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Líderes da reforma da Previdência têm biografias controversas e respondem por crimes contra Administração

Fonte: Sindilegis

Peculato, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa e conflito de interesses – esses são apenas alguns dos crimes que os responsáveis pela PEC 287/16 respondem perante a Justiça

Enquanto o artigo 37 da Constituição Federal veda que o administrador público pratique atos com objetivo de atender a interesses próprios e de terceiros, o rolo compressor do presidente da República, Michel Temer, ignora o princípio constitucional e institui como líderes da reforma da Previdência políticos que respondem a crimes contra a Administração e que estão, inegavelmente, a serviço da iniciativa privada.

É o caso do secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, recentemente denunciado pela Pública – Central do Servidor, que, além de encabeçar uma das reformas mais drásticas pelo qual o País já passou, possui assento no Conselho Administrativo da BrasilPrev, uma das maiores empresas de previdência privada do Brasil.

A incongruência é nítida e se destaca quando é verificado que a BrasilPrev participa de um dos maiores grupos financeiros do país – Principal Financial Group –, e também da BB Seguros Participações S.A.

“O presidente da República subestima a inteligência do povo brasileiro, ao nomear como líder da reforma da Previdência aquele que tem nítidos interesses privados. Como acreditar nos argumentos de déficit que foram apresentados por essa Secretaria? Como confiar em um governo que sobrepõe interesses de empresas ao interesse público?”, questiona Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis.

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Mas as disfunções não param por aí. O relator da PEC 287/2016, Arthur Maia (PPS-BA), também possui em seu currículo diversas acusações por crimes contra a Administração Pública. Maia, que foi investigado, junto com outros dois deputados, em razão de movimentação financeira supostamente incompatível com a renda declarada quando era membro da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, também foi citado na delação premiada do ex-vice-presidente institucional da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, sobre as denúncias apuradas pela Operação Lava-Jato.

O relator indicado pelo governo para conduzir a reforma também recebeu, durante as eleições, financiamento de campanha de empresas e bancos relacionados ao setor de previdência privada. Uma das empresas patrocinadoras do deputado é a Bradesco Vida e Previdência – que fez doações de R$ 300 mil para a campanha de Arthur Maia em 2014. Também financiaram a campanha de Maia, segundo nota do UOL, Itaú, Unibanco (R$ 100 mil), Safra (R$ 30 mil) e Santander (R$ 100 mil) – instituições financeiras que negociam planos de previdência privada.

Arthur Maia também está entre os políticos citados como recebedor de recursos da empresa Odebrecht. O deputado recebeu uma verba de R$ 600 mil da empreiteira. Maia ainda é alvo do inquérito 3934/2014, do Supremo Tribunal Federal, que apura os crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Ninguém escapa

O presidente da Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados para avaliar a reforma da Previdência, Carlos Marun (PMDB/MS), também não escapa de acusações. Além de ávido defensor do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de receber mais de US$ 2 milhões desviados da Petrobrás, Marun usou dinheiro público para visitar seu mentor na prisão no ano passado. O presidente da Comissão Especial, que também é vice-líder do governo Temer na Câmara, teve contas rejeitadas em 2002 pela Justiça Eleitoral do MS e foi réu por improbidade administrativa.

E quem pensa que o presidente do Executivo tem a biografia ilesa está enganado. Aquele que colocou as figuras controversas para encaminhar a Reforma da Previdência também tem envolvimento em um dos maiores escândalos de corrupção da história da política brasileira. O nome do presidente Michel Temer aparece 43 vezes no documento do acordo de delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht.

De acordo com o delator, Temer incumbiu Padilha de operacionalizar pagamentos de campanha, que foi na ordem de R$ 4 milhões.

“Esse é o cenário da reforma da Previdência no Brasil: são pessoas desonestas levando para o abatedouro um dos poucos direitos que ainda restam aos trabalhadores brasileiros, em nome do capital financeiro. O Sindilegis não vai se calar diante desse quadro. Não iremos nos omitir”, declarou o presidente do Sindilegis.

Fonte: Departamento de Jornalismo do Sindilegis

IBDP realiza XXVI Simpósio Brasileiro de Direito Previdenciário

O Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) realiza nos dias 24 e 25 de março, em Natal (RN), o XXVI Simpósio Brasileiro de Direito Previdenciário. O evento acontece no Hotel Holiday Inn (Av. Sen. Salgado Filho, 1906 – Lagoa Nova). Para realizar as inscrições clique aqui.

