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Por reajuste salarial, servidores municipais vão pressionar vereadores da CMM

Servidores municipais querem chamar a atenção da prefeitura de Manaus em relação ao reajuste no salário-base congelado desde 2008 em R$ 415,00 – época da gestão de Serafim Corrêa

Mayrlla Motta – Manaus

Servidores municipais de áreas não específicas devem pressionar os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e usar as mídias sociais para chamar a atenção da Prefeitura em relação ao reajuste no salário-base congelado desde 2008 em R$ 415,00 – época da gestão de Serafim Corrêa. A proposta foi discutida nesta quinta-feira (1º), em assembleia extraordinária, na sede da Amazon Smart, Rua Rio Jutaí, no Vieiralves.

Na reunião, convocada pela Associação dos Servidores Efetivos do Município de Manaus (Aseem), os servidores discutiram sobre o trâmite da minuta do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) proposta pela Secretaria Municipal de Administração, Planejamento e Gestão (Semad). Entre os presentes estavam servidores da Casa Civil, concursados há mais de 30 anos, garis, guardas municipais.

O presidente da Asemm, Lúcio Rocha disse que o Prefeito da Cidade, Artur Neto (PSDB) os vê como uma 2ª classe. “Nos vê como sem importância. E aí que sem a limpeza pública, por exemplo, essa cidade vai parar”, afirmou ele acrescentando que mais de 1.500 servidores são afetados por isso.

“Nós temos que lutar pelo que é nosso”,  acrescentou a vice-presidente da Asemm Diná Teixeira, servidora da Semad. Segundo ela o plano é destacar 9% em cima dos R$ 415. “Se ele (Artur Neto) vai dar para todo mundo esse aumento porquê não pode dá pra gente?”, questionou.

Ainda na reunião foram discutidos a nova sede da Asemm, que será na Amazon Smart. Segundo o presidente da Associação, essa mudança do endereço traz a legalidade do CNPJ. Foram discutidos também a aprovação da inclusão na folha de pagamento. “Que dá direito a convênios aos associados”, colocou Lúcio.

Na pauta foram discutidos ainda a questão da segurança dos associados. “Alguns preferem não se identificar por ter medo de sofrer retaliações. E isso não pode acontecer”, acrescentou o presidente.

Uma servidora presente na reunião, que preferiu não se identificar, justamente pelo que foi exposto por Lúcio, sugeriu estar presente na abertura do ano legislativo de forma pacífica. “Prefeito vendeu que está tudo bem, mas não está”, colocou a servidora.

“No dia da apresentação dos planos e abertura do ano legislativo vamos lá para mostrar a realidade dos servidores dele (Artur Neto)”, disse.

Quanto a presença dos servidores, o presidente da Asemm confirma. “Estaremos lá de forma pacífica”, finalizou.

Ao final da reunião os servidores presentes cantaram parabéns pelos 8 anos do congelamento de seus salários.

Fonte: A Crítica