Município não pode vedar emissão de nota fiscal eletrônica a devedores de ISS, defende MPF

O Ministério Público Federal (MPF) é contra a norma que veda a emissão de nota fiscal eletrônica a devedores de Imposto sobre Serviços (ISS). Segundo parecer encaminhado pelo MPF ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), condicionar a emissão de notas à regularidade fiscal ofende a livre iniciativa e as determinações do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida vinha sendo aplicada desde 2011 na capital paulista, mas foi suspensa pela Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico no final do ano passado. Ainda assim, o MPF avalia que o STJ deve apreciar o assunto, a fim evitar novas decisões municipais nesse sentido.

A manifestação do subprocurador-geral da República Moacir Guimarães Morais Filho se deu no âmbito do agravo em recurso especial (nº 1.188.269-SP) apresentado pelo município de São Paulo contra a empresa Calculare Contas Gerais. No recurso, o município alega que a emissão de nota fiscal eletrônica não inibe nem interrompe o negócio do prestador de serviço, por ser uma obrigação acessória. Nas instâncias inferiores, a Administração Municipal foi derrotada e, por isso, recorreu ao STJ.

Para Moacir Guimarães Morais Filho, há um vício formal no recurso apresentado pelo município. Ele alega que o pedido vai na contramão das Súmulas 282 do STF e 211 do STJ. No entendimento do MPF, que se manifesta contrário às decisões das outras instâncias, é descabida a imposição de restrições ao exercício da atividade empresarial do contribuinte inadimplente como meio coercitivo para a cobrança do tributo.

Instrução Normativa – Em 2011, o Diário Oficial do município de São Paulo trouxe a publicação da SF/SUREM nº 19 – que autorizava o bloqueio do sistema de emissão de notas fiscais eletrônicas a contribuintes que deixaram de recolher o imposto por um período de quatro meses consecutivos ou por seis meses alternados no espaço de um ano. A medida foi revogada pela SF/SUREM nº 33, divulgada no fim do ano passado na cidade paulista.

Fonte original: http://www.contabeis.com.br/noticias/36104/municipio-nao-pode-vedar-emissao-de-nota-fiscal-eletronica-a-devedores-de-iss-defende-mpf/

Fenapef participa de mobilização contra ataques do governo aos servidores públicos

Representantes da Fenapef participaram de mobilização em frente ao edifício-sede da Previdência Social, em Brasília (DF), nesta terça-feira (5), contra a Reforma da Previdência e a MP 805/2017, que amplia de 11% para 14% a contribuição previdenciária de servidores públicos federais e adia reajustes conquistados após intensas mobilizações e negociações. 

A orientação da Federação para os policiais federais é não desmobilizarem e ficarem atentos à agenda de manifestações que vai seguir até 13/12, data em que o governo pretende votar a Reforma da Previdência.

 

Fonte original: http://www.fenapef.org.br/fenapef-participa-de-mobilizacao-contra-ataques-do-governo-aos-servidores-publicos/

Receita envia cartas a profissionais liberais que não recolhem previdência

A Receita Federal começou a enviar nesta semana 74.442 cartas a profissionais liberais e autônomos de todo o país que declararam rendimentos do trabalho recebidos de outras pessoas físicas, mas não recolheram a contribuição previdenciária correspondente. Apenas no estado de São Paulo serão enviadas 21.485 cartas, das quais 11.269 referentes a contribuintes residentes na capital, informou hoje (5) a Receita Federal.