O simpósio é destinado a advogados, juízes, procuradores autárquicos, promotores de Justiça, acadêmicos e interessados no tema. O evento tem o objetivo de contribuir para a atualização e crescimento científico da matéria previdenciária, além de proporcionar o intercâmbio de informações do sistema processual e administrativo.

Participe!

Fonte: http://www.anfip.org.br/noticia.php?id_noticia=21416

ANFIP registra em cartório cartilha oficial sobre reforma da Previdência

O presidente da ANFIP, Vilson Antonio Romero, realizou nesta terça-feira (21), no Cartório de 2º Ofício de Brasília, registro de Ata Notarial da cartilha oficial do governo sobre a reforma da Previdência Social (PEC 287/16), disponível na página eletrônica do Ministério da Fazenda (veja aqui).

No documento, em formato de perguntas e respostas, o próprio governo confirma que não são as contribuições sobre a folha de salários as únicas fontes de financiamento que mantêm a Previdência Social, desmentindo, assim, o falso rombo do sistema, como tem demonstrado a ANFIP.

Confira o texto oficial:

De onde vêm os recursos da Previdência Social?  

As fontes de recursos  para o RGPS são as contribuições sobre a folha de salários dos trabalhadores empregados (contribuem tanto empregador quanto empregado); contribuição sobre a renda bruta das empresas – Cofins; Contribuição sobre o Lucro Líquido – CSLL; contribuição sobre a renda líquida dos concursos de prognósticos, excetuando-­se os valores destinados ao Programa de Crédito Educativo; e outras de menor valor.

Os RPPS contam com as contribuições do servidor público ativo, dos aposentados e pensionistas e do ente federativo e com bens e direitos destinados por lei ao seu custeio. Os recursos das contribuições são aplicados no mercado financeiro e segregados das demais contas do ente federativo e são administrados por um órgão ou entidade com finalidade de efetuar a gestão de todo o regime.

A iniciativa da ANFIP visa garantir a veracidade da publicação oficial do texto, principalmente nesse momento em que se discute a reforma previdenciária, com medidas extremas que prejudicarão milhões de brasileiros, em especial os menos aquinhoados, como avalia Romero.

Fonte: http://www.anfip.org.br/noticia.php?id_noticia=21378

‘Sepultaremos os mandatos daqueles que sepultarem nossos direitos’, afirma Petrus Elesbão

Presidente do Sindilegis atacou veementemente a Reforma da Previdência em evento realizado na Fiocruz, que reuniu diversas entidades de classe de todo o país

“Não é uma reforma. É o fim da Previdência”. Foram com essas palavras que o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, abriu seu discurso no seminário “Desmistificando a reforma da Previdência”, realizado nesta segunda-feira (20) pelo Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), na sede da Fiocruz, Rio de Janeiro/RJ.

O evento contou com a presença de dirigentes de entidades representativas dos servidores públicos para palestrar sobre o tema da Previdência Social. Além do presidente do Sindilegis, palestraram o presidente da Pública – Central do Servidor, Nilton Paixão; o presidente da Unacon/Fonacate, Rudinei Marques; e a presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB/RJ, Suzani Andrade Ferraro.

Participação do Sindilegis

Na ocasião, Petrus Elesbão parabenizou a Asfoc-SN pela iniciativa e conclamou a todas as entidades, os servidores públicos e os trabalhadores do sistema privado, a serem protagonistas na luta contra a reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal que, segundo ele, parece ignorar questões extremamente controversas.

“O Governo estudou as consequências da reforma a longo prazo? Precisamos deixar claro que os parlamentares que votarem a favor dessa tentativa de assalto ao trabalhador não voltarão em 2018. E não voltarão porque nunca mais terão o nosso voto. Sepultaremos os mandatos daqueles que sepultarem nossos direitos”, defendeu.

Elesbão apresentou dados fornecidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que revelam que o aumento do desemprego na faixa de idosos foi de 132% entre 2014 e 2016. “Na prática, quem for demitido na terceira idade nunca conseguirá se aposentar”, criticou Petrus.

