que representa um reajuste de 7,64% em relação aos R$ 2.135,64 do ano passado.

O levantamento foi feito em novembro com base na declaração dos estados e municípios. Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins declararam cumprir o piso salarial dos professores, determinado em lei desde 2008. Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo não prestaram informações.

Já entre os municípios, 2.533, o equivalente a 44,9%, declararam cumprir o valor do piso.

“Temos que enfrentar um problema concreto, precisamos melhorar o salário dos professores, valorizar os professores e, ao mesmo tempo, não há recursos suficientes para dar um reajuste acima da inflação. O reajuste agora é acima da inflação, cumprindo a lei, mas sabemos e entendemos as dificuldades dos estados e municípios”, diz a secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guimarães de Castro.

Reajuste

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo as regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O valor para 2017 representa um aumento real, acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%. O reajuste começa a valer a partir deste mês.

Não há uma penalidade específica para o não cumprimento da Lei do Piso. Cabe aos Ministérios Públicos Estaduais, poderes legislativos locais e Tribunais de Contas Estaduais a fiscalização. O descumprimento pode resultar em um Termo de Ajuste de Conduta.

Mudanças

Todo os anos, prefeituras e governos estaduais apontam dificuldades no cumprimento do piso. Este ano, com a queda na arrecadação, a situação se intensificou. Tanto estados quanto municípios apontam para a necessidade da regulamentação da Lei do Piso e da mudança na fórmula usada para calcular os reajustes. A lei vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Uma das soluções seria regulamentar os repasses feitos pela União que, pela lei, deveria complementar o piso em locais onde não há caixa para cumprir o pagamento mínimo. “O complemento do piso nunca foi regulamentado, nenhum estado e nenhum município recebe recursos para complemento do piso salarial, para ajudar a garantir o piso”, diz o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), Fred Amâncio. O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que não há previsão de repasses extras aos entes, mas que a questão poderá ser discutida no Congresso Nacional.

Neste ano, o governo federal fez alterações nos repasses do Fundeb, que é composto pela arrecadação dos estados e municípios e mais uma complementação da União. Até o ano passado, o repasse da União era feito em 14 parcelas que se estendiam até o ano seguinte. A partir de 2017, os repasses do complemento da União, destinado aos estados com mais dificuldades em garantir o investimento mínimo aos estudantes, serão feitos em 12 parcelas.

Segundo Mendonça Filho essa medida irá ajudar no cumprimento do piso salarial. Amâncio, no entanto, diz que ainda são necessários mais recursos. Uma vez que se trata de recursos que os estados já receberiam, o presidente do Consed diz que a mudança “ajuda do ponto de vista de fluxo de caixa, mas não muda nada do ponto de vista da realidade do pagamento de salários”.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, também defende que é preciso rever a fórmula de cálculo do reajuste, que hoje “leva o gestor a uma situação que impossibilita fazer o pagamento”, uma vez que cresce acima do aumento dos repasses do Fundeb, principal fonte para o pagamento dos salários.

Valorização dos professores

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), as regras atuais devem ser mantidas e a educação deve ser priorizada. “Precisa de muita determinação e muito compromisso com a educação por parte dos gestores públicos para entender que não vai ter educação de qualidade se não tiver professores e funcionários trabalhando com um salário decente. O reajuste deve ocorrer mesmo com toda a crise que possa estar acontecendo”, defende o presidente da confederação, Roberto Franklin de Leão.

Em 2009, quando a Lei do Piso entrou em vigor, o pagamento mínimo para professores passou de R$ 950 para R$ 1.024,67, em 2010, e chegou a R$ 1.187,14 em 2011. No ano seguinte, o piso passou a ser R$ 1.451. Em 2013, subiu para R$ 1.567 e, em 2014, foi reajustado para R$ 1.697. Em 2015, o valor era R$ R$ 1.917,78. Na série histórica, o maior reajuste do piso foi registrado em 2012, com 22,22%. No ano passado, o reajuste foi de 11,36%.

Apesar do crescimento, atualmente os professores recebem o equivalente a 54,5% do salário das demais carreiras com escolaridade equivalente. A melhoria da remuneração dos professores faz parte do Plano Nacional de Educação (PNE), lei que prevê metas até 2024. Até 2020, os docentes terão que ter rendimento equiparado ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

O Fórum Permanente para Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial Nacional, criado em 2015 com o objetivo de discutir formas mais sustentáveis de pagar os professores, reuniu-se hoje (12) pela primeira vez em 2017. O grupo, que conta com representantes do MEC, estados, municípios e trabalhadores, deverá, ao longo do ano, discutir mudanças para garantir os pagamentos.

Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/01/12/nem-metade-dos-municipios-declarou-cumprir-o-piso-dos-professores-em-2016.htm