São alvos da operação profissionais liberais como médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, engenheiros, arquitetos, contadores, advogados e autônomos, como pintores, eletricistas, encanadores, carpinteiros, pedreiros, cabeleireiros, entre outros.
Os indícios levantados na operação indicam uma sonegação total, no período 2013 a 2015, de aproximadamente R$ 841,3 milhões, não considerados juros e multas. Quase 30% desse valor (R$ 247,5 milhões)  referem-se a contribuintes de São Paulo, sendo 15% (R$ 132,5 milhões) paulistanos.
De acordo com a Receita, o objetivo da Operação Autônomos é alertar os contribuintes sobre a obrigatoriedade e eventual ausência ou insuficiência de recolhimento da contribuição previdenciária relativa aos anos de 2013, 2014 e 2015. Os contribuintes notificados poderão fazer espontaneamente o recolhimento dos valores devidos, com os respectivos acréscimos legais, até o dia 31 de janeiro de 2018.
A partir de fevereiro, a Receita Federal dará início aos procedimentos de fiscalização dos contribuintes que não regularizarem sua situação, apurando e constituindo os débitos com multas que podem variar de 75% a 225% da contribuição devida. Além disso, o contribuinte estará sujeito a representação ao Ministério Público Federal para verificação de eventuais crimes contra a ordem tributária.
A alíquota da contribuição previdenciária individual é 20% sobre o respectivo salário de contribuição. O salário de contribuição, por sua vez, corresponde à remuneração auferida pelo exercício de atividade por conta própria, respeitados os limites mínimos e máximos estabelecidos pela legislação (confira na tabela abaixo):
Ano de 2017 – de R$ 937,00 a R$ R$ 5.531,31
Ano de 2016 – de R$ 880,00 a R$ 5.189,82
Ano de 2015 – de R$ 788,00 a R$ 4.663,75
Ano de 2014 – de R$ 724,00 a R$ 4.390,24
Ano de 2013 – de R$ 678,00 a R$ 4.159,00
“Além de obrigatória, a correta apuração mensal e o correspondente recolhimento da contribuição previdenciária devida pelos profissionais liberais e autônomos reflete positivamente no cálculo de seus futuros benefícios previdenciários”, destacou a Receita.
O próprio segurado contribuinte individual é responsável pela apuração e o recolhimento da sua contribuição previdenciária (INSS) em qualquer agência bancária. Os acréscimos legais podem ser calculados no link: http://sal.receita.fazenda.gov.br/PortalSalInternet/faces/pages/index.xhtml
De acordo com o Fisco, as inconsistências encontradas pela Receita Federal e as orientações para autorregularização constam da carta que está sendo enviada. Para confirmar a veracidade da correspondência, o cidadão pode acessar o endereço eletrônico http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/atendimento-virtual e checar a mensagem enviada para a sua caixa postal do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC).
Fonte original: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2017/12/05/internas_economia,645559/receita-envia-cartas-a-profissionais-liberais-que-nao-recolhem-previde.shtml

Servidores protestam contra a reforma da previdência, em frente ao INSS

Cerca de 100 servidores públicos federais estão reunidos, nesta terça-feira (5/12), em frente a sede do INSS, no Setor de Autarquias Sul. Eles protestam contra a reforma da previdência, a Medida Provisória 805 e também contestam a atitudes de 5 sindicais do país que, depois de ter marcado para hoje o dia de luta, suspenderam o ato.

 A alegação da suspensão é de que o Congresso alterou a votação que ocorreria amanhã para a próxima semana. O cancelamento causou revolta. De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), Cláudio Márcio Oliveira, a atitude das sindicais foi inoportuna. “Nesse momento que estão todos mobilizado suspender o ato foi um erro. É importante mantermos a união nesse momento de fragilidade do governo”, ressaltou.
A MP 805 adia o reajuste de salários e eleva a contribuição previdenciária dos servidores federais de 11% para 14% dos vencimentos.
Fonte original: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2017/12/05/internas_economia,645579/servidores-protestam-contra-a-reforma-da-previdencia-em-frente-ao-ins.shtml

Maia diz que não votará retrocessos em encontro com líderes feministas

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não colocará em plenário nenhum texto que viole os direitos que já existem em relação às mulheres. A afirmação foi feita durante reunião com representantes de mais de 70 entidades. Elas entregaram a Maia, na tarde desta terça-feira (5/12), uma carta em que pedem para que ele não coloque em votação a Proposta de Emenda à Constituição 181/15, que pode criminalizar o aborto até em caso de estupro. O documento é assinado individualmente por mais de 300 mulheres, entre elas, artistas, parlamentares e pesquisadoras.