O presidente do Sindilegis também repudiou o ponto que pretende igualar o tempo de contribuição entre homens e mulheres e conclamou os servidores da Fiocruz a endossarem o movimento “A Previdência é Nossa! Pelo Direito de Se Aposentar”. “Se esse projeto passar, o caos e a incerteza serão instalados. As pessoas contribuirão por mais tempo e talvez nem usufruam dos direitos conquistados a duras penas. Além disso, a proposta incentivará a informalidade, que, por sua vez, diminuirá a arrecadação da Previdência, levando a uma nova crise. Não é uma reforma; é o fim”, enfatizou.

Combate à tramitação da PEC

Em seguida, os palestrantes abriram para discussão entre os participantes, buscando sanar dúvidas e ampliar argumentos a favor da paralização do projeto. O texto da reforma da Previdência foi enviado pelo governo ao Congresso no fim do ano passado e fixa idade mínima de 65 anos para aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres, incluindo servidores públicos, entre outras mudanças. A Câmara instalou uma Comissão Especial para analisar a proposta na semana passada.

 

Fonte: http://sindilegis.org.br/noticias/cas-do-sindilegis-na-610-sul-um-espaao-todo-seu/312

Amafresp sedia reunião dos Planos de Saúde do Fisco Estadual Brasileiro

Nesta quinta-feira (16), a Amafresp sediou a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Febrafite e a reunião dos Planos de Saúde com a participação dos dirigentes e grupo técnico dos planos de saúde administrados pelas entidades do Fisco estadual. Estiveram presentes mais de 40 pessoas.

O diretor de Saúde da Febrafite, vice-presidente da Afresp e diretor da Amafresp, Alexandre Lania Gonçalves, representando o presidente da Afresp, Rodrigo Keidel Spada, deu boas-vidas a todos e enfatizou que 2017 é um ano especial para Amafresp. “A Amafresp completa 50 anos. Temos muitas histórias, uma longa caminhada que nos enche de orgulho e vocês fazem parte desta trajetória”, afirmou Lania.

O presidente da Febrafite, Roberto Kupski, agradeceu a anfitriã Afresp e os representantes de cada Estado. Ele passou a palavra para o presidente da Unidas, Aderval Paulo Filho, que enfatizou que a Unidas está à disposição das entidades do Fisco e lembrou que nos dias 10 e 11 de abril acontecerá o 8º Seminário Unidas em Brasília, sobre práticas inovadoras na gestão da saúde.

O advogado Dr. José Luiz Toro da Silva apresentou uma minuta do Estatuto Social do Febrafite Saúde, que se aprovada seria levada para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Após ampla discussão, ficou definido o aperfeiçoamento desta minuta com todas as contribuições referentes a questões legais, operacionais e financeiras, dadas durante a reunião. Também foi acertado que a Febrafite, por meio do seu presidente, Kupski, e do diretor de Saúde, Lania, levarão esta minuta para avaliação da ANS, acompanhados do Dr. Toro.

Na parte da tarde, foram debatidos outros assuntos, inicialmente foi abordado pelas operadoras a preocupação com os altos custos na saúde, principalmente custos relacionados ao Hospital Sírio Libanês. Diversas operadoras requisitaram para que a Amafresp não autorizasse que seus filiados utilizassem essa instituição. Então, o diretor da Amafresp explicou que partir do dia 1º de março, os filiados Amafresp e também aqueles que fazem parte do convênio de reciprocidade deverão solicitar a autorização prévia e pessoalmente na sede da Afresp ou nas Regionais, fazendo-se necessária a retirada, pessoalmente, da respectiva guia para exames ambulatoriais. Os dirigentes dos demais planos elogiaram a medida e ressaltaram que a diferença que o Hospital Sírio Libanês tem em relação aos demais prestadores é exorbitante, chagando a 200% em alguns exames.

O grupo técnico tratou de diversos assuntos, entre eles a viabilização da matricula unificada. Segunda a gerente da Amafresp, Rosângela Lázaro, o processo será feito via WebService e o prazo para implantação é de aproximadamente seis meses. Além disso, foi tratado sobre a transmissão de arquivos de faturamento da reciprocidade no formato XML.

Kuspki também falou de assuntos como a eleição da Unidas e também do 11º Congresso Nacional e 6º Internacional da Febrafite, que acontece entre os dias 11 a 14 de junho deste ano, na capital cearense.

Fonte: http://www.febrafite.org.br/amafresp-sedia-reuniao-dos-planos-de-saude-do-fisco-estadual-brasileiro/

Febrafite participa de workshop sobre a reforma da Previdência

Dirigentes de diversas entidades representativas do serviço público participam hoje (17), em Brasília, do workshop “Multiplicadores sobre a Reforma da Previdência Social”, organizado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), em parceria com a Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), a Anauni (Associação Nacional dos Advogados da União), o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos).

O objetivo da iniciativa é compartilhar conhecimentos sobre a Seguridade Social e todos os detalhes legais relacionados ao tripé responsável pelos maiores programas de proteção social do país nas áreas de Previdência Social, Assistência Social e Saúde. Entre os palestrantes, os economistas Eduardo Fagnani (Unicamp), Denise Gentil (UFRJ) e Clóvis Scherer (Dieese), que conduzem o Workshop também durante o sábado, dia 18.

A Febrafite foi representada pelo diretor para Assuntos Jurídicos da filiada Auditece, Ubiratan Machado de Castro Júnior. “O desmonte da Previdência pública proposto pelo governo federal afetará negativamente toda a sociedade brasileira e se baseia em premissas equivocadas e questionáveis”, alertou o auditor fiscal cearense.

Para Ubiratan, o workshop representa uma oportunidade importante para se qualificar mais sobre o tema, com alguns dos maiores expoentes do país em matéria previdenciária e poder esclarecer e discutir sobre a reforma com os mais diversos segmentos da sociedade civil.

“Parabenizo a iniciativa da Anfip em promover o Workshop de Multiplicadores sobre a Reforma da Previdência Social, bem como as entidades parceiras do evento e em nome da Febrafite agradeço o convite para participar, ratificando o compromisso de nossa Federação em ser combativa contra a PEC 287”, destacou Ubiratan.

“Muito mais que plantar verdades, queremos semear dúvidas”, disse o presidente da Anfip, Vilson Antonio Romero, ao explicar a intenção da entidade ao promover a atividade, que visa repartir conhecimentos e disseminar informações sobre o tema. “Vocês terão uma tarefa importante depois que o trabalho for concluído, que é levar à sociedade o contraponto à reforma trazida pela PEC 287/16”.

De acordo com a Anfip, o foco deste trabalho é formar multiplicadores capazes de levar ao conhecimento público a realidade da Previdência e de ampliar o debate social sobre as mudanças constitucionais previstas na reforma. Participam deste primeiro grupo Auditores Fiscais da Receita Federal, auditores dos Fiscos Estaduais, Banco Central e advogados da União, todos indicados por suas representações sindicais e associativas.

O Fisco estadual também está sendo representado no workshop pelo presidente da filiada Audifisco/TO, Jorge Couto.

Fonte: http://www.febrafite.org.br/febrafite-participa-de-workshop-sobre-a-reforma-da-previdencia/

Fiscais paulistas de tributos lançam campanha para modificar o ICMS

Nem mesmo os responsáveis pela arrecadação de impostos defendem o atual sistema tributário do país. Com duras críticas ao arcabouço existente hoje, a Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Afresp) lançou uma campanha para discussão de alternativas, o Movimento Viva, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Os auditores estaduais são responsáveis pelo Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Embora a arrecadação desse tributo em São Paulo seja gigantesca, de R$ 125 bilhões no ano passado, o presidente da Afresp, Rodrigo Spada, defende mudanças. “Do modo como está hoje, não é possível continuar”, diz.
O problema, segundo Spada, é a infinidade de regras que foram surgindo sobre a matéria, o que facilita a elisão fiscal — planejamento para evitar o pagamento de tributos — e também a sonegação, que é crime. Entre os subterfúgios legalizadas de pagamento está a guerra fiscal, em que empresas buscam estados que concedem mais incentivos para se instalar.

“Todos os brasileiros perdem com isso”, afirma Spada. “Só quem ganha com o que existe hoje são os nossos competidores na China, na Coreia do Sul etc. Como eles têm um sistema tributário melhor, são mais competitivos e atraem mais investimentos”, explica.