 “A PEC, cujo objetivo original se resumia a ampliar o direito à licença maternidade em casos de nascimento de bebês prematuros, protegendo as mulheres trabalhadoras, foi desvirtuada de tal maneira que a aprovação, da forma como se apresenta hoje, irá promover o aumento da criminalização das mulheres que recorrerem ao aborto”, destaca trecho do documento.

Originalmente, a PEC aprovada no Senado previa o aumento da licença maternidade à mães de bebês prematuros de 120 dias para até 240, mas, na Câmara, o relator, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), incluiu trecho que altera a Constituição prevendo a proteção da vida “desde a concepção”, o que, na prática, criminaliza qualquer tipo de aborto, até os previstos no Código Penal.

De acordo com a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que participou do encontro com o presidente da Câmara, Maia afirmou que não levará ao plenário qualquer texto que viole os direitos que já existem em relação às mulheres. “Acho que ele não levará a plenário. Ele disse eu não tem como levar a plenário um texto que não preserve o que já está garantido em lei”, afirma. O aborto é permitido no Brasil em três hipóteses: em caso de estupro, risco de vida à mãe e de fetos anencéfalos. A preocupação das entidades com a aprovação do relatório é que a inclusão do trecho na Constituição prevalecerá ao texto do Código Penal.

Fonte original: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/63,65,63,14/2017/12/05/internas_polbraeco,645725/maia-diz-que-nao-votara-retrocessos-em-encontro-com-lideres-feministas.shtml

Corrupção no Exército? Procuradoria denuncia esquema de militares

É comum cidadãos e ativistas de extrema direita defenderem uma intervenção militarcomo solução para o Brasil, sob o argumento de que a corrupção não viceja nas Forças Armadas. Uma denúncia da Procuradoria da Justiça Militar no Rio de Janeiro mostra, porém, que a disciplina militar está longe de ser infalível.

Segundo os procuradores, 11 cidadãos, sendo três coronéis da reserva, um coronel e dois majores da ativa, além de cinco civis, envolveram-se em fraudes de dispensa de licitações em contratos celebrados entre o Departamento de Engenharia e Construção (DEC) e fundações privadas coordenadas pelo Centro de Execelência em Engenharia de Transportes (Centran).

De acordo com a denúncia da Procuradoria, as fraudes em licitações causaram um prejuízo de 150 milhões de reais aos cofres públicos entre 2005 e 2010. Não há indícios de envolvimento de algum oficial-general nos crimes.

O Superior Tribunal Militar tem de decidir se aceita a denúncia. As acusações contra militares tem que ser processadas pela Procuradoria-Geral da Justiça Militar.

Segundo os procuradores, o envolvidos no esquema “acreditavam estar isentos de qualquer suspeita”. A Procuradoria não menciona os nomes dos envolvidos, mas menciona patentes e cargos.

De acordo com a denúncia, há três grupos envolvidos nas fraudes: um formado por oficiais coordenadores do Centran, outro composto por sócios de empresas de fachada, e um último integrado por oficiais e civis de fundações que prestam apoio ao Exército.

Dois dos militares denunciados, um coronel da reserva e um major, são o supervisor executivo e o supervisor administrativo de contratos celebrados pelo Centran. Eles foram afastados da direção do centro em 2009 diante da suspeita de irregularidades.

Segundo a denúncia, o grupo de empresários utilizava parentes e amigos como laranjas para administrarem empresas que participaram de licitações relacionados às atividades do Exército. Eles teriam emitido notas fiscais e contratos falsos.

A Procuradoria afirma que o DEC, coordenado pelo Centran, celebrou 29 contratos com fundações “que não tinham capacidade técnica para prestar assessoramento em consultoria de transportes”.

A denúncia afirma que o major do Centran, à época capitão, tinha vencimento bruto anual inferior a 105 mil reais, porém sua movimentação bancária chegou a 1,1 milhão de reais em 2006. De acordo com os procuradores, o major e o coronel citados movimentaram mais de 3 milhões de reais em suas contas bancárias.

A troca da dupla do Centran em 2009 não encerrou o esquema. Segundo a Procuradoria, outros dois militares que substituíram os coordenadores do Centran, um tenente e um major, “deram continuidades às práticas delituosas.”

 

Fonte original: https://www.cartacapital.com.br/politica/corrupcao-nas-forcas-armadas-procuradoria-denuncia-esquema-com-militares

Segovia deve trocar ao menos 12 superintendentes da PF e manter 9 da gestão anterior da PF

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, deverá trocar ao menos 12 dos 27 superintendes regionais do órgão e manter à frente das investigações em andamento nos estados outros 9 da gestão anterior.

Os superintendentes de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Roraima, Amazonas, Rio Grande do Sul e Goiás são aqueles que serão provavelmente mantidos nos cargos pela nova gestão – nomes como o de Disney Rossetti (SP), Jairo Souza da Silva (RJ) e Élzio Vicente da Silva (DF).

As trocas devem ocorrer em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão e Acre.

Pernambuco e Paraíba, contudo, já foram oficializados: Cairo Costa Duarte, antigo número 2 no Distrito Federal, assume Pernambuco. E o delegado André Vieira Andrade, que já atuou em Goiás e no Pará, comandará Paraíba.

Dois nomes com atuação importante na Lava Jato devem assumir superintendências. Como o blog já informou, a delegada Érika Mialik Marena, que liderou o grupo em Curitiba, vai assumir Sergipe. E o delegado Luciano Flores, que interrogou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve assumir no Mato Grosso do Sul.

O diretor de combate ao crime organizado, Maurício Valeixo, importante quadro da gestão do antecessor Leandro Daiello, será oficializado no Paraná, estado responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.

Como também já informou o blog, o delegado Rodrigo Teixeira deixará um cargo que ocupava no governo Fernando Pimentel (PT) para assumir a superintendência de Minas Gerais.

Com as mudanças, a PF deverá ter 7 das 27 superintendências chefiadas por mulheres, o maior número na história da PF – uma delas será mantida da gestão anterior: Rosilene Santiago, em Roraima.

Segundo o blog apurou, ainda está indefinida a troca em outros seis estados do país. Todos os novos comandantes regionais deverão ser oficializados no cargo neste mês de dezembro.

Na avaliação de delegados ouvidos pelo blog, trocas de comandos regionais são naturais após a mudança do diretor-geral, e Segóvia deverá mudar menos nomes do que se imaginava internamente.

Veja abaixo os prováveis nomes dos próximos superintendentes:

Região Norte

  • Acre – Diana Calazans Mann (provável nova superintendente)
  • Amapá – indefinido
  • Amazonas – Alexandre Silva Saraiva (deve ser mantido)
  • Pará – indefinido
  • Rondônia – indefinido
  • Roraima – Rosilene Gleice Duarte Santiago (deve ser mantida)
  • Tocantins – indefinido

Região Nordeste

  • Alagoas – Rolando Alexandre de Souza (provável novo superintendente)
  • Bahia – Daniel Justo Madruga (deve ser mantido)
  • Ceará – Delano Cerqueira Bunn (deve ser mantido)
  • Maranhão – Cassandra Ferreira Alves Parazi – (provável nova superintendente)
  • Paraíba – André Vieira Andrade (novo superintendente)
  • Pernambuco – Cairo Costa Duarte (novo superintendente)
  • Piauí – Fabiana Macedo (provável nova superintendente)
  • Rio Grande do Norte – Tânia Fogaça (provável nova Superintendente)
  • Sergipe – Érika Mialik Marena (provável nova superintendente)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal – Élzio Vicente da Silva (deve ser mantido)
  • Goiás – Chang Fan (deve ser mantido)
  • Mato Grosso – indefinido
  • Mato Grosso do Sul – Luciano Flores (provável novo superintendente)

Região Sudeste

  • Espírito Santo – indefinido
  • Minas Gerais – Rodrigo Teixeira (provável novo superintendente)
  • Rio de Janeiro – Jairo Souza da Silva (deve ser mantido)
  • São Paulo – Disney Rossetti (deve ser mantido)

Região Sul

  • Paraná – Maurício Valeixo (provável novo superintendente)
  • Santa Catarina – Paula Dora – (provável nova superintendente)
  • Rio Grande do Sul – Ricardo Andrade Saadi (deve ser mantido)