O Movimento Viva pretende coletar informações dos associados da Afresp e especialistas. Tudo será debatido intensamente em um encontro em maio. Mas a entidade não pretende apresentar uma proposta fechada. “Qualquer coisa que vier de São Paulo nessa área terá a pecha de que foi feita pelo estado mais rico, que pode querer ganhar ou manter vantagens”, explicou.

A Afresp apoia a proposta já apresentada pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais Estaduais (Febrafite), que estabelece a criação de imposto sobre valor agregado (IVA), com a cobrança no destino do produto e não, como hoje, na origem. O presidente da Febrafite, Roberto Kupski, participou do lançamento do Movimento Viva na sexta-feira passada, em São Paulo. Aliás, a campanha da entidade paulista, não à toa, foi batizada em alusão ao novo tributo que se pretende criar em substituição ao ICMS.

Para o economista Bernard Appy, um dos maiores especialistas brasileiros em tributação, é importante que o governo tenta a aprovação pelo Congresso de uma ampla mudança no sistema atual. “Mas isso só deve ser feito se não colocar em risco a reforma da Previdência, que é mais importante”, afirma ele, diretor da LCA Consultores e pesquisador do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) da Fundação Getulio Vargas. A janela de tramitação, explica Appy, vai até o começo do próximo ano.

A partir de então, a atenção dos parlamentares estará totalmente voltada às eleições. Em vez de enviar uma proposta ao Congresso, o governo pretende alterar um projeto já em discussão na Câmara. O relator da matéria, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), está prestes a apresentar seu parecer.

Secretário-executivo do Ministério da Fazenda quando Luiz Inácio Lula da Silva era presidente, Appy foi responsável por uma proposta de reforma enviada ao Congresso, que não avançou. “Havia apoio do governo, mas não era prioridade”, explica.

* O jornalista viajou a convite da Afresp

Fonte: http://www.febrafite.org.br/fiscais-paulistas-de-tributos-lancam-campanha-para-modificar-o-icms/

FenaPRF comemora 25 anos de lutas

Há 25 anos a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais foi criada com o objetivo de unir os 25 sindicatos regionais que compõem o sistema sindical dos PRFs brasileiros.

Foram duas décadas e meia de muitas reuniões, estratégias e projetos, para dar aos PRFs espalhados pelo Brasil o orgulho de trabalhar na instituição, buscando a sua valorização e garantindo seus direitos fundamentais para o exercício da função de polícia de estrada.

São muitas as lutas travadas em salas de reunião ou em manifestações, mas todo o esforço que fizemos e os calos conquistados ao longo dos anos não são nada comparados ao esforço de cada PRF, pois conhecemos muito bem o calor e o peso do uniforme à beira de uma rodovia.

Estamos aqui por todos os mais de 10 mil PRFs na ativa e os mais de 5 mil companheiros aposentados que já cumpriram com a sua cota de contribuição. A luta não para! Agradecemos a todos os 25 sindicatos regionais pela caminhada conjunta, e continuaremos defendendo a categoria de forma incessante e combativa, mas sempre com classe e inteligência.

A reprodução desta notícia é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência FenaPRF’

Petrus Elesbão assume comando do Sindilegis em momento de luta intensa contra a reforma da Previdência

A cerimônia foi prestigiada por dezenas de autoridades e parlamentares, que ressaltaram o papel singular do Sindilegis na batalha contra a aprovação da PEC 287/16

“Ainda que a vitória não seja certa, assumimos aqui o compromisso de lutar todas as batalhas que forem travadas contra o serviço público e os cidadãos brasileiros”. Com essas palavras, o servidor do Senado Federal Petrus Elesbão assumiu a presidência da nova diretoria do Sindilegis, para o quadriênio 2017/2021, na manhã desta quarta-feira (15), no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

Em uma cerimônia prestigiada por cerca de 400 pessoas, dentre autoridades, parlamentares e servidores públicos, que lotaram o auditório, o novo presidente reconheceu que o cenário é de luta, mas se comprometeu a atuar de forma combativa e intransigente, a fim de resguardar as prerrogativas da categoria.

“Trago dentro do peito a firme certeza de que sairemos mais fortes do que nunca. Temos à nossa frente a oportunidade de derrubar os muros que nos isolaram da sociedade. De mostrar que nós, servidores do Congresso e do TCU, sob a liderança de um novo Sindilegis, somos indispensáveis ao pleno exercício da democracia”, assegurou Elesbão.

Junto com ele, mais 71 servidores, das três Casas, tomaram posse. A diretoria é formada por 17 diretores, 9 suplentes, 6 membros do Conselho Fiscal, 9 Coordenadores Setoriais, 5 Coordenadores Estaduais e 26 Representantes Regionais nos estados.

O presidente que deixa o Sindilegis, Nilton Paixão, fez um discurso repleto de gratidão pelos anos à frente do Sindicato e pelo apoio que foi ofertado pelos servidores e entidades parceiras. Paixão, que continua a jornada como presidente da Pública – Central do Servidor, desejou sucesso ao novo dirigente e se colocou à disposição para travar batalhas conjuntas. “O Sindilegis só é essa entidade forte porque tem muitas cabeças e muitas mãos trabalhando em defesa dos servidores públicos brasileiros”, realçou Nilton Paixão.

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A posse também foi palco para que oradores contestassem a proposta de Emenda à Constituição encaminhada pelo Governo, que prevê acabar com a Previdência Social e prejudicar quase 100 milhões trabalhadores brasileiros. A PEC 287/2016, que tem sido uma das bandeiras do governo, contra a qual o Sindilegis luta, foi rechaçada pelos participantes da cerimônia.

“Vocês são a certeza que nós vamos conseguir atrapalhar essa reforma. Eles estão com um trator, mas nós vamos quebrar esse trator, não tenho a menor dúvida”, criticou o Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

A Deputada Federal, Erika Kokay (PT-DF) enalteceu o Sindilegis: “Eu venho aqui fazer o meu reconhecimento ao trabalho do Sindilegis. O Sindicato tem sido o guardião do direito à Previdência dos servidores e servidoras deste país. Eu digo: felizes são aqueles que, ao se colocarem em movimento pelos seus próprios interesses, também defendem os interesses do conjunto da sociedade”.

O presidente da OAB-DF, Juliano Costa Couto, também prestou apoio à nova diretoria do Sindilegis e, durante o pronunciamento, destacou as ações da entidade, especialmente em relação ao Movimento “A Previdência é nossa!”.

Ao final do evento, os novos dirigentes fizeram juramento e assinaram termo de posse para a nova gestão. Confira aqui a lista de todos os diretores que passam a integrar a diretoria do Sindicato.

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Apoio de Autoridades

Diversos parlamentares prestigiaram a posse da diretoria do Sindilegis e deixaram mensagem de apoio aos novos dirigentes. Diante das inúmeras investidas do Governo para retirar direitos dos servidores e dos trabalhadores, deputados e senadores realizaram discursos de adesão às lutas que têm sido enfrentadas pela entidade.

“Não dá mais para os servidores públicos ficarem pagando o pato por alguns problemas que acontecem. No mundo inteiro, o servidor público está ali para fazer à interface entre o cidadão e o Estado, por isso que ele tem que ser bem remunerado, bem reconhecido e ter regras claras para poder trabalhar”, declarou o Senador Hélio José (PMDB-DF).

Na visão do Deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), o Governo tenta colocar o servidor público no patamar de responsável pela crise por que passa o país. “O servidor público está na mira. Estão querendo desqualificar a nós, que somos responsáveis pela educação, pela saúde e pela segurança, e estamos sendo vistos atualmente como um peso e não como profissionais responsáveis pelo desenvolvimento do país”, lamentou.

O Deputado Distrital Júlio Cesar Ribeiro (PRB) também apoiou o Sindilegis e a categoria. “Que vocês possam, nos quatro anos que virão, trazer muitos benefícios para todos os servidores desta Casa e do Tribunal de Contas. Sem dúvida alguma, os servidores são figuras importantíssimas para tudo aquilo que acontece aqui”, concluiu.

Também estiveram presentes o Deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) e o Deputado Rôney Nemer (PMDB-DF), que acreditam na necessidade do reconhecimento dos servidores.

Fonte: https://sindilegis.org.br/noticias/petrus-elesbao-assume-comando-do-sindilegis-em-momento-de-luta-intensa-contra-a-reforma-da-previdancia/1262