Reforma da Previdência protegerá pobres que ‘pagam pelos que ganham muito no serviço público’, diz Temer

O presidente Michel Temer afirmou na noite desta terça-feira (5), durante premiação em São Paulo, que a reforma da Previdência visa acabar com privilégios e irá proteger pobres que, segundo ele, “pagam pelos que ganham muito no serviço público”

“A Reforma da Previdêcia, na verdade, visa […] precisamente a combater os privilégios. Porque, na verdade, o que reforma da Previdência faz é proteger os pobres que, na verdade, pagam pelos que ganham muito no serviço público. A ideia da igualdade, que tantas vezes foi aqui apregoada, é a força motriz da reforma da Previdência”, declarou.

O presidente participou, na Zona Sul de São Paulo, da cerimônia de entrega do título de “Brasileiro do Ano”, pela Revista IstoÉ, dado ao juiz Sérgio Moro.

Temer também disse em seu discurso haver informações equivocadas sobre a mudança no sistema previdenciário e quer é preciso eliminar “certos preconceitos”, negando que “a partir de amanhã” já estariam valendo exigência dos 65 anos para se aposentar.

“Valeria a pena, talvez, dizer que, na verdade, hoje se aposenta o homem com 55 anos e a mulher, com 53. E que ao longo de 20 anos é que se vai atingir a idade limite de 60 anos”, afirmou. Logo em seguida, no entanto, Temer deixou de detalhar o assunto e disse que “não vale a pena tratar desses temas”, para voltar a falar da premiação.

Nesta terça, mais cedo, durante discurso em Brasília, Temer já havia afirmado que vê ‘terrorismo inadequado’ em ‘divulgações equivocadas’ sobre a reforma.

Reforma

A proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso em dezembro de 2016 foi aprovada pela comissão especial da Câmara em maio deste ano. Desde então, não avançou por falta de consenso entre os parlamentares.

Diante disso, o governo articulou uma versão enxuta da reforma. O objetivo é conseguir apoio dos deputados para aprovar a proposta ainda em 2017. Por se tratar de emenda à Constituição, o texto exige os votos de ao menos 308 dos 513 deputados.

Principais mudanças

O governo cedeu em vários itens em relação a sua proposta inicial, reduzindo a reforma a quatro pontos principais:

  • Idade mínima de aposentadoria, com a regra de transição até 2042; 62 anos para mulheres e 65 para homens (INSS e servidores); 60 para professores de ambos os sexos; 55 anos para policiais e trabalhadores em condições prejudiciais à saúde;
  • Tempo mínimo de contribuição de 15 anos para segurados do INSS e de 25 anos para servidores públicos;
  • Novo cálculo do valor da aposentadoria, começando de 60% para 15 anos de contribuição até 100% para 40 anos;
  • Receitas previdenciárias deixam de ser submetidas à DRU (Desvinculação de Receitas da União)

 

Fonte original: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/reforma-da-previdencia-protegera-pobres-que-pagam-pelos-que-ganham-muito-no-servico-publico-diz-temer.ghtml

Em evento com Temer e Meirelles, Moro defende fim do foro e cobra verbas para PF

O juiz federal Sérgio Moro fez um discurso direto sobre o fim do foro provilegiado, a manutenção da possibilidade de prisão em segunda instância e o fortalecimento da Polícia Federal durante evento da revista IstoÉ, em São Paulo, que te ve a presença do presidente Michel Temer e outros membros do governo.  “Todas as pessoas precisam ser iguais perante a lei”, afirmou Moro, um dos agraciados da premiação Brasileiros do Ano 2017, ao defender o fim do foro. O magistrado elogiou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que estava na cerimônia, mas cobrou: “Embora o magnífico trabalho do senhor, parece que algum investimento se faz necessário para o refortalecimento da Polícia Federal”.

No momento em que Moro foi receber o prêmio da noite, todos os outros premiados se levantaram para aplaudi-lo – exceto Temer, Meirelles, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

Moro também prestou homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em janeiro. “Prometi para a família de Teori seguir com o seu legado.” O ministro era relator da Operação Lava Jato no Supremo.

Presidenciáveis. Na premiação também estiveram presentes presidenciáveis declarados e outros nem tanto.

No hall de entrada do teatro Tom Brasil, na zona sul de São Paulo, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), por exemplo, disse que não pensa em ser candidato a vice de nenhum candidato à presidente do PSDB: “Minha prioridade não é ser candidato a vice do Alckmin. O Democratas está em um processo de refundação que pode terminar com a escolha de um candidato próprio.”

O prefeito de Salvador não quis relacionar o próprio nome como um possível candidato, mas se lembrou do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como um nome forte e também sinalizou conversas de fora do círculo político. “Também estou conversando com nomes de fora da política. Acredito em nomes novos que apareçam através da política e não contra a política”, afirmou.

ACM Neto também comentou sobre as candidaturas que aparecem liderando as pesquisas de intenção de voto, a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). “É um equívoco os partidos apostarem que Lula não será candidato. É preciso se preparar para enfrentá-lo na rua”. Ele também considera que a candidatura de Bolsonaro deve se desidratar até às eleições.

Outro pssível presidenciável que passou pelo hall de entrada do teatro foi o senador Álvaro Dias (Podemos-PR). Dias diz não se sentir desanimado com as recentes pesquisas. “As manchetes deveriam ser: Lula e Bolsonaro estão inviabilizados pela rejeição”. Sobre o governo federal, Dias provocou: “O presidente Temer não precisa se preocupar em encontrar um candidato para defendê-lo em 2018. O quero governo vai precisar encontrar é um bom advogado”.

Um quase presidenciavel que estava na festa foi o apresentador Luciano Huck. Ele manteve o discurso dos últimos dias – de que  pretende participar da política com os movimentos cívicos (ao menos dois representantes do Agora! estavam com ele). No palco, Huck lembrou do acidente aéreo de que foi vítima e afirmou que, por conta desse acidente, tem se questionado sobre qual seria sua missão.  O apresentador afirmou que está disposto a colaborar da forma que puder. Sem se colocar como candidato,  falou que o País precisa investir na renovação política e que “não é justo o Brasil ter que escolher entre o sujo e o mal-lavado”.

O prefeito João Doria (PSDB) e o ministro Henrique Meirelles, que é filiado ao PSD e também é cotado como presidenciável,  não falaram na chegada do teatro.

Já no início do evento, a grande expectativa era saber perto de quem o juiz Sérgio Moro, o principal homenageado do evento,  se sentaria. Isso porque no mesmo evento no ano passado, o juiz foi fotografado conversando o senador Aecio Neves (PSDB-MG), alvo da Lava Jato. Dessa vez ele estava ao lado de Caco Azulgaray, representante da Editora Três, que edita a publicação, e do jogador de futebol Alan Ruschel, atleta sobrevivente do acidente aéreo com o time da Chapecoense.

Além disso, Temer foi o responsável por entregar o prêmio ao seu próprio ministro, Henrique Meirelles. O presidente fez um breve discurso no final. Não citou Moro nem os pedidos do magistrado. Limitou-se a falar rapidamente sobre a reforma da Previdência, dizendo que a igualdade é o princípio da reforma.

OS PREMIADOS

Brasileiros do Ano IstoÉ

Sérgio Moro – Brasileiro do Ano

Henrique Meirelles – Economia

ACM Neto – Política

Luciano Huck – Comunicação

Isis Valverde – Televisão

Juliana Paes – Televisão

João Carlos Martins – Ética

Milú Villela – Cultura

João Paulo Guerra Barrera – Educação

Alan Ruschel – Esporte

Empreendedores do Ano IstoÉ Dinheiro 

Ilan Goldfajn – Empreendedor do ano

Frederico Trajano – E-commerce

Flavia Bittencourt – Varejo

Guilherme Paulus – Serviços

Celso Athayde – Impacto Social

Paulo Cesar de Souza e Silva – Indústria

 

Fonte original: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,em-evento-com-temer-e-meirelles-moro-defende-fim-do-foro-e-cobra-verbas-para-pf,70002109486

Bancada do PSD critica Meirelles por excluir partido da articulação para 2018

Apontado como possível candidato à Presidência da República em 2018, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enfrenta “fogo-amigo” dentro do próprio partido, o PSD.

Deputados da legenda criticam a falta de interlocução de Meirelles com a bancada e dizem que ele erra ao priorizar sua articulação política para 2018 com outras siglas e com o Palácio do Planalto, em detrimento da própria bancada, a quarta maior da Casa, com 38 parlamentares.

“Ao que parece, ele tem deixado para o Planalto a responsabilidade sobre a articulação política. Conversa com os agentes econômicos, mas muito pouco com os agentes políticos”, criticou o vice-líder do PSD na Câmara, deputado Domingos Netto (CE), que deve assumir a liderança do partido no próximo ano.

“Ele deveria conversar mais com a bancada. Não é o partido dele?”, cobra o deputado Julio César (PSD-PI), coordenador da bancada do Nordeste.

A reclamação vem até mesmo do líder do PSD na Câmara, Marcos Montes (MG). Ele lembra que, em almoço em setembro com o ministro, a bancada combinou com que iria ajudá-lo a se viabilizar como candidato em 2018. Mas Meirelles preferiu “outro caminho”, diz.

“Fizemos um gesto de apoio político, mas ele não usou a bancada para fazer esse caminho que hoje é praticamente um voo solo”, declarou o parlamentar mineiro.

Para o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), Meirelles erra ao não priorizar a bancada. “No final, quem estará na ponta somos nós da bancada”, diz.

Ele conta que, como parte da estratégia acertada no almoço de setembro, convidou o ministro para participar de uma feira de negócios com empresários em Belém, no último fim de semana. “A assessoria dele não deu retorno até agora”, conta. “Era um centro de convenções lotado. Ele perdeu”, acrescentou.

Passarinho diz que a bancada fez a parte dela, mas Meirelles rejeitou. “Não sei qual é a estratégia dele, mas ele está perdendo a chance de ter 40 deputados a favor dele. Enquanto outros estão procurando os deputados, fomos oferecer ajuda e ele não usou”, declarou.

Para o deputado paraense, Meirelles precisa sair do eixo Rio-São Paulo-Brasília, onde já é mais conhecido, e viajar para outras regiões do País.

O deputado Rogério Rosso (DF) engrossa o coro de críticas sobre a falta de interlocução de Meirelles. “Existe uma distância muito grande entre o pessedista Henrique Meirelles e nossa bancada na Câmara, fruto da própria atribuição de Meirelles como ministro da Fazenda e o reduzido tempo que o ministro tem disponibilizado para nossa bancada para discutir economia e outros temas inerentes ao partido”, disse.

Rosso também criticou a recente entrevista de Meirelles ao jornal Folha de S. Paulo, na qual o ministro criticou o PSDB. Na entrevista, Meirelles disse que a saída dos tucanos do governo “terá consequências eleitorais” em 2018 e que eles não estão comprometidos com a política econômica.

“Não está na hora de o chefe da área econômica do Brasil falar em eleições presidenciais no momento mais delicado do ajuste fiscal, que é a difícil aprovação da reforma da Previdência”, disse Rosso.

Movimentação. Procurado, Meirelles não comentou. Embora diga que só decidirá sobre candidatura em março, prazo final para se desincompatibilizar do cargo para concorrer em 2018, o ministro vem se movimentando para ser candidato.

Ele intensificou agendas de viagens pelo País e de reuniões com aliados políticos fora da agenda econômica, principalmente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com políticos do PMDB.

O ministro, que ainda oscila entre 1% e 2% das intenções de votos nas pesquisas, sonha em ser o candidato a presidente da República da frente ampla de partidos de centro-direita que o presidente Michel Temer articula para 2018.

A frente envolveria partidos como PMDB, PSDB, PP, DEM, PRB e PSD. O outro nome do grupo é o do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), criticado por Meirelles na recente entrevista – crítica combinada previamente com Temer.

 

Fonte original: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,bancada-do-psd-critica-meirelles-por-excluir-partido-da-articulacao-para-2018,70002109457